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17/04/2009 - 09:38

Por que tanta gente quer ser jornalista?

Faz muitos anos que os cursos de comunicação social que formam jornalistas são os mais cobiçados nos exames vestibulares. Faculdades de jornalismo pipocam por todo país, são centenas por toda parte.

Por isso, eu me pergunto: por que tanta gente quer ser jornalista, exatamente neste momento em que se anuncia a morte dos jornais e a nossa profissão é tão criticada pelo conjunto da sociedade?

Além disso, estamos prestes a ter uma decisão do Supremo Tribunal Federal, provavelmente acabando com a obrigatoriedade do diploma, o que, na prática, significa que qualquer um poderá ser jornalista, como já vem acontecendo.

Claro, eu sei que com o crescimento das novas mídias eletrônicas ninguém mais precisa ter diploma nem emprego para ser jornalista, pois cada um pode fazer seu próprio jornal na internet.

Mesmo assim, uns 50 mil jovens, ninguém sabe ao certo quantos, estão hoje cursando faculdades de comunicação para ter um diploma. Daqui a pouco vamos ter um contingente maior de estudantes do que o conjunto de profissionais em atividade.

Cada vez que faço uma palestra ou participo de debates em faculdades, vejo aquele mundão de gente no auditório e me preocupo com o futuro profissional daqueles jovens. Haverá emprego e trabalho para todos?

Emprego bom, não sei, mas trabalho certamente quase todos terão se quiserem mesmo ser jornalistas. Mudaram tanto as relações de trabalho que você hoje já não sabe quem é patrão e quem é empregado de quem diante dos milhares de títulos de impressos e de assessorias de imprensa, sites e blogs na internet.  

O mais difícil é saber por que e para que eles querem ser jornalistas. Fiz esta pergunta aos meus alunos quando dei aulas por um período na USP e na PUC/SP no século passado e poucos souberam responder.

Cheguei à conclusão de que a maioria estava ali porque jornalismo era a profissão da moda, sem a menor idéia do que gostaria de fazer na profissão, além de aparecer na tela da TV Globo, é claro, ou ter uma coluna na Folha ou na Veja.

Aquela velha história de idealismo, compromisso social, mudar o mundo, e todos os sonhos dos meus tempos de estudante, acabou. A grande maioria quer mesmo é se dar bem, fazer sucesso e ganhar uma boa grana, sem saber como.

Fico impressionado com a quantidade de estudantes que me procuram para dar entrevistas, fazer palestras, dar depoimentos para seus TCC (Trabalho de Conclusão de Curso, uma praga que inventaram para atazanar a vida de velhos jornalistas) ou simplesmente conversar sobre a profissão.

Muitos deles buscam apenas uma palavra de estímulo, um alento, já que em suas escolas os professores os desanimam tanto diante das dificuldades que encontrarão no mercado de trabalho que muitos desistem antes mesmo de tentar alguma coisa.

E, no entanto, a cada encontro com estudantes de jornalismo me surpreendo não só com a quantidade, mas também com o entusiasmo e a qualidade de alguns deles, dispostos a encontrar nesta profissão não apenas uma opção profissional, mas uma opção de vida.

Foi o que aconteceu na última segunda-feira, na Universidade São Judas, na Moóca, em que tive dificuldades até para sair do auditório. Estava com pressa porque tinha um outro compromisso naquela noite, mas eles queriam fazer mais perguntas até no caminho do banheiro.

Eu até agora não sei responder à pergunta que fiz no título deste post. Se algum leitor tiver a resposta, por favor me diga.

Abaixo, transcrevo a palestra, na esperança de que os estudantes interessados em saber o que penso encontrem as respostas que procuram e me deixem um tempo para poder fazer minhas matérias. 

   

1964-2009: 45 ANOS DE REPORTAGEM

 

 

         Boa noite, obrigado por terem vindo…

 

         Antes de mais nada, queria agradecer e dar os parabéns aos alunos que me convidaram e organizaram este encontro _ o Maurício Hermann, o Roberto Favaro, o João Luis e Lindemberg Rocha e a Patrícia Santos. 

 

         Já tinha decidido não fazer mais palestras gratuitas em faculdades este ano por dois motivos:

 

·       Preciso de mais tempo para me dedicar à reportagem e ao meu blog. Estava dando mais palestras e entrevistas do que fazendo matérias. Não está certo isso.

 

·       Como vivo do meu trabalho, apesar de aposentado, também não acho certo trabalhar de graça.  Todo trabalho deve ser remunerado.

 

Mas os colegas de vocês me convenceram a abrir uma última exceção e por isso estou aqui hoje para falar por amor à arte sobre o nosso ofício de repórter.

 

 

         Sei que ler um texto é chato, mas, apesar de ter trabalhado durante tantos anos com o presidente Lula, até hoje tenho dificuldades para falar de improviso.

 

Por isso, peço licença a vocês, para ler um texto que preparei sobre o tema proposto como introdução para o debate que teremos a seguir.

                           

Quero me dirigir principalmente aos jovens que ainda acreditam nos compromissos dos jornalistas de servir à sociedade com ética, fiéis ao seu tempo e à sua gente. 

 

Este ano, estou completando 45 anos de profissão, e continuo acreditando nestes princípios. 

 

Fui repórter na maior parte deste tempo, e ainda sou, mas já fiz de tudo um muito na carreira de jornalista _ menos trabalhar em circo, por enquanto…

 

 

De repórter estagiário a diretor de redação,

passando por editor, chefe de reportagem, correspondente na Europa, repórter, comentarista e diretor de televisão,

assessor de imprensa de candidato a presidente, Secretário de Imprensa da Presidência da República, e atualmente blogueiro profissional, já fiz um muito de tudo. 

 

Trabalhei, em diferentes cargos e funções, nos principais veículos da imprensa brasileira, com exceção da revista “Veja” e da TV Record. Fica mais fácil dizer aonde não trabalhei.

 

Para quem começou a trabalhar como ajudante de jornaleiro e depois foi “foca” de jornal de bairro, em 1964, até que não posso reclamar da vida…

 

 

Aprendi, logo no início da minha carreira, que uma das principais tarefas da imprensa é fiscalizar o poder público e denunciar o que tem de errado, sem deixar de contar o que está acontecendo de bom, sair dos gabinetes, contar histórias da vida real.

 

A imprensa era então chamada de quarto poder. Mas, nos últimos tempos, alguns jornalistas e alguns veículos parecem ter-se promovido por conta própria ao primeiro poder _ primeiro e único. 

 

Quer dizer, a mesma imprensa que investiga e denuncia, também julga e condena. A um só tempo, faz o papel de promotor e juiz, dona da ética e do destino.

 

Hoje, é fácil. As denúncias muitas vezes chegam prontas para os jornalistas _ em forma de dossiês, fitas, listas, como um serviço de delivery.

 

Vivemos, afinal, o mais amplo e duradouro período de liberdades públicas desde que me conheço por gente. 

 

Em geral, primeiro denunciam para só depois checar a veracidade do que foi publicado _ mais ou menos como o policial que primeiro atira para depois pedir documentos.

Mas nem sempre foi assim.

 

Em meados dos anos 70 do século passado, fui autor da primeira reportagem de denúncia publicada pela imprensa brasileira, depois da retirada da censura prévia no “Estadão”, instalada com o famigerado Ato Institucional nº 5. 

 

Com a colaboração de toda a rede de sucursais e correspondentes do jornal, coordenei uma série de reportagens sobre as “mordomias” do regime militar, relatando os abusos e privilégios de ministros e altos funcionários do governo federal.

 

O presidente da República era o general Ernesto Geisel e os jornalistas naquele tempo corriam risco de morte no exercício do seu trabalho. 

 

Mais ou menos nessa mesma época, meu colega Vladimir Herzog foi suicidado na prisão e vários outros jornalistas foram presos e torturados. 

 

Tive mais sorte e acabei indo trabalhar como correspondente do “Jornal do Brasil” na Europa.

                          

Sobrevivi para contar estas e muitas outras histórias no meu livro de memórias “Do Golpe ao Planalto _ Uma vida de repórter”, lançado pela Companhia das Letras, em 2006. 

 

Nele conto como se deu a passagem da ditadura à democracia, sob o ângulo de um repórter que viu e viveu de perto as mudanças no país e na imprensa na segunda metade do século passado.

 

         Como comecei em jornal no inesquecível ano de 1964, a partir daí relato o que aconteceu na imprensa e no país até 2004, quando trabalhei como Secretário de Imprensa, no Palácio do Planalto, com o presidente Lula.

 

O livro apresenta um registro destas quatro décadas, divididas exatamente em dois períodos de 20 anos: 20 anos de ditadura e 20 anos da nossa jovem democracia. 

 

No meio, como um divisor de águas, localizo a Campanha das Diretas, o grande marco no processo de redemocratização do país.

 

         A mesma grande imprensa que apoiara com entusiasmo o golpe militar de 1964 e, depois, foi colocada sob censura prévia em 1968, a partir do golpe dentro do golpe, demorou a se dar conta das mudanças, vinte anos depois.

 

No final dos anos 1980, um grande movimento popular estava ganhando as ruas para dar um basta à ditadura.

 

Trabalhava nesta época no jornal “Folha de S. Paulo” que, desde o primeiro momento, ainda nos últimos meses de 1983, abriu suas páginas e mobilizou toda sua equipe para fazer a cobertura da Campanha das Diretas.

 

Pela primeira vez, notei esta mudança de direção entre os chamados formadores de opinião, abrigados na grande imprensa, e a vontade popular expressa pela sociedade civil organizada.

 

Em vez de a imprensa fazer a cabeça do povo para ir às ruas, como aconteceu em 1964, agora era o povo nas ruas que obrigava a imprensa a ir atrás para descobrir o que estava acontecendo.

 

Com a liberdade reconquistada, a imprensa viveria um período de prosperidade, com investimentos em profissionais e máquinas modernas que produziam veículos graficamente cada vez mais bonitos.

 

Isso durou mais ou menos até meados dos anos 90, quando se instalou uma crise econômico-financeira na mídia. Algumas empresas até hoje lutam para sair dela. 

 

Redações foram progressivamente sendo reduzidas, ao mesmo tempo em que, para cortar custos, o espaço das reportagens na mídia impressa foi sendo ocupado por colunas e pelo noticiário burocrático cevado nos gabinetes e apurado por telefone. 

 

Em conseqüência, houve uma inversão de prioridades na pauta dos veículos. Em lugar das histórias sobre a vida no Brasil real, a mídia impressa passou a dedicar cada vez mais espaço ao Brasil oficial, aos bastidores e às futricas da disputa política, assim como à vida das celebridades.

 

Com a imprensa regional cada vez mais dependente do noticiário das três grandes agências nacionais _ Folha, Estadão e Globo _ , o resultado é que passamos a ter Brasília demais e Brasil de menos nos jornais e revistas.

 

É o caso de se perguntar hoje o que é causa e o que é conseqüência.

A mídia impressa deixou de produzir reportagens por causa da crise econômica dos veículos?

Ou a crise é justamente conseqüência desta mesmice, com os veículos cada vez mais parecidos uns com os outros e distantes do seu público?

 

 Nos anos mais recentes, essa situação se agravou com a concorrência das novas mídias eletrônicas. Agora, já não basta encontrar novas fórmulas para diferenciar um veículo do outro, mas também acrescentar algo a mais ao noticiário das agências on-line,  para diferenciar uma mídia da outra. 

 

Além disso, enquanto a grande imprensa de papel encolhia, emissoras de rádio e televisão passaram a investir cada vez mais em jornalismo. E se multiplicaram por toda parte os sites e os blogs.

 

Bem abastecido de informações durante todo o dia, o leitor dos jornais de prestígio passou a sentir um gosto de pão amanhecido no noticiário impresso que acompanha seu café da manhã.

Esta modorra só costuma ser quebrada quando surge um novo dossiê, uma nova fita ou entrevista explosiva capaz de balançar os alicerces da praça dos Três Poderes.

                                    

Em compensação, os jornais populares não pararam de crescer no mesmo período, incorporando um leitorado novo. Quase todas as grandes empresas investiram nesse filão, atraindo gente que nunca antes teve dinheiro para comprar jornal. 

 

O casamento do preço de capa bem mais barato com a melhoria de renda dos trabalhadores criou um novo e promissor mercado. Além disso, temos agora também os jornais distribuídos gratuitamente nas esquinas.

 

Por isso, entre outras razões, não faço coro aos profetas do apocalipse que anunciam há tempos o fim da imprensa de papel.

Assim como o cinema não acabou com o teatro, e a televisão não acabou com nenhum dos dois que vieram antes, acredito que todas as formas de divulgação de informações sobreviverão.

 

O que cada mídia precisa fazer será definir qual é o seu papel nesta história e ser capaz de atender às demandas da sua freguesia.

 

 

Para que isso seja possível, penso que se torna cada vez mais necessário estabelecer marcos regulatórios na comunicação social. De preferência, com a auto-regulamentação da atividade, tanto para empresas como para os profissionais, a exemplo do que já acontece com o CONAR, que zela pela ética na publicidade. 

 

Num mundo cada vez mais conectado à grande rede, em que seremos todos um dia, ao mesmo tempo, emissores e receptores de informação, há que se estabelecer regras do jogo claras para todos.

 

Só assim a liberdade de expressão e informação será realmente um direito da sociedade democrática e não um privilégio de interesses particulares de grupos políticos ou econômicos.

 

Assim como aconteceu lá atrás na Campanha das Diretas, assistimos hoje a um processo semelhante, em que a população já não se submete mais passivamente aos velhos donos da verdade, mas forma sua própria opinião a partir das mais diversas fontes e, principalmente, dos fatos concretos da sua própria realidade. 

 

 Na medida em que, pelas mais diferentes razões, a chamada grande imprensa deixou de acompanhar o cotidiano da vida real em largas regiões do país, ao invés de surpreender seus leitores, muitas vezes ela é que está sendo surpreendida pelos fatos.

 

De outro lado cresce a importância dos veículos regionais, das publicações independentes, das rádios e televisões comunitárias, um passo importante para a democratização das informações. 

 

Deixei para o final a parte mais importante da história: a grande revolução que a internet está provocando hoje nas relações humanas _ a maior desde que Guttemberg inventou a imprensa, faz uns 500 anos.

