Lula é só mais um no Natal do povo da rua
Fazia tempo que eu não chorava, mas não deu pra segurar vendo o povo da rua, os catadores de papel e os paulistanos sem nada, excluídos de tudo, dançando e cantando na maior alegria com o presidente Lula, ontem à tarde, na quadra do Sindicato dos Bancários, na rua Tabatinguera, centro de São Paulo.
Quem lê o texto e o título acima, e não conhece a história, ou simplesmente não gosta do presidente, eu sei, pode achar que é demagogia, coisa de líder populista em final de mandato, fazendo média com seus eleitores na véspera do Natal.
O mandato do presidente Lula está mesmo entrando na reta final, faltam só mais dois anos. Ele mesmo lembrou várias vezes do pouco tempo que lhe resta de governo no discurso que fez ao final desta festa natalina sem luxo nem pompa, da qual já participa religiosamente faz seis anos, desde o primeiro dezembro de seu primeiro governo. O corintiano Lula também é hexa, pelo menos aqui…
O compromisso dele com este povo, porém, para quem conhece a história, vem de muito antes, e não termina junto com seu segundo mandato. “Espero ser convidado quando não for mais presidente”, brincou, andando pela quadra como um animador de auditório, para uma platéia que nunca o chamou de senhor, muito menos de excelentíssimo senhor presidente da República.
Aqui ele volta a ser só o Lula do Estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no final dos anos 1970, quando comandava uma multidão de metalúrgicos em greve _ ali onde tudo começou durante a resistência á ditadura militar.
O jeito de falar, como se estivesse conversando com cada um em particular, no balcão de um boteco, e a empatia natural com a platéia, são exatamente iguais. Só a roupa dele agora é mais chique e os assuntos são outros _ da vida dos moradores de rua à crise econômica mundial.
Se não estivesse de terno e gravata, cercado de assessores, seguranças e ministros, ele seria apenas mais um neste encontro da Associação Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis.
Lula tinha acabado de chegar de um encontro no Copacabana Palace, no Rio, em que discutiu os destinos do mundo com o presidente francês Nicolas Sarkozy. Pode-se imaginar o choque cultural na cabeça dele entre um compromisso e outro, separados por apenas uma hora de vôo. Em seguida, voltaria a Brasília para passar o Natal com a família.
Ao falar destes dois encontros tão diferentes no mesmo dia, o presidente reparou que estas coisas só acontecem no Brasil. “Por isso, a gente nunca deve esquecer de onde veio”.
Pois eu me lembrei na hora de uma frase dele muito repetida em velhas campanhas eleitorais: “A cabeça da gente pensa e o coração sente, de acordo com o lugar onde nossos pés pisam”.
Vai ver que é por isso que Lula viaja tanto, aqui dentro e lá fora, querendo estar em todo lugar ao mesmo tempo, sem se perder no caminho.
Prestou muita atenção e balançou a cabeça no discurso empolgado de Anderson Miranda, do Movimento Nacional do Povo da Rua, que denunciou violências cometidas pelo poder público em São Paulo, Belo Horizonte e outras cidades chamadas de higienistas. Depois, cobrou providências dos ministros que o acompanhavam, Patrus Ananias e Paulo Vanucchi, além do chefe de gabinete, Gilberto Carvalho.
Todo ano o ritual se repete: o pessoal do governo conta o que foi feito, o povo da rua agradece e faz mais reivindicações, o governo promete atender e, no ano seguinte, a cobrança continua. Desta vez, Lula mandou que, já em janeiro, os dois lados fizessem uma reunião juntos para se entender e resolver os problemas de uma vez, “porque agora só faltam dois anos”.
Até o cardeal arcebispo de São Paulo, D. Odilo Scherer, sempre muito reservado, entrou na dança junto com Lula e os músicos da orquestra, todos moradores de rua, que apresentaram uma ópera chamada ”Confabulário”.
Entra ano, sai ano, Lula não foi embora antes de dar uma estocada na imprensa. “Vi na manchete de um jornal hoje que perdemos 40 mil empregos em novembro. Mas não vi nenhuma notícia de que este ano, de janeiro a outubro, o Brasil criou 2,2 milhões de novos empregos”.
