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01/04/2009 - 17:21

Golpe de 1º de abril faz 45 anos

Quando a gente vai ficando mais velho, tudo tem muito tempo, e a gente acaba se esquecendo. Ao ler os comentários enviados de manhã, o nosso bravo e fiel leitor Manoel Ferreira, das 11h05, me lembrou que hoje o golpe militar de 1º de abril de 1964, que jogou o Brasil na mais longa e funda ditadura, completa 45 anos.

Foi o ano em que comecei a trabalhar em jornal, primeiro na Folha Santamarense e pouco tempo depois na Gazeta de Santo Amaro, que resiste até hoje, sob o comando de Armando da Silva Prado Neto.

O golpe mudou de nome na grande imprensa que o apoiou, virou Revolução de 1964, e até a data comemorativa foi depois mudada para 31 de março para não coincidir com o dia da mentira.

Me lembro vagamente desse dia. Eu fazia o primeiro ano colegial no Liceu Pasteur, na Vila Mariana, e fomos dispensados das aulas. Fanático por jornais e revistas, fui folhear na banca mais próxima da escola as edições extras que noticiavam a movimentação militar, iniciada antes da hora em Minas Gerais, pelas tropas do general Olímpio Mourão Filho, na virada de 31 de março para 1º de abril.

Quarenta e cinco anos depois, por uma destas boas coincidências da vida, acabei de chegar agora de visita que fiz a um velho amigo, testemunha ocular desta história, que estava no centro do furacão, ao lado do então governador Adhemar de Barros, no antigo Palácio dos Campos Elísios.

Falo de Elpídio Reali Jr., o Realinho, que está passando uma temporada no Brasil para tratamento de saúde. Em 1964, ele era repórter do Correio da Manhã, o grande jornal carioca da epoca, e já trabalhava na Rádio Panamericana, que virou Jovem Pan, onde está até hoje, como correspondente em Paris.  

Por volta da meia noite, muita gente entrando e saindo do gabinete do governador que apoiava o golpe, Adhemar de Barros estava ao telefone trocando informações com Carlos Lacerda, então governador do Rio, um dos líderes civis do movimento.

A certa altura, Adhemar colocou na linha para falar com Lacerda o célebre Tico-Tico, como era conhecido o repórter José Carlos de Moraes, dos Diários Associados, e atendeu a outra ligação.

Do outro lado da linha, estava Dr. Rui, codinome de Ana Capriglione, sua amante não muito secreta, a demonstrar que o amor é sempre mais forte do que qualquer golpe militar.

Durante todo o dia, Reali Jr. assistiu ao desfile de grandes empresários paulistas que passaram pelo gabinete para cumprimentar o governador, entre eles o diretor do Estadão, Júlio Mesquita Filho, ferrenho adversário de Adhemar de Barros.

Naquele momento, acima de qualquer divergência política, o mais importante para todos eles era derrubar o governo popular de João Goulart.

Na mesma hora, Raul Martins Bastos, outro amigo que foi comigo visitar o Realinho, estava voltando de férias no sul do país, vindo de ônibus (sim, naquele tempo jornalistas, mesmo os mais importantes, viajavam de ônibus) de Curitiba para São Paulo.

Dormiu a noite toda e, quando percebeu que o ônibus chegara com bastante atraso a São Paulo, soube pelo motorista o motivo: a grande movimentação de tropas militares na estrada, que atrapalhou o tráfego.

Chefe da rede de sucursais e correspondentes do Estadão, meu compadre Raul correu para o jornal, ainda a tempo de pegar a confraternização de muitos de seus colegas comemorando o golpe militar que o jornal ajudou a deflagrar no país.

Raul e Reali também só se lembraram deste dia a meu pedido, graças ao alerta do leitor Manoel Ferreira, que escreveu no final do seu comentário:

“Mas, se não recordarmos, de vez em quando, os erros do passado, poderemos repetí-los no presente e no futuro”.

Concordo com ele neste ponto, embora divirja da maioria dos seus comentários. Ferreira é um dos mais ácidos críticos do governo Lula neste Balaio e de tudo o que está acontecendo no país em todas as instituições.

