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09/04/2009 - 10:39

“Cigarro adverte: o governo faz mal”

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Aos leitores:

daqui a pouco vou pegar a estrada e, dependendo do tráfego, só poderei moderar os comentários mais para o final da tarde. Peço um pouco de paciência. Que ninguém pense em censura…

Leitores andam expressando melhor o que penso ao ler o noticiário do que eu e meus colegas jornalistas seríamos capazes. Foi o que senti, depois de consumir o caudaloso noticiário sobre a nova lei antifumo do governo paulista, ao ler a carta de Simone Montgomery Troula no Painel do Leitor da Folha desta quinta-feira.

Por isso, reproduzo a carta:

“Em resposta à lei antifumo de Serra, preciso achar a camiseta que comprei anos atrás e trazia uma caveira com cigarro e os dizeres: `O cigarro adverte: o governo faz mal à saúde´.

Grande verdade, porque nada aumenta tanto a pressão sanguínea quanto pagar impostos escorchantes, que, no limite, serão usados para pagar empregadas domésticas de parlamentares.

O Estado de São Paulo se esvai em dengue, febre amarela e malária, e o governador Serra se preocupa com os fumantes. E para quê?

Para aparecer, porque se fosse por preocupação com a saúde dos eleitores e contribuintes, o governador se dedicaria a enfrentar as doenças medievais que estão à solta e sem combate adequado em nosso Estado”.

Os leitores mais antigos aqui do Balaio são testemunhas da minha luta pessoal contra o cigarro. Já tentei parar de fumar várias vezes _ a última delas, no final do ano passado, quando relatei aqui a minha dolorosa experiência em diferentes matérias. Não consegui, acabei voltando.

Quanto à frase da camiseta da leitora Simone Troula, não está assim tão longe da verdade, pelo menos no que me diz respeito. Ao voltar de Brasília, depois de trabalhar dois anos no governo, não cheguei a fazer camiseta, mas comentei com meus amigos: “O governo faz mal à saúde”.

Claro que por outras razões, já que trabalhava muito, ganhava pouco e apanhava de todo lado, o que abalou mesmo a minha saúde. Fui parar no hospital, passei por uma delicada cirurgia e, neste caso, a culpa não foi do cigarro.

Claro que, como todo mundo com um mínimo de lucidez, aprovo medidas restritivas para proteger aqueles que não fumam. Mas é evidente também que a Lei do Serra aprovada esta semana pela dócil Assembléia Legislativa de São Paulo é tão draconiana, arbitrária e discriminatória que até os não-fumantes hão de concordar com o exagero.

Nem em Toronto, no Canadá, pioneira e rigorosa no combate ao fumo, onde estive a trabalho no final dos anos 90 do século passado, as restrições são tão violentas como as previstas nesta lei.

Lá pelo menos ainda havia bares reservados a fumantes, onde quem quisesse poderia pitar, beber e comer à vontade. O fumacê era insuportável até para quem fuma, mas ninguém era obrigado a ir lá.

Aqui chegaram ao requinte de perversidade de proibir a venda de bebida e comida nas tabacarias, único lugar onde ainda se poderá fumar, além das casas e das ruas, segundo a nova lei.

O que tem uma coisa a ver com outra? Que mal fará à saúde pública se em local permitido o cara pede um conhaque para acompanhar o charuto? O que o governo tem a ver com isso?

Se o pretexto é a defesa de quem não fuma, presume-se que os não fumantes não frequentem charutarias e, portanto, não serão prejudicados com o que comem e bebem os que vão lá para encontrar os amigos.

Seria como um ateu entrar em qualquer templo e começar a reclamar dos rituais ou o sujeito que não gosta de futebol ir a estádios só para blasfemar contra este ópio do povo.

Em entrevista à Folha, o governador José Serra apresentou, entre outras razões para defender a lei, um trauma de infância. “Meu pai, meus tios, um primo muito próximo, meu avô materno viveram muito menos do que poderiam por culpa do cigarro”.