 

Quase 60 milhões de brasileiros já estão ligados à grande rede, tornando-se ao mesmo tempo emissores e receptores de informação, acabando com esta história de formadores de opinião.

 

Hoje, cada um quer formar a sua própria opinião e, se possível, influir na opinião dos outros…

Eu, se fosse vocês, querendo mesmo ser jornalista, começaria desde já a trabalhar na internet, nem que seja de graça… Só comecei neste mundo muito recentemente, já chegando aos 60 anos, e confesso que estou gostando muito…

 

Voltando à mídia tradicional. Para aproximar novamente um mundo do outro, quer dizer, a fábrica de papel impresso da realidade vivida por sua clientela, só tem um jeito.

É colocar novamente os dois em contato, falar a mesma língua, reaprender a contar histórias da vida real, não só contar mas também explicar o que está acontecendo.

 

É sair da redação, largar o telefone e as teses dos analistas políticos, botar outra vez o pé nas ruas e nas estradas, olhos e ouvidos bem abertos.

Para isso, sigo sempre a lição do velho mestre Cláudio Abramo. Ele dizia a ética do jornalista deveria ser igual à ética do carpinteiro _ ofício que ele também exercia nas horas vagas. 

 

Quer dizer, precisamos apenas ser honestos naquilo que fazemos, e fazer bem feito o nosso trabalho, qualquer que seja nosso cargo ou função.

Não é a função ou o cargo que faz o profissional, é o contrário: em qualquer cargo ou função, seja numa redação ou numa assessoria de imprensa, a nossa ética tem que ser a mesma.

 

Era assim que pensava e agia quando trabalhei como Secretário de Imprensa no governo.

 

Nós, afinal, prestamos um serviço ao público, para o conjunto da sociedade, e não para quem eventualmente nos paga o salário, seja uma empresa privada ou o governo.

 

O caminho que escolhi e segui quase a vida toda foi o da reportagem _ a melhor maneira de contar o que está acontecendo, de denunciar o que está errado, mas também de louvar as iniciativas de brasileiros que estão mudando a sua própria história e a do país.

 

É o que procuro fazer agora na “Brasileiros”, revista mensal de reportagens, uma iniciativa de alguns jornalistas da minha geração, que ainda não perderam a fé na nossa profissão, apesar de tudo.

Se alguém ainda tiver dúvidas de que vale a pena ser jornalista, basta dar uma olhada na revista, que já está completando dois anos.

 

Desde abril do ano passado, escrevo também no portal “IG”, onde mantenho um blog chamado “Balaio do Kotscho”. Não percam! 

Para mim, não faz a menor diferença se escrevo um texto para a internet, uma revista ou para um novo livro.

Nós, repórteres, somos contadores de histórias da vida real _ o meio usado para isso, a tal da plataforma, pouco importa.

 

Se antes, quando eu comecei, era arriscado e difícil denunciar a corrupção dos podres poderes de sempre, hoje o desafio que se coloca para nós profissionais é outro.

É não servir de instrumento a interesses político-partidários, sejam eles do governo ou da oposição, preocupando-nos unicamente em contar o que a sociedade tem o direito de saber sobre o que está acontecendo.

 

  Sei que pode parecer romântico ou utópico o que estou dizendo, especialmente se falo para jovens que muitas vezes já perderam a capacidade de sonhar e de ousar.

 

Mas sempre foi assim que entendi o nosso papel de repórteres _ esses historiadores do cotidiano que escrevem sobre o dia de hoje, sempre na esperança de contribuir para um amanhã melhor. 

 

Posso garantir a vocês que vale a pena tentar, mesmo remando contra a maré, mesmo dando murro em ponta de faca: é muito bom poder trabalhar como jornalista num país como o Brasil _ onde tanta coisa ainda está por ser construída e tanta história para ser contada.

 

Muito obrigado.

 

Ricardo Kotscho

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:

101 comentários para “Por que tanta gente quer ser jornalista?”

  1. Pablo disse:

    Tem muito jovem querndo ser jornalista achando que assim como os jornalistas da GLOBO, FOLHA, ESTADAO , VEJA , ISTOÉ, E EPOCA elas tambem serão moleques de recado do daniel dantas, como sao os das empresas acima citadas. Coitados….Serao um Diogo Mainarde ou uma Mirian Urucubaca leitao ou pior, o Reinaldo Azevedo.

  2. Alicia disse:

    Você respondeu, Ricardo. TV Globo, Folha, Veja.
    E também pelo status de cult.

  3. Valdemir disse:

    Parabéns Ricardo Kotsho.

    45 anos de trabalho em uma profissão demonstra que a gente realmente gosta dele, se identifica com ele,ele é a nossa cara. Digo isso, porque estou beirando os 40 anos de economista ativo.

    Mas…a carreira de jornalista é mesmo emocionante. Atraente. Expositiva. Mas, tem os seus percalços – muitas vezes paga o preço pela exposição.

    Mas, hoje já não se fazem jornalistas como aqueles que começaram 45 anos atrás. Jornalismo virou negócio e,negócio rentável. Vender notícias, simular fatos, mídia da violência,da tragicomédia do dia-a-dia éo que se vê. O que temos é falta de ética e banalização da moral em todos os aspectos.

    Mas,ainda acredito no jornalismo verdade. Pois, sempre teremos trigo e joio e,acredito que o trigo vence sempre.

    Abraços

    Valdemir

  4. Bárbara Sales disse:

    Olá Ricardo, sou estudante de Jornalismo no interior do Paraná e concordo plenamente com você.
    Escolhi exercer essa profissão por que acredito que o jornalista tem o compromisso de servir a sociedade com ética e sem interesses. Ainda acredito no jornalismo sério e ético e é assim que pretendo exerce-lo.

    Obrigada por essas belas palavras, que só veem dar força e aumentar minha vontade de ser uma ótima jornalista!

  5. marcio Arsci disse:

    Kotscho, o que vou dizer, NÃO se aplica a vc e sim aos seus colegas:
    Todo mundo quer ser jornalista pra falar merd…, ganhar dinheiro fácil, viajar pelo mundo fazendo reportagens idiotas, beneficiando apenas a si mesmo.Todo mundo quer ser jornalista pra cmer de graça, viajar de graça, passear de graça, se divertir de graça, conhecer gente rica, bonita, e famosa, ganhando bem, nao acrescentando nada na vida de ninguém, e enchendo as bancas, a TV, o rádio e a nossa vida de porcaria.
    Se a Prosti… Priscila do BBB9 é jornalista, tudo é possíve então!

  6. Mariaelza disse:

    É de dar pena! Assim como na área jurídica, há mais advogados do que clientes. Os pais jogam oara seus filhos as expectativas baseando-se nos jornalistas e profissionais bem sucedidos.E cobram dos filhos as suas frustações, podemos ver avós, confiantes no futuro do neto por esse frequentar uma escolinha de futebol.

  7. Alicia disse:

    E o pior! Até quem já é formado, ou ainda é estagiário, te olha torto se você trabalha em veículo desconhecido.

    Cada reencontro com a turma de formados da Faculdade é uma luta de egos.

  8. Joel Robson disse:

    Certa vez, enquanto entrevistava um secretário de Serviços Públicos aqui da minha cidade, ao vivo, no programa de rádio e ele elogiava o prefeito e se auto elogiava, disse a ele que eu era muito econômico em parabenizar o poder público pelas obras realizadas por seus órgãos. Diante de seu olhar surpreso expliquei que o obra a ser entregue (reforma do centro da cidade) era bonita de se olhar e bastante funcional. Era, também, obrigação da prefeitura fazer, não só aquilo, porém, outras centenas de intervenções que melhorassem a vida do cidadão que pagava, e caro, por todos os serviços. Afinal de contas, se a administração não procedesse assim, perderia sua razão de ser.
    Já perdi a conta das vezes em que me indispus com integrantes do alto escalão e autoridades por contestar dados, números e estatísticas apresentados por eles. Eu acredito, igual a você, que estou a serviço do povo e não da estória oficial. Quem quer ser jornalista precisa saber: ganha-se pouco, trabalha-se muito mas, como é bom!

  9. Renata A. disse:

    “Por que tanta gente quer ser jornalista?”
    Pelo mesmo motivo que tem tanta gente querendo ser ator ou cantor, por exemplo. Porque a mídia vende uma imagem falsa dessas profissões, e o povo fica achando que jornalistas, atores e músicos vivem só de festa, grana e badalação. Na maioria dos casos, a realidade dessas profissões é bem diferente. Os bons profissionais, por exemplo, não ficam se expondo tanto na mídia, sabem lidar com dinheiro e não se deslumbram facilmente. E, acima de tudo, estão na profissão por amor, por vocação, e porque é o que sempre sonharam fazer. O problema é que a mídia só mostra os oportunistas – bem, há exceções, e as exceções com certeza concordam comigo.

  10. Álvaro HEnkes disse:

    Depoimento, de mais um…latino americano…do sul do país.

    Prezado Kotscho, sou mais um jovem, que veio este mundo atualmente matriculado no curso de jornalismo da Universidade de Passo Fundo, o porque desta escolha ? não era bom em matemática. Ingressei no curso em 2005, quando trabalhava como metálurgico, tive duas opções: cursar ou permanecer no ramo da metalurgia, decide encarar a vida acadêmica. Agora com o afunilamento, chegando ao fim do curso, processo de TCC a boa e velha monografia, percebo o quão deturpada está a profissão, as discussões em sala de aula, o mercado, salvo os jornalistas “da velha guarda”, estamos perdendo, cada vez raros os”profissionais românticos”.
    Fico honrado em ter a oportunidade desvendar, ter um pouco de acesso e isto incentiva a pensar o porque? o quanto foi dificil e é dificil a profissão do jornalista, e se me render ao bunda molismo do jornalismo o que será do amanhã?Inda bem que pego uma perninha de grilo da vasta contribuição de grandes mentes do jornalismo, Dines, Kotscho, Becaltchuk…

    Álvaro Henkes

  11. fábio disse:

    ………………………………………………………………………………………………………….
    ………………………………………………………………………………………………………….
    …………………………………………Kotcsho..!
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………..Sê você está sem,…
    ………………………………………………………………………………………………………..
    …………………………..” poprósta..” para “pauta”,..
    …………………………………………………………………………………………………………
    ……………………………………….aqui no balaio,
    …………………………………é só pedir uma ajuda,..
    …………………………………………………………………………………………………………
    ……………………………………………beleza..?
    ………………………………………………………………………………………………………….
    …………………………………Você acha que alguém,.
    ……………………………………..aqui vai ler éssa,..
    …………………………………….paléstra prá éssa,
    ………………………………………………………………………………………………………….
    ……………………………….molecada mal educada..?
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………………
    ………………………………..(claro com excessões)…
    ………………………………………………………………………………………………………….
    …………………………………………………………………………………………………………
    ……………………………..Ao invés de questionar os
    ………………………………………”estudantes”
    …………………………………….. de jornalismo,..
    ………………………………..você devia questionar
    ……………………………………………..os
    ………………………………………………………………….
    ……………………………………………PÁIS
    ………………………………………………………………….
    …………………………………que puséram eles no
    ………………………………………….MUNDO.
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………….E NÃO educaram éssas
    ……………………………………….TRALHAS,..
    ……………………………..que temos que aturar
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………….em
    …………………………………………. FILAS,..
    ……………………………………..TRABALHO,..
    ………………………………LUGARES PÚBLICOS
    …………………………………. e etc,…etc…etc.
    ………………………………………………………………………………………………………….
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………Esse problema, não é
    ……………………………………. “exclusividade”
    ……………………………………da tua profissão,….
    …………………………………………………………………………………………………………
    ……………………………………………é um MAL
    …………………………………………que assóla o
    ………………………………………….. PAÍS todo.
    …………………………………………………………………………………………………………
    ……………………………………….Os FILHOS da
    ………………………juventude TRANSVIADA dos anos 60
    …………………………………………………………………………………………………………
    ………………….. dando,….uma NÓVA CRIA nos anos 80 e
    …………………………………………………………………………………………………………
    ………………………………………………ésta,..
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………….agóra,..
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………….. nos anos 2000,..
    …………………………………………mostrando a
    ……………………………………………”GARRA”
    ………………………………………no mercado de
    …………………………………………. “trabalho”,….
    ………………………………………………………………………………………………………….
    ………………………………….trocando em miúdos,…
    ………………………………………………………………………………………………………….
    ………………………………………APRONTANDO,..
    ……………………passando os OUTROS PRÁ TRAZ,..
    ………………………………………..ROUBANDO,..
    ………………………………………SÊ ACHANDO,…
    ……………………………”questionando” prá sê DAR BEM,……………………..
    …………………………………………….enfim,
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ……………………a TRAGÉDIA social DA “crasse” MÉRDIA..!
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ……………………..E você achava que eles queriam fazer,..
    ………………………………………….”jornalismo”,..
    …………………………………………….prá que?
    …………………………………………………………………………………………………………
    ……………………………………………….hein..?
    …………………………………………………………………………………………………………
    ………………………………………………ALICE..?
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………………

  12. Facundo disse:

    Por quê?É curial: todo mundo (exceto alguns poucos idealistas) quer ser chapa branca.Ou receber um jabaculezinho de prefeituras,câmaras municipais.Os grandes exemplos estão aí: Franklin Martins,Miriam Leitão e quejandos.A grande imprensa dos Marinho,Civita,Frias,Mesquita,bispos,apóstolos,missionários et caterva,mama,insaciável famélica, nas inesgotáveis tetas dessa ré-pública.Experimentem,por exemplo,enviar críticas contra a Petrobras e seu descalabro no setor de segurança nas plataformas: 69 mortos nos últimos anos,cerca de 200 processos na justiça(tribunal marítimo,justiça comum e do trabalho).As colunas de leitor dessa imprensa jamais publicará as denúncias e/ou críticas.Ou por outra: aproveitará,chantageando, para morder ainda mais,os criticados.A liberdade de imprensa é uma farsa,uma mentira,um insulto à ética e ao idealismo de jovens incautos(poucos mas existem),que pensam em mudar o mundo através do chamado Quarto Poder,hoje,o mais corrupto e corrompido de todos.A imprensa brasileira(com raríssimas exceções) segue a máxima latina: dente lupus,cornu taurus petit.Ou seja: cada um se defende com as armas que tem.Salve-se quem puder.Enquanto isso,como disse o poeta: eu aqui na praça dando milho aos pombos…

  13. antonio miranda disse:

    Talves seja o deslumbramento que a profissão ofereça. Se o aluno um dia chegar a trabalhar em uma grande midia poderá se envolver com autoridades, artistas, atletas, etc, coisa que fica distante dos pobres mortais e isto atrai muita gente. Fora o fato de quando se consegue se consagrar, ter o poder de formar opinião. E quem não gosta de poder? Agora quanto ao numero de formandos todo ano, isto não só acontece no jornalismo. Quantos se formam em educação fisica, advocacia, professores, engenheiros, etc. Será que tem campo de trabalho para todos no Brasil?