A exemplo dele, tenho notado nas últimas semanas que outros leitores estão subindo o tom da sua indignação com os fatos noticiados, a ponto de muitos pedirem a volta da ditadura militar e até da monarquia, sem falar nos que fazem campanha sistemática pelo voto nulo.

Calma lá, pessoal. Com todos os seus defeitos e fraquezas, falcatruas e mazelas, posso garantir, como repórter sobrevivente daqueles anos de chumbo, que a democracia ainda é o melhor regime para se viver em sociedade.

Nunca tivemos um período tão profundo e duradouro de liberdade públicas em nosso país, e é isso que precisamos preservar, até para que cada um possa extravasar aqui pela internet, que não existia naquele tempo, toda a sua ira contra as autoridades constituídas, sem correr o risco de ir em cana ou ser torturado.   

Se cada um fizer a sua parte, participando mais da vida política do país, e não só em época de eleição, como muitos da minha geração fizeram na resistência à ditadura, certamente vamos fortalecer a nossa jovem democracia em lugar de jogá-la fora da bacia.

Não podemos confundir nossos eventuais representantes ou ocupantes temporários de cargos públicos nos três poderes com as instituições permanentes que nos garantem esta liberdade, tão importante quanto o ar que respiramos. Ditadura, nunca mais.

 

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:

82 comentários para “Golpe de 1º de abril faz 45 anos”

  1. helio titan disse:

    SENHOR KO. COMO POSSO DAR CREDITOS Á SEUS COMENTARIOS, DEPOIS DESSA AUSENCIA TEMPORARIA, CRITICANDO UMA JUSTIÇA DE UMA NAÇÃO DESENVOLVIDA, NO CASO DA PAULA MALUCA?

  2. André Rosa disse:

    kotscho, sou professor dos cursos de jornalismo, letras e pedagogia.
    ontem e antes de ontem, perguntei, em tom de provocação, quem se lembrava do evento de suma importância para a história do brasil que ocorrera há 45 anos.
    nas turmas de letras e pedagogia, ninguém sabia. em jornalismo, dois alunos responderam “o golpe militar”.
    acho que este esquecimento é infelizmente um sinal de que as coisas podem sim voltar a se repetir no futuro.
    temos que lutar para que estes lamentáveis fatos não se repitam, mas hoje, nossa luta é contra a alienação e apatia coletivas. abraço.

  3. Luiz Carlos disse:

    Caro Kotsho.
    É meu caro, vcs blogueiros estão dando um show. Estão mexendo com o ”imexível” há pouco tempo.
    Veja só;
    CUBA ACUSA BLOGUEIROS DE ‘PROVOCAÇÃO CONTRA A REVOLUÇÃO’
    A blogueira Yoani Sánchez leu um manifesto durante Bienal de Havana.
    Comitê considerou a performance um ‘oportunismo vergonhoso’.
    Autoridades cubanas acusaram nesta quarta-feira (1º) a blogueira Yoani Sánchez e outras pessoas de fazer uma “provocação contra a revolução”, por falar de censura e controle de informação na ilha durante uma representação artística durante a 10ª Bienal de Havana.

    Outro blogueiro está dando trabalho para os ditadores. Sánchez, cujo blog Generación Y é uma das páginas cubanas mais lidas no exterior, disse em seu discurso que “já é hora de pular o muro do controle”.

  4. Manoel Ferreira disse:

    Estimado Ricardo, bem acredito que no fundo você deva entender a nossa indignação com tudo!

    Mas que tudo?

    A demência do Jânio ?

    Os delírios de Jango ?

    A Aporrinhação do Lacerda ?

    Os vigaristas oportunistas de sempre ?

    Os excessos dos milico ?

    Os atos covardes dos terroristas ( Lembro-me sempre do mienino Kuka, um garoto e tanto ) pra quem não sabe morto, ou melhor explodido covardem,ente por um bamdo de imprestáveis e muitos ainda estão por aí!

    E os Etc…?

    Sabe Ricardo, você disse com uma certa propriedade que sou um crítico mordaz do govervo Lulo?Petista?

