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26/10/2008 - 21:54

Lula Vieira/exclusivo: “A vitória de Gabeira”

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O publicitário Lula Vieira, o Washington Olivetto dos cariocas, é meu amigo. Aos 61 anos, paulista da Lapa, fez sua carreira de muito sucesso no Rio. Já a meio caminho do primeiro turno, entrou de cabeça na campanha de Fernando Gabeira.

Pedi a ele no começo da semana que me contasse como foi por dentro esta campanha absolutamente fora dos padrões da política brasileira _ os bastidores, as dificuldades, as discussões internas, a luta para chegar ao segundo turno, a onda que se formou nas últimas semanas indicando que era possível ganhar.

Hoje, bem no dia da eleição, ele arrumou um tempinho para me escrever. Tentou o dia todo falar comigo, mas meu celular não estava funcionando. Só agora, quase 11 da noite, recebo este belo depoimento de Lula Vieira, que repasso aos leitores do Balaio. Nele ficamos sabendo como Gabeira perdeu, mas ganhou as eleições no Rio:

Escrevo ao meio dia de domingo, antes de encerrar a votação aqui no Rio de Janeiro, com as pesquisas de intenção de voto indicando empate técnico entre os dois candidatos a prefeito, Fernando Gabeira e Eduardo Paes.

Trabalhei para Gabeira desde quando ele tinha 4% das intenções de voto e era um candidato tão pequeno que nem mereceu ser entrevistado pelo RJTV, que restringia o supremo prestígio de ser ouvido pelos repórteres àqueles que tivessem algo acima de 5% das intenções de voto.

Invariavelmente Gabeira aparecia na condição de “outros” quando os jornais e as emissoras de televisão falavam dos candidatos. O que mais ouvi neste mês de agosto foi que sem dúvida Gabeira era o melhor nome para a Prefeitura, mas que infelizmente não teria a menor chance.

Os eleitores mais conscientes tratavam de escolher “o menos pior” entre os que poderiam ganhar, Jandira Fegali, Bispo Crivella e Eduardo Paes. Essa difícil e desanimadora escolha ficava entre Jandira e Paes, pois “Crivella nunca”, pelo menos na ótica – como eu já disse – dos mais conscientes. Ou dos mais bem informados, sei lá. 

Uma revista semanal, acredito que a IstoÉ ou Época (Veja tenho certeza que não foi) chegou a apelidar Gabeira de “Candidato Carrossel” por girar, girar, girar e não sair do lugar. Fui procurado pela mulher de Gabeira, Neila Figueiredo, e selamos o trabalho em conjunto no dia do velório de dona Ruth Cardoso, no aeroporto Santos Dumont, que permanecera fechado durante toda manhã.

Teria total liberdade, desde que não resolvesse criar um Gabeira de mentira. A restrição a qualquer tipo de maquilagem ia até mesmo à própria maquilagem. “As rugas são as marcas do tempo no rosto dele, devem ficar”.  Não seria necessária a advertência. Mas fiquei contente por ouvi-la.

Acho que os marqueteiros são responsáveis pelo esvaziamento do conteúdo verdadeiro dos candidatos, embora não tenham culpa na falta de caráter e na compulsão pela mentira. Essas características o sujeito já traz de casa, ou de berço, como queiram.

Dias depois, na minha casa, traçamos o rumo da campanha: não atacar o adversário, ser absolutamente transparente, não sujar a cidade. A transparência deveria ir até mesmo no caixa da campanha: nada de Caixa 2, não receber dinheiro de companhia de ônibus nem de cooperativa de taxi, pagar e receber tudo “por dentro” e colocar todas as movimentaçõs imediatamente na Internet.

Se você for até o site da campanha vai achar lá o ítem “Ebulição”. É a nossa empresa. Todos os pagamentos que recebemos (e pagamos os impostos)  estão lá. Para os padrões brasileiros, o dinheiro da campanha era quase pobre.

Como vantagem tínhamos a melhor equipe que a ideologia pode comprar: Moacir Góis na direção do programa de televisão, João Paulo na edição, Moacir Padilha dirigindo o rádio, Carlinhos Chagas na redação, e por aí afora.

