Mídia em debate e um anúncio fúnebre
A mídia, que tudo sabe, julga e contesta, não gosta de discutir a mídia, costuma dizer mestre Alberto Dines. Nossa imprensa quase nunca é notícia _ e não gosta que se fala dela. Jornais e jornalistas não aceitam esse negócio de ter o seu trabalho discutido, muito menos criticado ou regulamentado.
Mas há exceções. Amanhã, quinta-feira, dia 27, teremos um importante e raríssimo ( pelo peso dos participantes) evento para discutir o tema “Mitos e verdades sobre o Brasil de hoje _ A visão da mídia”. Local e horário: auditório do Jockey Club, no centro de São Paulo (rua Boa Vista, 280), a partir das 9h30.
Organizado pela Mega Brasil, do meu amigo Eduardo Ribeiro, participam do debate os diretores editoriais dos jornais Folha de S. Paulo (Otavio Frias Filho), O Estado de S. Paulo (Ricardo Gandour) e Josemar Gimenez (Correio Braziliense). Dos diretores dos principais jornais brasileiros, só ficou de fora Rodolfo Fernandes, de O Globo. Os ingressos já estão esgotados.
Bem na véspera, por mais uma feliz coincidência, dou de cara com um antológico texto de Geneton Moraes Neto, repórter e editor do “Fantástico”, da TV Globo, um dos melhores e mais respeitados jornalistas brasileiros da sua geração.
A começar pelo título_ “Anúncio fúnebre: os jornalistas estão enterrando o jornalismo” _ , o artigo de Geneton, que reproduzo abaixo, é um libelo em defesa do jornalismo e de ataque aos jornalistas que estão matando, nas redações, aquela que considero a mais bela profissão do mundo.
Na mensagem que enviou junto com o texto, ele me escreveu que seu objetivo era mesmo “jogar gasolina na fogueira dos debates sobre a nossa profissão. Você sabe melhor do que eu, que aquilo tudo é verdade. Diria que fui até condescendente…”.
Geneton não poderia ter encontrado momento melhor do que este que antecede o inédito debate entre os diretores das nossas grandes redações. pode até servir de pauta para os participantes.
De fato, como ele diz, é tudo muito triste o que está acontecendo nas redações dos nossos jornalões, mas, infelizmente, é tudo verdade o que o Geneton escreveu.
Sua corajosa profissão de fé na profissão de jornalista ganha ainda mais valor por se tratar, não de um acadêmico frustrado ou um amargurado jornalista em final de carreira, mas de uma das estrelas do jornalismo, trabalhando da maior empresa de comunicação do país, no auge da sua carreira.
Já escrevi demais. É melhor ler logo o Geneton:
ANÚNCIO FÚNEBRE : OS JORNALISTAS ESTÃO ENTERRANDO O JORNALISMO!
Começa a chover. Não me ocorre outra idéia para me proteger do aguaceiro: paro na banca para comprar um jornal. Em época de “crise econômica”, eis um belo investimento, com retorno imediato: além de me brindar com notícias interessantes, o jornal, quando dobrado e erguido sobre a cabeça, cumpre garbosamente a função de guarda-chuva.
O jornal é de São Paulo.Poderia – perfeitamente – ser do Rio de Janeiro ou de qualquer outro estado brasileiro.Eu disse “notícias interessantes” ? Em nome da verdade,retiro o que disse.
Pelo seguinte: não sou nenhum fanático por informação, não passo quatorze horas por dia conectado, não sou desses jornalistas que, à falta do que fazer na vida, acham que não existe nada sob o sol além do jornalismo. Em suma: considero-me apenas um consumidor mediano de notícias. Ainda assim, eu já sabia de noventa e cinco por cento do que aquele jornal tentava me dizer na primeira página.
O que o jornal me dizia, nos títulos ? Que o São Paulo “abre cinco pontos sobre o Grêmio”. Que novidade! Qualquer criança de dois anos que tivesse passado diante de um aparelho de TV na véspera já sabia. Nem preciso falar da Internet. “Chuvas em Santa Catarina matam 20″. Que novidade! “Obama divulga nomes de cargos-chave”. Que novidade! “EUA podem injetar até US$ 100 bi no Citigroup”. Que novidade!
Não é exagero: eu já tinha recebido todas essas informações na véspera.