    Verdade, detesto mentiras e a utilização da boa vontade das massas, principalmente os menos favorecidos para ventilar no ar promessas que jamais serão cumpridas, e dai por diante voc^já conhece o rosário.,

    Mas nunca ataquei a honra do ser humano Luiz, nunca me dirigio a ele como um bêbado, malamndro, m,entioros, ignorante idiota, olha a mim tanto faz se o cara tem ou não cultura, o importante a meu ver é o honra, ser honestos em pensamentos e palavras, falar a verdade, não prometer o que não pode cumprir, não se vangloriar por fatos que nem aconteceram e daí por diante!

    Ruim foram todos os governos que sucederão JK , não importa a quantidade de erros que ele tenha cometido, mas foi um cara preocupado com o seu país, o resto? Prá mim foi resto!

    FHC, olha se você pensaR A ÚNICA COISA BOA QUE ELES FIZERAM FOI O PROJETO ECONÔMICO, O Q

  5. Eduardo Osorio disse:

    Da maneira que se apresentam ao longo desses anos quase todos os políticos, governantes, presidentes, ministros e outras camarilhas, tenho saudades do regime militar.
    Naqueles anos, como universitário no Mackenzie, retornava para casa e me comportava, mesmo com os ideais da juventude, enquanto determinados elementos faziam baderna, quebravam vidros de bancos e lojas, jogavam bolinhas de gude para os cavalos policiais cairem e outras safadezas.
    Me formei, casei, constituí família e filhos, trabalhei e dei muito duro para sobreviver e fiz de tudo para ser honesto e direito.
    Aqueles outros baderneiros e revolucionários, foram torturados, exilados, quase todos vivos, e se tornaram presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados, vereadores e outros corruptos.
    Esses mesmos continuam aprontando e fazendo-nos de otários.
    Lamentavelmente teremos candidatos daquela época á presidencia em 2010 e uma candidata terrorista e revolucionária.
    Sinto-me envergonhado de ter sido honesto, pois hoje, vivo com uma aposentadoria lamentáve INSSl, enquanto esses exilados recebem polpudas aposentadorias. Coitadinho deles.
    Pelo menos naquela época não existia tanta bandalheira e corrupção.

  6. fernando sobrinho disse:

    gostei muito do você escreveu! com todos os defeitos a democracia ainda é melhor do que uma ditadura. A 45 anos nós tivemos um golpe militar é não uma “revolução” como alguns preferem ou fazerem acreditar.

  7. Luiz Carlos disse:

    …Mas, há perigo na esquina;
    IRÃ CONSIDERA PENA DE MORTE A AUTORES DE BLOGS ‘OFENSIVO’
    Objetivo é expandir punição aplicada a quem comete estupro e adultério.
    Cerca de 20 milhões acessam web no Irã, onde presidente tem blog.
    As leis do país autorizam a morte de homens, mulheres e crianças que assassinam outras pessoas e minam a estabilidade e autoridade do Estado — aberta à interpretação, esta segunda alternativa já puniu pessoas que cometeram estupro, adultério, tiveram relação com droga e comportamento homossexual. DE ACORDO COM A a Al-Jazeera(TV árabe), O IRÃ QUER EXPANDIR A PENA PARA BLOGUEIROS.

    E isso, segundo os iluminados, não é uma ditadura.

  8. Marcio disse:

    O movimento golpista começo no dia 31.
    O Brasil ficou sabendo no dia 1.
    Jango foi deposto pelo Senado no dia 2.

    Escolham a data.

  9. Cicero disse:

    É isso aí Kotscho, é melhor passar fome em liberdade do que nutrido preso.

  10. Carlos Alberto Lemes de Andrade disse:

    Ricardo:

    Apenas a título de colaboração. Eu vivia em Minas, na época, e presenciei a movimentação pré-golpe, com os atos do então governador Magalhães Pinto que se uniu aos generais golpistas, da IV Região Militar. A coisa foi tão grave que as cidades do interior, a partir de 23 de março, ficaram sem policiamento. A PM foi deslocada para as divisas do Estado antecipando o manifesto de 1º de abril, no qual Minas se desligava da Federação e Milton Campos era nomeado “Ministro das Relações Exteriores” . Magalhães Pinto “aliado” de Jango até fevereiro (se é que a antiga UDN se aliava a alguém) já articulava o golpe desde o fechamento da carteira de redescontos do Banco do Brasil em meados de dezembro de 63 (denúncia do deputado Hebert Levy no Congresso depois do golpe). A coisa foi tão séria que no dia 2 de abril, o prefeito deposto da cidade de Ituiutaba no Triângulo Mineiro, José Arcênio, afastado pro ser do PTB, dizia na sua linguagem roceira que “tamos perdidos…Pro Jango só tem apoio na tal rede da legalidade do Jorge Veiga, de cantor e artista enquanto que a tal rede do Lacerda tem apoio do dezoito exército, do cento e quatro pelotão, do noventa batalhão…(sic)” Hoje, 45 anos depois vê-se mesmo, que foi o golpe da mentira, no dia da mentira…

  11. Ubiratan Costa disse:

    Só quem viveu e quem sabe . Hoje vc pode criticar os canalhas
    denunciar gritar na epoca era chumbo .

  12. Gilberto Alencar Galvão disse:

    A ditatura militar criou alguns monstros do quais eu mais odeio é o delfim neto…famigerado ex ministro da economia com sua hiper-inflação e tudo mais.no mais me lembro dos mais velhos falarem pra nós mais jovens andar sempre com os documentos em dia e se possível com a carteira de trabalho para mostrar que era trabalhador.Fora isso pessoas comuns não tinha muito com o que se preocupar podiamos andar tranquilos pela cidade e até nos sentiamos seguros com os militares por perto…
    Agora hoje!!!!Vivemos outros anos de chumbo só que são chumbos dos marginais,traficantes,ladrões,bandidos de toda a sorte.
    Hoje não me sinto tranquilo ao andar pelas ruas,as vezes me sinto como um guerrilheiro traçando mlnha rota para ir e vir de modo seguro,vendo em cada pessoa que vem em minha direção um bandido,ou o pior ser parado numa esquina rua qualquer por um comando(ops) digo bando de bandidos dizendo:
    -Parado aí mão na cabeça,documentos e dinheiro,se reagir leva chumbo,se não reagir pode levar chumbo também!!!
    ainda tem bala perdida politicos vagabundos movimentos sociais raivosos,governos estaduais insossos,justiça que não funciona e um monte de coisas que transformou nossa democracia numa anarquia
    Ainda tenho que aturar aqueles que se levantaram contra os militares,se dizendo mocinhos e vítimas…mocinhos uma ova!!Eles foram perseguidos porque queriam derrubar o regime para instalar outra ditadura que seria pior e mais longa do que a que se encontrava instalada.
    Não só prego o voto nulo, mas peço a todos que possam justifquem e ‘FAÇA SEU CANDIDATO TRABALHAR NÃO VOTE NELE”
    Onde já se viu uma democracia com voto obrigatório!!!!

  13. JUCAPIRAMA disse:

    É.
    E a coisa ficou mais firme quando editado o AI-5.

    A Revolução de 64 foi o inverso do Getúlio, antes do suicídio era rebatido, depois virou santo, hoje é quase um pai da pátria.

    A Revolução estava na cutis do país, virou espinha, rebentou.
    Depois inflamou.

    Carregamos na face as cicatrizes do período, todavia curados do agente patológico na época em ação.

    Hoje ainda há remanescentes, e muitos desses quando inquiridos respondem que os tempos eram outros. Ou lembram que eram jovens demais na época.

    Meio mundo era azul, meio mundo era vermelho.

    Não se pensava no futuro valia viver o dia, acredito que a foi a década inteira que não terminou.
    Dos anos 60 podemos dizer que foi um século em dez anos.
    Foi aceleração máxima.
    Os aconteceimentos deixaram marcas eternas.
    Derrubar ou destituir eram as palavras em voga na época.
    E no fim, para coroar, Arsmstrong destituiu São Jorge lá da Lua,
    e a marca do pé dele está até agora lá.

    Era tudo verdade.