  14. Samuel disse:

    Pois é Cidadão K, de repente, Nas Asas do Destino, a pessoa deseja Beijar o Perigo, e Levantando Vôo, acaba Fazendo o Destino, Encarando a Luta, divulgando e Gerando Conflito, Andando no Trapézio, Batendo de Frente, apaziguando, Buscando o Acordo, fazendo a hora e… cava o reencontro. Lembra?
    “A tarefa do jornalista é encarar a realidade e transcrevê-la em letras.” Lembra?
    “Como jornalista voce está sempre contando a história dos outros, reproduzindo fielmente o fato.”
    Lembra?
    Quem nunca sonhou em salvar o mundo?
    Com Super-Homem não existe, como Cristo é um só, a pessoa envereda a ser Locutor da Humanidade; interprete consciente da inconsciência dos leitores.
    É o que diz ao leitor aquilo que ele já sabia nas penumbras do espírito, mas que não sabe trazer a luz, por ser humano comum, enlaçado e amarrado por todas vivencias anteriores, paradigmas, culpa, repressão, enfim… não sou psicolo e, de tudo está saturada a alma do homem. Só alguns tem o dom de, se não revelar, auxiliar na busca do caminho.
    Na tarefa do jornalista, penso eu – humilde leitor que se deixa levar pelas palavras, ele evoca os elementos benéficos, cutuca o que é bem e bom, apela pelas idéias, maiores da que enxerga o cidadão comum, grandes e eternos ideais.
    Jornalista é o que auxilia na construção do Cidadão K, que diz o que a gente não quer ou não consegue dizer, ou dizer não sabemos; e que suscita resposta e que reconstroi o homem a cada fato, a cada notícia, a cada momento que se apresenta. Até quando um pobre canário morre derrotado por terrivel incendio; pobre criatura pequena e desamparada, que nem seria notada não fosse o jornalista – locutor da humanidade.
    Idealismo não acabou não Kotscho. Dorme apenas.
    Claro, muitos buscam ser reconhecidos, aparecer na Veja (eu dispenso essa companhia…), na Globo, Record, na midia, no Estadão (que gloria!!), na Folha, no Jornal do Brasil, uma coluna aqui ou acola, nem que seja pra ser um falso Paulo Francis e um reles Mainardi. Muitos aceitam tudo, e se tiverem mente aberta, mudarão seus conceitos e suas idéias pelo caminho.
    E sobre caminho, Cidadão K, vc sabe muito bem; parabéns pelos 45 anos de profissão. Uma vida. Testemunha vida da história.
    Pra terminar, que já me alonguei demais neste blá-blá-blá, deixou uma mensagem, antiga, esquecida, que aqui terá oportunidade de relembrar:
    “A maioria da imprensa, em suas linhas gerais e através dos seus orgãos mais representatvos, sabe manter-se num nível superior de critica objetiva, onde ressaltam a experiencia, o equilibrio e a penetração daqueles em cuja formação intelectual o amor à verdade e a dedicação à causa pública superam as paixões partidárias e as divergencias pessoais. Assim compreendido e assim exercido, o jornalismo desempenha uma grande missão social, que é a de esclarecer e orientar a opinião pública, auxiliando eficientemente o governo na sua tarefa cotidiana de bem servir às necessidades e aspirações populares. Criadora, estimuladora, esclarecedora deve ser sempre a função primacial da imprensa livre. E dessa imprensa necessita o governo, hoje mais do que nunca. Os problemas sociais e políticos são de tal modo complexos, que só um contato vivo, perene e fecundo com a opinião pública de todo o país pode dar luzes e força ao governo, para enfrentá-los e resolve-los. Nesse sentido, é na imprensa que se cristaliza o espírito do povo e é pelos seus orgãos representativos que se traduzem as exigencias e os anseios coletivos”
    Parece que foi escrito hoje, logo pela manhã, por algum governante responsável, (não essa corja que hoje envergonha o Congresso), porque são palavras saidas do coração.
    É trecho de uma carta escrita a Samuel Wainer, em 01/06/1952, pelo então Presidente Getúlio Vargas.
    Obrigado pela oportunidade RK, lembre-se, no desempenho de seu trabalho, a frase de Telhard de Chardin (putz… tô parecendo um chato citando gente importante…): ” A fé tem necessidade de toda a Verdade”.
    Mais do que nunca, visto o momento politico que o Brasil vive, essa lembrança se faz necessária.
    Um abraço e domingo vai dar Santos e Sao Paulo na final…

  15. Cintia Oliveira disse:

    Oi Kotscho! Sinto lhe informar, mas em parte a culpa é sua, rs. Lembro que assisti a uma palestra sua e o que me chamou muita atenção foi o brilho no seu olhar quando fala sobre essa profissão complicada, mas muito apaixonante. Acho que um jornalista possui como elemento principal a paixão. Assim como você, acredito que a paixão é o combustível que me estimula a seguir essa carreira, conhecer pessoas, além de ouvir e contar boas histórias.

  16. Raphaela Queiroz disse:

    Olá Ricardo!!Esta pergunta é muito capciosa. Pergunto-me para mim mesma o motivo pelo qual escolhi ser jornalista e o porquê de tantas pessoas cursarem jornalismo. Sinceramente, fui idealista. Moro em Roraima. Acredito que a realidade daqui seja bem distinta dos grandes centros. Isto porque há pouco tempo, ainda existia uma editoria de releases em um dos jornais de Boa Vista. Opino que esta profissão, infelizmente, é muito desvalorizada. Por vários motivos:os cientistas, pelo menos os que entrevistei, desconfiam de nós.
    A maioria dos advogados e médicos acredita que o ofício jornalístico é desnecessário, visto que todos ganham espaço nas revistas e escrevem suas colunas.
    Os salários dos jornalistas são míseros..
    E ainda por cima o Supremo tende a permitir que qualquer pessoa possa ser jornalista. Se isto se confirmar, eu me pergunto novamente: Estudar jornalismo pra quê??

  17. lucifer disse:

    Respondendo a pergunta da matéria, diria que é para frequentar cinemas, bailes e carnavais de graça. Resposta, adequada para os anos 50/60. Hoje, aproximar-se do poder.Qualquer que ele seja. Jornalistas, ainda são vistos com desconfiança e reverência.O difícil é ser bem sucedido,profissional e financeiramente. Os caminho para driblar a penúria, podem exigir, uma certa flexão da espinha ,além do ponto. Mas, isso ,como temos testemunhado,parece ,não ser problema,basta colaborar com o veículo certo, e estar a serviço
    de nebulosos propósitos,mas que garantam , o conforto do consumo , e a opulência…

  18. Norma M disse:

    Prezado Kotscho,

    Fora de série essa tua entrevista !!! A resposta cada um terá a sua…. parabéns!

    Queridos amigos,
    Vou fazer uma operação no útero ( raspagem e retirada de pólipos ) na segunda feira do feriadão, dia 20 lá pelas 14 horas.
    Conto com a oração de todos, pois toda operação gera um risco né?
    Mas espero que dê tudo certo e que eu venha a continuar enchendo o saco de vocês falou????
    Sério, orem por mim tá?
    Conto com vocês,
    Um beijão,
    Norma.

  19. Izabela Albuquerque disse:

    Obrigada….Kotscho!

  20. Alicia disse:

    Para Raphaela Queiroz 11:07

    Concordo totalmente. Não poderia descrever melhor o que sinto como jornalista.

    Alías, moro em São Paulo e estive em Boa Vista há pouco mais de 4 anos, quando participei de um Seminário sobre Plantio Direto. Me aventurei ainda por algumas cidades vizinhas, que me renderam boas pautas. Inclusive, como não poderia deixar de ser, uma sobre o plantio de arroz no estado.

    Tendo estado aí, imagino como devem ser as coisas para nossa profissão. Se aqui, no centro econômico do país, já sofremos pré-conceitos de personalidades ilustres, como os doutores citados por você, quando não dos nossos próprios colegas repórteres, faço idéia da situação nas regiõe smais afastadas do Brasil.

  21. Aninomyous disse:

    Acredito que seja porque tem muita gente legal aparecendo, tem muita gente ruim e chata, mas também tem muita gente boa…geralmente os que fazem jornalismo, tal qual direito, são pessoas extrovertidas, comunicativas, as jornalistas então em sua maioria são todas lindas! :P mas tem uma diferença não é entre jornalista e reporter…não sei direito, mas algo que certamente faz grande diferença, ter um mestre ou usar apenas o dom, porque me foi ensinado que 10% é dom e 90% é conhecimentos e habilidades adquiridas…particularmente acho muito legal já que prefiro jornalismo a ver programas de auditorio e novelinhas batidas…em outras palavras, quanto mais a comunicação e a informação forem divulgados mais chances temos de melhorar as coisas.
    Abraços e boa sorte a todos.

  22. tinho disse:

    Porque querem ser jornalistas…???? simples paras ganhar uma teta pra falar bem do governo….

  23. Ana Luiza disse:

    Bom dia, Kotscho. Parabéns pelo seu discurso. Pena que eu não estivesse lá na “São Judas” para ouví-lo. Mas valeu ,você nos ter colocado a par do conteúdo. Elucida e nos estimula a prosseguir, apesar de tudo, a continuar lutando por um país tão querido como é o nosso. Felicidades.

  24. joenca disse:

    Não sei se existe resposta para sua pergunta. Todo mundo quer ser jornalista, médico, advogado, escritor, jogador de futebol, ator, modelo, e um monte de coisas. Acho que o mais importante não é saber por que tanta gente quer ser isso ou aquilo mas se realmente o cara possui inclinação, amor ou conhecimento sobre a profissão que queira exercer ou se é por que a coisa tá na moda. Futebol tá na moda, Jornalista tá na moda, Advogado, Ator, Modelo, Informática tão na moda. Cabe a cada um saber o que realmente sente a respeito da sua provável futura profissão.

  25. cristiane disse:

    marcio … gostei
    Priscila … Jornalista
    Francine… Professora
    pode…. será que é moleza tirar estes diplomas?

  26. Euzinha disse:

    Olá… Parabéns pela matéria…. Mas…
    Quero ser jornalista sim. Porque? Porque sou curiosa, adoro pesquisar, opinar e porque noticia sempre haverá e eu quero poder transmiti-la da forma mais clara e verdadeira possivel. Num pais como o Brasil a maioria da população não tem discernimento para analisar as noticias que vê ou lê, e por isso tenho tanta necessidade de poder contribuir para a formação de pessoas mais críticas. Talvez eu até tenha que trabalhar na Globo, mas não é meu sonho de consumo, em parte porque na Globo não se pode opinar sobre o que é transmitido e em parte porque tenho vontade de trabalhar em jornais escritos e revistas.
    Jornalistas sempre existirão em montantes, mas qual profissão não é assim? Depende da capacidade, vontade e dom de cada um para se tornar um profissional realizado.
    Espero ter respondido um pouquinho a pergunta… Obrigada!!

  27. fábio disse:

    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………..Nóssa,…senhóra,…….
    …………………………………………………………………………………………………………
    ,…………já tão pedindo até,….RÉZA,…..aqui no balaio,….
    …………………………………………………………………………………………………………
    …..por que você não muda o nóme,.. do blóg,…..Kotcsho….?
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………Podia chãmár,…..:
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………………
    ……………………………” Cestinha do São Kotcsho..”
    ………………………………………………………………………………………………………….
    …………………………………………………………………………………………………………
    ………………………………..Venha,..minha amiga,.
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………é só incostcshá,..aqui,…
    ………………………………………….que sua
    …………………………………………..”graça”
    …………………………………………….será
    ………………………………………….atendida..!
    ………………………………………………………………………………………………………….
    ………………………………………………………………………………………………………….
    …………………………………………..O piór,..
    …………………………………………………………………………………………………………
    ………………………..é que a tal,…Nórma Metástase,..
    …………………………………………………………………………………………………………
    ………………………………………..nem disfarsa,…
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ………………………………………………”elogia”
    …………………………………………….a paléstra
    ……………………………………….e já péde a RÉZA,.
    …………………………………………..na sequência..!
    …………………………………………………………………………………………………………
    ……………………………………Até paréce que éla LEU….!
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………………
    ……………………………………………É,..Kotcsho,….
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………..depois você reclãma..:.
    …………………………………………………………………………………………………………
    ……………………….” é purque eu nun tenhu sussegu..”
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………..Quem mãnda dá uma de bom samaritãno
    …………………………………………………………………………………………………………
    ……………………………..Ajoelhô tem que REZÁ…!
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………………

  28. tina disse:

    desisti desse caminho um pouco antes de começar o curso.
    passei no vestibular da ufba, mas não fui me matricular.
    o porquê nem eu sei direito, acho que tive medo.

  29. JUCAPIRAMA disse:

    É a glamourização da profissão.

    O povo se imagina correspondente em uma terra distante, mostrando, ou relatando pessoas de diferentes costumes e culturas.

    E isso também ao bom acabamento do material; fotos, filmes, papel…

    O jornalista parece imune é como estar em um mundo e não fazer parte dele, imaginamos correspondentes de guerra, imunes as balas ou bombas, ou então um jornalista da área médica imune as infecções.

    Imaginamos assim.

    O jornalismo não traz apenas o acontecido, agora, traz o conhecimento, a tendência ele
    não mais relata, prospecta., antecipa os fatos.

    Antes dizíamos que aconteceu virou manchete, agora, virou manchete acontece.

    E isto é o tipo de coisa que atrai gente nova, e esta agilidade causa admiração, é comum ouvir perguntas na linha do “como os caras descobrem?”.

    Mas a competição também cobra preços; periódicos são extintos, redações enxugadas.
    Há voracidade pelo inédito, pelo furo.

    Sai uma reportagem com letras garrafais, sobre um assunto e logo saem outras sobre a história do furo.
    “Acompanhe os lances da reportagem que desvendou….”