Tive a tentação de voltar à banca, para pedir meus dois reais e cinquenta de volta. Mas, não: resolvi dar um crédito de confiança ao jornal. Quem sabe, como guarda-chuva ele teria uma atuação melhor. Teve.
De tudo o que estava nos títulos da primeira página do jornal, só uma informação era “novidade” para mim: “Brasil será o único país do mundo que não eliminou hanseníase”. Conclusão: o jornal estava me oferecendo pouco, muito pouco, pouquíssimo.
Tenho certeza absoluta de que milhares de leitores, quando abrem os jornais de manhã, são invadidos pela mesmíssimo sentimento: em nome de São Gutemberg, para quem estes jornalistas acham que estão escrevendo ? Em que planeta os editores de primeira página vivem ? Por acaso eles pensam que os leitores são marcianos recém-desembarcados no planeta ? Ninguém avisou a esses jornalistas que a TV e os milhões de sites de notícias já divulgaram, desde a véspera, as mesmíssimas informações que eles agora repetem feito papagaios no nobilíssimo espaço da primeira página ?
Os autores dessas obras-primas ( primeiras páginas que não trazem uma única novidade para o leitor médio!) são, com certeza, jornalistas que temem pelo futuro do jornal impresso.
É triste dizer, mas eles estão cobertos de razão: feitos desse jeito, os jornais impressos estão, sim, caminhando celeremente para o mausoléu. Não resistirão.
Os coveiros da imprensa estão trabalhando freneticamente: são aqueles profissionais que aplicam cem por cento de suas energias para conceber produtos burocráticos, óbvios, chatos, soporíferos e repetitivos.
Em suma: os jornalistas estão matando o jornalismo.
Quem já passou quinze segundos numa redação é perfeitamente capaz de identificar os coveiros do jornalismo: são burocratas entediados e pretensiosos que vivem erguendo barreiras para impedir que histórias interessantes cheguem ao conhecimento do público. Ou então queimam neurônios tentando descobrir qual é a maneira menos atraente, mais fria e mais burocrática de transmitir ao público algo que, na essência, pode ser espetacular e surpreendente: a Grande Marcha dos Fatos.
Qualquer criança desdentada sabe que não existe nada tão fácil na profissão quanto “derrubar” uma matéria. Há sempre um idiota de plantão para dizer : “ah, não, o jornal X já deu uma nota sobre esse assunto”; “ah, não, o jornal Y publicou há trinta anos algo parecido” e assim por diante. O resultado desse exercício de trucidamento jornalístico é o que se vê: uma imprensa chata, chata, chata, chata. É raríssimo aparecer um salvador de pátria que pergunte: por que jogar notícias no lixo, oh paspalhos ? Por que é que vocês não procuram uma maneira interessante e original de contar – e oferecer ao publico – uma história ? Haverá sempre uma saída!
A regra vale para jornal impresso, revista, rádio, TV, internet, o escambau.
Mas, não. Contam-se nos dedos da mão de um mutilado de guerra os jornalistas que devotam o melhor de suas energias para fazer um jornalismo vívido e interessante. Já os burocratas e assassinos, numerosíssimos, continuam golpeando o Jornalismo aos poucos. Vão matá-lo, cedo ou tarde, é claro.
Não há organismo que resista à repetição dos botes dos abutres ( um dia, quando estiver prostrado à beira de um pedaço de mar verde da porção nordeste do Brasil, farei – de memória – uma lista dos crimes que já vi serem cometidos, impunemente, nas redações. Se tiver paciência para juntar sujeito e predicado, prometo que farei um post. Almas ingênuas podem acreditar que absurdos não acontecem com frequência nos zoológicos jornalísticos. Mas, em verdade, vos digo: acontecem, diariamente. O pior, o trágico, o cômico, o indefensável é que os assassinos do Jornalismo são gratificados com férias, décimo-terceiro, plano de saúde, aposentadoria, seguro de vida e vale-alimentação. Detalhe: lá no fundo, devem achar que ganham pouco….Quá-quá-quá).