Quem garante? O governador afirma, sem citar a fonte, que “neste século quem fuma vai viver em média 20 anos menos”. Mesmo que isto seja cientificamente comprovado, pergunto: e se esta for a opção do indivíduo?

Qual o problema, se ele respeitar os não fumantes, evitando o cigarro em ambientes fechados? É o governo que vai determinar _ e portanto, garantir _ quantos anos cada um de nós irá viver?

Todo mundo certamente conhece gente que nunca fumou nem bebeu, fez dieta, malhou e só cuidou da saúde, e viveu doente ou morreu cedo. Qualquer imbecil sabe que o cigarro faz mal à saúde, não precisa ninguém dizer, mas andam chutando muitas pesquisas e estatísticas apenas para se alinhar ao políticamente correto.

O próprio governador levou a questão para este campo, ao afirmar à Folha que será díficl aplicar a lei porque “vai ter muita torcida contra, até por motivos políticos, graças a esta malfadada antecipação das disputas eleitorais do ano que vem”.

Mais uma vez a pergunta: e o que tem uma coisa a ver com outra? Ao contrário do que ele insinua, na base desta lei que prevê pena máxima para os fumantes estão exatamente as pesquisas que mostram ser a maioria dos eleitores favoráveis a ela.

Mas, se for para governar com as pesquisas na mão, ou fazer plebiscitos como propôs esta semana o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), além de proibir o cigarro vamos ter que adotar também a pena de morte e fechar o Congresso Nacional.

O país caminha perigosamente para tempos de intolerância.

 

   

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:

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247 comentários para ““Cigarro adverte: o governo faz mal””

  1. Washington Araujo disse:

    O pior de tudo, caro Ricardo, é que a Folha dá manchete para o factóide de Serra.

  2. valter disse:

    serviços dos governos de 3a e lei de 1o mundo…..
    mas estao dando muito espaço para essa lei, NAO vai dar em nada
    quem vai fiscalizar?? vai ser q nem o alcool no transito esta TUDO como era antes, pergunto quem tem medo de beber
    e dirigir??? eu nao
    valter

  3. Paulo disse:

    Peraí… quer dizer que pelo fato de existirem outros problemas ninguém pode tratar do problema do cigarro?

    Gente, cigarro faz mal e incomoda.

    Se quer fumar, fuma em casa, na rua ou nas tabacarias.

    Deixa os bares, restaurantes e prédios em que se trabalha em paz.

    Ninguém impede ninguém de fumar, mas vai fumar onde não incomoda ninguém!

    Simples assim. Qual o drama?

  4. Sueli disse:

    Acho incrível como votam rapidinho, qdo o assunto são “leizinhas”, como essa. É como as pinceladinhas,em tom pastel, que vão dando no velho Código Penal de 1940.
    E o pior são depoimentos de fumantes, e ex fumantes na tv, dizendo que isso vai “ajudar” os fumantes a parar com o vício, qdo qq cabeça pensante sabe que nada fomenta mais o vício do que a repressão…e quem está se importando?!!..
    O governador, deveria se preocupar com o imenso arsenal de coisas realmente sérias dêste estado.
    RÍDICULO….

  5. Luiz Carlos disse:

    MA-RA-VI-LHO-SO caro Kotsho.
    O Brasil ou é ou está entre os campeões em incidência de doenças já erradicadas há muitos anos no mundo todo. Quanto a hanseníase, ostentamos agora, o título de campeão mundial, perdemos para o Sudão e a Indonésia. Temos o mais alto porcentual de tuberculose do mundo.

    Ontem, um cidadão do Paraná, em plena região metropolitana de Curitiba precisou ”roubar” uma ambulância para socorrer sua esposa grávida que, pasando mal, não encontrou atendimento num posto de saúde do local.

