O prende-e-solta causa mal estar
Mais uma vez tivemos uma semana agitada pelas prisões de gente poderosa pela Polícia Federal _ e mais uma vez terminamos a semana com todos os bacanas colocados em liberdade por decisão da Justiça.
Sem entrar no mérito das prisões e das libertações, já que não sou juiz nem promotor, o certo é que este prende-e-solta, que já virou rotina, causa um grande mal estar na população.
As pessoas comuns, que não estudaram o Código Penal, simplesmente não conseguem entender como a mesma lei é usada para prender ou soltar.
Há hoje uma sensação generalizada, a julgar pelos comentários enviados para este Balaio, de que a Justiça não é igual para todos e basta ter um bom advogado para escapar da punição nas instâncias superiores.
Por variadas razões saí esta semana da minha rotina aqui no Balaio. Passei por Porangaba, Rio de Janeiro e Itu, onde tratei de outros assuntos mais próximos da vida real, falando com e escevendo sobre pessoas que não estão na mídia, deixando de lado os personagens de sempre do noticiário político e policial, cada vez mais próximo um do outro.
No sábado, na festa de aniversário do poceiro (homem que abre poços), compositor e cantador Ico do Violão, que fez 74 anos, neto bastardo do ex-presidente Wenceslau Brás, conforme ele me confidenciou, tive mais uma prova de que nós, jornalistas, e nossos leitores vivemos em mundos diferentes. As pautas não batem.
Chega uma hora em que é bom virar o disco porque os temas se repetem em todos os espaços de todas as mídias naquilo que chamei num dos posts da semana de pauta única _ em geral, tratando de coisas negativas que não fazem bem à alma e não têm relação direta com o dia a dia dos leitores.
Sei que muitos comentaristas aqui do Balaio sentem falta de temas mais polêmicos, querem ver sangue, como um deles escreveu, para alimentar o que Clóvis Rossi chama hoje na Folha de “dueto monocórdico”, a eterna disputa entre petistas e tucanos.
Qualquer que seja o tema tratado, estabelece-se um clima de Fla-Flu em que um não quer nem saber as razões do outro, mas apenas reafirmar suas próprias convicções.
Há uma certa hipocrisia de todos nós nesta história, como comentei numa palestra no final dos anos 1990 quando dirigi o departamento de jornalismo de duas redes de televisão.
Discutia-se num debate promovido pela Revista Imprensa, no Rio, o baixo nível da nossa televisão, que procuraria apenas atender ao apetite da audiência sem se preocupar em utilizar o meio como instrumento para divulgar mais programas culturais e educativos.
Em qualquer pesquisa que se fizer, de fato, a maioria das pessoas vai criticar a baixaria da programação da televisão e pedir mais qualidade. Vai elogiar a TV Cultura e meter o pau no programa do Ratinho, que na época ainda estava na CNT, onde eu trabalhava.
Como explicar então que a TV Cultura de São Paulo tivesse tão baixa audiência, enquanto o meu amigo Ratinho a cada dia aumentava seus índices, que o levaram logo da CNT à Record e depois ao SBT, ganhando salários cada vez maiores?, perguntei à platéia.
A mais baixa audiência do CNT Jornal, que eu dirigia, foi registrada quando dediquei a maior parte do tempo a um especial que mostrava a vida e a obra de Darcy Ribeiro, o grande educador brasileiro falecido naquele dia.
Tempos depois, bati meu recorde de audiência pessoal já em outra emissora, o Canal 21, da Rede Bandeirantes, ao passar horas ao vivo transmitindo tudo sobre a morte do cantor Leandro, da dupla Leandro e Leonardo.
O Brasil ainda se comove mais com a morte de um cantor sertanejo do que com a de um educador _ esta é a nossa realidade e somos todos hipócritas ao querer negá-la em nome do politicamente correto.
