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05/01/2009 - 11:33

A guerra sem fim, a crise e a vida que segue

Todo dia de manhã bem cedo, quando vou ao armazém do Boi tomar um café expresso, enquanto espero a chegada do jornal, de frente para o mar do Toque Toque Pequeno, em São Sebastião, fico reparando nas pessoas que passam, a caminho da praia ou do trabalho, no movimento dos cachorros vadios, dos caminhões de entrega e das marés, na cotidiana rotina da vida que segue _ nada que mereça manchetes ou mesmo um simples post de blog.

Por que então estou aqui hoje escrevendo estas coisas, já na primeira segunda-feira de 2009, se tinha dado folga aos leitores até o dia 12? Não, ninguém me fez apelos nem pediu para voltar antes do previsto, nenhum chefe me cobrou. Apenas me deu vontade de escrever, depois de passar estes dez dias apenas lendo, brincando com os netos, fazendo comida e olhando a paisagem.

Ao bater o olho em mais uma manchete da guerra sem fim no Oriente Médio e na foto de mais uma criança chorando a morte do irmão, uma das mais de 500 vítimas que já tombaram na faixa de Gaza, a tragédia distante cercada pelas notícias sobre os efeitos locais da crise econômica mundial, olhei em volta e pensei no contraste entre o que estava lendo e o que via e ouvia à minha volta.

Fora um ou outro renitente comprador de jornal, como eu, ninguém comentava estas notícias. Nem em casa queriam saber delas. Os assuntos por aqui são os de sempre: se o sol vai finalmente sair das nuvens depois de vários dias de chuva, o drama do deseparecimento de Leão, o mini cachorrinho de uma senhora idosa, o menino da Mariana que passou a noite sem febre, o novo roteiro de filme que a Carolina acabou de escrever e ficou uma beleza, quem vem nos visitar hoje, o que vamos fazer para o almoço. Será que deu peixe bom pra gente comprar na aldeia dos pescadores?

Daqui a pouco, claro, cada um volta para a sua rotina de escola e trabalho na cidade grande. Os assuntos serão outros, mas esta breve trégua de todo começo de ano é importante para a gente pensar naquilo que é realmente importante na vida, e só depende de nós, e daquilo que é importante para o noticiário do jornal, um balaio de crises, tragédias e problemas diante dos quais nos sentimos cada vez menores e mais impotentes.

Isto é bom para para baixar a bola, nos tornar mais humildes e dar mais valor às coisas pequenas da vida, não achando que a nossa pré-ocupação, o nosso sofrimento antecipado ou opinião formada sobre todas as coisas vá mudar o que quer que seja nos destinos do mundo.

Assim como a maré agora continua baixando até o meio dia e depois começa a subir de novo, como faz todos os dias e noites, com ou sem crise, com ou sem guerra, o mundo vai continuar girando, independentemente da nossa vontade ou desejo.

O ano começou como o outro terminou _ e por que haveria de ser diferente? Só porque a folhinha à meia noite do dia 31 mudou para 2009 como anunciou a bela queima de fogos na praia?

A chuva agora deu uma trégua e está na hora de comprar o peixe do almoço. Os netos já estão na porta de casa me chamando.

Espero que esteja tudo bem com vocês, caros leitores do Balaio, que continuaram mandando seus comentários mesmo na minha ausência. Vida que segue.

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:

95 comentários para “A guerra sem fim, a crise e a vida que segue”

  1. Observador disse:

    Olá Ricardo,

    É, realmente vivemos em um paraíso, se compararmos ao inferno que é Gaza.

    Concordo com você em valorizar tudo o que temos de bom, inclusive os pequenos momentos do dia-a-dia.

    Só acho pena como preferimos nos esquecer do sofrimento alheio, quando tudo está bom para nós.

    A vida segue, e essa atitude tanto pode ser de sabedoria, como pode ser de excessiva indiferença a acomodação.

    Há um trecho de uma música do Live Aid, que buscava angariar fundos para ajudar a África, em que o Bono cantava “…Thank God it´s them, instead of you…” (Agradeça a Deus que são eles [os famintos] ao invés de você)

    Em nosso país, está ocorrendo uma guerra civil, com dezenas de milhares de mortos por ano, muitos mais que no Iraque.

