Mídia e eleições: a preocupação do leitor
Tenho recebido muitas mensagens de leitores me cobrando uma posição sobre a cobertura feita pela mídia nas últimas eleições municipais. Evitei até agora entrar nesta polêmica porque não é este o objetivo do Balaio, que se propõe mais a contar histórias da vida real, sem entrar nos bate-bocas que alimentam outros espaços do gênero.
Só resolvi agora escrever sobre este assunto depois de ler a mensagem que me foi enviada ontem à noite, às 22h13, pelo leitor Pedro Augusto. Ela resume a preocupação de outros comentários enviados ao Balaio nas últimas semanas e por isso a trouxe aqui para o post:
“Kotscho, boa noite. Por favor, caro amigo, exponha no seu blog algo sobre a influência da mídia nas eleições, uma vez que tenho ouvido falar que alguns orgãos de imprensa falada e escrita já estão fazendo campanha para as eleições de 2010. Segundo informações, está havendo falta de ética, pois esses orgãos de imprensa (principalmente a de São Paulo) divulgam algo irrelevante para sobrepor o candidato protegido. A população tem que ser esclarecida do que começa a ocorrer. Tem gente manipulando a população”.
Pelo jeito, Pedro Augusto deve ser um leitor bastante jovem pois ainda fica indignado com práticas já bastante antigas nas relações da mídia com a política e a sociedade.
A grande novidade dos últimos tempos, caro Pedro Augusto, é que agora não tem mais leitor bobo nesta história. As pessoas estão descobrindo cada vez mais o que há por trás da política editorial de cada veículo da mídia que é camuflada sob a forma de notícias isentas.
O público consumidor de informações está deixando de ser o agente passivo da história, que antes estava habituado a receber o prato feito, e começa a exigir seus direitos e a denunciar, como diz o leitor Pedro Augusto, que “tem gente manipulando a população”.
Só esta percepção já é um enorme avanço em direção à democratização das informações que está sendo estimulada pela crescente participação do leitorado na internet.
Apenas para dar um exemplo ao Pedro Augusto do longo caminho que ainda temos pela frente para que a nossa imprensa comece a respeitar mais a sua clientela vou citar um exemplo do mais puro anti-jornalismo.
Mesmo quando imaginava que já tinha visto de tudo nesta publicação, confesso que fiquei chocado ao ler as páginas amarelas da Veja desta semana. Em entrevista com Demétrio Magnoli, apresentado como ”sociólogo e doutor em geografia humana”, além de colunista de jornais, o editor Diogo Shelp nem procura disfarçar: está ali apenas para levantar a bola e instigar o dócil interlocutor a reforçar as teses da revista.
A começar pelo título _ “Uma vitória da razão”, atribuída, é claro, à oposição ao governo Lula _ trata-se de três páginas editorializadas com o mais puro pensamento vejiano apresentado em forma de entrevista.
Foi Magnoli, um neocon até outro dia desconhecido, transformado repentinamente em sábio de plantão, mas poderia ter sido qualquer outro afinado com as teses da Veja, que o resultado seria o mesmo. O que importa não são as respostas dele, mas as perguntas, que já embutem o que a revista quer ouvir.
Alguns exemplos de perguntas:
O senhor acredita que o preconceito contra a direita tende a diminuir?
Pode-se dizer que a ideologia serviu de pretexto para a corrupção do PT?
A vontade de ser partido único não é um anacronismo?
Por que a universidade brasileira ainda é um centro irradiador do marxismo?
O que explica a ascenção desta esquerda obsoleta em países da América Latina?
Pelas perguntas, o leitor pode imaginar quais foram as respostas…
Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:


Meu querido Kotscho,
Há necessidade, sim, de revelar todas as falcatruas que a mídia vêm realizando. Não importa se é uma prática antiga. Roubar e matar também são práticas antigas. Como cidadãos temos o direito à informação correta. Esta lá na Consituição: Direito à Informação. Quem manipula a verdade factual comete um crime contra a Democracia. E como todo criminoso, deve ser punido.