Mas isso não quer dizer que devamos nos render a esta realidade, aderindo à pauta única e desistindo de querer modificá-la, abrindo o leque para outros assuntos e outros personagens que não estão nas manchetes.
Podemos perder em audiência, mas certamente ficaremos mais gratificados com o nosso trabalho, dando a ele um sentido não apenas imediatista e comercial.
Senti isso quando li os comentários enviados para o post que conta a história do lavrador Zé Telles, o homem honesto que ficou doente com a desonestidade alheia.
A reação da maioria dos leitores, solidarizando-se com ele e lembrando que o Brasil é feito de milhões de Zé Telles, que não se conformam com a realidade do leve-vantagem-em-tudo, me anima a continuar dedicando a maior parte do meu tempo a este Balaio e a procurar boas histórias para contar.
Os números da semana
Como faço todos os domingos, publico abaixo o levantamento sobre os três assuntos mais comentados na semana em que o Balaio procurou sair da pauta única.
Balaio
Um homem honesto: 147
Jornal das crianças: 70
Futebol: 54
Folha
Senado: 75
Lula: 64
Educação: 45
Veja
Pedofilia: 53
Lya Luft: 19
Clodovil Hernandes: 17
Em tempo 1:
recomendo aos leitores o comentário enviado por Samuel Sajob, às 14h09, um belíssimo texto inspirado na morte de um canário em meio ao incêndio.
Serve ao mesmo tempo de alerta e de estímulo para aprendermos a separar aquilo que é realmente valoroso nas nossas vidas, que nem sempre percebemos, daquilo que é descartável, mas damos uma importância imensa.
Bom final de domingo.



I) Prende e solta
Bom, não é só o tratamento importante que os importantes recebem.
Vamos a um roteirinho.
Um suposto empresário encontra uma fórmula de burlar o fisco.
Calcula o risco e por garantia aciona o advogado.
Exibe ao advogado o plano, e este revela.
_ Neste caso o Sr. será processado e preso !
_ Quanto tempo?
_ Bastante.
Ai ele pensa, pensa…
E volta ao advogado.
_Tem algum atenuante ?
_Tem, o Sr. tem alguma doença incurável ?
_Bom… tenho um câncer
_Hummmm ! (este hum parte de ambos)
_ Acho que compensa!
_Vamos pra cima.
E foram
O governo descobre
Processara.
Pegaram a condenação, mais de noventa anos.
Mandaram prender, saíram em vinte e cinco horas, e depois deram uma festa.
Estão livres.
E vão recorrer.
Vão recorrer até ao Sinédrio Romano se for necessário.
Alegam não representar perigo, e garantem que não vão mais desviar nada.
O advogado recebeu os honorários e estão milhões mais ricos.
Ai a dona Dinorá que fez um furto famélico, furtou comida, saboreia uma quentinha em algum distrito nos bairros da beirada da cidade. Ela pegou dois anos e vai cumprir parte em regime fechado.
Pode ter a pena convertida em serviços comunitários ou, ironia, doação de cestas básicas.
Não precisa ser bom advogado nem advogado ruim.
Pegar 94 anos e sair significa que existe direito demais pra quem anda torto e sabe disso.
Agora, Inês é morta.
II) TV Aberta.
Pra resumir, na TV o que vale é o seguinte, não importa a qualidade, o que importa é o que o programa arrecada para a emissora.
Triste.
Carlos Arlindo Gallas 21:56
Li seu texto , que poderia ser o meu , sei exatamente do que fala e sente.
O meu primeiro trabalho no serviço público , área se saúde em 1971 foi fazer uma distribuiçao proporcional de *medicamentos*
que não eram receitados pelos médicos , para as unidades de saude pertencentes a regional para serem recolhidos posteriormente as datas de validade.
Situação que tomei conhecimento através de um competente funcionário , o qual fez uma esplanação do setor de trabalho, para mim, naquela época,assim como você expõe agora.