Gente que se dispôs a trabalhar por menos da metade do que poderia cobrar, mas que se sentia recompensada pela oportunidade de se engajar na campanha de um candidato digno, limpo, idealista, agradável.Coisa raríssima nestes dias que correm.

Uma noite, logo nos primeiros dias, o Campanelli da MCR apareceu com um jingle de estarrecedora simplicidade, mas com potencial de se tranformar num mantra: “O Rio é de Gabeira…Gabeira…Gabeira” num ritmo classificado de “marchável”, meio hip hop, um chiclete de ouvido irresistível.

Fizemos um santinho, uma equipe se encarregou do site, nos concentramos nos programas de TVe rádio e entregamos a Deus, que com certeza deve ter pensado “Crivella nunca”. Tanto é verdade que Crivella, que vinha liderando as pesquisas, se envolveu com o escândalo de uma obra que se chamava “cimento social” e serviu como pá de cal para suas pretenções, com perdão pelo trocadilho.

Teve até a participação de um militar alucinado que entregou uns garotos para serem chacinados por uma gangue do tráfego. Tudo respingou no Bispo e no seu discurso messiânico de ungido pelo céu e por Lula. Só no discurso dele, pois ambos não quiseram se comprometer.

Tivemos a imensa vantagem de termos bom tempo na TV e no rádio, cerca de cinco minutos, e de não sermos ameaça para ninguém. Por isso pudemos apresentar Gabeira com toda calma, como alguém capaz de ter uma visão mais aberta, mais moderna, mais cosmopolita para os imensos problemas da cidade.

Eduardo Paes veio como o grande síndico que se preparou durante dezessete anos para ser prefeito. Dizia conhecer cada pedra, cada buraco da cidade. Prometeu instalar 40 UPA’s (Unidades de Pronto Atendimento), uma espécie de Centro de Saúde feito rapidamente e outras coisinhas que transformariam o Rio de Janeiro numa Finlândia em apenas 4 anos.

Jandira, por ser médica, centrou seus esforços na saúde e Crivella era o amigo dos pobres. Jandira parecia ter acabado de acordar no meio de um plantão: nervosa, desgrenhada, vestido aparentemente amassado.

Entre os nanicos, o candidato do PT resolveu transgredir a mais sagrada das normas da televisão e passou o tempo todo falando de lado, para um ponto à esquerda do espectador. Bonitinho, bonzinho, arrumadinho, era o bom filho, o bom colega e o bom professor.

Todos sabem que realmente é um homem direito, mas ficou bonzinho demais, arrumadinho demais. Falou bastante, mas todo mundo se perguntava porque ele olhava para o lado. Chico Alencar é o Chico Alencar, veio de Chico Alencar e falou como Chico Alencar. Levou os votos de Chico Alencar. Meia dúzia.

Os demais se confundiam com os candidatos a vereador. Um deles tinha um belo slogan: “quem pica cartão não vota em patrão”. Em conjunto eles iam implantar o socialismo, destruir a Rede Globo e conduzir os povos à libertação, à verdadeira democracia e à divisão justa de renda.

Chega o dia da eleição e, para estupor geral, Gabeira – o candidato Carrossel, o sem chance, o nanico do bem, tira um magnífico segundo lugar e vai para o segundo turno, juntamente com Eduardo Paes, candidato do governador e do presidente. O

O espanto maior, no entanto, foi dos institutos de pesquisas que até o dia anterior davam como certa presença de Crivella como adversário de Paes. Neste mesmo dia, Gabeira virou maconheiro, viado, defensor do aborto e da prostituição, nefelibata e tudo mais que é possível se falar contra um político brasileiro.

Só não poderia ser demagogo, mentiroso e ladrão porque no caso do Gabeira é impossível se falar isso dele. Nas primeiras semanas todos os derrotados se aliaram ao Paes, que passou a ser candidato da máquina estadual, nacional e universal (do Reino de Deus).

Lula falou de Paes, Cabral falou de Paes, Crivella falou de Paes, Jandira falou de Paes. Até Molon do PT e Vladimir Palmeira se aliaram a Eduardo Paes. O solitário apoio a  Gabeira veio de César Maia, o único prefeito do mundo que surtou e virou blogueiro em pleno mandato. 