Um detalhe inacreditável: em qualquer roda de conversa numa redação, em qualquer congresso ( zzzzzzzzzzz) de Jornalismo, é possível ouvir que há saídas simplíssimas. Bastaria tomar – por exemplo – providências estritamente “técnicas”: em vez de repetir papagaiamente(*) nos títulos aquilo que a TV e a internet já cansaram de divulgar, por que é que os jornais não destacam na primeira página a informação inédita, o ângulo pouco explorado, o detalhe capaz de prender a atenção do coitado do leitor na banca ? Pode parecer o óbvio dos óbvios, mas nenhum jornal faz. Qualquer lesma semi-alfabetizada sabe, mas nenhum jornal faz. Se fizessem este esforço, os jornais poderiam, quem sabe, atiçar a curiosidade do leitor indefeso que entra numa banca em busca de uma leitura atraente. Coitado. Não encontrará. É mais fácil encontrar um neurônio em atividade no cérebro de Gretchen.
Fiz um teste que poderia ser aplicado a qualquer estagiário de jornalismo: tentar achar, no exemplar que tenho em mãos, informações que rendam títulos menos burocráticos e mais atraentes do que os que o jornal trouxe na primeira página. Em quinze segundos, pude constatar que havia,sim, no texto das matérias, informações mais interessantes do que as que foram destacadas nos títulos óbvios. Um exemplo, entre tantos: a chamada do futebol na primeira página dizia “São Paulo abre 5 pontos sobre o Grêmio”. Por que não algo como “TREINADOR PROÍBE COMEMORAÇÃO ANTECIPADA NO SÃO PAULO” ou “JOGADORES DO SÃO PAULO PROBIDOS DE IR A PROGRAMAS DE TV” ? A matéria sobre as enchentes dizia que, depois do maior temporal dos últimos dez anos, Santa Catarina enfrentava racionamento de água potável – um duplo castigo. E assim por diante. Daria para fazer dez chamadas diferentes. Mas…..o jornal repete na manchete o que a TV já tinha dito.
Quanto ao futebol: com toda certeza, as informações que ficaram escondidas no texto eram mais atraentes do que a mera contagem de pontos que o jornal estampou no título da primeira página! Afinal, cem por cento dos torcedores do São Paulo já sabiam, desde a véspera, que o time disparara na liderança. Não é exagero dizer: cem por cento sabiam. Mas, a não ser os fanáticos por resenhas esportivas, poucos sabiam que o treinador tinha proibido os jogadores de participarem de programas de TV, para evitar comemorações antecipadas. Por que, então, esconder o detalhe mais interessante ? É o que os editores fazem: tratam de sepultar a informação mais atraente em algum parágrafo remoto, lá dentro do jornal. Depois, querem que o leitor saia da banca satisfeito por ter pago para ler o que já sabia….
Estão loucos.
Resumo da ópera: os assassinos do Jornalismo, comprovadamente, são os jornalistas. É uma gentalha pretensiosa porque acha que pode decidir, impunemente, o que é que o leitor deve saber. Coitados. O que os abutres fazem, na maior parte do tempo, em todas as redações, sem exceção, é simplesmente tornar chata e burocrática uma profissão que, em tese, tinha tudo para ser vibrante e atraente.
Mas nem tudo há de se perder. Os jornais podem, perfeitamente, ser usados como guarda-chuva. Fiz o teste. O resultado foi bom: cheguei tecnicamente enxuto ao destino.
(*)Papagaiamente: neologismo que acabo de criar, iluminado por uma inspiração animalesca.
Em tempo: para quem quiser conhecer o blog do Geneton e conhecer algumas das belas entrevistas que ele fez:



Pela primeira vez entro no seu blog, através de um e-mail recebido de um amigo. Fiquei encantada. Realmente, infelizmente, o jornalismo brasileiro prima por “vender” desgraças. Não há nada neste país que venda mais jornais e revistas, que dê mais pontos no Ibope para essa ou aquela emissora, do que as desgraças. Casos de assassinatos de filhos (Nardoni) casos de assassinatos de pais (Suzane Richthofen), ficam tanto tempo na mídia que o povo chega uma hora que não aguenta mais nem ouvir falar. E o pior, cada vez que um assunto como esse é amplamente divulgado, observem como estimulam os acontecimentos de casos semelhantes! Eu gostaria de voltar a ler jornais e revistas como eram antes, (tenho 53 anos – não sou tão velha assim, portanto, não é saudosismo) as manchetes retratavam realmente o conteúdo da notícia, e escrevia-se sobre política, mas não sobre as vergonhas na política, escrevia-se sobre os feitos dos nossos políticos à época, não sobre os “desfeitos” deles. Vergonha……….. Só mais uma coisa, o comentário do Everaldo a respeito do exame de próstata através de toque retal, o INCA já assumiu o erro na divulgação há cerca de uns 3 dias, informando que foi uma falha da comunicação. Parabéns Ricardo, Parabéns Geneton. Precisamos, infelizmente, “peneirar” todas as profissões do nosso país, para ver se conseguimos eliminar os péssimos profissionais. Abraços.