Eu que estudei sem frequentar bancos de escola , antes da faculdade, pois fiz madureza,ginasio e colegial ,escondida de meu Pai, para não magoá-lo com a possibilidade de sair para trabalhar fora, pois ele contava comigo como suporte na familia de mais 6 irmãos orfãos de mãe.Hoje com minhas filhas criadas,bem criadas,mas elas falando outras linguas,morando fora, vou levando a vida do meu jeito………………com meu companheiro.
Fiz um trabalho, pensando estar fazendo alguma coisa útil……….
Desconhecia que existisse uma rede de interesses
Fidel Castro criticou no domingo o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, por dizer que os Estados Unidos não levantarão seu embargo comercial de 47 anos contra Cuba.
“engraçado ver como as vísceras do império se agitam, cheias de problemas e contradições insuperáveis com o povo da América Latina”. disse Fidel.
Biden respondeu negativamente quando questionado se o embargo seria encerrado.
O vice-presidente disse que ele e o presidente Barack Obama “PENSAM QUE O POVO CUBANO DEVERIA DETERMINAR O SEU PRÓPRIO DESTINO E PODER VIVER EM LIBERDADE e com alguma perspectiva de prosperidade econômica”.
No Brasil, havia quem apostava que Obama se deixaria levar pelo grito dos barbudinhos aloprados sobre o embargo a Cuba. Fidel disse tudo, menos o principal; Realizar eleições diretas e fiscalizadas por organismos Internacionais.
Cuba é uma das ditaduras mais antigas da história moderna. E é uma ditadura pura, sem meio termo. Pura e violenta.
Kotscho, de tudo o que você escreveu, só discordo de uma coisa: o de que a Lei não é igual para todos. Na verdade ela é igual para todo mundo – ela é confusa, cheia de brechas, contraditória e lenta, extremamente lenta, tanto para o rico, como para o pobre, como para o Estado, o único que realmente se beneficia sempre das medidas protelatórias. O que difere ricos e pobres é apenas a possibilidade de contratar um bom advogado.
No resto, concordo contigo. E o pior é que, a cada dia que passa, mais e mais o cidadão se distancia da Justiça, por não acreditar que ela possa lhe ser útil. Acho que não existe nada mais perigoso para uma democracia do que quando o cidadão não confia nos seus juízes e nas suas leis.
Caro Kotsho.
Vc fez bem em não parar de fumar, pois nós, os fumantes, seremos os grandes financiadores do IPI. O que se tirou dos automóveis está paralizando várias prefeituras de pequeno porte – há prefeituras que não têm mais dinheiro nem p/ a merenda escolar-, os fumantes vão grantir.
Prepara o bolso aí, o aumento será de 30%.
Quem diria hem Kotsho, quem diria que os fumantes chegariam a garantir os serviços de saúde e da merenda escolar da maioria das prefeituras que dependem do FPM.
Prezado Kotscho.
Nós, cidadãos comuns, somos humilhados diàriamente com estas notícias de usurpação do nosso dinheiro por meio desta turma de políticos e destes outros que não aparecem mas que, com seu silêncio, são cumplices de tudo o mque lá acontece. Vão à tribuna, discursam, falam, mas, no fundo, também se beneficiam do genecídio que, na realidade, é a consequencia do que fazem com o dinheiro publico.
Só nos resta a indignação e a manifestação nos espaços que nos são oferecidos para externarmos nossa ira. Mas isto só não resolve, já que não temos capacidade de organização para dar um fim nisto tudo. Precisa aparecer alguem ou algum órgão com poder de mobilização e aglutinação para que isto tudo acabe de uma vez por todas e deixe de ser noticia diária.
Que tal você, com sua credibilidade inconteste, com este seu meio de comunicação poderosíssimo, com a sua revista e com todo seu poder de mobilização, não seria a pessoa indicada para iniciar um movimento que desse um fim nisto tudo?
Sem querer te colocar numa fria, por favor, pense nisto e nesta possibilidade, talvez até ampliada.