    É a notícia da notícia, o making off da reportagem. Poderosa indústria.

    Outrora a rotina era garimpar, enfiar o pé na lama, hoje está mais light, existem mais recursos.
    Do outro lado do mundo sob quaisquer condições transmite-se informações ao vivo, como fez Peter Arnett.
    Imagens dos óctuplos da Califórnia percorreram o mundo antes deles chegarem em casa.
    É a imprensa da guerra, é a imprensa da paz.

    Resitem ainda, como uma brisa nostálgica, os pequenos jornais de bairros, que trazem às antigas, notícias da região, das vilas.
    Gazetas do Ipiranga, Pinheiros e Penhense.

    É o charme dos pequenos.

    Mas não basta relatar, nem as vezes ter sorte, precisa talento, verve.

    Como Sebastião Salgado que foi convidado a fotografar um desfile de moda, nada a ver com ele, mas ele foi.

    Foi, e com uma máquina até simples, registrou.
    Na foto veio tudo; modelos, público, expressões, caras e bocas, a bateria de objetivas, qual canhões, apontados para a passarela é até o clima a foto regsitrou. Foi a melhor foto E tudo isso preto e branco.

    Assim, para o jornalista, não importa se ele está registrando um trabalhador numa mina de enxofre na Indonésia, ou um desfile de moda, se está transmitindo ao vivo para a CNN ou se está na Gazeta Penhense, escrevendo sobre a festa da padroeira, tem que ter talento, quase nascer para aquilo.

    Tem que gostar pra ser bom, e ser bom o tempo todo.
    Jornalistas assim são eternos.

  30. CLAUDIO - Curto e Grosso disse:

    Jornalistas são contadores de histórias advindas de informantes tão protegidos que chegam a ser impenhoráveis, incomunicáveis e inalienáveis. Quando muito, jornalista é aquele que faz chegar uma noticia àquele que não tem papel e nem impressora para escrever aos seus iguais. Hoje com a internet, todos escrevem e vai chegar o tempo que a profissão de jornalista será como a do alfaiate, do acendedor de lampiões da Light, do picotador de bilhetes dos bondes, etc.. O mundo evolui, uns vem e outros vão.

  31. À todos os amigos balaieiros. Tomo a liberdade de fugir ao comentário sobre a matéria do querido RK, com o título ”Porque tanta gente quer ser jornalisata” e fazer um apelo de que nossa comunidade balaieira, dedique um momento de seu tempo, para uma oração em intenção de que Deus abençoe a cirurgia que Dona Norma será submetida no próximo dia 20. Me sinto no dever desse rogo pois, ela me orientou sobremaneira quando fui operado e todos os balaieiros, vendo minha situação, oraram numa prova de grande amizade o que resultou num sucesso a cirurgia em que fui submetido, estando eu agora em recuperação que está indo muito bem. Agradeço a todos irmãos balaieiros, contando com todos. Que este balaio, continue sendo o mesmo, cheio de amigos. Deus nos abençoe.

  32. Zé da Silva disse:

    O pessoal quer ser jornalista porque essa é uma profissão, se é que isso pode ser chado de profissão, absolutamente irresponsável e inútil.
    É muito fácil ficar falando abobrinhas e criticar os outros!!!!
    É muito fácil aparecer como sendo o grande sábio nesse ou naquele assunto e na verdade ser um completo incompetente!!!!

  33. Alexandre Olimpio Santos disse:

    Mecânico, Advogado, político e Jornalista, todos nós temos que ter cuidado.
    Só tem picareta aproveitando da desgraça dos outros.

  34. Anderson disse:

    Quem acha que o Kotscho vai ler os comentários desta matéria? Parem de tentar aparecer por palavras mal escritas.

  35. Lobe disse:

    Velhos paradigmas, tatuados nas cabeças das pessoas, são difíceis de morrer. E não estou me referindo aos estudantes, estou me referindo a você, caro amigo e blogueiro Kotscho, você ainda esta pensando em um forte vínculo entre Curso Superior e profissão, mas esta é uma realidade que não existe mais.

    Se se alguem fizer a previsão de que de cada 10 estudantes de direito hoje apenas 1 se tornará advogado no futuro, direi que é exagero, acredito em algo entre 15 ou 20.
    E os outros 10, isto na versão otimista, terão perdido o seu tempo?

    Não!

    Trabalharão com outras coisas e vão aproveitar a experiência da universidade de outras formas, estarão mais preparados pois aprenderam a estudar, a serem responsáveis pelo próprio conhecimento, a dialogar, a valorizar o saber, o “currículo oculto” dos Cursos Superiores é poderoso.

    Mas precisa ser Curso de Direito pra fazer isso?

    Não de novo!

    Jornalismo é um Curso atraente por varios motivos, incentiva a ler linhas e entrelinhas, a escrever palavras e sonhos, a duvidar, questionar, interpretar, relativizar… enfim, não serão necessariamente Jornalistas, mas serão jovens melhor preparados para o futuro incerto e pos-moderno.

  36. Adriano Lopes Siqueira disse:

    Olá, Ricardo, curso Jornalismo, e sempre sonhei em exercer uma profissão que talvez não tenha o reconhecimento de um medico ou advogado, mas que é apaixonante e faz você vivenciar varias vidas,conhecer lugares.
    O fato de ser Jornalista não é o status como dizem muitos acima,por que de status não tem nada, mas é uma profissão que dá muito prazer.
    Afinal que profissão você pode contar historias,pode denunciar os erros, brigar por uma país melhor. nenhuma outra.
    Por isso fazer Jornalismo é apaixonante e só quem faz sabe.
    Sou a favor do diploma, e não é porque faço faculdade, e sim porque se não precisar,vai começar a sucatear o ensino superior
    porque também não preciso de diploma para administrar,para ser um gestor, para ser um advogado e outras profissões.

  37. wanderland xavier pinto disse:

    Ser jornalista é viver em paz. É viver com Deus em seu coração. É contar o que houve na mais pura realidade e se ver constrangido por aqueles que repudiam os seus relatos verdadeiros. Ser jornalista é uma questão vocacional. Está no ser, no âmago. Mesmo sabendo que contando a mais pura verdade, o esperto vai tentar contar que tudo não passa de especulação da imprensa.
    Para mim, que sou também jornalista. Só perdemos para o altruismo dos professores.

  38. Raatz disse:

    Eu quis ser jornalista porque queria mudar o mundo sem ter que usar uma gravata. No segundo ano da faculdade, queria mudar o Brasil. No terceiro, queria mudar a PUC. No quarto, só queria um emprego. Hj eu tento exercer a profissão com honestidade em meio a leitores imbecis e patrões exploradores. Mas pelo menos da gravata eu escapei.

  39. Sonia disse:

    Kotscho: “Tanta gente” também quer ser advogado, por exemplo. Cada esquina tem uma espelunca despejando duas vezes ao ano milhares de bacharéis no mercado… Mas vou responder tua pergunta com um versículo bíblico: “Vaidade das vaidades, TUDO é vaidade!”…

  40. Arini disse:

    Por que tanta gente quer ser jornalista? Essa é fácil:quer serviço mais fácil do que sentar a bunda na frente de um computador e ficar falando mal dos outros (impunemente, na grande maioria dos casos)?

  41. Gisele disse:

    Porque tem muita gente que se ACHA jornalista e acha que sabe escrever, que lê revista Claudia e pragas similares e se acha uma jornalista feminista, por exemplo, ou então, escreve umas crônicas medíocres e se acha um escritor promissor. Eu realmente acho a profissão de jornalista muito importante, mas são poucos, muito poucos que têm honestidade intelectual para tanto.

  42. Luiz Duarte disse:

    Gostaria apenas de registrar que existe uma cultura social profunda no brasileiro que, certamente, responderia a essa pergunta – ascensão social. E com elegância e prestígio de preferência, ítens presentes ao glamour dos grandes nomes do jornalismo. Destaque, fama como consequência. Só que o jornalismo pode ser comparável também ao futebol, menos de dez por cento vão conseguir chegar ao topo. O funil no mercado da excelência profissional existe em todas as áreas mas, como você próprio salientou, a motivação passa necessariamente pelo ’sonho’. Na realidade, no seu texto há uma referência muito feliz no que eu quero afirmar ~ no seu tempo havia muito mais ‘profissionais de fé’; só pra tentar ilustrar, se você mandar uma turma de jornalismo pontuar o texto – Trabalhei, em diferentes cargos e funções, nos principais veículos da imprensa brasileira, com exceção da revista “Veja” e da TV Record. Fica mais fácil dizer aonde não trabalhei -, já eliminaria mais de cinquenta por cento da turma. Como discutir psicologia da profissão, aptidão ideológica quando não se detecta as ferramentas intelectuais necessárias? Tudo hoje é mercado. Puro, grosso e simples. Excelentes profissionais disputam vagas nos veículos de comunicação com brocos patrocinados ou apadrinhados. No interior, os ‘patrocinamentos’, nos grandes veículos, os apadrinhamentos. É o efeito do capitalismo nas profissões; ainda hoje li não sei onde uma matéria sobre o ‘mercado da saúde’, coisa bem mais séria até do que essa nossa salutar e bem apropriada discussão. Vamos aproveitar a crise causada pela ambição dos grandes acumulos de renda e discutir os valores morais e éticos do capitalismo? Ou vamos aceitar esses valores atuais como uma constituição maior e ficar dando murros em ponta de facas em debates setoriais? Moleque de recados dos governos se tornou a imprensa sem saída financeira, apertada pelos achatamentos fiscais e tentando a qualquer custa manter seu próprio status. Ficou célebre no meio a intervençao do jornalista Bóris Casoy ao discurso de um membro da família Marinho, quando afirmava que a rede Globo era a única no país com total isenção financeira, discordado categóricamente por Casoy, argumentando que a relação da sua emissora (na época a rede Record) com o governo era a mesma da Fundação Roberto Marinho. O verdadeiro jornalismo, que eu aprendi, ouvi de velhos políticos do interior de Minas Gerais, me contando estórias e histórias que podem ser exemplificadas pelo lendário Samuel Wainer (me desculpe se a grafia do nome não estiver certa) que pulava os muros da residência de Getúlio Vargas numa antevisão do futuro que todos apostavam contra. Getúlio voltou e ele estava à frente da notícia. Me contaram, não sei se é verdade tanto atrevimento, que quando os cachorros começavam a latir, Getúlio já mandava os criados tranca-los e convidar Samuel para entrar. Fui induzido ao jornalismo, sempre exercido no interior desse imenso país, por estórias de Sebastião Nery, Heitor Cony, a turma do Pasquim, episódios como o atentado contra Carlos Lacerda e a revolta do Forte de Copacabana… hoje nosso pobre jornalismo vive de CPIs dos escândalos, desvio de recusos públicos, sonegação fiscal, uso inadequado dos recursos públicos, castelos mineiros, passagens pagas por mandatários para a sogra passear nos EUA… não sei se ainda há glamour nessa profissão no Brasil.

  43. Lúcia Kfouri disse:

    Meu irmão,hoje falecido, era do tempo que o diploma não era necessário .Ele foi jornalista a sua vida toda e apaixonado pela profissão. Trabalhou em grandes jornais, tendo inclusive sido enviado especial , nos Estados Unidos, do Estadão e da Globo.
    Ocupou cargo de direção na TV Cultura, enfim, não tinha diploma mas possuía o que se pode classificar como “dom “para escrita.
    Aproveitei este tema muito interessante abordado pelo Koscho,para falar um pouco sobre meu irmão porque sinto muitas saudades dele.
    Se hoje todo mundo quer ser jornalista, é preciso que esses jovens entendam que conhecer Português é importante.Basta ler certos textos na internet (para não dizer a maioria) para se deparar com erros gramaticais monstruosos.
    Quanto à cobrança por suas palestras, acho que o Koscho está muito certo porque a vida financeira de jornalista não é nada fácil .

  44. Lombardi TRICOLOR. disse:

    Kotscho.

    Sei que o assunto é especificamente jornalismo, mas como não sou formado em nada, apenas pela faculdade da vida e fiz questão que meus dois filhos se formassem porque sei e sempre senti na pele que um homem sem o canudo tem maiores dificuldades não só no campo profissional como em todos os campos da vida.

    Penso que se fizer uma pesquisa, aumentou em muito o interesse por todos os cursos e todas as faculdades.

    A população aumentou, a densidade demográfica aumentou, as cidades incharam por ‘mil razões’ desde os meados do século passado.

    E as oportunidades diminuíram, muitas empresas fracassaram, a economia encolheu tanto que os homens que se diziam donos da verdade se calaram ou se desvencilharam.

    Trabalhei na ultima empresa por 28 anos e nos últimos dois anos antes de me aposentar como encarregado de produção durante um período cuidei da integração de novos funcionários e por vezes me constrangia ao receber muitos jovens diplomados das mais variadas profissões e existiam alguns que faziam questão de omitir sua formação para poderem ser aceitos em funções menos exigentes porque necessitavam de trabalho.

    Alguém poderá dizer ou pensar que estas pessoas são fracassadas, porém eu não acredito, acho que muito do sistema deve ser reavaliado e a sociedade deve procurar juntamente com o poder encontrar novos caminhos.

    Não querendo polemizar e já polemizando como diria Jô Soares jogo palavras no texto: MUDANÇA DE CULTURA, FACILIDADE PARA PLANEJAMENTO FAMILIAR, REFORMA AGRÁRIA COMPLETA, APOIO E FACILITAÇÃO AOS EMPRESÁRIOS AGRÍCOLAS QUE MANTIVEREM OS EMPREGOS NAS FAZENDAS MESMO MECANIZADAS, CRIAÇÃO DE NOVOS PRODUTOS E EMPRESAS, INCENTIVO A CURSOS PROFISSIONALIZANTES E MILHARES DE OUTRAS IDÉIAS QUE A PRÓPRIA SOCIEDADE PODERÁ SUGERIR.

    Todas as frentes e todas as áreas devem se atacadas e o homem deve começar a perceber que ele é o unico responsável
    por seu sucesso ou fracasso, salvo a fatalidade OU A FALTA DE CUIDADO COM A SUA MORADA.

  45. Andrea disse:

    Alguns jornalistas postaram seus comentários falando das dores e delícias.