Aproveitando o tema jornalismo, tv, etc……
Uma coisa que me deixou impressionada, corrijam-me se estiver sendo ignorante: a renovação do contrato com a FIA para que os GP’s de Fórmula 1 continuassem em Interlagos, não deveria ter sido assinada pela Prefeitura de São Paulo, “proprietária do autódromo”?? Porque o foi pela direção da Rede Globo de TV?
Alguém mais esclarecido do que eu poderia me informar como é isso??
A Imprensa fala e escrita é grndemente tendenciosa. Tendenciosa defendendo os interersses economicos dos donos dos jornais. Não falo somente dos comentaristas mas tambem do noticiario. Manipulado, citações cortadas que mudam o sentido do que foi dito. Julgam indevidamente sem dar qualquer oportunidade de defesa. Enfim a “liberdade de imprensa” existe somente para os donos dos jornais, que tem seus interesses, suas posições políticas. Nós, os leitores, só temos uma liberdade de imprensa: Deixar de ler os jornais.
Acho que o dono do artigo acima, vai perder o emprego na Globo.
Para Rose. Não sou dono deste blog, mas seja bem vinda. Aqui tem comentaristas de boa qualidade. Entre tantos, sugiro meu amigo Manoel Ferreira e Ênio. (Peso e Contra-Peso)
Soberbo. Nada mais que a verdade.
Que alívio! Pensei que essa falta de vontade que tenho de ler jornais e assistir aos tele fosse um defeito grave justamente por ser jornalista. Mas eu amo essa profissão demais para compactuar com tudo isso, para entrar nesse consumo desenfrado e irresponsável. Sim, porque quem produz isso é culpado, mas quem consome também é.
Mas eu já nem sei mais como defender esse amor pela profissão. O que sinto, de verdade, é que querer ser uma boa jornalista, defender meus ideais e princípios e brigar para que seja tudo revisto, para que o jornalismo seja repensado, é pedir para ser ridicularizada. Não que isso me faça desistir dos meus sonhos idealistas, mas quanto mais falo, esrevo e tento, mais as pessoas à minha volta dizem que sou sonhadora, utópica, iludida. Pôxa, tem que ter um jeito!
Esse post mexeu com todos que o leram, tanto jornalistas quato leitores, mas concordar só é pouco. Nós precisamos nos mexer. Nós, como jornalistas, temos que achar uma forma de fazer jornalismo com gosto e ter orgulho disso, e seria bom que esse jornalismo começasse com um compromisso bem simples: olhar para o público e sentir como ele sente, captar o que lhe interessa, perceber o que pode realmente acrescentar à vida dele; e nós, como público-alvo, poderíamos exigir dos meios de comunicação mais respeito, mais atenção, mais responsabilidade. O jornalismo traduz vida, não pode ser feito assim, ser usado dessa maneira!
Eu sonho todos os dias em ser jornalista em paz. Eu sonho em fazer coisas relevantes, em ajudar alguém através do meu trabalho, em conseguir fazer algo que me faça sentir, no final do dia, que a missão foi cumprida. Mas eu não consigo porque recebo ordens dessas antas citadas no artigo, dessas bestas indomadas que não sabem nada e não querem que ninguém saiba, desses seres irresponsáveis, incompetentes, desumanos. E seria ótimo se eu tivesse a oportunidade de sair de perto dessas bestas e ir trabalhar em outro lugar, com gente mais inteligente, mais jornalista de verdade, mas preciso pagar minhas contas, manter minha casa e só me deparo com portas fechadas. O status existente no meio jornalístico o estraga muito, essa separação e discriminação entre os próprios jornalistas também. Isso causa essa doença terrível que acaba pegando a todos – afinal, o jornalismo está no meio de tudo e de todos. No país dos bem-relacionados – e não dos bem-preparados e bem-intencionados – é assim: oportunidades mil para esse bando de abutres que não têm noção do valor da nossa profissão, mas que têm ótimos contatos no meio, e o submundo para aqueles que podem e querem fazer a diferença, mas não querem se vender a ninguém para isso. Eu queria ser avaliada pela minha competência e pela minah capacidade de fazer diferente, de enxergar além, e não pelos contatos que tenho.