Obrigado.
Tampouco faz bem a uma democracia que juízes e delegados, em nome seja lá do quê, passem por cima de leis e valores consagrados pela Constituição.
Às vezes, em nome das melhores intenções, cometemos as maiores injustiças. Guantánamo talvez seja um dos exemplos mais fortes disso. País algum chegou a bons resultados agindo à margem da Lei – ou fazendo interpretações populistas da Justiça.
A interpretação e a aplicação da Lei têm que ser as mesmas – para o rico, para o pobre e para o Estado.
Cidadão K, li com emoção a indicação que vc fez para leitura do pobre texto que postei sobre o assunto prende-solta. Estou vaidoso, feliz e todo pimpão. Muito obrigado, do fundo do coração e celebrem amigos balaieiros porque este premio eu divido com todos.
Ô Luiz Carlos !!!
Num faz assim com agente não meu fi. Insistir que a lei só deve ser cumprida quando estiver sendo “vigiada”, é de lascar para um cara do teu nível, né não ?
Agora, concordo contigo quando diz que ” deixar uma empreiteira sem fiscalização é o mesmo que entregar o ouro pro bandido”, concordo, especialmente quando esta empreiteira, ou estas empreiteiras, foram as grandes executoras de obras no período em que um bando de milicos vagabundos, controlavam o caixa da nação, e o escancararam para que estas empreiteiras, e outros grupos de apaniguados, fizessem o que quizessem com este caixa. Tu conhece bem a estória de cada uma delas, eu sei que tu conhece.
Agora , quanto a esta meliante, mas pra voce empresária, dona da Daslu, só foi encarcerada porque temos, a partir do governo LULA, uma polícia federal que não se submete, nem se vende, aos antigos donos do poder, e prende, embora sabendo que o teu presidente do supremo vai soltar no dia seguinte.
Enfim, Luiz Carlos, apesar de tudo, eu continuo achando que tu ainda pode ser reciclado, mas, se não tomares logo jeito, vais parar no lote de materiais inservíveis.
Boa noite Ricardo!
Boa noite amigos balaieiros!
Boa noite meu amigo Samuel ( o pimpão) rsrs
Voce merece meu amigo…seu texto é lindo!
Luiz Carlos …boa noite também pra voce…com efeito…eu também sou fumante, e agora com mais orgulho por poder ajudar de alguma forma.
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ORIENTA…FUMAR AJUDA A MANTER OS EMPREGOS!
Bem meu amigos! Hoje eu vou passar pra voces, uma visão que tive sobre uma matéria passada ontem no fantástico (não sei porque ainda assisto isso) mas me deixou (de novo) encucado.
Sobre aquele assunto do sr ZÉ MERENDA.
Pelo que eu ví as criañças não tinham outra refeição que não fosse a tão esperada merenda…até aí tudo bem…município pobre como tantos nesse país…mas quando eu ví a vegetação, o rio em que as crianças atravessaram de aguas límpidas, fiquei me perguntando…como é que essas crianças não tem o que comer em casa????
Seus pais por acaso não conseguem manter uma pequena horta de subsistência? Não conseguem criar qualquer animal?
Ora…eu não ví terrenos desérticos como os nordestinos, nenhuma caatínga castigada…o que eu ví foram paisagens verdejantes, com água em abundancia, e incluzive chuva!!!!
Alguém podería me explicar qual o verdadeiro sentido dessa matéria?
Eu agradêço e desejo uma boa noite a todos.