    Desejo a todos sempre muita a saúde, força, otimismo para abraçar qualquer que seja a vossa carreira e/ou obstáculo na vida. Seja lá qual for a carreira é necessário paixão, comprometimento e ética.

    Aos queridos amigos Brasil de Abreu e Norma que Deus os abençõe.

    Vou fechar com duas frases: uma do Brasil de Abreu : “Que este balaio, continue sendo o mesmo, cheio de amigos. Deus nos abençõe”
    Tem uma frase do Chico Xavier muito bonita : “O mal não merece comentários”.

    Kotscho: adorei a novo foto,viu..!

  46. Samuel disse:

    O Kotscho faz a pergunta por que tanta gente quer ser jornalista. Mas ele mesmo deu a resposta. Há algum tempo, quando escreveu o livro “Nas asas da imaginação”. Os capitulos deste livro, que transcrevi no inicio do meu texto: beijando o perigo, levantando voo, fazer o destinoencarando a luta, batendo de frente, já exprimiam as razões pelas quais escolheu ser jornalista. São essas as razões da maioria dos alunos e pretendentes a jornalistas. O escritor talvez esqueça; mas o leitor lembra.
    É que no meu texto acima não exprimi com clareza; não tenho bom tranto nas letras e na comunicação.
    Mesmo assim valeu – um abraço RK

  47. Samuel disse:

    Cadê o Manoel Ferreira???????

  48. Gisele disse:

    Alguns para parecerem inteligentes!

  49. Laize disse:

    Olá Kotscho

    Responder a essa pergunta é difícil cada pessoa tem critérios e motivos diferentes quando faz escolhas…

    EU escolhi cursar jornalismo porque na escola sempre me interessei por matérias como português,história,gostava muito de escrever redações e ler livros.Claro que nada disso me define como jornalista,mas eu resolvi seguir por esse caminho…

    No momento eu estou no 4º semetre,adoro tudo que faço e aprendo na faculdade ,inclusive na última terça-feira dia 14 parte do meu grupo esteve fazendo uma entrevista com você para um documentário e nos tornamos parte dessa imensa quantidade de estudante que o procuram para falar da sua vida e experiências.rs

    Atualmente eu trabalho como Auditora ,ou seja, não tem nada relacionado com o curso e profissão que escolhi,mas como o mercado está difícil o que consegui na área até hoje foram duas matérias publicada por uma revista do meu bairro,mas eu continuo tentando assim como muitos estudantes por aí.

    Caso eu não consiga exercer a profissisão de jornalista na prática ,com certeza jamais vou me arrepender de ter tentado,pois é uma profissão fascinante e o aprendizado que eu tenho na faculdade vou carregar comigo pra sempre.

    Caso eu consiga exercer a profissão e fazer parte das exceções,espero ter muita história de vida pra contar,buscar a verdade com muito compromisso aos meus valores e com as pessoas que virão a receber as informações e ser sempre apaixonada pelo que faço.

  50. Mariane disse:

    Eu decidi fazer Jornalismo desde o 2º colegial e agora já estou fazendo o 2º ano de cursinho para conseguir entrar em uma boa faculdade.
    Eu acho que os jornalistas querem opinar em tudo. Quantos não fazem revistas especificas de História e Geografia sem saberem sobre o assunto?
    Pretendo fazer Jornalismo, depois História e Geografia, podendo assim ter uma visão mais crítica, porque muitos jovens fazem Jornalismo e querem sair metendo o pau em todo mundo sem conhecer e checar a verdade.
    Muitos jovens escolhem a profissão porque querem entrar na Globo ou na Veja…e nunca leram uma Carta Capital na vida.
    Mas outros tantos tem visão crítica e já sabem como essa vida é dificil, antes mesmo de entrar na faculdade…e entram porque serão servidores da sociedade e não dos poderosos.

  51. fábio disse:

    ………………………………………………………………………………………………………….
    ….ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaah……
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………….PARABÉNS,……RAATZ,….das 14:38…!
    ………………………………………………………………………………………………………….

  52. Alfred E. Newman disse:

    Quando fiz faculdade ( se acabar com a obrigação de um diploma vai piorar ainda mais a situação dos jornalistas) eu fiz essa pergunta para aguns colegas.

    Um quera ser o Wiliam Bonner, outro queria ir cobrir as olimpíadas, uma queria um programa de auditório. Ninguém queria cobrir guerras, polícia, política, enfim, a realidade, queriam cultura e esportes.

    Até aí tudo bem, mas eu tive a curiosidade de perguntar se alguém, em minha sala, realmente gostava de ler e escrever.

    Impressionante, só eu!!!!

  53. Ricardo!

    Quando decidi ser jornalista, eu achava sim que iria mudar o mundo. Depois passei a entender que é melhor começar por mudar a mim mesma. O que, creiam ou não, é ainda mais difícil porque depende de autocrítica, atitude, generosidade, humildade e outras tantas coisas.

    Umas das primeiras coisas que li na faculdade e que me fez, ao menos, orientar o que faria da minha carreira, foi escrito por você: “embora não conste em nenhum manual de redação que o jornalista tem, entre outras, a função de acabar com a fome, sempre é bom ajudar alguém com aquilo que a gente escreve”. (A Aventura da Reportagem).

    As palavras, impressas em sulfite, ficaram lá grudadas na porta do meu guarda-roupa e se tornaram uma espécie de mantra durante a graduação. :)

    Minha vida deu muitas voltas, mas sempre que pude e que posso, ajudo alguém com as coisas que escrevo.

    Obrigada.
    Abraços,
    Dani (tricolor!)

  54. Cris disse:

    Prezado Ricardo,

    Eu sou jornalista há pouco tempo – quatro anos, mas desde antes de prestar vestibular eu já perguntava o que certos colegas de colégio queriam prestando vestibular para jornalismo. Eu quis jornalismo para mudar o mundo. Mas, quando eu me formei e vi que a maioria esmagadora não queria mudar o mundo, eu fui desanimando, morrendo como jornalista, fui deixando de lado essa coisa de mudar o mundo, fui sendo tomada por essa apatia que já estava entranhada naqueles certos colegas desde o colégio, fiz um concurso, e virei funcionária pública. É certo que é na área de comunicação, mas bem longe do jornalismo com o qual eu sonhei. E neste emprego, eu não vou mudar nem a minha esquina. Além do mais, a apatia tomou conta de toda a população. Os jornalistas que mais querem mudar o mundo podem fazer o melhor jornalismo do mundo que nada vai adiantar. A população se abovinou. Hoje, a maioria entra na faculdade de jornalismo já sem querer mudar o mundo. Têm a missão de apenas manter o pasto, cada vez mais vasto. Isso é fácil, tanto quanto encontrar uma faculdade de jornalismo para cursar sem precisar prestar vestibular. Delícia, né não?

  55. Marcus disse:

    Jornalista, policial, deputado, senador, governdor, poíticos em geral e outros assemelhados. Os assemelhados podem ser os mesmos, mas por razões óbvias, preferem o anonimato.
    Como em qualquer profissão há os bons e os maus. O duro é que muitos maus conseguem se sobressair.

  56. DOUTOR MONTÊRO disse:

    GOSTEI!… PARABÉNS AO SENHOR PELOS ESCRITOS. DEPOIS DE LER, ESTOU PENSANDO EM FAZER JORNALISMO!…

  57. Carolina disse:

    Eu, como estudante de jornalismo, percebo que a maioria das pessoas escolhe a profissão por não terem de fazer contas, ou ver sangue em mesas de cirurgia. Estão ali por eliminatória de outras áreas. Quem vai pelo glamour ou pelo sucesso, certamente muda de ideia logo nos primeiros semestres.

  58. Anônima disse:

    Boa tarde, Kotscho. Primeiramente, gostaria de registrar neste comentário meu respeito e minha admiração por sua trajetória.
    Quero tentar, também, responder ao questionamento que você expõe no título do post. Eu, que há quatro anos carrego comigo o diploma e o fardo de ter escolhido esta carreira.

    Cito um sem-número de razões pelas quais os jovens escolhem a profissão “Jornalismo”. Mas acho que antes de tudo esta é uma questão cultural que reflete a fragilidade do ensino brasileiro, desde o início dos cursos primários (que antigo, hoje o correto é “ensino fundamental”). Vejamos…

    - Quando somos crianças, somos estimulados a identificar nossos “talentos naturais”, ainda que não tenhamos bagagem suficiente para fazê-lo – e isso se dá ao selecionar em quais disciplinas obtemos as melhores notas.

    - É arriscado dizer isso, até porque não posso explicar nem tenho como provar esta “teoria”, mas aparentemente cada vez menos pessoas “nascem” com vocação para as ciências exatas! Basta verificar a quantidade de calouros de engenharia, economia e áreas afins e compará-las com a de humanas. É absurdamente desproporcional.

    - Nossos professores (infelizmente) nos incentivam: você é bom em língua portuguesa, escreve boas redações, gosta de ler e sabe de trás para frente as fases da literatura brasileira, deveria prestar Jornalismo! Pobres crianças… já vão criando um conceito fantasioso ao ouvir tais afirmações.

    - Chegamos à idade de escolher nossa profissão em uma época de grande imaturidade. Ou alguém aí acha que um jovem de 17-18 anos de idade consegue fazer a escolha mais acertada e que determinará toda a sua vida profissional daquele momento em diante? A preparação neste sentido é mínima; ou, arrisco novamente, até mesmo nula.

    - Há os que entram nessa por falta de opção, por preguiça de estudar mais (pode parecer ousadia minha afirmar isto, mas é relativamente fácil obter esse diploma), ou por comodidade … São estes os que infelizmente não tiveram estrutura educacional e até familiar que lhes transmitisse o hábito da leitura, tanto de livros quanto de jornais. O nível de cultura geral do jovem médio brasileiro hoje é algo lamentável. Ainda assim, arriscam (ou ousam!) tentar a carreira jornalística.

    - Bem próximo disto está o desconhecimento superficial da profissão. Acham que sabem, que é só sentar em frente ao computador, fazer uma ou duas ligações e está pronta uma “matéria”.

    Entre os outros fatores, cito também:

    - Naturalmente, muitos se deixam levar pela já citada glamurização. “Todos” querem ter uma coluna de opinião, ou trabalhar na Folha, na Veja, na TV Globo (pergunte aos estudantes se seus parentes e conhecidos não cobram, ainda que de brincadeira, estes “resultados”!)… ou pior, ser correspondente internacional, diretor de redação, e outros sonhos nada fáceis de alcançar (e que não são, de forma alguma, a representação máxima de sucesso como tantos acreditam!).

    - Há alguns poucos que já tem seus “contatinhos” e “pistolões”, QI mesmo, garantia de emprego. Acho que isso facilita a decisão…

    - A minoria (algo em torno de 1%, numa previsão nada científica, tampouco comprovada) de fato tem tino de repórter, sabe o que é, conhece e genuinamente ama o que faz. Geralmente já está na área antes de se matricular no curso, ou vem de experiências amadoras. Estes vão lutar para tentar ser um centésimo do que você ou um Samuel Wainer foram. O que também não é garantia nenhuma de que vão conseguir.

    - Por fim, acho que a principal razão está aqui: ingenuidade e/ou ilusão.

    Kotscho, de fato ainda há uns poucos que acreditam e ambicionam mudar o mundo e fazer a diferença. O caso é que a saturação do mercado, essa quantidade de gente que você citou e que – desculpe a sinceridade – só serve para fazer volume e ocupar o lugar de gente talentosa, acaba por obstruir os caminhos que a profissão deveria tomar naturalmente.

    Os tempos mudaram, o jogo do poder e a estrutura financeira das empresas de comunicação também, mas ainda acho que é possível fazer um jornalismo limpo e honesto. Para os que sofrem para se sobressair, falta espaço. Para os veículos, falta a sorte de pinçar, no meio da multidão de jovens candidados a foca, os que se encaixam no último motivo que citei.

    Peço desculpas se me estendi, mas seu post me atingiu de maneira pessoal (no bom sentido!), principalmente porque também me pergunto isto com freqüência… e sempre que posso aconselho vestibulandos a não se lançarem a esta profissão, que um dia já foi tão admirável – e útil – e hoje infelizmente tem caráter de incerteza.

    Um abraço!

  59. Carlos Silva disse:

    Amigo Kotscho.
    Para mim, nunca foi difícil saber a razão de querer ser jornalista, profissão da qual me orgulho. Com pouco mais de 10 anos, fazia questão de comprar diariamente o meu próprio jornal, o então vespertino ‘Ultima Hora’, de Samuel Wainer. Lia tudo, até horóscopo, e me entusiasmava com tudo, sonhando com a possibilidade de um dia ser também autor daquelas reportagens, daqueles artigos… Quis o destino que meu primeiro contrato em Carteira de Trabalho fosse exatamente da ‘Ultima Hora’, como jornalista provisionado – esse era o termo na época – o que sempre ressalto ao falar da minha atividade profissional, com o maior orgulho. Hoje, exatamente 40 anos após ter iniciado a carreira e ainda trabalhando, como subeditor do jornal ‘O Dia’ (apesar de já aposentado), olho para todo esse tempo que passou, penso nas aflições vividas por minha mulher, meu filho e demais parentes quando estava longe, viajando a trabalho, e chego a me emocionar. Como jornalista, mantive família, construí patrimônio, fiz amigos, orientei os mais jovens e acima de tudo, sempre trabalhei com dignidade, com respeito à verdade. Em todo esse tempo, nunca me queixei de ter de trabalhar nos fins de semana, nos feriados (teremos dois na próxima semana, aqui no Rio) ou ter de rever férias já programadas por ter sido escalado para a cobertura de determinado acontecimento. Enfim, fui, sou e acho que serei eternamente jornalista por amar o que faço, por entender que ajudo a relatar a própria história da humanidade, pois o jornal nada mais é do que um livro que se atualiza diariamente, servindo de fonte de consulta no futuro. Isso é ser jornalista, algo que nasce que a pessoa, como acontece nos mais diversos segmentos profissionais. Mas é preciso amar o que se faz, ter prazer no exercício da atividade, para ser um bom médico, um bom engenheiro, um bom advogado, um bom vendedor, um bom lixeiro, um bom professor, um bom pescador, um BOM JORNALISTA.
    Um abração desse seu colega e admirador.