Quer dizer, vieram dar apoio, além de Cézar Maia, Caetano Veloso, Fernanda Torres, Adriana Calcanhoto, Alceu Valença, Debora Colker, Oscar Niemayer, Gustavo Lins, Alcione, Wagner Moura, Martinália, Pedro Luiz, Marina Lima, João Bosco, Paula Toller, Frejat, Nelson Mota, Armínio Fraga, Aécio Neves e mais oito mil voluntários.

Logo no comecinho me lembro de uma passagem de Gabeira. Um político, dos mais conceituados, propôs a Gabeira começar a mostrar os podres da turma de Paes, um amplo arco de alianças que iam do famoso Piciani a Jorge Babul, passando por uma varidíssima fauna de pessoas sobre as quais não resta a menor dúvida.

Gabeira respondeu: “eu prometi não atacar adversários”. O interlocutor não deixou por menos: “então você vai perder”. Gabeira respondeu firme: “então eu vou perder”. Noutra ocasião, um empresário, que já foi meu cliente, liga oferecendo dinheiro para a campanha. Gabeira instrui o financeiro: “você já sabe, quando empatar com as despesas, pare de receber qualquer dinheiro”.

Nunca antes na história deste país um político se dispôs a receber somente o dinheiro necessário para a campanha. Fizeram de tudo, de tudo mesmo, até a suprema burrice: mandar imprimir na Gráfica da Ediouro, de quem sou Diretor de Marketing, um folheto contra Gabeira.

Ninguém acreditou nem vai acreditar, mas tal como Lula, eu não soube de nada, a não ser quando o TRE confiscou o material, que por sinal estava dentro da Lei, com nota fiscal e tudo. Paes ficou repetindo o bordão: “Gabeira é apoiado pelo César Maia, Gabeira é apoiado pelo César Maia, Gabeira é apoiado pelo César Maia”.

O engraçado é que todo o currículo de grandes realizações de Paes foi como subprefeito, e secretário… de César Maia. Que raça! No telefone, Gabeira fala de uma vereadora: “ela é analfabeta política…está fazendo política suburbana”. Os jornalistas ouvem e dão a notícia.

Mais um bordão: “Gabeira é preconceituoso, Gabeira é preconceituoso, Gabeira é preconceituoso”. Milhares de faixas são impressas: “sou suburbano com muito orgulho”. Uma feijoada é oferecida aos suburbanos ofendidos e Noca da Portela e outros menos votados dão apoio a Paes, o amigão do subúrbio.

Cria-se uma situação irreal. Gabeira, menino pobre, que vendia banana e ovo para ajudar o pai, professor voluntário na Zona Norte, vira o “candidato dos ricos”, enquanto Paes, menino da Zona Sul, estudante de colégios caros e da PUC, quer se consagrar como “o candidato dos pobres”.

Paes, 38 anos, cara de garotão é o velho matreiro, conhecedor dos meandros da política, o experiente. Gabeira, 68 anos é o jovem, impetuoso, novidadeiro, contemporâneo. E começam os debates. Até o último, da TV Globo na sexta-feira anterior ao domingo da votação, foram 7 deles.

Gabeira venceu sempre, na opinião dos internautas. Alguns momentos foram muito bons. Por exemplo, quando Paes afirmou que se preparava a vida inteira para ser prefeito do Rio, Gabeira respondeu: “pois eu me prepararei a vida inteira para… a vida inteira”.

Ou, então, quando Paes disse que seria necessário saber que “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”,  recebeu como resposta: “a esta altura da vida eu já sei”.

Vladimir Palmeira pode nesta eleição ter batido o recorde mundial de ingratidão. Gabeira sequestrou o embaixador americano para que Vladimir, entre outros presos políticos, pudesse ser libertado. E Palmeira decidiu apoiar Eduardo Paes.

Por falar em embaixador sequestrado, a filha do próprio fez absoluta questão de declarar seu apoio a Gabeira. E contou que o pai dela tinha boas recordações dele. Na imprensa escrita, inaugurou-se um novo tipo de colunismo: o de crítica a horário eleitoral gratuito. Como se fosse novela. 

O Globo e o Jornal do Brasil tiveram seus colunistas que diariamente comentavam sobre roupa, postura, edição. O colunista do JB, se sentindo obrigado a fazer uma gracinha por dia, algumas vezes se perdeu na busca do humor.