Robson de Oliveira nosbornar@ig.com.br
Para Sr.Renato das 14:56 e 16:10:
Já que estamos falando de leis, e o Sr.Renato enfatiza que é igual pra todos, gostaria de um esclarecimento; Procurei a Del.de Polícia pra fazer um Boletim de Preservação de Direitos. Ali me disseram que eu o conseguiria pela Internet, e me deram o tal www; na Net me mandaram pra Prefeitura daqui; a atendente me olhou com cara de espanto e me disse que era no Fórum. Tudo bem, também achei estranho me mandarem na Prefeitura. No Fórum um senhor disse que nunca soube que ali houvesse sido emitido um BPD e me mandou para a “Justiça Gratuita” – aqui tem uma célula da OAB que atende aos menos favorecidos às terças e quintas. O advogado que me atendeu fez quatro ligações- duas pra Delegacia -que confirnou o que lhe informara – e duas pro Fórum e riu, porque não sabia onde eu poderia obter o tal documento. Pediu que eu voltasse ao Fórum e procurasse o Promotor. Quando perguntei se seria o Promotor quem me atenderia ele me disse que seria o próprio – não acreditei – e de fato, não atendeu, mandou a secretária ,que quis saber o que tinha acontecido pra eu pedir e ter este Boletim comigo. Voltou da sala do Promotor e disse que: “Pelo fato eu ter escutado da boca do rapaz (que cometeu injúria contra mim, conforme consta no BO) que eu fosse onde eu quisesse me queixar porque teria retorno,” não era motivo pra emitir o tal Boletim de Preservação. Então, não é justiça. Se um dia o tal cara se enfezar e quiser me dar um tiro, ele nao será o primeiro suspeito a ser invesrigado, será? Não, claro que não! O BO está comigo, não o processei ainda, porque queria ter os dois documentos.
Neste mesmo dia, a moça que me acompanhava também precisou dos serviços tanto do advogado quanto do promotor e também sua solicitação não foi atendida por eles. Saímos as duas com o rabo entre as pernas, quase tocadas pela ironia da atendente que só faltou nos chamar de coitadas. A justiça não trata igual, não senhor! Se for ladrão de colarinho, dão cafezinho, agua gelada e refrigerante. Pra não dizerem que eu os desacatei.
O que vale aqui neste mundo é o seu saldo bancário. Eles olham o que voce está calçando e vestindo. Quem disser o contrário, tem dinheiro pra molhar mãos que pedem. Ou, trabalha na justiça, no Fórum, ou no Poder Judiciário, enfim. A única justiça que não discrimina ou tem preconceito é a divina. E por favor esqueça, não precisa me responder porque eu já senti na pele todas as vezes que precisei deles.
Dessa vez li alguns comentários acima e, como não poderia deixar de ser, não consegui concordar com nada. NÃO LI TODOS, SÓ ALGUNS. É difícil.
Pra iniciar a conversa, é estranho ver uma pessoa que sonegou imposto ser condenada a 94 anos de prisão. Se esta mesma pessoa tivesse matado outras três pessoas, seria condenada, no máximo, a passar 90 anos atrás das grades.
A sentença da juíza tem 500 páginas. Quem atua na área, sabe que com 10 páginas, decide-se qualquer processo, se responde qualquer dúvida, ou seja, se soluciona qualquer problema.
A meu ver, trata-se de mais um juiz, assim como o delegado justiceiro, querendo se sobrepor a tudo e a todos com o fim único de se aparecer. E QUEM É DA ÁREA SABE MUITO BEM DO QUE EU ESTOU FALANDO.
De igual modo, como pode um juiz determinar a prisão de alguém baseado em suposições? A decisão do juiz da 6ª vara federal de São Paulo (sempre ele) que determinou a prisão dos diretores da Camargo Correa está cheia de expressões como ’supostamente’, ‘é possível’, ‘pode haver’, ou seja, pela própria decisão, já fica claro que não há fundamentos para se prender e tampouco para se constranger.
A lei deve ser aplicada com igualdade, para todos. A PARTIR DO MOMENTO EM QUE COMEÇA A SE DAR CRÉDITO PARA CERTAS PESSOAS, QUE QUEREM PASSAR UMA IMAGEM DE JUSTICEIRO PARA A SOCIEDADE, É QUE A SITUAÇÃO ESTÁ PREOCUPANTE. DÁ MEDO DA POLÍCIA FEDERAL. DÁ MEDO DE QUE RETORNE A DITADURA, POIS ESTES TIPOS DE MANDADOS LEMBRAM E MUITO A POLÍTICA MILITAR.