Planos pessoais para 2009? “A única coisa que eu peço a Deus é estar com saúde para poder trabalhar mais, viajar mais, inaugurar mais obras no ano que vem”, contou-me, quando lhe fiz a pergunta, assim que chegou à quadra do Sindicato dos Bancários, com o mesmo pique do primeiro dia de governo em Brasília.
Férias? Como ninguém é de ferro, e este sempre é um drama para resolver na família Silva, a cada final de ano, Lula já decidiu que vai passar dois dias na ilha de Fernando de Noronha em janeiro. “Só para levar os meninos, porque eu não gosto de mergulhar…”.
Seis anos depois do primeiro encontro com o povo da rua na véspera do Natal, muita coisa mudou na vida deles, do presidente e do país. Para Lula, este talvez seja o melhor momento do ano na pesada rotina da agenda presidencial, aquele em que fica mais à vontade _ e já chama as pessoas pelo nome para brincar com elas. Como ele mesmo diz, só no Brasil…
Vida que segue. Neste primeiro Natal do Balaio, espero que todos os leitores possam ter hoje a mesma felicidade que senti ontem ao participar novamente desta festa do povo da rua, organizada todo ano pelo meu amigo padre Júlio Lancelotti.
Como Lula, conheço esta história: desde o começo dos anos 80, quando trabalhava na Folha, acompanho e faço reportagens sobre a luta deste povo por uma vida mais digna. Foi bonito.
Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:


É por isso que eu adorooooooo, o meu presidente lulaaaaaaaaaa! ele é tudo de bom, ele é povãooooooooo, e acima de tudo,gosto do povo e não pensa que somos gentalia lula é brasileiro e faz para o povo brasileiro! tudo bom esse meu presidente eu quero lula de novooooooooooo!2010
Simei:
Politicamente não concordo 100%. Ele é muito bom de discurso, mas já defendeu até o Severino (lembra?)
Não concordo com algumas coisas que ele diz. Não dá pra sintetizar todas.
Sou meio apartidário. Não tenho partido. E não concordo com o PT em muitas coisas assim como o PSDB em outras muitas….
Minha opinião é clara.. O Lula é o menos pior presidente que tivemos…. mas ainda acho que estamos muito longe do ideal!
tivemos = temos (ops)
Divulgamos a bela matéria pela Internet e imprimos para distribuí-la entre os que não têm acesso a ela.
Quanto aos comentários, diria que noventa e tantos por cento lavaram nossas almas cansadas dessa guerra da mídia e da oposição de direita e de esquerda (segundo um dito interessante, como a terra é redonda, quando a esquerda vai muito para a esquerda acaba se encontrando com a direita).
O resto é o resto. Querem que o país mude pelo voto, quando sabemos todos que somente uma Revolução é capaz de mudar uma sociedade, gerando um povo culto, sadio e solidário. Aí está Cuba para comprová-lo. Quem a ataca o faz levado unicamente por ignorância ou por motivos de cunho ideológico. Quem afirma que as médicas cubanas se prostituem não passa de porta voz da direita empedernida que desconhece a realidade cubana, que despreza o apoio que aquela ilha tem de centenas de países no mundo que exigem o fim do bloqueio, que admiram a obra de um dos maiores líderes da História, que dedicou sua vida a libertação de seu povo e o tornou um dos mais cultos do mundo, dando-lhe educação gratuita e de altíssimo nível da pré-escola a faculdade (com um currículo que inclui dança popular e clássica), que tornou Cuba livre do analfabetismo já no primeiro ano da Revolução, que criou uma Faculdade de Medicina onde, apesar das dificuldades impostas pelo bloqueio criminoso, milhares de jovens do mundo todo, inclusive dos USA, estudam gratuitamente, e que formou milhares de brigadas voluntárias de médicos e professores, além de outros profissionais, para prestar ajuda a outros países em desenvolvimento. Algum ditador faria isso? Os golpistas do nosso continente levaram nossos países para o brejo e torturaram e mataram milhares de pessoas que só queriam acabar com a desigualdade em seus países. Aliás, o que é democracia? A autointitulada “a maior democracia do mundo”, vem assassinando milhares de pessoas no mudo para roubar petróleo e outras riquezas de seus países, prende e tortura centenas de milhares de pessoas sem culpa formada, com base em provas forjadas, mantem seu povo ignorante (não conhecem nem sua própria história, enquanto uma criança de 9 anos em Cuba fala até sobre a história do Brasil, do descobrimento aos tempos atuais, como muitos universitários aqui não conseguiriam) e desinformado sobre o que acontece no resto do mundo. Pode ser que isso mude com o Obama, mas para tanto ele tem que ter a determinação do nosso ex-metalúrgico, que fala melhor do que muitos de seus críticos e tem um conhecimento dos assuntos ligados a todas as áreas da vida nacional que poucos de nossos governantes tiveram (FHC, por exemplo, o “grande poliglota de Harvard” do que mais entendia era como vender nosso país a preço vil e com gordíssimas recompensas para ele e seus asseclas). Ele tirou o país do buraco, livrou-se da dívida com o FMI, alavancou a economia de tal maneira que estamos enfrentando a crise mundial melhor do que os chamados países ricos(que o eram porque sempre exploraram os países pobres) e sem largar de mão o esforço por dIminuir o fosso social em que nosso povo se manteve desde o decobrimento, e isso apesar de não ter maioria no Congresso e no Senado e de a oposição e a mídia escrita e televisiva tentarem impedí-lo. Não é a toa que o presidente Lula é respeitado, homenageado e querido aqui e em todo o mundo.