  60. Lilian disse:

    Eu não conheci nenhuma pessoa, enquanto cursava jornalismo, que estivesse alí por causa da noticia, realmente o idealismo sumiu!
    Todos queriam status, mas depois que se deparam com a realidade do jornalista muitos desistem. A maioria dos estudantes nem sabiam que jornalismo estava alem de apresentar um tele jornal. Depois de concluir o curso, 90% foi fazer outro!!

  61. tatiane disse:

    É difícil para um jornalista responder algumas questões como está que você fez… já estou tão acostumada a só perguntar, perguntar… rs
    Se alguém pensa em fazer uma faculdade jornalismo achando que vai virar celebridade é melhor acordar… Está tão difícil conseguir emprego nesta área, seja em qualquer mídia ou veículo, imagina conseguir virar estrela… quem pensa assim é melhor investir na carreira de modelo, atriz ou cantor, agora se a pessoa não tem talento ou dom nem para isso, com certeza terá menos ainda para ser um jornalista competente, honesto e com credibilidade. Toda profissão tem de ser servida com amor, não adianta você se formar como jornalista, médico ou qualquer outra coisa e executá-la sem amor, paixão e dedicação – e claro muito estudo.
    Espero que seja sempre exijido o diploma de jornalista, porque caso contrário, pessoas formadas ou não ganharam um salário mínimo (ou menos ainda), que infelizmente não dá nem para se sustentar.

  62. Renato disse:

    Belíssimos textos – tanto o texto de abertura, quanto o da palestra. É pra ler e reler.

    Agora, para mim, saltou aos olhos uma questão (entre várias suscitadas, o que mostra a profundidade do artigo). Kostcho, você aponta que imprensa se tornou uma espécie de 1o poder – uma vez que julga e condena.

    Me pergunto: terá isso ocorrido em função do distanciamento que os poderes tradicionais – e aí me refiro a Legislativo e Judiciário – têm em relação à população?

    Não terá a imprensa absorvido o papel de nos representar em nossas reclamações e “condenar” (ao menos em palavra) os atos que nossos representantes políticos e juízes deixaram de criticar e julgar?

    Não que eu ache que seja papel da imprensa julgar e condenar, mas convenhamos que, no país da impunidade, havia um vácuo de autoridade a ser preenchido – algo que foi feito, nem que em nome de vender mais jornais.

    Creio que, antes de condenar um certo tipo de imprensa, deveríamos sim repensar o que levou a essa situação. E, a meu ver, um importante fator está no distanciamento entre o cidadão e seus representantes – políticos e legais.

  63. Silvana disse:

    Prezado Kotscho,

    A realidade sobre os recém-formados jornalistas é dura. Muitos saem despreparados das faculdades e poucos vão ingressar na área. Não fique preocupado, pois assim que os focas perceberem a realidade da profissão de jornalista só lhes restarão duas opções, a primeira é continuar a diante por amor a profissão, mesmo depois de saber que são poucos os que terão bons salários, porque a profissão está cada dia mais banalizada, terceirizada e etc.. A segunda opção, mais covarde na minha opnião, é desistir e deixar de exercer uma das profissões mais importantes para a sociedade e mais gratificante para quem tem a oportunidade de exercê-la.

    Abraços,

    Silvana
    Jornalista recém-formada e apaixanada pela sua profissão que escolheu desde os 10 anos de idade.

  64. Luis Paulo Orlando disse:

    Sr. Blogueiro, penso que deveríamos formar pelo menos mais de 100.000 jornalistas isentos por ano…e formamos mais juristas isentos e policiais federais que tivessem a vergonha na cara de prender esta quadrilha que está assaltando o nosso país…PENSE UM POUCO VC TB É UM DO “PARTIDÃO”

  65. NELSON LISBOA disse:

    Grande Ricardo, sou seu fã há muito tempo e estou na profissão, há 13 anos porque foi lendo gente do seu nível que me apaixonei pela profissão e continuo vendo nela uma forma de ser útil para a sociedade, de contribuir para que este mundo seja um pouco melhor… Jornalismo é um sacerdócio que aprendi a exercer me baseando em profissionais iguais a você.

  66. José Augusto Bernabé disse:

    Ricardo, tirando você e mais a lotação de uma Kombi, o resto ou é ou quer ser fofoqueiros diplomados.
    Fofoca sempre deu grana, lembra da Candinha? do Porto? do Sued? e outros tantos?
    A Corporação da Fofoca é tão grande quanto as outras.
    O fofoqueiro jornalista de hoje, também tem de ser ator. Observe como nos jornais televisivos, a macacada muda de expressão a cada palavra. RIDÍCULO.
    Os fofoqueiros jornalistas economicos então, são risiveis, todos eles, os policiais, nem falo. Tudo virou Dante e sua Grande Comédia.
    Não dá pra comparar a bagagen sua e do Dines, porque a estrada que eles passam e passarão é FALSA, voce sabe disso, e o ponto de vista dessa geração é funkeira e não da Terra e o Espirito Universal. São totalmente descartáveis.
    PORÉM, TEM UM LADO BOM DE TUDO ISSO:
    SÃO +OU- 50.000 NÃO ADVOGADOS, ESPERO.

  67. Edson disse:

    O melhor curso a fazer é Direito. (ponto final) Esqueçam jornalismo.

  68. Eu disse:

    Não sou jornalista e nem estudante de jornalismo.
    Não posso julgar todos os jornalistas da imprensa… mas, hoje em dia o jornalismo brasileiro está perdido me desculpem!
    Hoje a mídia faz o que quer… acusa quem quer… dita as regras… basta, pegar um notícia, ler e questionar… Veja o caso de Daniel Dantas neste momento… de réu à vítima…
    A conclusão é que em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil.
    Veja a revista Veja, ou melhor não Veja… uma revista tendenciosa… a Rede Globo manipuladora e ainda tem Folha de SP, Estadão, etc…
    Vejam o áudio de Requião em http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/?p=9182 vale muito à pena…
    Hoje, qualquer um pode ser jornalista… a internet é livre… é por isso, que leia o que considero a mídia alternativa, pois chega de manipulação! Navegue e leia, fuja das grandes dominantes da mídia brasileira… Não seja manipulado!

  69. contraponto disse:

    Acredito que há tanta procura pela profissão por causa do falso

    glamour que a envolve. Muitos estudantes de jornalismo se

    imaginam derrubando presidentes, cobrindo guerras,

    trabalhando na globo ou na veja. Mas a realidade da profissão

    não tem nada de glamurosa, os que vão para a globo, folha ou

    veja são os bem nascidos, apadrinhados ou os que venham a

    namorar/casar com os grandes jornalistas, esta é a realidade. Ao outros

    sobra trabalho duro, cargas horárias excessivas, frustrações.

    Entrar numa profissão para ter uma vida glamourosa é uma

    burrice, porque qualquer profissão pode ser mais rentável e

    socialmente útil que a de jornalista. O jornalismo às vezes é um

    ofício, como o de padre. Não é para qualquer um.

    Quanto ao debate sobre o diploma, sou contra. A própria

    realidade se encarregou de anular o diploma de jornalista. As

    ana hickman, andre marques, luig barrichelli, e outras modelos

    e atores pegam um microfone e fazem entrevistas, na prática o

    diploma não tem utilidade nenhuma, basta ser bonito (a) para

    fazer as vezes do repórter.

  70. Paulo Antunes disse:

    Prezado Ricardo, não sou jornalista e nem faço a Faculdade para tal, mas algumas notícias recentes me obrigam a desabafar com alguém! Foi comovente a entrevista do Senador Garibaldi Alves Filho ao tentar justificar o pagamento de míseros 118 mil reais à viúva do Senador Jeferson Peres! Foi de cortar o coração quando o Senador disse que autorizou o pagamento das passagens em espécie, pois ela estava sem receber a pensão! Sugiro até que todos brasileiros que estiverem em dificuldades financeiras que peçam ao nobre Senador, que parece ter um coração enorme, principalmente quando o dinheiro não é dele! Os nossos políticos estão ultrapassando todos os limites da desonestidade e da indecência! São reformas absurdas dos apartamentos funcionais (todo inicio de mandato é a mesma coisa!), mesmo que este não precise de nenhuma reforma! Isso se o antigo ocupante, que não se elegeu sair do dito apartamento (Já houve caso(s) que foi necessário abrir processo contra o nobre ocupante que não saia, nem com fórcipes)! Verba indenizatória, e outras mais (nomes para as muitas formas de se subtrair o dinheiro público é que não falta! Ufa, cansei de escrever! Até mais!!!

  71. Mara disse:

    Pois é Kotscho,

    não quis fazer jornalismo.. até acho glamuroso e interessante, imagine o impacto quando alguém diz: sou jornalista ahhhhhh!!
    mas .. preferi fazer filosofia…….. abraços..

    .

  72. Laís Bloise disse:

    Em primeiro lugar, parabéns pelo texto e pelos quarenta e cinco anos de carreira. O texto é formidável e não posso deixar de citar que a minha identificação foi imediata quanto as opniões ali citadas. Mas o que me trouxe a comentar não foram os elogios e sim uma pergunta que muitos não souberam responder. Confesso que estou um pouco alheia sobre o assunto. Como o Supremo Tribunal Federal está prestes a acabar com a obrigatoriedade do diploma da área jornalistíca e não se vê nenhum movimento do Sindicato dos Jornalistas para, ao menos, defenderem a nossa profissão? Hoje em dia em que até “flanelinhas” possuem uma associação que defedem seus direitos, fica claro o pleno descaso que está sendo feito com um assunto tão sério.

  73. rafael disse:

    Caro Ricardo a resposta você mesma a deu é a profissão da moda, hoje a maioria dos jovens não são idealistas e sim modistas, quanto a quantidade sobriviverão apenas os qualificados e alguns oportunistas que usarão a miséria alheia para se promover, idealismo dificimente voltara.

  74. Não creio que alguém possa responder sua pergunta. Por que continua a “moda” de querer ser jornalista? Coloquei essa dúvida em meu blog, “Fala, Zanfra!”, em novembro de 2007:
    “Se o mercado de trabalho se ressente da falta de mão-de-obra qualificada para muitas e muitas vagas que estão aí, disponíveis, por que é que mais e mais jovens procuram uma carreira com cada vez menos disponibilidade de vagas e cada vez mais mão-de-obra qualificada? Glamour? O charme de ser jornalista? A chance de trabalhar na Globo e ser colega da Glória Maria e do Bial?
    Confesso que já achei dizer “sou jornalista” mais glamouroso do que acho hoje. Não que, depois de 30 anos de carreira, eu tenha perdido minha identidade ou descoberto que minha vocação era outra. É que, justamente por essa procura toda, a profissão está perdendo aquele diferencial da vocação, do sacerdócio.”
    Mas, como você mesmo disse, trabalho não vai faltar… embora o mesmo não possa ser dito sobre EMPREGO.

  75. Bom dia Ricardo!
    Bom dia amigos balaieiros!

    É realmente motivante ver os jovens sonhando, lutando, e procurando buscar seu melhor lugar no mundo.
    Para aqueles que buscam o profissionalísmo sério, voltado não só aos próprios interesses, mas também buscando com isso ajudar a sociedade de alguma forma…eu parabenízo com muita emoção!
    Volto novamente á citaR uma frase que gosto muito de Jean Paul Sartre ” NÃO IMPORTA O QUE FIZERAM DO HOMEM…MAS AQUILO QUE O HOMEM FEZ, DAQUILO QUE FIZERAM DELE.”
    O bom profissional cumpre a sua missão com a melhor responsabilidade, e respeita os seus horários…
    O Excelente profissional, vai além…não tem horários, não dispõe de limítes, e por isso é muito encorajador saber que ainda exístem pessoas assim.
    Realmente sei que exístem pessoas que se “prostitúem” voltadas apenas aos interesses financeiros, ou comodidades relatívas à profissão que escolheram. Provavelmente conseguem atingir esse sucesso…mas se tornam infelizes…amargas…amparadas somente no conforto material que perseguíram durante a vida, e nas pessoas que pisaram para subir cada degrau.
    Não possuem amigos, e nem respeito, á não ser pelos efêmeros objetos conquistádos.

    Mas ninguém é perfeito!

    Parabéns Ricardo, por seus 45 anos de dedicação à essa profissão. Voce sabe exercê-la de forma impecável, vísto a sua infindável lísta de amigos, e o seu excelente humor.

    Um homem hoje em dia sonha em ser um “bom policial” mas infelizmente encontra mais dificuldades para realizar o seu sonho do que incentívos…assim é também com os professôres, e outras tantas profissões.
    Algum tempo atrás ví que minhas filhas estavam lendo um pequeno livro chamado “O doce veneno do escorpião” de Bruna Surfistinha. (pseudônimo).
    Apesar de elas na época serem adolescentes, conversamos sobre o assunto, (sempre procuro manter esse canal aberto)
    O livro propriamente relata as aventuras de uma “garota de programa” que se profissionalizou de tal forma naquilo, que achei admirável…sem hipocrisía!
    Ela pode ter se prostituído, sem se prostituír profissionalmente.

    Portanto, não importa o caminho que alguém escolheu, ou que a vida o dirigíu à escolher…importa o que essa pessoa fêz de produtívo para ela e para a sociedade dentro de sua proposta de vida profissional.

    Assim vejo e espero que esses futuros jornalístas encontrem nessa profissão, como em todas as outras, um sonho de vida, e um caminho de realizações.
    E que no futuro possam olhar para sí próprios…como pessoas que ajudaram á construír essa nação.

    Abraços!

    Robson de Oliveira nosbornar@ig.com.br

  76. Para Norma!

    Norma minha amiga! Em primeiro lugar, lembre-se do que eu te disse no boteco do balaio. Em segundo voce já está de volta aqui comentando com a gente alegremente. Está nesse exato momento agradecendo a todos aqui pelas orações, e muito felíz por tudo o que deu certo.
    O tempo?….isso não exíste…é apenas uma abstração.

    Beijos!

    Robson de Oliveira

    Samuel meu amigo!

    O Manoel Ferreira está bem! Apenas muito atarefado, segundo o que ele mesmo nos tem dito.
    Logo voltará aqui com seus comentários maravilhosos.

    Ricardo!

    Estamos muito preocupados é com o Enio…voce tem notícias dele, ou sabe de alguém que podería nos dar alguma informação?
    Se quiser responder em outro espaço, pode ir no boteco, ou por e-mail.
    A última notícia que tivemos dele, foi de que o seu computador estava apresentando problemas.

    Obrigado!