Ô Ricardo, poderia ao menos expor um argumento, unzinho só, que tentasse contra-argumentar as respostas do Magnoli, não? Seu post, um deserto de idéias, não traz uma contestação racional às palavras do professor, resumindo-se a uma diatribe primária, oca. Sabia que o Demétrio, que surrealmente o senhor chama de neocon, é um dos críticos mais ferrenhos da política externa de Bushinho? Sabia que ele foi um crítico ácido da tese do ataque preventivo criada (ou ressucitada) pelos neoconservadores? Sabia que ele condenou a invasão ao Iraque e condena a polítca de exportar a democracia por meio de bombas? Um pouco mais de responsabilidade. Sei que o blog é um espaço privado e o senhor pode escrever o que lhe der na telha, mas tentar carcterizar o Demétrio como mera caixa de ressonância da Veja, além de ser um absurdo, revela total ignorância sobre o pensamento do sociólogo.
Oi, Dante !
Concordo quando você diz que falta uma contestação do Ricardo quanto às respostas do Demétrio mas, não sei há quanto tempo você conhece o “Cabelo”, era esse o codinome do professor nos anos setenta, quando ele “era trotskista”.
Agora ele só mudou de lado , se “endireitou” mas continua com os mesmos métodos anti-democráticos e ditatoriais que utilizava no movimento estudantil. Soberba e arrogância sempre foram suas marcas registradas.
Quero crer que o Ricardo que, assim como eu o conhece de longa data, pois fomos colegas nas Ciências Sociais, não quis se dar ao trabalho de contestá-lo, pois o Magnolli é caso perdido.
Ele , quando não se posiciona preconceituosamente contra o governo Lula, quando diz que o conceito de raça é anacrônico e que as cotas vão criar racismo no Brasil etc, apenas defende teses que são defensáveis pela maioria dos mortais como as que você cita no seu comentário.
Que tal o PIG parar de querer parecer imparcial e declarar de qual lado está. Do lado da democracia, com certeza não é.
Abraços a todos.
Prezado Ricardo, taí um tema dificil de abordar sem parecer pelo menos um pouco hipócrita. Até por isso, há muito tempo já desiste de exigir dos outros aquilo que não tenho condições de exigir de mim mesmo: imparcialidade plena. Todavia, o que ainda continua me indignando no jornalismo é ver esses grandes veículos de informação suprimindo a liberdade de expressão dos outros em favor dos seus próprios pupilos, interesses, conveniências e negócios. É lamentável ver uma FSP, p.ex., chegar ao cúmulo de forçar a barra em cima do PSDB e até conduzí-lo para que formalize já a candidatura do Serra, mais um continuista da mesmice, à presidência, com a intenção de atropelar e sufocar tudo e todos que possam surgir lá na frente, na possível polarização com o PT. Acho isso uma tremenda canalhice contra o crescimento de um Projeto Novo, de verdade, como é o caso do PNBC (Projeto Novo Brasil Cofederativo), o Novo Caminho para o Novo Brasil, nascido dos anseios mais legítimos e mais profundos da população, e que luta para se apresentar em 2010, ao Brasil, como Solução contra o continuismo da mesmice da situação e da oposição. Aliás, essa história de esquerda e direita anda tão confusa ultimamente, e já alienou e até matou tanta gente, que o melhor me parece buscarmos antes a Solução capaz de melhorar a vida das pessoas em sociedade, mesmo que tenhamos que quebrar velhas cláusulas pétreas. Aliás, é isso que propõe o PNBC, sem alienações, quer sejam de direitas, quer sejam de esquerdas. Aquele abraço. Obrigado pelo espaço. Feliz PNBC 2010.
Caro Luiz Felipe,
nestas últimas semanas, vários leitores têm se referido ao PNBC (Pacto Novo Brasil Confederativo), mas ainda não entendi de onde surgiu esta idéia, quem são seus formuladores e quais seus objetivos. Você poderia explicar isso melhor para os leitores do Balaio? Muito grato,
Ricardo Kotscho
Prezado Ricardo, vindo de vc, isso não é um pedido mas uma ordem. Esta proposta nasceu completa em 1990, quando a Confederação Européia ainda era apenas um Sonho, mas como a liberdade plena de expressão ainda estava engatinhando no Brasil, o idealizador do Projeto, um ex-petista, paulistano da gema, optou por divulgar apenas uma pontinha do mesmo, tal seja, O Novo Estado de São Paulo do Sul, lá no sul-paulista, do qual vc já ouviu falar, com certeza. Caro Ricardo, na minha opinião não existe no meio político tupinquim ser humano melhor do que o Lula, e, por melhores que sejam as suas intenções e prática, tudo indica que Ele também já foi tragado pela Dona República Federativa do Brasil (que a nosso ver está com data de validade vencida há muito tempo), assim como todos os seus antecessores também o foram, e o povo brasileiro continua em palpos de aranha, inclusive cada vez mais na dependência do bolsa-esmola, em grande parte. Até aqui seguramos o Projeto, porque ainda tinhamos uma pontinha de esperança na nossa última aposta humana, personalista, que foi o Presidente Lula. Todavia, doravante, não mediremos esforços para colocar o PNBC (Projeto Novo Brasil Confederativo) na pauta dos debates democráticos do país, inclusive como proposta e tese de campanha para a próxina eleição presidencial, em 2010.