Os cães ladram e la nave va, com Lula governando verdadeiramente para todos.
29/12/2008 – 01:24
Enviado por: Lia Vinhas:
Cuba não é um país, é um presídio, Nenhum dado estatístico fornecido pelo governo Cubano, ou por simpatizantes, é confiável. O que se sabe, com bastante certeza é que, em Cuba estão os mais geniais construtores navais do planeta, pois um fugitivo Cubano é capaz de construír uma embarcação montada num chassi de um velho caminhão da década de 1940 e atravessar o mar do Caribe p/ alcançar Miami. Miami, diga-se, é o sonho de consumo de 10 entre 10 Cubanos.
Nem o Dirceu, o Zé Caroço- aguentou ficar por lá.
O que será mais confiável? Os dados aferidos pelos organismos internacionais, a realidade atestada pelo Papa, por Nelson Mandela, pelos Pastores pela Paz, por dirigentes políticos, artistas e milhões de visitantes, ou a tese tresloucada de alguns reacionários que, na falta de argumentos, apelam para o uso indiscriminado de adjetivos.
Fantástico um presídio cujos indicadores sociais são melhores do que de dezenas de países “livres”.
Quanto aos balseros, a ignorância faz com que não seja citada a Lei de Ajuste Cubano (uma aberração jurídica internacional) de autoria do governo estadunidense, segundo a qual o imigrante cubano ILEGAL que chegar aos EUA terá direito a residência permanente. Ora, se tal direito fosse estendido a todos os países, seria possível chegar a pé através do Estreito da Flórida, de tantos barcos que entupiriam o mar desde a Patagônia até o Atlântico Norte.
Por outro lado, a despeito de um acordo estabelecido entre ambos os lados de 20 mil vistos para cubanos que desejem emigrar, os EUA jamais cumprem, concedendo menos da metade, para exatamente estimular a emigração ilegal e arriscada, uma arma de propaganda eficaz, como podemos ver por aqui.
Essa coisa de “povo da Rua” é muito esquisita, pra meu gosto.
É quase uma “categoria social”, um agrupamento, uma corporação.
Sempre ví ( talvez em razão de minha cegueira) os “moradores de rua” como excluidos em estado de emergencia. Pessoas precisando urgentemente de ajuda, de apoio, para sair de uma situação de miseria e abandono. Mas eis que de repente aparecem Religiosos e ONGs que retiram dos que nada tinham a unica esperança que talvez ainda lhes restasse: Sair da Rua.
Não gosto de ver ninguem dormindo na minha calçada, morando embaixo do meu viaduto, transformando minhas praças em cozinhas e minhas fontes em banheiro. Não é justo para mim, “co-proprietario” dos bens públicos. E é PROFUNDAMENTE INJUSTO PARA ELES.
Fazer dessa situação uma “bandeira”, incentivando – mesmo que não explicitamente – a permanencia desse status quo, é asqueroso!!!!
Abaixo o “povo da Rua”. Viva o “povo das casas!!!”