    Robson de Oliveira

  77. Marcos Cardoso (Itabuna-Ba) disse:

    Se você, Kostcho, no alto de sua experiência de vida e de jornalismo, não tem essa resposta. Seria pretenção excessiva minha. Todavia gostaria de dá um pitaco!
    Numa socidade que valoriza o ter em detrimento do ser que cultua a aparência fisica e tambem o status. A profissão de jornalista é uma vitine perfeita para massagear o ego, tomado muitas vezes pelo sentimento de individualsimo tão em alta na sociedade pós moderna. Em nome de um bom salario, vende à alma as idéias dominantes da midia burguesa atrelada aos conchavos políticos. Satanizam os que atrapalham as negociatas
    e endeusam os que lhes são convênientes.
    Alguns cidadãos vivem hoje, momentos de introspecção e conflito por causa da subversão de valores. Com o jornalismo, consequentemente, com o jornalista não é diferente se afastou e muito da essência, enquanto uns estão em crise outros se encontram com a disvirtuação do ofício. E a vida tem que se seguir, cada um escolhe o lado eu fico na opção 01.

  78. Jornalismo, reportagem…Conheci alguns da área policial, que na época, não esperavam a notícia chegar até eles como hoje, que a própria polícia fornece. Vieirinha, Pantera, Espaguete (já falecido) e outros, que trabalhavam na área central da cidade, com sala de imprensa na antiga Central de Polícia no Pátio do Colégio, os quais corriam atrás dos fatos e in-loco faziam com suas equipes. O baixinho Tico-tico, nossa, que rapidez, grande reporter entre muitos, faziam um jornalismo na ”raça” para as rádios e jornais que pertenciam.
    Mas, falando em fatos, eis um que achei interessante: Local-Av. Oratório x Av São Lucas. Um cego andarílho, carregava uma mala de viagem (não largava dela por nada – quem reside há muito tempo naquela área, deve tê-lo conhecido) e atressava aquela avenida distante da faixa de pedestres. Estávamos estacionados
    para um lanche e eu deixei por um momento meus companheiros e fui auxiliá-lo na travessia. Que surpresa: Quando lhe disse que eu era um policial que iria auxiliá-lo, um monte de palavrões bem alto eu ouvi daquele cidadão, dizendo que não precisava de nada. Mesmo assim, cortei o trânsito facilitando.
    Voltei para os meus parceiros e muitos risos em seus lábios…
    Tá vendo ”chefe”, vai fazer ”coisas” sem conhecer as pessoas….
    Mas, não demorou muito, lá vem o ceguinho de volta, tentando atravessar a rua, numa mão a bengala e outra segurando a mala sobre a cabeça. Me contive para não provocar mais risos…derrepente, uma freada de um caminhão…o ar comprimido dos freios fez um som como uma busina e o ceguinho largou a mala, meio que desnorteado e apressadamente foi com sua banegala tropessando na guia e sentou-se sobre a calçada. Peguei sua mala e fui ver superficialmente seu estado de saúde. O motorista do caminhão apavorado, estacionando o caminhão, lá chegou e perguntou como ele está, eu não cheguei a tocar nele. O cego disse, eu estou bem, nisso um colega já com um copo de água com açucar lhe oferece e ele tomou se restabelecendo do susto.
    Depois de tudo resolvido, tive de satisfazer a curiosidade e perguntei-lhe: Porque quando tentei de ajudar voce me xingou com tantos palavrões dispensando a ajuda? Eis a resposta: Para que o senhor me deixasse carregar a minha cruz sozinho!
    Passado algum tempo, quando eu deixava uma vítima de assalto no PS de Vila Prudente, beleada, ela me perguntou: O Sr. acha que eu vou viver? Eu respondi: confie em Deus e certamente viverá. Um outro cidadão, que se encontrava perto, estranho à ocorrência, dirigiu-se à mim dizendo: Vocês jogam tudo nas mãos de Deus, eu não creio em Deus! Isso chamou a atenção dos presentes. Então contei-lhe esse fato do ceguinho e completei: Quando voce tiver numa dificuldade quase que insolúvel, espero que tenha a ombridade daquele ceguinho em não aceitar ajuda para solucioná-la. Isto não é jornalismo, mas, sim uma narrativa de um fato real. Uma boa tarde à todos e que tenham um bom final de semana.

  79. carlos amorim dutra disse:

    Prezado Ricardo Kotscho

    É sempre bom ter algo agradável para se ler em dias tão conturbados, que insistem em nos acompanhar. O que você
    nos escreve ameniza um pouco tantos desencantos.
    Sigo colado e fiel ao seu blog, como visgo de jaca.
    Abraços, Carlos Dutra

  80. Pedro de Souza Silva disse:

    A maioria deseja a sua cara na mídia. E não tem nada de vocacional. Uns poucos realmente são especias. O resto é lixo.

    Vá escrever um livro, uma bela história ficção ou fato real, para que façam os leitores pensarem, mas com alma e que emocione.

    Pedro

  81. Desculpem, furei num de porgues: o certo é tropeçando. Isso acontece mesmo com quem está na “melhor idade”, rsssss.

  82. andre souto disse:

    A mídia deste século, concretizou definitivamente a “Aldeia Global” (sem trocadilho) de Marshall McLuhan.A informática tornou a mídia um espetáculo dentro da geléia geral do mundo moderno.Isso impressiona as mentes mais jovens, que confundem a profissão com a carreira, achando que serão fatalmen te correspondentes da BBC, reporteres da Veja ou do Estadão. Ou seja ,mais do que nunca o meio( mídia ) tornou-se a própria mensagem (notícia).Então, ser da mídia hoje, na cabeça de muitos jovens, é ser um outro tipo de pop star.Mesmo sem ser jornalista, lamento a dispensa de diploma para exercer a profissão, pois acredito que ser jornalista não se resume apenas a ter facilidade em redigir, mas possuir ainda um embasamento que a prática por si só não oferece , mas que bons cursos de jornalismo podem (ainda) oferecer , enquanto o Ministério da Educação não detonar o mercado de trabalho também nesta área,extinguindo a exigencia de diploma.

  83. A busca da atividade jornalística se deve às condições que se dá de ganhar dinheiro fácil nas matérias em defesa de bandidos como faz a Revista Veja e a maioria dos Órgãos de Imprensa do Brasil que outrora tiveram crédito junto a opinião pública brasileira e que agora com a Operação Satiagraha invertendo a missão recebida do Governo acabou por rasgar as cortinas que escondiam a verdade sobre o banditismo e crime organizado instituidos no Governo brasileiro, foram desmascarados mas que, diante do poder governamental que tem em suas mãos as riquezas do País, investe como nunca para restaurar a situação, a Imprensa já bem alimentada pelo Sistema, não vai querer perder as tetas, daí, as hienas farejantes se alvoraçam em busca da mina de ouro.

  84. cidadao brasileiro disse:

    a resposta é simples porque tantos jovens querem ser jornalistas, é que todas as prefeituras, empresas publicas e tambem privadas estão contratando esses profissionais para o setor relações publicas, as prefeituras estão nomeando como secretario de comunicação social, antigamente mandava o chefe do departamento ou setor prestar as informações à imprensa, as pessoas tinha dificuldades de prestar um boa informação, porque queria falar a verdade, hoje não, um jornalista tem jogo de cintura, mentem a vontade sem deixar transparecer, os nossos politicos quando são procurados em seus gabinetes, nuncam estão, os seus telefones estaõ sempre desligados, ou quando recebem a ligação nuncam retornam, e o jornalista se sem bem na prestação desse serviço sujo (mentir) e mentir descaradamente, pelos menos esse aparenta ter credibilidade, se pesquisar quantos jornalistas foram contratados pelos governos municipais, é assombroso o numero, hoje o municipio pais pauperrimo tem jornalista em cargo comissionado, pode faltar professor, medico, mas jornalista jamais.

  85. Sergio Fioravante Alvarez disse:

    Ricardo, Bom dia e que dia? E que tempo? De desafios e de perseverança!!!
    É bom de mais te ver mais jovens no meio da juventude, inda mais generoso e gratuíto falando e testemunhando histórias da vida real,despertando idealismo e compromisso social, sonhos e encantos de mudar e melhorar o mundo!
    Conversar sobre profissão, entusiasmado, impulsionando amor a arte e ao ofício é renovar a capacidade de quem se dedicou ou se dedica ao extremo a um trabalho digno e realizante com prícipios e ética, com garra e prazer, que passo a passo avança numa carreira e não um careirismo oportunista, que cls e Dtcs galgam ou exercem nos podres poderes ou nas síndromes dos pequeninos poderes.
    Parabéns, Parabéns, Parabéns!!!!!

  86. Hamilton disse:

    Pelo mesmo motivo de ser politico, se proteger atrás de um ficticio, mas verdadeiro “foro privilegiado”, assim podem falar e fazer com os outros o que quiserem, sabendo que nada vai-lhes acontecer.
    Sabemos que no meio temos muitos jornalistas sérios, mas a grande maioria hoje querem apenas isto, e claro, aparecer.

  87. Roberto Fonseca disse:

    Não e que queiramos ser jornalistas. Porém as prerrogativas dos mesmos são muitos maiores dos que as nossas, simples mortais, que gritamos no meio da multidão sonolenta e cheia de futebol e outras cositas mas. O que nós queremos é que os jornalistas exponham com maior realidade essas atrocidades que o sistema brasileiro está fazendo com o povo. Temos que acabar com isso, antes que isso nos acabe. Lembrei-me de uma musiquinha chata do passado: …”O Brasila acaba com a sáuva ou a saúva acaba com o Brasil”…. Não mudou nada, as ratazanas atuais são maiores.
    RF

  88. Andreza Mota disse:

    Recebi uma indicação de uma colega para ler esse texto e simplesmente me senti bem. Todos os dias acordo sabendo que sou jornalista e o porque da escolha. Essas palavras vieram como mais um incentivo. P.S.: até o final deste ano permaneco estudante.

  89. Essa geração cresceu numa época em que a mídia dita as coisas, e as noticias são mais eficazes do que a própria policia ou governo. Numa situação de falcatrua, ou coisa do tipo, o ’super-herói’ deixou de ser o policial ou o cara de super poderes pra ser um simples jornalista. (ué, até o homem-aranha era jornalista…rs).
    Então é isso, desde os anos 90 vemos a mídia como o 4º poder (ou quem sabe ainda mais eficaz que o legislativo, executivo e judiciário) e todos agora querem ter sua fatia nisso. – É o que acho!

  90. M.A.P disse:

    Prezado jornalista
    Certamente prá engrossar a lista dos vendidos a Daniel Dantas.

  91. Samuel disse:

    Cidadão K, se me permite a ousadia, digo: vc é um preguiçoso.
    Desculpe agora que disse e desabafei.
    Um jornalista, bom como vc, vive de noticia.
    Mas jornalista gosta de fato novo, de furo de reportagem, não tem por essa razão olhar o passado.
    Hoje Cidadão K, é 21 de Abril.
    Pense, RK, que bela manchete daria hoje os fatos que ocorrem em 1792.
    Como vc escreveria o teu artigo; como vc se posicionaria frente aos fatos que ocorreram.
    Coerente aos momentos importantes em que viveu, como a morte de Herzog, Diretas, AI-5, penso eu RK, que vc aproveitaria a oportunidade para reconstruir o cidadão. Ficar do lado da indignação.
    Lembra RK, nos bancos escolares, quando a professorinha linda, dizia: “A partir de 1750 a produção de ouro começou a diminuir, as lavras esgotaram-se, por esta razão era dificil pagar o governo portugues, (uma Corte pesada e inutil como o nosso Senado e Congresso de hoje), os 1430 kg de ouro ao ano que exigia dos mineradores da população que vivia da extração do metal.
    Para piorar, não havia como buscar novas rendas, a rainha D Maria 1 (em 1785) proibiu o funcionamento de qualquer industria no Brasil, calçados, sabão, tecidos, ferramentas, utensilios, sal, tudo tinha que ser importado do poder central.
    Em 1788 chegou o novo governador. Visconde de Barbacena, que trazia ordens para instaurar a “derrama”, a taxa saltou para 5.000 kg de ouro ao ano, exigido da população.
    Como hoje exigem um Imposto de Renda absurdo, que o FHC (e o PSDB por tabela não tiveram a coragem de corrigir os indices da inflaççao), todos tinham motivos para se revoltarem.
    Como vc, Cidadão K, escreveria teus artigos?
    Que diria vc, se fosse vivente naquele tempo?
    Dai que, então, (todo poder emana do povo e em seu nome será exercido), que alguns resolveram protestar. Reunir-se secretamente, para exigirem mudanças.
    Como agora, com o advento da internet, de tudo o que aproxima as pessoas.
    Aonde se reuniria vc, Cidadão K?

    “Tu já tens Doroteu, ouvido histórias
    que podem comover o triste pranto
    o secos olhos dos crueis Ulisses.
    Agora, Doroteu, enxuga os olhos,
    …..
    Infeliz, Doroteu, de quem habita
    Conquistas do seu dono tão remotas!
    Aqui o povo geme e os seus gemidos
    não podem, Doroteu, chegar ao trono.
    E se chegam, sucede quase sempre
    o mesmo que sucede nas tormentas,
    Aonde o leve barco soçobra
    Aonde a grande nau resiste ao vento”.

    Pois é Doroteu, Cidadão K, Tiradentes, que fazia parte dos revoltosos, junto com os conspiradores marcou a revolta popular para o dia que fosse realizada a derrama, primeiro semestre de 1789.
    Como hoje, no primeiro semestre, fazemos a prestação de impostos a um governo centralizador, distante, e que mora no ar condicionado e que bebe cafezinho a todo momento, e que compra passagem aereas para amigos, amantes e a putaria toda, para gozar do nosso suado dinheiro.
    E que nomeia diretor de porra nenhuma, e que tem assessores de coisa alguma, e que mamam e mamam e mamam em nossas generosas tetas.
    Tetas que nao reclama, e que se oferecem a cada 4 e 4 anos, ou 8 e 8 anos. E que no intervalo oferecem a esses mamadores que nunca se satisfazem.
    Tiradentes foi enforcado em 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro.
    Lembra RK, vc como jornalista, deveria estar lá.
    Seu corpo foi dividido em pedaços e colocados em vários locais em MINAS, PUTREFATO, MAL-CHEIROSO, para exemplo e alerta aos que ousassem coragem para participarem de revolta contra o governo. O singular governo do cafezinho, que se reunia na corte.
    Ah, Cidadão K, que coisa já esquecida.
    Esquecida.
    Ninguem mais se lembra.
    A derrama continua, mas o odor de putrefação, que invade nossos narize, bloqueiam qualquer reação nossa.
    Que diria vc Cidadão K?
    Respondo.
    Vc diz, vc tem um blog, alguns dizem.
    Outros preferem ser Francis ou Mainardi a justificarem as atitudes da Corte.
    Só resta a nós, declamar como Critilo:
    “Fiquemos, Doroteu, aqui, por ora,
    pois, de tanto escrever, a mão já cansa.
    Em outra contarei o mais que resta
    que vi no grão e mais no curro.
    Aonde as cavalhadas se fizeram,
    aonde os maus capinhas maltratarem
    em vez de touros, mansos bois e vacas.”