Os bons jornalistas que ainda detêm cargos de poder poderiam olhar mais para os não-notórios. Aqui no submundo tem muita gente boa e muita idéia inteligente pra mudar as coisas.
Desculpe, eu não sou “anônimo”… esqueci de assinar o post acima. Eu sou Aliz.
Caro Kotscho
Ao ler a “bula” do Geneton, (me parece nome de remédio) e remédio o é, pode inclusive substituir “dedadas” no meu amigo Everaldo, pois bem, resolvi seguir sua “posologia e modo de usar”.
Fui procurar nas entrelinha do teu “post” algo que pudesse ser novidade e “em menos de 15 segundos eu encontrei”, trata-se dos tais “ingressos esgotados” do evento no Jockey Club. Cono leitor curioso pergunto: Quantos ingressos ? 10 ? 12 ? 20 ?
Com uma “mesa” dessa eu não iria nem se me pagasse, dou um no outro e não quero volta. Só faltou, além do cara da Globo, um representante daquela “revistinha de sacanagem” que a Editora Abril ainda insiste em publicar.
Como eu não posso sair de casa, o jornaleiro meu vizinho, vem todo domingo de manhã me trzer um exemplar da “Carta Capital” e me conta que para ter em sua banca outras publicações da tal Editora Abril, é “obrigado” a levar exemplares daquela “revistinha” e de cada 10, devolve 8. E olha que eu moro na Zona Norte de São Paulo que é reduto “anti-petista” , mas mesmo assim a “revistinha” encalha.
Será que ninguem percebeu que com o advento da internet e a proliferação de bons blogs de informação, esses veículos já estão condenados? . Jornais como a “Folha” que começou sua derrocada coincidentemente quando adotou aquele “rato” como seu símbolo tentando vender classificados, aqui em casa já não serve nem para embrulhar o lixo reciclado ( nós fazemos) já que aqui não se compra “jornais” a mais de “CINCO” anos.
Outras perguntas:
-Voce foi a esse “evento” meu caro Kotscho ? Largou o Balaio por isso ?
-E o coquetel ? Foi na cocheira do Jockey Club ?
-Hoje, o que é “Grande Mídia” ?
GENETON neles !!! Quem sabe esse remédio cure também burrice.
Obrigada Simei. Vou ficar em contato.
Onde eu disse “a mais de “CINCO” anos” leia-se “HÁ mais de “CINCO” anos.. E quanto aos “CINCO” anos, esqueçam, pois eu já me esqueci de há quantos anos esse “viciado em informações” não compra mais jornais.
Caro Kotscho,
Segue, conforme combinado, o link de meu estudo “O mal-estar na informação”:
http://laudascriticas.wordpress.com/2008/08/19/o-mal-estar-na-informacao
Foi um prazer o almoço-sanduíche aqui no Centro de Sampa com você e com o Audálio.
Grande abraço,
Maurício Tuffani
A imprensa, ao contrário do que insinua por aqui, divulga os fatos ou notícias. Fabricá-las, dando-lhes contornos e nuançes é outra história. O portador não é culpado se o recado é auspicioso ou de se lamentar. Na Venezuela ou em Cuba, há esta imprensa que, só divulga o que o dono manda. Telespectadores de Caracas são surpreendidos, muitas vezes, por ”entradas” do grande chefe no horário nobre que, a pretexto de divulgar atos governamentais engata discursos que duram 5, 6, 8 ou mais horas. O governo PT, por exemplo, montou um canal de TV, a um custo de mais de 300 milhões de reais e que, não é visto por ninguém, só dá traço de audiência.
Ontém, aqui no blog, um leitor reclamou da TV Globo, esbravejando por que a emissora não transmitiu uma partida de futebol, dizendo que ”O Brasil” estava perdendo um grande jogo. Ocorre que havia uma outra emissora transmitindo o tal jogo. Ora. então o Brasil só vê se a Globo transmitir? Francamente!
Nos anos 30, durante a grande depressão, o clã de uma poderosa família Americana, dona de um grande jornal e de indústrias petrolíferas, já octagenário e doente, não suportaria, segundo seus familares às notícias do crash da bolsa. Resolveram o problema; Imprimiram uma edição do jornal, só com boas notícias e entregaram na mansão onde repousava o idoso magnata.
