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11/12/2008 - 08:15

Especial 40 anos/A longa noite do AI-5 no velho Estadão

O Estado de S. Paulo é apreendido e deixa de circular porque a direção se recusou a mudar o texto do editorialNão vou repetir aquele chavão do “parece que foi ontem”, porque faz tanto tempo que, na verdade, já nem me lembro direito. Depois de amanhã, vai fazer 40 anos que a redação do velho Estadão parou para ouvir, em volta da mesa do jovem Clóvis Rossi, então chefe de reportagem, o anúncio do Ato Institucional nº 5, que afundava de vez o Brasil na ditadura militar mais escrachada.

Eu tinha 20 anos, era repórter de geral, como se dizia na época, e só lembro bem que fiquei muito assustado com a cara dos mais velhos, especialmente do secretário de redação, o professor Oliveiros Ferreira, um estudioso das Fôrças Armadas, que previa coisas tenebrosas acontecendo dali para a frente.

Cada um de nós lembra das coisas de um jeito. Muitas vezes, sabemos que a memória afetiva fala mais alto do que a racional. Por isso, hoje, ao completar três meses no ar, o Balaio publica esta matéria especial sobre o AI-5, trazendo não só as lembranças deste blogueiro, mas também de três queridos colegas de redação do Estadão. Como bom anfitrião, deixo as minhas memórias para o final deste post.

Daquela época, restam trabalhando no Estadão, se não estiver enganado, apenas Ruy Mesquita, o dono, responsável agora somente pelas páginas de opinião, e nosso colega Saul Galvão, que se tornou catedrático em comes e bebes. 

Mas nós, mesmo depois de rodar por muitas redações da vida, continuamos sendo conhecidos como a “Turma do Estadão”, amigos que comemoram juntos os natais desde 1962 (como sou o mais novo, só entrei na confraria em 1967), até hoje.

Vamos começar com um belo texto que me foi enviado pelo acima citado Clóvis Rossi, 66, o Grandão. Oito anos depois desta noite, ele se tornaria editor-chefe do mesmo jornal e, após uma brilhante carreira de correspondente internacional, hoje é colunista e repórter especial da Folha.

A seguir, vocês vão conhecer um dos melhores jornalistas com quem já trabalhei, o Raul Martins Bastos, também 66, dono de um texto primoroso que poucos conhecem porque sempre trabalhou na retaguarda das redações. Chefe de produção e da rede de sucursais e correspondentes do Estadão em 1968, hoje ele é diretor de planejamento da DM9DDB.

O terceiro colega que participa desta reconstituição do 13 de dezembro de 1968 é o Ludenbergue Góes , 73 anos, o decano da turma, que foi um brilhante editor de esportes na época e atualmente trabalha como redator da Secretaria de Comunicação Social do Governo do Estado.

                   A NOITE EM QUE INTERDITARAM O FUTURO

Clóvis Rossi

Minha principal lembrança da noite em que a ditadura editou o AI-5 não é física; é mental. Fiquei com a sensação de que haviam interditado, proibido, o futuro. Equivale a dizer que haviam proibido tudo porque eu tinha, então, magros 26 anos.

Nem sei se os companheiros daquela noite tiveram sensação idêntica. Lembro-me que saímos da redação do “Estadão”, então ainda na rua Major Quedinho, no centro, rumo a um boteco na rua da Consolação, bem em frente, não porque era o favorito da turma, mas porque parecia ser o único aberto nas redondezas. E não havia lá muito ânimo para ir além das redondezas.

Não vou citar os que estavam no boteco, porque esqueceria muitos. Há um tango que diz que “20 años no es nada”, mas 40 anos são muitos, sim, senhor.

Imagino que lá estivessem os de sempre, a turma que se divertia fazendo jornal, mesmo na ditadura.

Esqueceria muitos porque, se os presentes de então me perdoarem agora, devo confessar que estava ensimesmado demais para prestar muita atenção em todos e em cada um. Parecia que baixava sobre mim a tampa de um caixão, sacramentando uma morte cívica.

Não obstante, a vida teria que continuar, mas, pela primeira vez desde que me tornara chefe de Reportagem do “Estadão”, quase três anos antes, não tinha a menor vontade de deixar encaminhadas as pautas do dia seguinte. Porque parecia, naquele momento, que não havia dia seguinte.

                                 A INDIGNAÇÃO NA SUCURSAL DO RIO

Raul Bastos

 

Mário Cunha,

Não fique zangado com o começo desta carta.