As prisões, de fato, foram ilegais. As investigações não. Estas sim, devem ir até o final, mas a prisão só se justifica após a condenação do réu. ASSIM FUNCIONA EM QUALQUER PAÍS CIVILIZADO.
Se o judiciário é lento, o problema é outro. Se as leis são muito brandas, a culpa não é do Gilmar Mendes, que por sinal, NÃO É HIPÓCRITA, COMO GRANDE PARTE DA IMPRENSA DESSE PAÍS. É UM HOMEM CORAJOSO QUE CUMPRE MUITO BEM O SEU PAPEL.
Se as leis são excessivamente brandas, a culpa é do legislativo brasileiro. DOS POETAS QUE NÓS, ELEGEMOS.
TUDO DEVE SER FEITO DENTRO DA LEGALIDADE, SEJA CONTRA A DONA DA BOUTIQUE, SEJA CONTRA O LADRÃO DE GALINHAS. Não se combate o mal com um mal ainda maior. MUITO MENOS EIVADO DO DEMAGÓGICO ‘SENTIMENTO DE JUSTIÇA’, PROPAGADO POR MUITOS.
Essa é a minha opinião.
Um esclarecimento: No Jornal Nacional de hoje, ficou constatado que na operação CASTELO DE AREIA, não obstante as escutas telefônicas terem flagrado conversas dando conta de doação da CAMARGO CORREIA AO PT, O RELATÓRIO DA POLÍCIA FEDERAL FOI OMISSO QUANTO A TAL FATO. ESTRANHO NÉ?
Por fim, no ponto do texto que fala sobre a TV, segundo a minha visão de leigo, acredito que a TV É UM MEIO DE COMUNICAÇÃO IMEDIATISTA E VOLTADO PRA MASSA. A PROPAGANDA TELEVISIVA É VOLTADA AO ENTRETENIMENTO. Quando o sujeito liga o seu TELEFUNKEN, QUER RELAXAR, ESQUECER DO MUNDO, EM SUMA, NÃO ESTÁ AFIM DE PENSAR, daí o motivo da audiência da TV Cultura ser baixa.
Assim é, acredito eu, na maior parte do Mundo. TV, É ENTRETENIMENTO, E NÃO CULTURA.
Abraços a todos.
Ricardo essa musica – Sal da Terra – do Beto Guedes e Ronaldo Bastos tem a ver com o texto do Sr. Carlos Arlindo Galla. Leia, por favor, o pedacinho que coloquei aí:
Vamos precisar de todo mundo
Prá banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
…
Terra!
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã
Canta!
Leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com seus frutos
Tu que és do homem, a maçã…
Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Prá melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois…
Deixa nascer, o amor
Deixa fluir, o amor
Deixa crescer, o amor
Deixa viver, o amor
O sal da terra
Seu Arlindo, seu Arlindo…
sinto muito mesmo, pelo senhor. Deve ser terrível chegar na sua idade, que é a mesma minha, sentindo-se tão desamparado de amor e de reconhecimento. Filhos e netos, seu Arlindo, tem mais mesmo que buscar seus caminhos. Deus me livre de tê-los à minha volta, fazendo um p. barulho, ou até dependendo economicamente de mim. Sai fora!
Eu sei, seu Arlindo, que o esquecimento é o meu breve futuro, também, mas enquanto isso, vou-me orgulhando de meus cabelos brancos – os quais não tinjo por nada, afinal são a marca da minha luta, como tantos outros bois foram marcados – além disso não deixo pisarem no meu pé, a não ser que peçam desculpa. E mais: desde que eu esteja com a razão, não levo desaforo pra casa – só “tá’ difícil mesmo é com a Telefônica – ; crio caso por qualquer coisa, sei “de cor’ um monte de palavrão, os quais uso para expressar, em voz alta, a minha indignação e o que sinto por corruptos e por reacionários. Essa é minha vingança. Enquanto não me esquecerem, estou me divertindo e “me achando”. O resto, seu Arlindo, que se dane.