    Em Gaza, certo ou errado, 500 pessoas já morreram, e provavelmente mais 500 vão morrer. Loucos dos dois lados, um com rojões, outro com bombas capazes de explodir um prédio inteiro de uma vez.

    Talvez, a atitude resignada de apreciar as coisas boas em nossas boas vidas e pensar “e a vida que segue” não traga soluções, seja passiva demais para os desafios atuais.

    Ou talvez, não estejamos à altura de encarar o mundo como é, agora que a mídia o coloca escancarado por inteiro com todos os seus horrores dentro de nossas casas, e tentemos olhar para o outro lado, jogar fumaça para não ve-lo, jogar conversa fora sobre coisas importantes como futebol.

    Então só podemos tirar de vez em quando pequenas fugas para relaxar, para suportar. Por que fugir não adianta, estamos nele, e não importa o quanto olhemos para o outro lado, viremos o rosto ou fechemos a janela da pickup quando o mendigo nos pede esmola, ele volta. Muitas vezes armado, e AÍ não dá para fugir.

    Então omissão, cortina de fumaça, ou violência, não são soluções.

    500 mortos em uma semana.

    Só pensando…

    Um abraço.

  2. Mauricio - Barretos disse:

    18:46
    Testando!!!
    http://pcds01.on.br/

  3. Mauricio - Barretos disse:

    18:48
    test.
    http://pcdsh01.on.br/

  4. Bebum disse:

    Aproveitando que estou sóbrio no momento quero colocar no ar questões que a muito tempo me perseguem:
    - A quem interessa esse massacre todo? Quem vende os foguetes para o Hamas? Quem nutri essa guerra? Quem????

  5. joão disse:

    Por favor verifique o café “espresso” (italian way),um abraço João.

  6. Robson de Oliveira disse:

    Olá Ricardo! Que maravilha.

    Aproveite bastante seus netos, curta bem esses ares litorâneos, e acumule boas energias para a volta.

    Realmente a vida segue, quer nos descabelemos ou não, como em algumas cenas que passam enquanto o tempo corre.

    As guerras são somente algumas cenas trístes eu concordo, porém talvez até necessárias.

    Eu costumo vê-las como uma forma cruel eu sei, de avanços tecnológicos, e também contrôle populacional. Afinal se o homem é o único animal sem predador, deve tomar para sí esse papel. (já disse isso antes aqui).

    Imagine (aproveitando John Lennon) se não houvessem guerras…
    Nossa população mundial estaría nos extertores do limíte.
    Não teríamos muitas das comodidades tecnológicas cotidianas, e também medicamentos tão avançados.

    Não estou fazendo uma apología á violência…apenas tentando analisá-la mais friamente.

    A paz com certeza é desejada por todos, mas a pergunta sería…será que estamos prontos para ela????
    O mundo se tornaría mais monótono? Mais sem graça?
    A prova disso são justamente as notícias que nos deixam horrorizados, mas que todos procuram ávidamente na mídia.

    Tudo que é violento dá mais ibope…estou mentindo?

    O importante é dosar a hipocrisía, e fazer assim como voce está fazendo. Como outros estão fazendo. Cada um a sua parte que lhe cabe na história da humanidade.
    Se estamos em paz…ótimo…se estamos em guerra, então lutemos.

    Como voce mesmo disse (…a vida que segue)

    Um grande abraço!

    Robson de Oliveira nosbornar@ig.com.br

    P.S Estamos em paz? Quantas crianças, jovens, adultos, homens, e mulheres, e idosos perdemos para a nossa própria violência doméstica? Ou seja no Brasil mesmo?