Neste caso, se explica, pois se trata de motivos humanitários e, à circulação do ”noticioso” se restringiu aos aposentos da mansão.
Luiz Carlos
Lá vem o aposentado mau humorado defender mídia decadente aqui no Balaio.
O “ninguém” a quem voce se refere só pode ser você, que engata discursos modorrentos por aqui initerruptamente há várias semanas e de graça.
Acho que a Tita, a tua gata, continua correndo risco de vida.
O Sr. melhorou bastante. O seu texto continua com ofensas gratuitas, mas, felizmente já não é carregado de obcenidades e termos chulos.
O Sr., apesar de petista, tem futuro. É só lapidar!
O post das 16:38 ,responde o Enio.
Parabéns Enio. Um texto com 4 laudas sem um palavrão e ou uma grosseria é, de fato, um progresso.
Luiz Carlos
O que eu tinha pra comentar neste post o fiz às 14:15, às 16:26 e agora.
Não vou esticar conversa com “direitoso”" e matador de gatos” como tu. Termos chulos e obcendades para teus pensamentos chulos e obcenos. O progresso está na coerencia.
Eu não estou mais aqui, vou acompanhar a saga de um “bom e honesto Juíz” no outro post.
Kotscho,
A foto sensacionalista da primeira página da Folha de SP de hoje, sobre os atentados na India, é mais uma face deste anúncio fúnebre do Geneton. Contraria o artigo 13 do nosso Código de Ética. “O jornalista deve evitar a divulgação de fatos de caráter mórbido e contrário aos valores humanos”. Por que publicar uma foto que choca e banaliza as tragédias humanas?
Um abraço!
Caro Ricardo Kotscho,
Sobre o Pig:
“O que é o iG
O iG é parte do Internet Group, unidade de Internet da Brasil Telecom, que reúne os portais iG, iBest e BrTurbo. É hoje o maior provedor discado da América Latina e o segundo provedor de banda larga do Brasil. Está entre os quatro maiores portais de conteúdo do Brasil, perdendo para o UOL e o Globo.com e revezando posições no ranking com o Terra.
O iG surgiu em 2000 e começou como um provedor de acesso, apostando todas as suas fichas no oferecimento de acesso gratuito –”internet grátis” era seu lema.
Atualmente presidido por Caio Túlio Costa (ex-Folha), o portal foi concebido e administrado em sua fase inicial pelo publicitário Nizan Guanaes, muito ligado aos tucanos e responsável pelas campanhas presidencias de Fernando Henrique.
A fase inicial contou com o aporte da GP Investimentos (Telemar) e do Opportunity (Brasil Telecom), tendo como sócios fundadores Nizan Guanaes, Aleksandar Mandic e Matinas Suzuki.
Em 2004, o iG passou a ser exclusivamente do grupo grupo BrasilTelecom e fundido, em 2006, aos portais iBest e BrTurbo, que já eram de propriedade da empresa de telefonia.
Além de provedor, o iG também é conhecido pelo seu portal, que abriga sites importantes como o noticiário Último Segundo. Também abriga o Babado, o Minha Notícia, o Megaplayer, Baixaki, iG Empresas, Second Life em sua versão brasileira e o Observatório da Imprensa, entre vários outros sites.
Recentemente, abriu espaço para que uma série de jornalistas e figuras públicas hospedassem seus blogs no portal. Entre estas figuras estão nomes com forte trajetória na esquerda como o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente da UNE, Gustavo Petta; o petista Luiz Favre e o senador Cristovam Buarque (PDT-DF); e também jornalistas que remam contra a maré neoliberal dominante na grande imprensa como Mino Carta, Luis Nassif, Leonardo Sakamoto, entre outros.”
Pois é…você cercado de grandes amigos. Parabéns!
http://tatodemacedo.blogspot.com/
Ênio !!! Iaí negão? optremdastreze.blogspot.com tá liiiiindo!!!
Bloguinho porreta.Tu escreve muito bem negão!!
Rapaz!!!
È o seguinte:
Tem cara que é mais quer deixar de ser
HÁ cara que não é mais quer ser
Tem cara que é, e adora ser, que é o caso do Luiz Carlos em relação à idiotice.
Nesse blog, é o paradoxo blogstático.
Aposto que êle vai corrigir os meus êrros de gramática e ortografia, quer ver?