É que toda vez que se fala daquele maldito 13 de dezembro de 1968 eu me lembro de você e de como o que já era muito ruim ter ficado muito pior até se tornar o horror do AI-5.

Quarenta anos depois, vejo nos jornais, nas revistas, na internet, quem sabe até na televisão, uma enxurrada de rememorações, análises, interpretações. Lembro de você.

Há de tudo nelas, Mário, menos você.

Celebra-se a coragem dos arrependidos do golpe.

Há um tácito esquecimento/perdão dos que _ inclusive no nosso meio, patrões e profissionais, sendo que um deles foi porta-voz do general-presidente – por ação ou omissão foram coniventes com a ditadura.

E com justa razão rememora-se a saga dos que resistiram, se bem que hoje, aqui e acolá, alguns se tornaram os donos exclusivos da história da resistência na imprensa, alguns até remunerados por isso. Paciência, a vida é assim mesmo.

Diante desse imenso latifúndio de retrospectivas eu fiquei pensando comigo se haveria um cantinho, uma citação, uma referência, uma lembrança, um agradecimento por você ter sido quem foi e ter feito o que fez nesta luta. Até agora, nada. Não que você faça questão disso. Mas, cá entre nós, que não está direito, não está.

Do dia do AI-5, como me pede o Kotscho, para ser sincero, a não ser o choque do golpe dentro do golpe, eu não me lembro de muita coisa. Só me lembro que, para variar, trabalhei muito, falei muitas vezes com você, discutimos algumas vezes as matérias, me amolei com Brasília não sei bem por quais motivos e, também para variar, fui beber lá no bar da Jussara, que Deus a tenha, e bebi mais do que de costume.

O que ficou gravado como marcante no dia 13 de dezembro de 1968, Mário Cunha, foi outra coisa. Foi a veemência da sua imensa indignação com o AI-5. Lembro de como você comandou a cobertura da sucursal do Rio, da sua sofreguidão por uma boa, ampla e corajosa edição. E o tom da cobertura que você deu aos seus repórteres: indignação.

Lembro da sua convicção de que, a partir daquele momento _ e mais do que nunca _, o jornalismo deveria ser de resistência, denúncia e combate, a despeito do preço que poderíamos pagar.

E assim foi durante quase dez anos, longos anos, Mário. Até o Estadão mandar todos nós para o espaço, e vocês aí do Rio de Janeiro de uma maneira indigna e desrespeitosa. Mas aí o arbítrio já estava no fim, de joelhos. E, a despeito do desfecho ruim e torto, seria injusto e mentiroso não reconhecer a coragem dos Mesquitas, não é mesmo?

Muito do brilho e da eficiência da lendária sucursal do Estadão no Rio (que teve um papel fundamental e nunca claramente reconhecido na luta contra o arbítrio e a censura no Estadão) deve-se, Mário, à sua competência, persistência e coragem _ sua e dos seus companheiros daquela época, entre eles, Maurício Azedo, Teixeira Heizer, Antonio Carlos, Paulo César Araújo, Valério Meinel, Sueli Caldas, entre outros tantos. Por onde eles andam hoje?

Eu não estou falando por falar e nem exagerando. É só cotejar a cobertura do Estadão com outros jornais, inclusive do Rio. A sucursal era uma referência não só de informação de resistência, mas também da qualidade de informação.

E nem vou tratar aqui dos companheiros que você, Mário, tanto ajudou, protegeu, acompanhou na prisão, que isso você considerava uma tarefa humanitária e política, não é mesmo?

É evidente que você não era o único naquele grupo fantástico do Estadão. Mas era um dos principais e estava entre os mais atuantes. Tinha voz e o respeito da sede do jornal.

Então, Mário Cunha, eu queria que você soubesse desse meu sentimento e ficasse registrado o meu agradecido reconhecimento pela sua participação naquele período tão terrível, mas tão rico de nossas vidas.

Diante dessa cara de paisagem de todos, torço para que a juventude que vem aí recupere essa sua bonita história profissional e de vida, e faça dela um exemplo. Quem sabe um desses grupos de jovens formandos resolva fazer o seu TCC sobre a sucursal do Rio de 1968, e comece a recuperar esta história e situe você nela como se deve.

Pena que você tenha morrido sem ver isso.

Com o carinho, o respeito e a admiração do Raul Bastos.

                    A passeata dos 100 mil, no Rio, conseguiu apoio de intelectuais, artistas, padres, professores, mães                    PELA DIREITA…

Ludembergue Góes

 

De repente, algumas pessoas estranhas começaram a chegar à redação do Estadão, provocando agitação, mas não muita surpresa. Afinal, depois da apreensão da edição do dia do jornal e do anúncio do AI-5, não surpreenderia se eles chegassem, os censores.