  7. Enrique Andres disse:

    Oi Ricardo, que supressa!
    É bom tê-lo de volta, mas aproveite bem esse seu descanso.
    Nesse lugar aconchegante, aonde tudo passa mais devagar, e tem tempo suficiente de reparar nas pequenas grandes coisas da vida.
    Aqui em Sampa não temos essas delícias que vc nos conta.
    Eu levanto cedo de manhã, saio correndo atrás de serviço dia inteiro, quando reparo, estou voltando pra casa a tardezinha atravessando uma pequena ponte que dependendo da hora, me deixa ver de frente o sol se pondo entre as nuvens.
    Aí eu penso, o meu dia valeu a pena só por ver isto.
    É um quadro divino, o maior espetáculo da terra que a natureza nos oferece diariamente de graça.
    Um momento único e maravilhoso. Nos dá uma sensação de paz, de plenitude, de reflexão.
    Pena que para muitos isto passe desapercebido.
    Tem pessoas com mentes não preparadas para a paz.
    E sim para a guerra.

    Falando em guerra, já muito se disse, mas não tudo.
    Quando Israel se instalou no deserto, em pleno território palestino, tinha um tipo de problema. Hoje 60 anos após tem outros problemas.
    Um deles poderia ser a superpopulação, o que a leva a montar os seus kibutz fora do seu território, invadindo territórios vizinhos..
    Israel cresceu muito em população e tecnologia.
    As terras não crescem sozinhas, e sim, são tomadas mediante guerras.
    Que vizinho cederia terras? O Irã? O Egito? A Síria?
    Claro que não, a solução é toma-las dos palestinos, ele não tem nem pátria, ainda com fronteiras mal definidas.
    Toda esta guerra é uma arquitetura maquiavélica, um jogo de xadrez planejado em seus últimos detalhes, já tem um ganhador certo e uma solução final.
    O EXTERMINIO DO POVO PALESTINO.
    Assim como criança na escola, que se associa a colegas grandes e fortes para sentir-se protegida, é a mesma coisa.
    Com o aval dos EUA, Israel pode brincar com quem quiser.
    Inclusive atacar o Irã com todas as possibilidades de vitória.
    Eles se converteram numa grande máquina de matar.
    Tem muitos planos para desenvolver a guerra.
    Pena que nenhum para manter a paz.
    E no fim, para eles interessa?

    Ricardo imagina vc caminhando na beira dessas praias magníficas de São Sebastião e de repente entra uma pedra no teu sapato. O que vc faz?
    O mesmo que os palestinos estão tentando fazer com Israel.

    Um abraço a todos

  8. Lourival Gomes de Oliveira disse:

    Caro Ricardo. Que bom que você voltou antes do combinado. Seu texto estava fazendo falta. Escreva mesmo estando na praia. Aquel abraço.

  9. Luiz Felipe disse:

    Depois de uma longa ausência de mais de 30 anos, fui à missa, acompanhar esposa e filhos, pensando até em dar um tempo às questões políticas e até profissionais, talvez uma aposentadoria, e daí, durante o sermão, o Padre , aliás de esquerda, e que já leu ” O Mapa da Mina”, mirou bem nos meus olhos e disse o seguinte: “… a alguns, Deus concede vários talentos, que não podem ser sonegados ao bom convívio social “. E daí, venho ao Balaio, sob o comando do valoroso Ricardo (chará de meu irmão menos jovem, que tem a sua mesma idade), e vejo aqui, com muita alegria, de volta, todo o pessoal firme e forte na sintonia, batendo aquela bola legal, embora meio que ressabiados com o ano que já se uniciou, especialmente o nosso Manoel Ferreira que passou por momentos difíceis e que a todos preocupou no final do ano passado. E simultaneamente à alegria de rever todos, nos deparamos com a tristeza da lembrança inevitável do massacre de palestinos em revide a ataques contra os judeus, face aos quais as crianças são as vítimas mais inocentes, mais indefesas, mais caras e mais plangentes. E daí vejo o Manoel falar, com muita razão, que faltam pontes; o Ricardo citar a fuga do cachorrinho Leão…, e esses fatos me levam, inapelavelmente, à ” Revolução Pacífica do Leão”, ao estilo Gandhi, em homenagem a Tiradentes, no voto e nas urnas, com a intenção de colocar o irmão brasileiro em condições de amar o seu próximo como a si mesmo, porque, a nosso ver, Caro Manoel, além de pontes, está em falta no mundo, em muitos lugares, o amor, especialmente o amor ao próximo, sem o qual as guerras tornam-se mais factíveis, lembrando que em nosso país morrem, diária e violentamente, mais seres humanos do que em todas as guerras em andamento no mundo, juntas. E o mais lamentável é que esses exemplos de incompreensão, intolerância e violência extrema, paradoxalmente, estão vindo lá da Terra Santa, que, há 2008 anos, presenciou o exempo-maior de amor à humanidade. Feliz Ano Novo a todos, e retribuições aos que também nos desejaram e desejam a mesma felicidade. Continuo por aqui, com todos vocês, firme e forte na sintonia que virou mania. Até mais ver.