  14. Norma M disse:

    Prezado Kotscho,

    Espero que o seu amigo esteja bem e consiga se reestabelecer.
    Vc já escreveu que ele veio para cuidar da saúde e receber um premio se não estou enganada. Muito bom!
    Nesta época de 64 eu estava com 1 ano e meio e claro meus pais levaram o maior susto e criaram a prole com muito medo de que algum de nós se perdesse neste mundo político.
    Então a ordem era: não fale, não faça, não vá, etc.
    Acho que muitos aqui foram criados assim.
    Afinal naquela época de ditadura não se podia falar qualquer coisa mais alto que logo se era preso, só que parece que alguns já se esqueceram disso e pensam somente na pseudo segurança que o país dava ao seu povo.
    Deus me livre de querer aquela época novamente, pois as histórias são de doer.
    Eu respeito muito o Manoel Ferreira, homem sem mácula, corajoso, cabeça sempre erguida e tudo mais, mas eu não concordaria com ele se tivesse que escolher entre democracia e ditadura, o que não iria mudar em nada a minha admiração por ele.
    Devemos sim é dar um jeito, descobrir um meio de politizar as pessoas que nos são próximas, porque hoje em dia, se eu vou comentar com alguém, alguma coisa, a pessoa já parte para a RAIVA, O palavrão, O desdén, A decepção e não consigo conversar direito com ninguém… é uma pena.
    Mas como diz um amigo meu:
    Vamú que vamú… e outro amigo meu….
    E a vida segue…. e outro ainda…
    Abraços fraternos,
    Norma. (rsrsrsrsr)

  15. andre souto disse:

    Enquanto as instituições não forem mais fortes que os políticos, sempre haverá saudosismo do golpe,revolução ,quartelada ,seja lá o que for ou tiver sido. Conforme Thales Ramalho,citado por Hélio Gaspari no seu “As ilusões armadas”, a ditadura não acabou, fo embora.André.

  16. wagner disse:

    “…instituições permanentes que nos garante esta liberdade…” Qual liberdade? O que se vê hoje é uma tremenda falta de liberdade. Na fase da ditadura, a falta de liberdade era para um grupo reduzido que era contra o governo e, quando presos, iam para o pau-de-arara sem dó e piedade (na verdade o couro foi pouco, porque estão todos com o Lula cometendo falcatruas piores que as dos milicos). Já para o povo comum, que não protestava contra o governo, como a vida era boa (tenho 62 anos, fui testemunha desta época). Se podia andar tranquilamente pelas ruas, pois assaltos quase não existia. As armas dos bandidos não passavam de revólveres. Não havia sequestro relâmpagos. As sacolas dos supermercados eram de papel. Podia-se andar, mesmo tarde da noite, sem medo de ser assaltado pela Praça da Sé, Largo São Bento (este ainda não tinha sido destruido pelo Metrô), Praça da República etc. Bons tempos aqueles.

  17. joão disse:

    O golpe foi necessário pois nos livrou de uma ditadura comunista, houve excessos como a falta de liberdade e o AI-5 se hoje respiramos democracia devemos ao golpe pois se não fosse ele provavelmente seriamos uma republiqueta bananeira igual a Cuba.

  18. Juares disse:

    Ao ler esta reprtagem, questionei a mim mesmo, seria golpe ou revolução polpular? sim por que a população apoiou, assim como os meios de comunicação da época. Seria governo de excessão ou ditadura militar?…para lembrar aos opositores deste governo de excessão ou ditadura, e que por ideologia apoiam o comunismo, como poderiamos chamar os gvernos de Cuba, antiga URSS, China “POPULAR”, Coréia do Norte…entre outros…ainda bem que teve golpe…

  19. Paulo - Hexacampeão disse:

    Parabens, Sr. Ricardo só podia ser SOBERANO mesmo para ter tanto talento, e vamos ao TETRA da Libertadores, porque Paulistinha se interessar a nós ganharemos facilmente, mas para nós SOBERANO é uma balinha deixa isso para os PORCOS que tem um treinador especialista em Paulistinha ainda mais com a federação dando força já que LIBERTADORES cairam na primeira fase que VEXAME. um forte abraço SOBERANO Sr. Ricardo.

  20. Cesar disse:

    Se tivesse sido implantado o regime comunista no Brasil, como era desejo dos que queriam um governo dito “popular”, como estaríamos hoje? Seríamos diferentes do que Cuba é hoje? Ou seríamos uma Coréia do Norte ou China?

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