    E o Serra vem com essa.
    É pretexto. Nem ele e nem ninguém conseguiu resolver o problema da saúde pública do Brasil que, como é de conhecimento de todos, é caótico!

  6. Dennis disse:

    Quem sabe você consegue parar de fumar agora!!!!

  7. Luiz Carlos disse:

    09/04/2009 – 11:25

    Enviado por: Paulo

    ”Peraí… quer dizer que pelo fato de existirem outros problemas ninguém pode tratar do problema do cigarro?”

    Cigarro é um falso problema meu caro. Trata-se da satanização de um hábito secular. E a partir de agora, nem é mais um falso problema; é solução! Nós, fumantes, vamos sutentar os empregos na indústria automobilística e as merendas das escolas das prefeituras que depedem do FPM.

  8. Silvio Roizentul disse:

    O Maior problema é que passamos a tolerar a hipocrisia, como normal.
    Cigarro é tão ruim quanto bebida, drogas, armas, prostituição e outros vícios tidos como “não socialmente corretos”…
    Quer evita-los “eliminem a origem”, fiscalizem, punam exemplarmente os causadores, não as vítimas…
    Proibam a fabricação do cigarro, da cerveja, das armas, etc…
    Mas e o lucro dos impostos né?…
    E se isso resolvesse realmente estes problemas, como fazer depois pra aparecer na mídia e comprovar o trabalho…ou vcs já viram algum político picar cartão e fisicamente trabalhar, ao invés de seus assessores, os quais não foram eleitos, sequer conhecemos, mas ao que parece, são os que trabalham efetivamente.

  9. Bruno Benevides disse:

    Concordo com o Paulo. Cigarro, diferente de bebida, atinge não só quem fuma, mas também quem está próximo. Toda vez que sai na rua nunca voltei sem cheirar a cigarro. Nada contra quem fuma, mas não é problema meu, que fume em um lugar onde não perturbe quem não quer. e porfavor, se em tabacaria for permitido a venda de bebidas, todos os bares de São Paulo vão se transformar em tabacarias, como já existem alguns, mantendo as coisas como estão. Se quiser fumar e beber ou comer, que faça isso em casa.

  10. Manoel disse:

    Tem razão quando dia que o cigarro alerta quegoverno faz mal:

    Maconha: é hora de legalizar?
    Por que um grupo cada vez maior de políticos e intelectuais – entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – defende a legalização do consumo pessoal de maconha
    RUTH DE AQUINO. COM MARTHA MENDONÇA, NELITO FERNANDES, WÁLTER NUNES E RAFAEL PEREIRA