  10. Luiz Felipe disse:

    Antes que me puxem a orelha, escapou-me o xará com ch. Desculpem a minha falha. Quero dizer, mais esta falha.

  11. simei disse:

    O poder da fé. Que fé?

    Pela fé que tenho em Deus essas terras são minhas, não importa se é para proteje-las ou para te-las, matarei ou mataremos se for preciso. Não importa se mataremos homens, mulheres ou crianças, aprendemos nas escrituras e por nossos antepassados que são nossas. Então mataremos.

    Fé que desenvolveremos armas químicas, misseis, canhões e fé que apertarei o gatilho e não errarei!

    Fé, que fé? Fé para isso!

  12. Luiz Carlos disse:

    Do ponto de vista puramente religioso e Cristão, o sofrimento daquele povo está previsto com clareza;
    Evangelho; Marcos 23, vers; 27, 28,e 29: A caminho do calvário: ”E seguia-o grande multidão, mulheres batiam nos peitos e o lamentavam. Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: FILHAS DE JERUSALEM, NÃO CHOREIS POR MIM; CHORAI, ANTES, POR VÓS MESMAS E POR VOSSOS FILHOS. PORQUE EIS QUE HÃO DE VIR DIAS EM QUE DIRÃO: BEM AVENTURADAS AS ESTÉREIS, E OS VENTRES QUE NÃO GERARAM, E OS PEITOS QUE NÃO AMAMENTARAM !

  13. Cacá disse:

    Se somos indiferentes bem aqui do lado, porquê haveríamos de importr com uma guerra lá do outro? Atualmente o que nos escandaliza é a perda do que está imediatamente ao alcance das mãos e senhas.
    um abraço de paz

  14. Luiz Carlos disse:

    Há luz no fim do túnel. Analistas sérios, apartidários e insentos ideologicamente estão matando à charada:

    ”…. A ORIGEM DESTA CRISE SÃO OS GOVERNOS POPULISTAS IRRESPONSÁVEIS E NÃO O MERCADO!!!

    FALSOS Estadistas disfarçados de VULGARES Milagreiros, em várias partes do mundo entenderam que podiam promover distribuiçäo de riquezas sem se preocupar com a produçäo real de bens….Para tanto se associaram com especuladores…abdicaram de regular operacöes de risco!!!”

    E olha que Deus quando criou o mundo deixou isso bem claro;
    ”DO SUOR DO TEU ROSTO TIRARÁS O PÃO DE CADA DIA ”
    De certa forma, há uma desobediência dos mandamentos divino, tanto quando se especula, como quando se distribui gratuitamente o que quer que seja.
    Vamos, pois, repensar os programas, ditos sociais. De graça nunca, jamais!

  15. Luiz Carlos disse:

    Fiquemos atentos. Vamos lembrar do ”democrata” bolivariano, belicoso e insidioso;
    Lembremos:

    ”A Venezuela expulsou o diretor da organização de defesa de direitos humanos Human Rights Watch no país, José Miguel Vivanco, após a divulgação de um relatório que critica as instituições e o governo.
    O relatório da Human Rights Watch (HRW), divulgado na quinta-feira, apresenta um balanço dos 10 anos de gestão de Hugo Chávez no qual afirma que o governo “DEBILITOU AS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS E AS GARANTIAS DE DIREITOS HUMANOS” neste período.

    O Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolas Maduro, disse que Vivanco violou a Constituição do país.