Como editor de esportes, teoricamente, eu não teria muito a me preocupar com eles, porque, normalmente, não haveria nenhuma notícia ou comentário que pudesse merecer censura.

Acontece, porém, que naquele dia cabia a nós do esporte fechar a última página, com a apresentação do jogo do dia seguinte, entre o Brasil e a Alemanha Ocidental. Com certeza, como página nobre do jornal, seria alvo dos censores.

Como todo o resto da redação, nós, do esporte, discutimos muito uma forma de driblar os “homens” e indicar que estávamos sob censura. Uma das propostas foi do Ricardo Kotscho, que sugeriu a manchete:

Brasil ataca pela direita

O secretário de redação, Oliveiros Ferreira, preferiu não arriscar ter a edição apreendida de novo.

 

                               MENINOS, A BRINCADEIRA ACABOU

Ricardo Kotscho (*)

 

O pior ainda estava para acontecer. Na madrugada de 13 de dezembro, dia em que Costa e Silva editou o Ato Institucional Nº5, o principal editorial do jornal, na página 3, trazia o premonitório título “Instituições em frangalhos”.

Informado por algum dos vários colaboradores do regime infiltrados na redação, o delegado Sílvio Correia de Andrade, da Polícia Federal, invadiu a oficina, que dava para a rua Martins Fontes, e gritou a ordem: “Parem as máquinas!”.

Em seguida, determinou aos policiais que o acompanhavam a apreensão de todos os exemplares já prontos para a distribuição. Pela primeira vez desde o golpe, o Estadão deixou de circular.

Logo cedo, Julio Mesquita Neto e Ruy Mesquita foram se queixar ao governador Abreu Sodré, um amigo da família nomeado para o cargo pelos militares. Comunicaram-lhe que o jornal não mudaria sua linha editorial, agora de oposição aberta ao regime.

No começo da noite, dois policiais à paisana da Divisão de Diversões Públicas da Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo chegaram à redação para “examinar o noticiário político”.

Era o início oficial da censura prévia. Enquanto eles se aboletavam em volta da mesa de Oliveiros Ferreira, o secretário de redação, nós nos reuníamos para ouvir o pronunciamento do general Costa e Silva num rádio portátil posto sobre a mesa de Clóvis Rossi.

No silêncio do ambiente destacava-se a voz grave do general, que não deixava nenhuma dúvida nas suas palavras: meninos, a brincadeira acabou. O Brasil entrava no quinto ato. Era um golpe dentro do golpe _ a ditadura total, sem disfarces, com mais cassações de mandatos, fechamento do Congresso Nacional e fim das liberdades e direitos individuais, começando pela censura prévia.

Ao recordar este episódio muitos anos depois, Oliveiros me contou que Carlão, o nosso amigo diretor e dono do jornal, só se zangou quando um contínuo serviu café aos censores.

Voltei para a minha mesa e continuei a escrever, como se nada estivesse acontecendo. Sem alternativa, eu e minha turma terminaríamos outra noite na boate da Jussara. Professor da USP, estudioso dos assuntos militares, Oliveiros Ferreira previu um longo e feroz período de ditadura.

(*) Tirado do meu livro de memórias “Do Golpe ao Planalto _ Uma Vida de Repórter” (Companhia das Letras)

***

É bom que todo mundo lembre agora o que foi aquele período mais tenebroso da ditadura, não só para que ele nunca mais se repita, mas para que alguns veículos e muitos colegas parem de falar em ameaças à liberdade de imprensa  cada vez que se ousa contestar ou apenas discutir o seu trabalho.

Eles não sabem o que falam ou não lembram o que foi a ditadura militar. O Brasil vive hoje o seu mais duradouro período de plenas liberdades públicas e, se alguma ameaça persiste ao livre trabalho dos jornalistas, ela não vem do governo central, como naquela época, mas dos próprios responsáveis pelos meios de comunicação.

Basta ver, por exemplo, o que aconteceu com a repórter Ana Beatriz Magno, vencedora do Prêmio Esso de Reportagem esta semana, demitida há dois meses do Correio Braziliense.

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:

234 comentários para “Especial 40 anos/A longa noite do AI-5 no velho Estadão”

  1. Jair José dos Santos disse:

    Ricardo

    Parabéns, é bom relembrar para nunca mais reviver.
    Seu livro já havia me dado uma noção do que foi este período terrível da história brasileira.
    Uma obra que guardo com carinho, pois foi autografado por você, que também me fez dedicatória, na ocasião de sua visita aqui em Barra Bonita(SP).