    Fumar maconha em casa e na rua deveria ser legal? Legal no sentido de lícito e aceito socialmente, como álcool e tabaco? O debate sobre a legalização do uso pessoal da maconha não é novo. Mas mudaram seus defensores. Agora, não são hippies nem pop stars. São três ex-presidentes latino-americanos, de cabelos brancos e ex-professores universitários, que encabeçam uma comissão de 17 especialistas e personalidades: o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, de 77 anos, e os economistas César Gaviria, da Colômbia, de 61 anos, e Ernesto Zedillo, do México, de 57 anos. Eles propõem que a política mundial de drogas seja revista. Começando pela maconha. Fumada em cigarros, conhecidos como “baseados”, ou inalada com cachimbos ou narguilés, a maconha é um entorpecente produzido a partir das plantas da espécie Cannabis sativa, cuja substância psicoativa – aquela que, na gíria, “dá barato” – se chama cientificamente tetraidrocanabinol, ou THC.
    Na Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, reunida na semana passada no Rio de Janeiro, ninguém exalta as virtudes da erva, a não ser suas propriedades terapêuticas para uso medicinal. Os danos à saúde são reconhecidos. As conclusões da comissão seguem a lógica fria dos números e do mercado. Gastam-se bilhões de dólares por ano, mata-se, prende-se, mas o tráfico se sofistica, cria poderes paralelos e se infiltra na polícia e na política. O consumo aumenta em todas as classes sociais. Desde 1998, quando a ONU levantou sua bandeira de “um mundo livre de drogas” – hoje considerada ingenuidade ou equívoco –, mais que triplicou o consumo de maconha e cocaína na América Latina.
    Em março, uma reunião ministerial na Áustria discutirá a política de combate às drogas na última década. Espera-se que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, modifique a posição conservadora histórica dos Estados Unidos. A questão racial pode influir, já que, na população carcerária americana, há seis vezes mais negros que brancos. Os EUA gastam US$ 35 bilhões por ano na repressão e, em pouco mais de 30 anos, o número de presos por envolvimento com drogas decuplicou: de 50 mil, passou a meio milhão. A cada quatro prisões no país, uma tem relação com drogas. No site da Casa Branca, Obama se dispõe a apoiar a distribuição gratuita de seringas para proteger os viciados de contaminação por aids. Alguns países já adotam essa política de “redução de danos”, mas, para os EUA, o cumprimento dessa promessa da campanha eleitoral representa uma mudança significativa.
    A Colômbia, sede de cartéis do narcotráfico, foi nos últimos anos um laboratório da política de repressão. O ex-presidente Gaviria afirmou, no Rio, que seu país fez de tudo, tentou tudo, até violou direitos humanos na busca de acabar com o tráfico. Mesmo com a extradição ou o extermínio de poderosos chefões, mesmo com o investimento de US$ 6 bilhões dos Estados Unidos no Plano Colômbia, a área de cultivo de coca na região andina permanece com 200 mil hectares. “Não houve efeito no tráfico para os EUA”, diz Gaviria.
    Há 200 milhões de usuários regulares de drogas no mundo. Desses, 160 milhões fumam maconha. A erva é antiga – seus registros na China datam de 2723 a.C. –, mas apenas em 1960 a ONU recomendou sua proibição em todo o mundo. O mercado global de drogas ilegais é estimado em US$ 322 bilhões. Está nas mãos de cartéis ou de quadrilhas de bandidos. Outras drogas, como o tabaco e o álcool, matam bem mais que a maconha, mas são lícitas. Seus fabricantes pagam impostos altíssimos. O comércio é regulado e controla-se a qualidade. Crescem entre estudiosos duas convicções. Primeira: fracassou a política de proibição e repressão policial às drogas. Segunda: somente a autorregulação, com base em prevenção e campanhas de saúde pública, pode reduzir o consumo de substâncias que alteram a consciência. Liderada pelos ex-presidentes, a comissão defende a descriminalização do uso pessoal da maconha em todos os países. “Temos de começar por algum lugar”, diz FHC. “A maconha, além de ser a droga menos danosa ao organismo, é a mais consumida. Seria leviano incluir drogas mais pesadas, como a cocaína, nessa proposta”.

    EXPERIÊNCIA
    Os ex-presidentes Ernesto Zedillo, César Gaviria e Fernando Henrique (da esq. para a dir.), em encontro no Rio, na semana passada. Eles defenderam a revisão das leis contra as drogas e a descriminalização da posse de pequenas quantidades de maconha
    O que pode parecer a conservadores uma tremenda ousadia não passa, na verdade, de um gesto simbólico do continente produtor de drogas, a América Latina. Um gesto com os olhos voltados para o Norte, o hemisfério consumidor por excelência. Nos Estados Unidos, ainda se encarceram usuários na maioria dos Estados, e a Europa faz vista grossa ao consumo, mas não muda sua legislação. A comissão latino-americana acha “imperativo retificar a estratégia de guerra às drogas dos últimos 30 anos”. Nosso continente continua sendo o maior exportador mundial de cocaína e maconha, mas produz cada vez mais ópio e heroína e debuta na produção de drogas sintéticas. Um maior realismo no combate às drogas, sem preconceito ou visões ideológicas, ajudaria a reduzir danos às pessoas, sociedades e instituições.
    Há quem discorde dessa visão, com base em argumentos também poderosos. Com a liberação do consumo da maconha, mais gente experimentaria a droga. Isso aumentaria o número de dependentes e mais gente sofreria de psicoses, esquizofrenia e dos males associados a ela. Mais gente morreria vítima desses males. “Como a maconha faz mal para os pulmões, acarreta problemas de memória e, em alguns casos, leva à dependência, não deve ser legalizada”, afirma Elisaldo Carlini, médico psicofarmacologista que trabalha no Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas (Cebrid). “Legalizá-la significaria torná-la disponível e sujeita a campanhas de publicidade que estimulariam seu consumo”.