A certa altura, como o programa de Gabeira fazia enorme sucesso com seus clipes de cantores, Paes colocou no seu programa a entrevista de uma jovem na rua que afirmou: “eu quero ver propostas, não musiquinhas bonitas”. Nem na Noruega se vê tanta participação cidadã.

Uma jovem exigir dos candidatos a apresentarem suas propostas de governo é tão natural quanto as donas de casa que afirmavam que Paes no seu tempo de sub prefeito entrou na lama até a cintura para ajudar as pessoas assoladas por uma enchente.

Uma enorme demonstração de incompetência de seus auxiliares foi não encontrar uma única foto registrando o heróico feito. Hoje o eleitor decide quem é o prefeito do Rio de Janeiro. O resultado sairá dentro de algumas horas. Seja qual for o vencedor, Gabeira sai muito maior do que entrou.

É um político que pode se orgulhar do respeito de todos, inclusive de seus adversários, que jamais colocaram em dúvida sua honradez e honestidade. Outra vitória de sua candidatura foi a de trazer para milhões de pessoas a informação de que é possível se fazer politica com seriedade.

Trouxe também a participação dos jovens, entre os quais, as pesquisas eram unânimes em apontá-lo como o candidato preferido.  Nesta eleição não se ouviu o tradicional discurso do “político é tudo igual”, principalmente por parte deles.

Gabeira demonstrou que os políticos, como as pessoas, são diferentes. Sua campanha termina com a marca da elegância, do bom humor e do amor pelo Rio de Janeiro. O Rio foi votar sorrindo. Essa é a grande, a enorme vitória de Fernando Gabeira”.      

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:

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281 comentários para “Lula Vieira/exclusivo: “A vitória de Gabeira””

  1. Raphael Rocelhon disse:

    Nós cariocas estamos frustrados por ver uma campanha que só se esforçou em denegrir a imagem deste, que lutou contra o poder Universal, Partidário, Estadual e Federal. O Rio elegeu o novo Prefeito, que será lembrado pela falta de ética, pela incoerência dos discursos à ex-adversários políticos e mensagens apócrifas que ele jura de pé junto que não sabe, não podemos negar a facilidade que o novo Prefeito tem de absolver conhecimentos pois o “chefe da quadrilha”, também dizia não saber das falcatruas dos seus ministros. Parabéns Eduardo Paes você está no caminho certo.

  2. Ricardo Alves disse:

    De fato foi uma pena Gabeira não ter sido eleito, mas já dizia Dalai Lama : “Algumas vezes, não conseguir o que queremos é um grande golpe de sorte.”

  3. Professor do Estado disse:

    É lamentável, mas Paes venceu com a MENTIRA, a FALTA DE ÉTICA, de VALORES MORAIS, enfim com a PODRIDÃO.
    Depois o povo clama a Deus, que nos deu o livre arbítrio, o porquê de sua pobreza e miséria.
    Vamos, nós, professores, esclarecer a nossa gente (cruz credo, falei igual ao Collor!), fazendo o trabalho de “formiguinha”, pois espero, certamente, que dias melhores virão, um dia…

  4. Jorge Correia Lima disse:

    É, o Rio foi votar sorrindo como de costume. Provavelmente rindo da própria estupidez.
    Não é à toa que a cidade inteira está se tornando uma favela.

  5. Beatriz disse:

    Muito bom!
    Aos 51 anos, sempre fui eleitora do Gabeira mesmo sem propaganda.Simplesmente pela possibilidade de continuar acreditando na esperança de um governo menos ligado à corrupção. Já presidi e fiz parte de Comitês de Ètica e qto à esta e à moral, não há meio termo. Já saiu o resultado e lamentei a perda de oportunidade de um Rio mais limpo e feliz. Não pretendo criticar o Paes, mas apesar do seu empenho acredito que existam muitas pessoas” do percentual” ligadas a ele.Que Deus nos proteja e “continue brasileiro e carioca”. Preciso continuar acreditando. PARABÉNS AO GABEIRA, PELA DIGNIDADE ,CARÁTER, FIRMEZA E COMPETÊNCIA.
    Acredito que talvez a sua campanha não tenha suprido pessoas com necessidades imediatas que transtornam o poder de discernimento de um futuro melhor.
    Abraços,Beatriz

  6. Bruno Soraggi disse:

    Olá Ricardo, tudo bem?
    Sou eu de novo – sim, já andei por aqui hehe. Enfim, estava discutindo com um amigo a derrota de Gabeira no Rio e ele acabou por tocar em um ponto interessante: caso Gabeira fosse eleito, será que ele sairia de seu mandato com o mesmo prestígio com o qual entrou?