    Um abraço fraterno!

    Jair José dos Santos

  2. everaldo disse:

    ALIENÍGINA 1

    A única razão, para os mantenedores de nossa chamada Grande Imprensa, da existência da mesma, não é produzir informações, mas sim, ter credibilidade em suas pretensões de poder. Como esta entrou em total declínio, é de se esperar, que não demorará muito o seu sepultamento ( da imprensa). Sabem, que mesmo dando de graça os seus produtos ( jornais, revistas, etc.), êstes não surtirão os efeitos que esperam.

  3. everaldo disse:

    A GRANDE IMPRENSA
    MORREU
    A GRANDE IMPRENSA
    SIFÚ
    DEU

  4. everaldo disse:

    ALIÁS:
    DESMORALIZAR, DESTRONAR, O PIG
    FOI A MAIOR OBRA DO LULA.

  5. everaldo disse:

    ÁGUA DE MORRO ABAIXO, FOGO DE MORRO ACIMA, E O POVO QUANDO QUER, NINGUÉM SEGURA.

  6. everaldo disse:

    Ainda vamos chegar ao estado, em que até os consumidores, boicotarão, as empresas, os produtos, anunciados em veículos, marginais aos seus interesses políticos ( do consumidor)
    Eu, por exemplo, não compro, de quem anuncia, na Folha, Estadão, Veja, etc., sei quem são, procurando-os, em exemplares do salão onde corto meu cabelo.
    Não “cerco” todos, mas já consigo boicotar alguns.

  7. everaldo disse:

    Rapaz!!!
    Uma boa idéia para o marketing destes veículos:
    “Assine nossa revista, e “Veja” de quem você não deve comprar!!!

  8. Edward disse:

    Vamos continuar unidos, para que isto não aconteça jamais, me lembro na redação da Folha, havia um espeto na mesa do chefe de redação com as papeletas da Policia Federal proibindo o noticiario.

  9. liliana disse:

    Vi de perto o poder da anti cultura do denominado AI5.Meu pai possuia um jornal no interior de SãoPaulo e heroicamente denunciou abusos praticados em nome desta censura contra pessoas comuns que apenas insistiam em ser fieis aos proprios conceitos de liberdade.Em uma noite minha mãe recebeu um telefonema informando que soldados haviam incendiado o jornal de meu pai e estavam rumando para nossa casa.Meus irmãos e eu todos crianças na epoca fomos tirados da cama e entregues a uma pessoa que nos manteve escondidos por dias em locais diferentes para que meus pais procurados como bandidos pudessem fugir.Anos mais tarde ainda na escola,choquei(sem querer) professores e alunos com estes relatos sob o título de “MEMÓRIA NACIONAL”.Precisamos de tempos em tempos reviver este terror e mostrar as gerações a importancia do pensamento e da palavra livre;pois só assim talvez consigamos afastar esta sombra negra que pairou sobre nossa imprensa

  10. pro-AI-5 disse:

    Que bom se voltasse esse tempo do AI-5, talvez a violência e a corrupção diminuiria

  11. sonia disse:

    Espero que esse PIG que domina as informações hoje tome vergonha na cara e deixe quem sabe fazer jornal trabalhar.

  12. José Carlos disse:

    Institucionalizaram com esse Ato, a dor para o Brasil.
    Os covardes dos porões, surgiram com toda a força, do lodo da incompetência.
    Consumiram a alma de FREI TITO e HERZOG entre muitos outros, porque nunca foram capazes de assimilarem o certo do errado e encontrarem a verdade sem serem COVARDES E INCOMPETENTES. Não sabiam distinguir que Religioso é o contrário de comunista. Julgavam-se todos poderosos mas eram infames e eganaram todo o tempo o povo brasileiro.
    Criou-se com esse Ato os párias da sociedade que se sentiram grandes e barbarizaram impunemente.