Seu Arlindo, experimente um pouco essa receita, pode ser que o senhor goste. Xingue, seu Arlindo, xingue
notaram gente ? a crise global criada por civilizados e bem intencionados cidadaos que sempre vieram aqui dar ordem sobre o que deviamos fazer esta colocada em segundo plano perante a colocaçao do presidente lula sobre os culpados ….eta povinho hipocrita….tenho orgulho do presidente que temos …cara macho …vindo do povo..com linquajar de povo…e que nao mede esforços pra defender os brasileiros….
30/03/2009 – 21:12
Enviado por: everaldo
Ô Luiz Carlos !!!
”Num faz assim com agente não meu fi. Insistir que a lei só deve ser cumprida quando estiver sendo “vigiada”, é de lascar para um cara do teu nível, né não ?”
Everaldo. Lei sem fiscalização não é lei, é carta de intenção. Seguindo o seu ”entendimento” poderíamos então acabar com a polícia rodoviária, por exemplo; Que tal? Fácil né? Bastavam placas de aviso e, pronto, todo mundo seguiria o que a lei determina…Beleza pura Everaldo!!!
Quanto as empreiteiras, ó vc errado de novo; foi justamente no governo JK que estas empresas ”deitaram e rolaram”. Brasília, meu caro Everaldo, foi entregue para uma empreiteira (de Minas, claro) que, por sua vez repavassa às outras, sem licitação, claro, e levava um ”por fora”. Aliás, um porforão..
Vou lhe dar uma dica; leia a biografia de Samuel Wainer -minha razão de viver- está tudo lá, com nome e tudo. Lá vc vai saber como funcinavam às coisas com empreiteiras nos governos JK e Jango. Era uma maravilha…
Samuel Wainer, além de jornalista (fundador do Última Hora) foi arrecador de campanha de Vargas, JK e Jango, ele sabia de tudo. Wainer foi o PC Farias da década de 50 e 60.
Acorda Everaldo…
30/03/2009 – 23:08
Enviado por: Paco
” sentindo-se tão desamparado de amor e de reconhecimento. Filhos e netos, seu Arlindo, tem mais mesmo que buscar seus caminhos. Deus me livre de tê-los à minha volta”
É verdade Paco. Só os humanos imaginam que filhos e netos devem ficar por perto. Nada disso. Os outros animais são mais racionais que os humanos neste aspecto. A minha gatinha, por exemplo, só cuida dos filhotes por uns 40 dias, depois ela não quer nem saber, expulsa todos. Só falta falar: agora é com vocês.
Nós humanos, ao contrário, ficamos paparicando, aí eles crescem e nós esperamos retorno. É decepção na certa!
30/03/2009 – 21:56
”Enviado por: David S Silva”
Sr. David. Não se esqueça, o Judiciário, claro, não legisla, isto é; não faz leis, mas faz pior; desfaz leis.
Veja o caso do Inciso XLIII do Art.5º da CF de 88 que é explícito sobre condenação de certos crimes ”a lei considerará inafiançáveis e insuscetíveis (inadmissíveis) de graça ou anistia… entre outros, os crimes definidos como hediondos em legislação regulamentadora”
O STF entendeu que não é bem assim. Quer dizer, o STF inconstitucionalizou a própria Constituição, justamente no Art.5º – cláusula pétrea-
Entendeu Sr. David?
Eu tinha um certo receio de falar ou comentar leis e direitos, mas quando vi que ninguém entende ninguém, relaxei.
DURA LEX, SED LEX
Menos para quem usa Rolex!