A que vem então o PNBC, inserido no Livro ” O Mapa da Mina”, na condição de Novo Caminho para o Novo Brasil, que já nasceu com o apelido de ” A Revolução Pacífica do Leão”, ao estilo Gandhi, em homenagem a Tiradentes ? Sente-se, segure-se firme que a coisa é assustadora, mas é o remédio que resolve, nha hora certa e na dose certa. O PNBC propõe a transformação do modelo de república que aí está numa mega-confederação, composta por 7 (sete) novas federações regionais, exinguindo-se todo o sistema federal que aí está, zerando o já insuportável custo Brasil, que já está matando, esfolado vivo, o seu patrão-contribuinte, que já trabalha para ella 4 meses por ano para sustentá-la viva, porém transpirando decadência terminal por todos os seus poros. Para compor a Nova União Confederativa do Brasil (à moda unidos, porém independentes ), com sede em Brasília, ocupando pórem apenas um daqueles prédios suntuosos, da “Ilha da Fantasia “, de JK, Niemeyer e Lúcio costa, cada região mandará para lá apenas um representante para chefiar o seu gabinete, custeados pela sua região, para compor o Colegiado Confederativo (entre os quais será eleito o Presidente) que vai gerir o mega-fundo confederativo, o poderoso instrumento de soerguimento e resolução das terríveis desigualdades regionais, e também resolver todos os conflitos de interesse da Nova Confederação. Lígua única, moeda única ( o latino, como moeda forte de circulação internacional, para competir com o euro e o dólar), Banco Central e tesouro únicos. Com a Amazônia transformada em patrimônio confederativo, com cada nova federação fincando lá a sua bandeira para protegê-la. Idem ao petróleo, minas, energia, etc. Taí a espinha dorsal do PNBC, sem nenhuma espécie de alienação ideológica, nem de direita, nem de centro e nem de esquerda, com a intenção única de atingir na mosca a consecução do bem comum do povo brasileiro, e colocá-lo em condições de amar o seu próximo como a si mesmo. A meu ver, levado à execução esse Projeto será capaz de propiciar a nós, nossos filhos, netos…, pelo menos 100 anos de motivação, esperança e orgulho de ser brasileiro. Nada se compara a isso, nem Obama, nem EUA e nem a Mãe-Europa, a nosso ver.
É por isso que o nosso pessoal diz, agora chega dos mesmos.
Semana que vem, caso lhe interesse, podemos mandar por aqui pelo menos a capa do “Mapa da Mina”, que, por si só, já é auto-explicativa. O nosso único receio é que as bandas podres e bandidas do meio político-partidário, e da mídia, nos tachem como os “novos comedores de criancinhas”, e nos façam como fizeram contra Tiradentes, Cristo, Olga Benário e tantos outros bons espíritos que queriam apenas o melhor para os seus semelhantes. Que tal lhe parece, agora, o PNBC ? À disposição para mais informações. Aquele abraço.
EM TEMPO: lí hoje na Folhaonline a opinião do Sr. Orlando MAcedo Junior , de Curitiba, PR, no painel do leitor, cidadão esse que nem conhecemos mas que dá bem uma noção do que está se passando , neste momento, nas cabeças dos brasileiros que pensam, a qual corrobora com o que o nosso pessoal tem dito aqui no seu Balaio também, entre outros Blogs, como do Zé Dirceu, do Mino, do Josias, do Terra, etc.
Disse o cidadão: ” A relação visível entre as vitórias de Lula e de Obama é a falsa sensação de mudança que as pessoas acreditam acontecer. No fundo, o modelo se mantém, indiferente ao eleito. Os eleitos podem até se mostrar como um produto de transformação, mas é muita imagem para quase nenhuma ação.