  13. Olmes disse:

    Pelos comentários pode-se perceber que a maioria não conece a época da ditadura militar. Por isso embola diversos assuntos sem ter nenhuma relação histórica. Sou dessa dessa época.Era triste ver jornais censurados, bons livros escolares usados em outros países, ams proibidos no Brasil, ser interrogado por oficiais do exército sobre ideologias, sendo que nem certos livros eles tivessem visto sequer a capa, ouvir a palavra “suberversivo” aplicada a qualquer situação devido á grassa ignorância dos agentes de investigação de possiveis descontantes com a ditadura. Era uma época em que todas as pessoas que soubessem alguma coisa mais do que os ignorantes militares daquele tempo era considerado perigoso à segurança nacional.
    Acabaram com as lideranças do país deixando-o num vazio de cérebros cujas consequências ainda sofremos hoje.Que as forças armada aprendam que são formadas para suas funções específicas e não para governar países. Em todas as nações onde assumiram o governo, os militares sairam humilhados. No Brasil, eles foram muito astutos. Antes de entregar o governo ao povo, se livraram da possibilidade de serem julgados pelos crimes cometidos.Hoje, quando se fala de abrir process contra eles, aquela turma de gente fora do lugar, treme e considera ameaçada.Eles sabem o porque…. e nós também.

  14. J. Franco disse:

    Esse jornal , para favorecer grupos econômicos, se transformou num panfleto de opiniões tendenciosas e distorcidas da realidade, para leitura e deleite de uma elite ignorante alfabetizada em escolas medíocres.
    Não surpreende ter sido vendido quase falido! Destruiram o patrimônio da família e qualquer chama intelectual democrática honesta que possa ter tido em sua vida jornalística!

  15. Julio Mattar disse:

    Devemos render nossas homenagens e externar nossa gratidão aos heróis do passado, que através da comunicação de massa combateram a ditadura e o autoritarismo em geral. Que essas vozes não sejam caladas nunca e que ressoem para sempre, enquento quisermos viver em liberdade.

  16. Adilson disse:

    Veja , nunca na história deste país aconteceu e acontece tanta porcaria , todos os que foram banidos voltaram e APRONTARAM na retranca , o que é isso ? será que realmente vale a pena ?
    FORA A DITADURA tanto uma quanto a outra .

  17. Edevino Panizzi disse:

    Estou devorando as páginas de O GLOBO sobre o AI5. Com o AI5 fui proibido de exercer minha profissão de professor, pois cursei Filosofia Pura na Universidade Católica do Paraná, em Curitiba – PR, e a matéria de filosofia no curriculum escolar foi abolida. Na époco ficou proibido pensar neste País chamado Brasil. Um grupo de mais de 2 pessoas reunidas era visto como subversão. Na época fazia eu parte da Diretoria do Centro de Estudos da Universiadade e passei por maus momentos; lembro que num dos inquéritos a que fui submetido por integrantes da então DOPS, alguém com sotaque alemão me disse: “procura outra profissao”. Não era possível ver quem me interrogava, pois uma venda nos olhos fazia parte do processo para não identificar os integrantes da ação. Hoje estou quase com 60 anos, minha profissão é outra e ainda me pergunto se posso resgatar meus direitos de então, tolhidos pela ditadura. Não sei nem a quem recorrer, pois todos os arquivos da época foram destruídos. Bom, vai aqui minha contribuição a título de colaboração contra a covardia do poder constituído.

  18. Adilson disse:

    Nunca ví ninguem ser professor de filosofia com 16 anos

  19. TARCÍSIO disse:

    Caro Ricardo, aqueles veículos de comunicação, hoje já não mais existem, não leio a folha há mais de oito anos, quando o nosso Presidente ainda era candidato, e ela desferia maldades impropérios sobre o mesmo seu programa etudo mais que o senhor sabe melhor que eu. O estadao nunca lí, atualmente a escola municipal na qual trabalho recebe-o, dinheiro nosso desviado para salvar um componente do PIG, o tal de grandão que o senhor cita o tal de c´lovis rossi, nda que o Presidente LULA faz está bom, jornalista chulo, pretensioso, leio atualmente e só a CARTA CAPITAL, os outros véículos de comunicação, fazem oposição chulaao Presidente, semelhante Lacerda nos anos 60, antes da Ditadura os veículos de comunicação hoje salvo a revista citada não quero nem de graça, na escola é um desperdicio te-lo, é a prefeitura gastando o meu , o seu , e o nosso dinheiro

  20. Cidadão Desconhecido disse:

    Ditadura!
    Dela só me restam lembranças amargas de um País mergulhado na esperança de um dia recuperar o seu livre arbítrio. São certos que os tempos hoje são outros, porém não se pode negar que a palavra “ordem” a custos de muitas injustiças misturadas com requintes de corvadia fora uma garantia dos militares, onde a corrupção não era tão explicita como se vê nos dias atuais. O Crime Organizado somados às guerras patrocinadas pelos Traficantes dos Morros na Cidade do Rio de Janeiro eram atropelados pelos atos institucionais impostos pelo Regime Militar da época.

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