    eu entendo que para tentar legalizar a maconha algum destes deve ter um bom terreno pronto para o plantil da maldita, eu só quero saber quandose formará um juizado para defender os clientes da maconha de má qualidade por danosmorais e materiais

  11. Eric disse:

    ….O maconheiro nunca é contra a maconha, o cachaceiro nunca é contra a cachacha, o corrupto sempre é conivente com a corrupção… e não podia ser diferente o fumante não vai ser contra o cigarro…

  12. Ana disse:

    Vc diz que qual o problema se o fumante respeitar os não fumantes, porém nunca vi nem verei nenhum fumante respeitar um não fumante, porque o vício ultrapassa qualquer educação. E outra, a lei não proíbe a pessoa de fumar e sim de fumar em lugares fechados e consequentemente fazer com que as outras pessoas fumem tb.

  13. Amauri Junior disse:

    Ricardo Kotscho, é impressão minha, ou você só é contra as coisas do PSDB? Bom, gostaria de informar que na Assembléia Legislativa este projeto foi aprovado, o Serra só sanciona a Lei, mas ela é discutida por Petistas, PSdebistas, e deputados de todos os outros partidos, será que o erro foi do Serra? e será que isto realmente é errado? O interessante é que as pessoas se sentem atingidas por uma Lei que proíbe fumar, agora a maioria da população que não fuma, é obrigada a andar por corredores de empresas impregnados de nicotina, tendo que se desviar de fumaça, em restaurantes a mesma coisa, é uma absoluta falta de respeito.

  14. MARLI disse:

    desculpe, mas é ignorancia demais.
    A lei serve para vc. refletir, não errar, andar corretamente.
    Todos sabem que o cigarro faz um terrivel mal a saude.
    Sei que é dificil parar com este vicio (doença).Sou ex-fumante, mas esta na força de vontade de cada um. Pense em seus familiares em você mesmo (a). Pra que fumar? Pra ficar em uma cama usando fraldas, pelo fato de não poder se levantar, dependendo dos outros para comer, sentindo dor até a hora da morte.
    PENSEM!!!!!!!!

    SERRA PARABENS PELA NOVA LEI.
    DEVERIA SER PROIBIDO EM TODOS OS LUGARES.

  15. Rodrigo disse:

    Gostaria de saber quem vai fiscalizar os usuarios de crack? Eles também serão multados? rsrsrsrs!