    Isso tudo se passou em setembro de 2008…

  16. Luiz Carlos disse:

    Os estatizantes descobriram, recetentemente, Sir Johon Maynard Keynes, como um guru. Erraram. Erraram e erraram feio.
    Lembremos:
    Keynes nunca defendeu a estatitização da economia, nos moldes em que foi feita na União Soviética. O que Keynes defendia, na década de 1930, e que hoje os novos-desenvolvimentistas defendem é uma participação ativa de um Estado enérgico nos segmentos da economia que, embora necessários para o bom desenvolvimento de um país, não interessam ou não podem ser atendidos pela inciativa privada.

    Não se trata promover uma competição entre o Estado e o mercado, mas sim de obter uma adequada complementação ao mercado, que agindo sozinho não é capaz de resolver todos os problemas.

    Um exemplo didático. A rodovia transamazônica, segundo Keynes, não deve ser privatizada, já, Dutra, Castelo, Regis Bitencourt, sim.
    Bem ao contrário das criticas que se fazem por aí que, alegam ser um ”roubo” privatizar rodovias de tráfego intenso. Transamazônica sim, é problema do Estado, enquanto o uso for incipiente. Depois não…
    Não, por favor, não me ataquem. Ataquem Lord Keynes, o novo guru incompriendido…

  17. NTSB disse:

    Ou seja, vamos privatizar os lucros e os prejuizos para o contribuinte e o estado brasiliero.

  18. Manoel Ferreira disse:

    Viu só Ricardo, você acordou uma gama seleta de sêres que começavam a adormecer sem o balaio!

    Um cordial Bom dia ao Simei, ao Ênio, ao Luiz Felipe, ao amigo Luiz Carlos, ao Prof. Mauricio” ( Que aula a das 17,22hs. )” a primeira minutos antes sobre dominar ou mudar o mundo me lembrou o Pink e o Cérebro!, e as demais testando foram deveras interessantes.

    Atenção produção do balaio, favor arrumar os equipamentos, pelo visto estão todos descontrolados. Hummmmmm………..! Deve ser a ressaca do final do ano Mauricio, liga não!

    Bom dia Ricardo coraçaõ de Leão adormecido, mãos à obra, ou dedos à obra “(Teclado)” quer dizer divida teclado e netos, claro mais os netos!

    Bom dia a todos!

    Manoel Ferreira

  19. Manoel Ferreira disse:

    Ricardo, interessante?

    Terra prometida?

    Se estava prometida porque degladiar-se por ela?

    E o Senhor disse a Abrão: “(Ainda era Abrão com um a só!)”
    Sai da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, e vai para a terra que Eu te mostrarei!

    Eu farei de ti uma grande nação; e Eu te abençoarei e abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei aos que te amaldiçoarem; e serão benditas em ti, todas as famílias da terra!

    Mas a terra prometida já tinha donos! Nela habitavam alguns povos, dentre os quais o mais evidente eram os Cananeus (Terra de Canaã!)

    Complicado não é, como você pode dar de legado à alguém algo que já tem dono?

    Bem eu e você Ricardo não podemos, mas Deus é Deus e a Ele tudo pertence!

    Fim do 1° Round!

  20. Luiz Carlos disse:

    06/01/2009 – 09:32

    Enviado por: NTSB

    ”Ou seja, vamos privatizar os lucros e os prejuizos para o contribuinte e o estado brasiliero.”

    Não. Nada disso NTSB.
    Os trechos rentáveis privatizados são fontes de polpudas receitas para os cofres público, cerca de 40% vão para o Estado, de graça, mão beijada, sem aplicar um prego. E, o que é mais importante; funciona, e bem, muito bem, diga-se de passagem! Já, Estatizado, aí sim, cria-se uma usina de boquinhas e boconas, inflam o erário com pagamentos de pesadas folhas e, como se sabe; não funciona!
    Mesmo os trechos deficitários, são entregues às Construtoras, em regime de empreitada que, por mais custoso que seja, ainda assim é imcomparavelmente mais barato. Neste caso, o Estado só fiscaliza e, se houver desvios, a culpa principal não é da Construtora, mas sim, da fiscalização, certo?
    Privatizar lucros e socializar prejuízos é um clichezão , um chavão da propaganda esquerdizada.
    O Estado tem funções que lhe são inescapáveis, intransferíveis e é, a rigor, o fundamento do Estado; Segurança pública, Saúde pública e Educação. Estado não é não pode ser empresário.

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