    Digo isso porque, como sabemos, ele é um político de muito respeito e história. Mas, tão sabido quanto, é que administrar o Rio de Janeiro é complicadíssimo. Há a corrupção, o poder do tráfico, falta de politicas de segurança efetivas – tanto na esfera estadual quanto na municipal – … Enfim, discutíamos que Gabeira teria que fazer bonito para não sair manchado da prefeitura do Rio.

    Sou iniciante nesta área de política, então pode ser que ainda não consiga ver essa discussão de forma mais ampla. Mas pareceu-me pertinente discutir sobre isso. Caso interesse – a você e aos outros leitores – está tudo mais detalhado no meu blog: http://polititica.wordpress.com

    É isso, bom início de semana.

  7. Mauricio Braga disse:

    O resultado do Rio de Janeiro me chateou. Era o único segundo turno do Brasil em que eu tenho certeza de que não votaria nulo. Aliás, para muito o segundo turno é local de democraticamente escolher A ou B. Ninguém fala em vote Nulo ou Branco se vc acha que A e B não servem. Seria uma ótima demonstração de civilidade e democracia a me ver.

    Calem-se todos os que julgam
    apressadamente
    que políticos honestos
    fracassam e perdem.

    Nasceu uma flor!
    Enrugada, cansada,
    insultada,
    triste, mas
    é mesmo uma flor;

    Rompeu o tédio
    a corrupção, a injustiça
    e o ódio;

  8. João Antônio disse:

    Aqui em São Paulo também ganhou o pior candidato. Isso com os votos de quem estava acostumado a votar no Maluf e no Pitta, ambos de triste memória, agora com o apoio do Serra que é um zero à esquerda.

  9. Leonor Becker disse:

    Inflelizmente cada povo tem o governante que merece. Depois reclamam que os políticos são corruptos,não fazem nada por eles. Quando têm a oportunidade de sair da mesmice, o que fazem? É isso, aí! Vamos aguardar Gabeira daqui há dois anos para governador.

  10. Sérgio disse:

    Na realidade não foi o Gabeira quem perdeu ou deixou de ser nosso prefeito. O derrotado foi o povo desta cidade, que via uma ética, senso de resposnabiliade, vontade de acertar, coerencia, capacidade para tomar decisões e etc… Nós do Rio perdemos para uma politica de baixa categoria em que até nos dias de eleições havia a proibida boca de urna daquele que foi eleito, onde sujou a cidade de panfletos e outras incoerências. Elegeu-se um candidato que a cerca de 2 anos atrás se candidatou a governador pelo PSDB, perdeu e se uniu ao atual governador e ao presidente que tanto criticou. Um candidato que cisma em falar na divisão do Rio em Zona Norte e Zona Sul(onde mora). Saiu no jornal os aliados como o Crivela que cobrou o cimento social, as outras alianças vão cobrar agora seus apoios, fico pensando como ira governar a cidade se está compromerido de todas as maneiras. Além de tudo isso a favor do adversário o Gabeira por pouco não saiu como prefeito apesar de ter como adversários não os aliados, mas também a força da mídia favorável ao adversários. Penso na crianças que o Gabeira irá ajudar no tratamento utilizando animais que estavam ou abandonados ou tendo maus tratos.

  11. Anônimo disse:

    Lula Vieira Maravilhoso!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  12. Ana disse:

    Definitivamente a cidade do Rio de Janeiro perdeu uma das suas característcas políticaS : independência.O grande mote da campanha “do síndico” é ser aliado do presidente e do governador-do primeiro fica a decepção em dar apoio a alguém que simplemente o despreza ; do segundo sem comentários.O Rio ficou refém da máxima : PARA OS AMIGOS TUDO PARA OS INIMIGOS O RIGOR DA LEI.VAMOS REFLETIR-GOVERNO A FINADO OU ATRELADO?

  13. Anônimo disse:

    maravilhoso….LULA VIEIRA.