Os EUA terão um presidente parecido com o do Brasil, que serve para acenar, não para mudar um sistema já estabelecido”. E o pior de tudo, Caro Ricardo, é que o Serra, o Aécio, o Ciro e a Dilma nem acenar sabem. Em assim sendo, não nos resta mais nada, senão o PNBC, ” O Mapa da Mina”, do bem comum do povo brasileiro. Tenho dito.
Nilva, apesar de saber de seu passado trotskista, não conheço a atuação acadêmica do Magnoli , apenas aquilo que escreve na imprensa e em seus livros. A miom me parece um ato de covardia intelectual desancar um suposto adversário sem tecer contra -argumentos. Isso pra não falar nos rótulos. Chamar o Demétrio, um dos mais ferrenhos críticos da política externa dos falcoes de Bushinho, de neocon, é ato de ignorância, ou má-fé…
Abraço
Angra dos Reis pede ajuda – Socorram
Sou solidária a esse anônimo que escreveu para esse blog:
http://transparenciaangra.blogspot.com/2008/11/angra-pede-socorro.html
PatCentro
Grandes risos,oque a eleição do Obama fez pra o mundo foi qie finalmente a net esta nas eleições, e esta corja do Pt que ficou comprandoeste pessoal do nordeste com uma marmita diária
vai ter de rebolar pra elejer uma secrestradora e terrorista, e já que tbém não temos M. da Justiça e sim um puxa sado dos maio
res vai ser muito legal o Forrest Gump do planalto pensar que
poderá elejer esta excrecencia politica que matou brasileiros, e não foi contra os militares não, mas pra implantar o comunismo
aqui, e o que vemos agora é a república sindicalista que está
com os dias contados…e Viva algo que eles odeiam,imprensa livre,inteligencia, competencia…pois aturar um forrest gump que
nunca fez uma enprevista aovivo e a cores e se acha o máxi
mo com toda a imcompentencia deles..que falem agora os Auditores fiscais sendo mandados por sindicalistas no Brasil..
Mas o tempo está acabando….viva a imprensa livre.
todos seus puxa sacos…
Marcelo, você está e é mal informado, razão pela qual lê a Veja. Hoje os jovens talentos do jornalismo que querem consolidar uma carreira, fogem da Veja como o diabo da cruz. A Veja, hoje, suja o currículo de qualquer jornalista porque, simplesmente – sabemos – , trata-se de um veículo que não pratica jornalismo. É uma revista de editorial, ou seja, publica-se o que o editor quer. Não há respeito pelo jornalista que não tem poder sobre o seu texto. Ou ele escreve como o script pré-definido ou ele aceita que o seu texto seja adulterado.
Veículos como a Folha ou o Estadão são evidentementes tendensiosos, mas, como ainda estão no grupo dos que praticam jornalismo (ainda que ruim, muitas vezes), são passíveis e objetos de críticas nos fórum midiáticos. A Veja não entra nessas discussões porque não pratica jornalismo. O Fórum para discutir a Veja é outro: no campo filosófico, o da ética e no campo jurídico, o do policial.
Tendo o histórico de como a imprensa tratou o chamado mensalão de um lado e a compra de deputados para a reeleição do FHC do outro, entre tantas outras abordagens completamente diferente para situações semelhantes, fico imaginando como seria o tratamento da imprensa, por exemplo, do caso Alston (um crime escandaloso) se este estivesse no colo do PT e não do PSDB, como estava, e que acabou sendo estrategicamente esquecido? Como seria, ainda, a abordagem da imprensa, se fosse o PT e não o PSDB a comandar a Polícia do Estado de São Paulo – nesse período de pré-eleição -, com a barbairagem cometida no caso da menina Eloá e a guerra bizarra entre as Polícias Militar e Civil?
O Demetrio doutor em Geografia Humana só aqui em São paulo, para aquela emissora platinada. Ele sai de uma emissora e vai para outra falando sobre as mesmas coisas, esta gente faz aquele acordo e um divulga o outro e todos brincam de dar opiniões. O povo está cansado destes manipuladores baratos.
Doutor em Geografia Humana foi o professor Miltons Santos, inteligente , educado, gentil, humano, respeitado e premiado na Europa.
A Veja já era é a revista requentada.
Demetrio o rei das cotas.