  16. Rafael Alves Gomes de Brito disse:

    Acompanho o Balaio do Kotscho sempre que posso (aliás, descobri ser KOTSCHO ontem – ou anteontem – ao ler a carta do senador Cristóvam Buarque à vossa senhoria… sempre pensei ser KOTOSCHO, com O entre o T e o S – o que não vem ao caso).
    Desta vez, porém, fico triste (muito), ao ver que nosso blogueiro se manifesta contrariamente à lei em questão.
    Fico triste pois, conforme em seu próprio texto, o senhor é fumante e sabe dos malefícios que tal “droga” causa e do vício truculento que é capaz de gerar. Mas não vou entrar na discussão sobre os malefícios. Isto não vem ao caso – até porque concordo veementemente com o senhor quando diz que, vício ou não, cabe ao indivíduo os rumos que toma sobre a própria vida – se vai diminuí-la com vícios, vida sedentária ou qualquer outra coisa do gênero, isso cabe ao indivíduo. Entretanto, que o faça sozinho!
    Se quer estragar seu pulmão fumando cigarros, sinta-se à vontade. Entretanto, o faça sozinho! Ninguém é obrigado a suportar o odor insuportável da fumaça proveniente da queima do papel cheio de pólvora do cigarro. Quer coisa mais insuportável do que fumaça (de qualquer gênero) quando se está se alimentando (seja um jantar, um almoço) ou se divertindo com os amigos em bebedeiras?
    Ninguém é obrigado a isso. Principalmente os não-fumantes.
    Acho que os fumantes têm sim todo o direito de fumar! Assim como os não-fumantes também têm todo o direito de não ter pertubações “fuliginosas” de cigarros, ou qualquer outro tipo de fumaça em qualquer local (excetuando-se as ruas e os espaços amplamente abertos em que é permitido o fumo).
    Eu sou adepto do narguilê. Nem por isso atrapalho outros. Se sei que a fumaça perturbará, nem ao menos preparo. Espero outra oportunidade.
    Ademais, concordo com o Governador Serra (ele deu uma entrevista exclusiva à Rádio JovemPan hoje pela manhã – ele está em NY e volta domingo): como ficou bom e mais confortável viajar de avião sem fumantes; como ficou bom não ter que ver propagandas enganosas sobre o vício do cigarro na TV. E, pasmem todos: as pessoas não deixaram de fumar por isso.
    Eu não gosto de cigarro. Nada contra o cigarro em si – assim como a maioria das pessoas: meu problema é com o mau cheiro que produz. Até encaro de vez em quando um “palhoso”. Mas, mesmo assim, ainda acho o cheiro insuportável.
    E, pra mim, o cheiro que o cigarro produz é horroroso, valendo para qualquer situação: assim como é maravilhoso ter uma mulher cheirosa (e cigarro estraga qualquer perfume e maquiagem, em minha opinião), é muito bom sair para bares e restaurantes sem o odor desagradável das cigarrilhas e afins.
    Enfim, não considere ataque pessoal ou qualquer outra coisa. Apenas um “mero desabafo” de quem não aguenta mais ouvir “E o meu direito de fumar?!” quando existe também o “E o meu direito de não sentir cheiro de fumaça?”.
    E só uma última opinião: o legislativo trabalha (e assim deve proceder) para todos os âmbitos da sociedade civil e, penso eu, essa lei é uma lei cidadã, já que engloba o direito de todos!
    Talvez existam outras coisas mais urgentes, concordo, mas, penso eu, essa lei não é menos importante.
    Grande Abraço

  17. Cláudia Santos disse:

    Adoro seu blog, porque você fala o que quer … e o melhor de tudo, a verdade que alfineta politicos como Serra. Além de ser assinante da Revista Brasileiros te acompanho desde a faculdade! Parabéns pelo bom trabalho e pela sinceridade!!!

  18. Pablo disse:

    A Lei até pode ser exagerada. Mais lugar de fumante é dentro de um barril de polvora. Todo fumante é arrogante ao acender seu cigarro, nao respeita ninguem, so sua vontade. Se os fumantes querem morrer de cancer, pode morrer. Mais longe de mim.

  19. Nanci disse:

    É como discriminar o negro do branco……fala sério.
    Mas o que eu mais gostaria de saber, por que não fecham as indústrias de cigarro, acredito que seria ótimo para a saúde do cidadão, mas será que seria ótimo para os bolsos do governo??? Se ele estivessem preocupados com a população, não estariam discriminando o fumante, estariam sim fazendo uma mobilização nas rádios, TVs, e em todos os meios de comunicação.
    O drama é que você realmente não sabe o que é ter um vício!!!!!

  20. RickS disse:

    O governo faz mal à saúde; e o cigarro faz mal à inteligência!

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