  14. mario guimarães disse:

    Vocês não sabem perder; para vocês só existe democracia, quando prevalecem suas opiniões …

  15. Juçara Vieira Peixoto Bogado disse:

    Maravilhoso!!!!!!!!!!!!!!!!

  16. paulo Rebello disse:

    Mas uma oportunidade se foi, mas varias virão,perdemos a grande chance de deixar um grande candidato a frente da cidade maravilhosa.
    Deixe sua opinião vcs não acham que a imagem do presidente da republica deveria ficar a parte de qualquer canidatura e deixar que o povo escolha seu candidato? isso seria democracia.

  17. Viviane Menescal disse:

    Infelizmente , mais uma vez ,com a derrota do Gabeira ,perde o Rio ,o carioca e por tabela o pais que teve nessa eleição a chance de devolver credibilidade ,coerencia e impunidade ao Brasil tão desgastado e orfão de ideologia e politicos competentes.

  18. Junior Colabianch disse:

    É mais fácil um camelo passar num fundo de uma agulha do que termos alguém sério a favor do povo. Quero ver meu Rio sorrindo novamente, mas temo de nunca ver isso acontecer.
    Como dizia o poeta: “O brasil é o país do futuro” só não sei que futuro, tomará que um dia possamos chegar lá. O braisleiro precisa de educação, como vamos votar se nunca aprendemos na escola as funções que são delegadas a vereador, prefeito, governador, deputados, e por aí vai… No Rio mais de 900,000 mil pessoas deixaram de votar, não dar pra acreditar em ninguém.
    Viva a liberdade, na verdade não a liberdade sem censura. Muitos cariocas não têm condições nenhuma de votar.
    Dias melhores para o Rio de Janeiro.

  19. Enio Barroso Filho disse:

    “Carito” Kotscho

    É primeira vez que um marqueteiro me convence de que ele é capaz de contar a verdade com absoluta credibilidade. Esse não mentiu, nem exagerou, verdade “pia’ e “pura”.Estou admirado.
    Quando a gente quer que determinada alma boa se torne santo, o caminho é longo, vide o nosso Frei Galvão, o Anchieta ainda é beato, a Irmã Dulce eu não tenho acompanhado. É difícil convencer o Vaticano, e tem tambem que provar os milagres, quem foram os “curados”, etc
    Aí o Papa, representante de Deus, que é quem dá a ultima palavra, procura saber quem apresenta o postulante à sagrada e eterna santidade.. Pronto: O DEMO César Maia e o PSDB !!!
    O Gabeira disse “a esta altura da vida saber que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”
    CANDIDATO ERRADO NA ELEIÇÃO ERRADA

  20. Marco Silva disse:

    OK, o Lula Vieira é seu amigo. Ok, pelos comentários que me antecedem, vou ser chingado de tudo que e nome.

    Mas , morando no Rio – e NÂO sendo eleitor do Eduardo Paes – é difícil não alertar: essa narrativa é mais uma peça de propaganda. Como se a eleição não tivesse acabado.

    Até inventar uma perseguição dos meios de comunicação o COMPETENTISSIMO publicitário conseguiu. Será que ele esqueceu da RIDICULA capa da Veja levantando a bola do Gabeira?

    Será que ele esqueceu que o seu candidato, de fato, menosprezou o subúrbio?

    Será que ele esqueceu que, além do apoio dos artistas citados, o seu candidato teve o apoio do Clube Militar?

    Será que ele esqueceu da profusão de spams espalhado pelos correligionárioas de seu candidato? Ou será que espam não pode ser conhecido como lixo eleitoral?

    Critica o apoio do Babu ao Paes – de fato, dois escroques, na minha opinião – mas esquece que, no partido do seu candidato a vice, constam nomes como o de ZITO e Rosa Fernandes.

    Se o mundo fosse aquele narrado pelo seu amigo no e-mail, sem dúvidas, eu teria votado no GABEIRA (como já fiz antes).

    Mas, diante de uma eleição em que eu tinha que escolher entre um dos fantoches do CESAR MAIA e um cara apoiado por todas as forças POLITICAS que apoiaram o prefeito – e apenas por elas, só me restou o voto nulo.

    Infelizmente. O meu Rio – e não aquele que queriam que fosse do Gabeira – merece muito mais.

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