29/12/2008 – 13:42
Enviado por: Ricardo Quiroga
O que será mais confiável? Os dados aferidos pelos organismos internacionais, a realidade atestada pelo Papa, por Nelson Mandela, pelos Pastores pela Paz, por dirigentes políticos, artistas e milhões de visitantes, ou a tese tresloucada de alguns reacionários que, na falta de argumentos, apelam para o uso indiscriminado de adjetivos.
Fantástico um presídio cujos indicadores sociais são melhores do que de dezenas de países “livres”.
Mai confiável?
Sem dúvida, os ”tresloucados reacionários” – são isentos!
Cuba é, indiscutivelmente, o maior presídio do mundo. O índice de mortalidade infantil de 5,5/mil é fantasioso. O IDH é ”embonecado” e o coeficiente de gini não consegue mensurar destribuição de rendas. E o tão ”aclamado” índice de alfabetização também, embora bom, é maquiado…
Se tivessemos tendo essa discussão politica em Cuba já estariamos fuzilados.
Pra mim a antiga URSS e Cuba, além da China são a prova que nenhum sistema funciona de verdade.
Enquanto tiver um ser humano no meio, a coisa está fadada a dar errado, seja capitalismo, socialismo, comunismo, feudo, sei lá mais o que…..
30/12/2008 – 12:18
Enviado por: Thiagones
”Se tivessemos tendo essa discussão politica em Cuba já estariamos fuzilados.
Pra mim a antiga URSS e Cuba, além da China são a prova que nenhum sistema funciona de verdade.”
Com certeza, meu caro, com certeza, fuzilar é com eles mesmo. Só legendário Tche, só ele, fuzilou uns duzentos.
Quanto às limitações do ser humano, é verdade, onde há um humano há confusão. Mas, dentro destes limites, é possível viver um mundo melhor, desde que, claro, não busquemos o paraíso. Viver é perigoso. Obseve que, nós, humanos, na verdade só temos uma certeza; a de que morreremos. O resto é especulação. E é por isso mesmo que o meu cérebro rejeita os iluminados, os donos da verdade, os Castros, Maos, Stalins e assemelhados. Pol Pot, o discípulo amado dos ”assemelhados” – de Mao, no caso-, matou, em menos de cinco anos, mais de 3 milhões de pessoas.
Insisto; Todas às notícias vindas de Cuba, são em princípio, por princípio e à princípio, duvidosas. Exceto, notícias ruins que, tratam de crueldades, estas, ao contrário, merecem fé, de imediato e, são verdaeiras até que se prove ao contrário.
MarcosLuiz Franco do Monte; Meus sentimentos e respeito pela
perda da sua querida mamãe . Pena que ela não estava aqui
para ver um presidente que nunca sabia de nada,não sabia coisa alguma no P T ( pra que trabalhar ). Sobre a corrupÇão do
mensalão ? Nunca existiu. Cerca de 40 ministerios,coisa inédita
nunca vista neste pais,promessas de campanha nunca realizadas,como o polo petroquimico de Itaboraí R J … é melhor
parar por aqui.É realmente o Brasil está muito diferente. Confesso não sentir nenhum orgulho de ser brasilero com a classe política atual, com raríssimas exceções.
Apesar dos pesares, ele é impar na historia do Brasil. O mundo inteiro se refere com respeito e admiração ao nosso presidente , sendo motivo de orgulho para todos nós, ou, pelo menos, 80% de nós.
Luiz:
Nisso estamos alinhados.
Toda história tem dois lados. É claro que Tchê matou, assim como o exercito brasileiro matou um monte na ditadura (AI-5) bem como os judeus morreram no holocausto e estão matando na faixa de gaza, depois é claro de também morrerem com uns “rockets” enviados pelo HAMAS.
O que mais me irrita é que quem morre de verdade não é o general, o capitão… o presidente, o ditador, o bispo.
Só morre o “peão”.
É como um jogo de xadrez… só que deixe apenas o rei e a rainha e de resto, somente peões.
O problema todo é o PODER. ele corrompe o mais belo e planejado sistema, qualquer que ele seja.
Belissimo texto
Confesso que me emocionou muito.
Realmente o presidente lula não é demagogo, nem populista e esta criança no colo dele é a sua neta.
O que faz parece é que ele esta em campanha. E do próximo presidente, o mais perto que ele chegará é o conhaque. Não nos achem burros, pois apesar da política burra da educação, ainda há cabeças pensantes além da esquerda sinistra.
Nice site you have!