    Os poemas citados fazem parte das “Cartas Chilenas” (5a. carta), conjuntod e 13 escritas no ano de 1789, durante a Inconfidencia Mineira, por Critilo (Thomas Antonio Gonzaga) e endereçadas a Doroteu (Cláudio Manoel da Costa);.
    Estes versos foram escritos satirizando os costumes da época e partitularmente a corrupção moral da época; para desviar a atenção da policia do reino, cita o Chile como Brasil e Vila Rica como Santiago.
    Estão disponiveis na internet, basta clicar como “cartas chilenas”
    São tão atuais como o ar que respiramos agora.
    Um abraço RK e bom feriado pra vc…

  92. Vanessa disse:

    Kotscho, primeiramente, deixa de ser chato. Alguns trabalhos não precisam ser remunerados, principalmente quando ajudam os demais a dar algum sentido à vida. Aqui na Universidade Federal do Paraná alguns já desistiram de convidar jornalistas para palestras, já que não temos dinheiro nem para as baterias das câmeras, que dirá para pagar a jornalistas. E outra: TCC é muito importante, sim, atazana a vida mas é um ótimo aprendizado.
    Agora, gostaria de dizer a alguns leitores, e são tantos, que nem todo jovem estudante de jornalismo está deslumbrado com a possibilidade de trabalhar na Globo. e etc. Há muitos compromissados em escrever um bom texto, apurar com seriedade, ouvir e entender as fontes, ler bons textos e aperfeiçoar o conhecimento. Claro que há os que só pensam no glamur, mas esses não vão para a frente. E, vamos combinar, trabalhar sem receber bem é difícil, pois o investimento é muito grande.
    E, quem sabe, se a população desse mais valor ao jornalista, a começar por pressionar o STF a acabar de vez com essa idéia da não obrigatoriedade do diploma, e participasse mais da vida pública fazendo valer seus direitos, nós tivéssemos jornalistas também mais comprometidos. Como se diz por aí, cada povo tem o governo que merece. Tem, também, a midia que merece.
    E em tempo: sei porque quero ser jornalista, mas, ao mesmo tempo, sou tão apaixonada pela profissão que às vezes também não sei dizer. Prefiro que o meu trabalho fale por mim.
    Um abraço.

  93. O jornalismo, a reportagem, o contato e as leituras do cotidiano, sobre tudo e todos, é tão importante para qualquer ser pensante, que no tocante às notícias nacionais, descobrimos quantas pessoas boas nos rodeiam e quanto somos idiótas em tolerar as piores que se isolam, como os ocupantes de cargos de representação popular que se aproveitam do fato de serem ”escolhidos” (votados) e se corrompem traindo essa confiança, mostrando assim, a total falta de caráter. É isso!

  94. Bruna Sinhorini disse:

    Olá, senhor Kotscho!

    É a primeira vez que comento no seu blog, mas sempre o leio. O que me deixou com vontade de comentar dessa vez é que o senhor fez uma pergunta que eu me faço todos os dias e que sempre me fazem também. Ainda mais porque venho de um família de advogados, delegados e empresários e ninguém aceita muito bem a profissão que escolhi.
    Eu poderia fazer qualquer outra coisa sem ser o jornalismo para me dar bem, mas não, pois foi ele quem me escolheu. Me escolheu porque sou apaixonada por ele desde pequena e sei que nasci para fazê-lo.
    É fato que muita gente o faz para conseguir fama e dinheiro, mas sabe que desde que entrei na faculdade meu professores já avisaram à todos os alunos que se quisessem uma profissão para ganhar dinheiro que escolhessem outra. Muitos desistiram e eu continuo cada dia mais apaixonada, junto com outros milhares. E eu fico me perguntando o que me inspira? a resposta: não me vejo fazendo qualquer outra coisa no mundo. Meu interesse não é a fama, nem o dinheiro. Acho que eles são consequências de um bom trabalho. Meu interesse é apenas fazer a minha parte para informar pessoas sobre o que acontece de fato no mundo.
    Não sei se nasci com o talento(porque para mim as pessoas nascem com o dom para o jornalismo), mas me esforço para tê-lo. Sou mais uma entre os milhares no mundo que querem ser jornalista. Minha diferença? Não é paixão que todos dizem ter, mas a determinação de ser boa para conseguir exercer minha profissão. Não quero e não vou ser uma pessoa frustrada.
    Agora, senhor Kotscho, me perdoe a liberdade de perguntar: por que o senhor quis ser jornalista?

    Abraços e fico aguardando a resposta!

    De quem te admira e se espelha no senhor,

    Bruna Sinhorini.

  95. A. Rosa disse:

    Kotscho,

    Me formei em 1995 e faço a linha idealista que quer mudar o mundo. E acrescento: não sou rica!

    Acredito que entre estes tantos estudantes de jornalismo de hoje existam aqueles que queiram por meio do exercício da profissão fazer a diferença na sociedade em que vivemos. Porém, tenho a impressão de que a grande maioria busca o glamour utópico que esta profissão inspira.

    E com tantas promessas de universidades de todos os gêneros é impossível mostrar-lhes a realidade da profissão.

    Hoje para mim o jornalismo é um hobby. Após 11 anos fora do Brasil, voltei quase sem nenhum contato e, para meu espanto, os classificados dos jornais não anunciam vagas. Sei lá…dizem que vivemos em uma democracia, mas as chances não são iguais, absolutamente.

    Um conhecido meu que sempre foi publicitário e que os pais eram jornalistas do Estadão, virou jornalista há uns poucos anos. Me parece competente ao que se refere às técnicas. Já tem blog no Estadão online e, ao meu ver, escreve sobre mediocridades machistas.

    De fato, difícil entender porque tantos querem ser jornalistas em um país onde somente quem tem QI e grana para pagar uma boa escola e cursar uma universidade de primeira linha, como chamam agora, preencherá as escarsas vagas.

    Perdoe-me o ceticismo, mas para mim estes cursos são uma fraude.

    Abraços.

  96. Álvaro Castro disse:

    Tive que fazer um trabalho de faculdade para conbater este texto. Sou favorável às idéias, mas vejo que é uma oportunidade de partilhar uma forma de discordar academicamente de algo que se concorda. Por isso, publico meu trabalho para a apreciação e o combate de todos..

    Álvaro Castro – estudante do sexto período de jornalismo da Fumec – BH

    Por que tanta gente quer ser jornalista?

    Ao analisar a grande entrada de alunos nos vestibulares de comunicação social, Ricardo Kotscho, jornalista de currículo irrepreensível, comete seu primeiro erro. O curso de CS forma profissionais para diversas funções e não apenas jornalistas, E de lá que vêm os publicitários, relações públicas e muitas vezes produtores culturais, como no caso da UFBA.

    Contudo, o crescimento do curso de jornalismo não é resultado de uma mera moda ou de uma visão romântica da profissão, suscitada pelas figurinhas de Fátima Bernardes, William Boner dentre outros.

    Existe uma demanda real de mercado, com o crescimento das novas formas de mídia que entram no mercado. Apesar do fechamento de diversos jornais e o enxugamento das redações dos impressos, os sites de notícia crescem de vento em popa, assim como os pequenos jornais na cidade de São Paulo. A proibição do outdoor na principal cidade do país abriu espaço para os jornais que sobrevivem da publicidade.

    Pensar que jornalista serve a um bem público é colocá-lo em um papel que nunca lhe coube, extremamente idealizado. Ao jornalista cabe o papel de empregado de uma empresa, com compromissos com aqueles que lhe pagam salários. Atribuir a um profissional de perfil intelectual limitado pelas amarras dos Projetos Políticos Pedagógicos dos cursos que pipocam pelo país.

    Estamos formando uma geração de técnicos porque é isso o que o mercado necessita e que os velhos barões da notícia têm muita dificuldade de lidar. Se alguns profissionais se colocam como o primeiro e único poder, é porque a falácia do Quarto Poder foi introjetado no ambiente jornalístico de forma irresponsável.

    Jornalista não investiga, é papel da polícia. Jornalista não julga, é papel da Justiça. Jornalista não cria relatos históricos do cotidiano, é papel dos historiadores. Jornalista reporta, se limita ao fato. A interpretação social do mundo é papel do sociólogo.

    O que é necessário é que o jornalista se coloque no seu lugar, limite-se aos fatos e perca o ranço de ciência social ampla e totalizante. O nosso objeto é o fato e é dele que devemos cuidar.

    Questões acerca da ética são sim fundamentais, mas para tal é preciso que o jogo seja claro e que as tendências de cada veículo fiquem claramente expostas. Essa propensa neutralidade da mídia brasileira enche o saco, com essa maquiagem de que tudo é imparcial. Não existe imparcialidade, jornais são empresas que atendem a interesses como qualquer outra, e não são piores por isso.

    Se os ditos cânones do jornalismo não sabem se enquadrar em regras e se manterem calados nos momentos de censura e legislação mais rígida, devem ser punidos como manda a lei. Ela vale para todos e a liberdade de expressão não é justificativa para romper a lei.

    Com tudo isso, as pessoas querem ser jornalistas porque há emprego como não há em outras áreas ou por serem obrigados a escolherem a profissão cedo demais, devido ao nosso sistema educacional. Mas isso não é problema nosso, estudantes de jornalismo, mas do senhor Ministro da educação. As pessoas querem ser jornalistas por uma questão de vontade, e deixe que elas tenham vontade, se o senhor Kotscho respeita tanto a liberdade de expressão, então respeite a liberdade de escolha.

    aiai….

  97. Natascha Carvalho disse:

    Bom, aqui vai a resposta de uma futura estudante de jornalismo.
    Respondendo a pergunta, acredito que os motivos que movem essa imensa massa de estudantes do curso de comunicação social é, de fato o glamour da profissão, fama e afins… assim como você mesmo supoz.
    Já respondendo por mim, decidi pela profissão, pois quero de fato escrever, em revistas, jornais, livros, não sei bem ao certo. Por que escrever? Eu respondo: Pois acredito ser a forma mais interessante, mais completa, mais profunda para expressar certas coisas. Veja bem, assistir televisão, todo mundo assiste(sem redundâncias, todo mundo mesmo), mas e ler um livro, uma revista, um artigo? Só lê quem gosta de fato, quem está interessado, quem quer saber o que o tal escritor pensa de determinado assunto. Isso mágico é, é um universo paralelo, você esntrar na mente de uma pessoa que escolheu “ler você” por gostar de suas idéias, sem saber como você é ou de onde você vem.
    O que me move, ao jornalismo segue mais ou menos por aí!

  98. [...] de um espaço Tive que fazer um trabalho de faculdade para combater o texto “Por que tanta gente quer ser jornalista?” de Ricardo Kotscho. Sou favorável às idéias, mas vejo que é uma oportunidade de partilhar uma [...]

  99. Alexandre disse:

    Acho que vc nem deve ler tantos comentários, mas dxa eu falar pras paredes aqui…

    Tem umas 2 horas que eu estou na internet lendo textos sobre isso. Sou estudante de jornalismo, atualmente tranquei a matrícula no 5° período por motivos financeiros. Comecei no jornalismo 2 anos antes de entrar na faculdade, como “repórter” de pista, na área esportiva. Saí do local onde eu trabalhava por que eu “não conseguia vender” minha cota de patrocínio, ou seja, teria que trabalhar de graça. Eu além de trabalhar, ainda tinha q desempenhar a função de alguém do depto comercial se quisesse ganhar. Optei por sair porque tenho contas a pagar, mas já trabalhei quase 1 ano de graça.
    Eu não sei fazer outra coisa na vida, a não ser no meio do jornalismo esportivo. Não sei fazer contas pra virar engenheiro, não tenho estômago pra medicina, não sou um sem vocação pra fazer Direito ou Administração. E agora estou completamente desanimado e meio sem rumo… sei lá

    Qto a pergunta: no meu 1° dia de aula na faculdade de Jornalismo, foi feita esta mesma pergunta pela então coordenadora do curso e professora. Duas respostas me chamaram a atenção: “Porque eu gosto de aparecer” e “Porque eu quero bombar na faculdade!”
    Sem mais…

  100. Juliana disse:

    Tentei encontrar uma forma de te enviar uma mensagem direta mas não tenho seu e-mail, então… Eu entrei aqui nesse post pra ver a atualização dos comentários e notei que o meu foi apagado! Pode ser que eu esteja enganada, claro, mas o fato é que olhei todos os 99 e até agora não encontrei.. e eu dizia, dentre outras coisas, que conheci vc há muitos anos quando trabalhei num boletim para uma entidade em Petrópolis e que vc era um jornalista que eu admirava.. será que disse alguma coisa errada?? :( ( Por favor, se houver algum problema, responda para meu e-mail diretamente, ta? Obrigada!

  101. desde pequeno eu imitava os apresentadoures da tv de minha casa. vazia pequenas entrevista com minha familia. lembro que em minha escola aos 6 anos de idade, juntavas as carteira da sala de aula, junto com outro colega fasia textos jornalistico e comersamos a apresentar o jornal escolar . brincadeira que para mim seria a melhor de todas. hoje nâo sai de minha cabeça ser jornalista nâo sei o que fazer mim acordo e olho no espelho e vejo todos os dias um talentoso e maior jornalista nâo venhe na minha cabeça outro curço. vou fazer neste ano o primeiro vestibular tenho 18 ano e faço o primeiro ano do encino médio tenho 3 anos de atrazo escolar por problema familiar , tenho fé em deus meu talento desde pequeno fará um jornalista essencial.

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