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14/09/2008 - 15:28

Não sou jornalista? O que sou, então?

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Bem na semana em que estreou este blog, chega às minhas mãos a última edição da revista “Imprensa” anunciando em letras garrafais na capa;

“Blogueiro não é jornalista”

Assim mesmo, sem tirar nem por, depois de 44 anos ganhando a vida como jornalista, fico sabendo que não sou mais jornalista.

Deu vontade de ligar para o velho amigo Sinval de Itacarambi Leão, diretor da revista, com esse seu nome pomposo de senador da República Velha, e lhe perguntar:

“O senhor poderia por favor me explicar: se blogueiro não é jornalista, então o que é que eu sou agora?”

Na capa, duas chamadas;

“Polêmica questiona o valor do conteúdo digital fora das redações”

“Blogs se defendem e levantam a bandeira da livre opinião como principal qualidade”.

Calma lá, meu caro Silval. Como você sabe, toda generalização é perigosa. Por que questionar o conteúdo digital fora das redações? Quer dizer que só quem trabalha numa redação tem esse direito?

Quanto à segunda afirmação, também não podemos confundir “a bandeira da livre opinião” com a prática generalizada de agressões, ofensas, exibições explícitas de preconceitos ou campanhas para a destruição das reputações de pessoas, empresas, partidos, igrejas, líderes políticos, etc.

Nem o fato do conteúdo digital ser gerado numa redação garante sua credibilidade, pois ali se escrevem também muitas bobagens, nem a livre opinião pode servir de álibi para práticas digitais criminosas.

Não importa onde o cara escreve _ se na redação, em casa, ou na praia _, mas o que ele escreve.

Por isso, urge estabelecer regras civilizatórias para que todos os blogueiros e comentaristas de blogs, profissionais ou amadores, sejam responsáveis por aquilo que é jogado no ar. 

Blogueiro pode ser jornalista ou não _ só não pode ser irresponsável, muito menos inimputável.

Por que jornalista fora de redação não pode ser blogueiro, bem agora que ganhei meu espaço nesta grande rede internética, senhor Silval de Itacarambi Leão?

 

 

Autor: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog Tags:

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16 comentários para “Não sou jornalista? O que sou, então?”

  1. William Canaris Jr disse:

    Caro Ricardo,

    Se é ou não jornalista, pouco me interessa. Mas o que um blogueiro consegue é captar e disseminar notícias, informes etc com muita facilidade e poder influenciar pautas e mais pautas.
    Leia as arrepiantes notícias abaixo sobre a ABIN e veja como a dimensão local de um jornal inibe a repercussão nacional de fatos importantíssimos para a Nação tomar conhecimento e discutir.
    Começaram a aparecer os casos de banditismo dentro da ABIN. A íntegra está no site http://www.diariodopara.com.br, de 24/8/2008, pág. A-3:

    (…) A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) vive um período conturbado na regional Norte. Denúncias de esquemas de fraudes sendo investigadas e velhos esqueletos do armário da época da ditadura militar querendo ver a luz do sol. Entre os problemas, a denúncia de que no escritório da agência em Belém funcionários falsificavam e vendiam documentos falsos como certidões de tempo de serviço para serem apresentadas nos institutos federal, estadual e municipal de seguridade social, como INSS, Ipasep e Ipamb, com a intenção de facilitar deferimentos de processos de aposentadoria. A denúncia foi feita em 2003 ao Ministério Público Federal. O esquema veio à tona depois que a senhora Raimunda de Jesus dos Santos foi até a sede da ABIN, em fevereiro de 2002, reclamar que a certidão de tempo de serviço, que teria sido elaborada pelo servidor José Alexandre Lima Sanches, não fora aceita pelo INSS, no processo de aposentadoria do marido dela, João Barbosa dos Santos. Segundo a denúncia, Raimunda de Jesus informou que José Alexandre Lima Sanches atuava em conjunto com alguém chamado Raimundo de Oliveira de Araújo Filho, que se identificava como oficial de justiça. As certidões públicas seriam falsificadas com a utilização dos equipamentos e recursos técnicos da ABIN e vendidas pelo valor médio de apenas R$ 150,00. José Alexandre daria os telefones e o endereço da Abin, na rua Gaspar Vianna, no prédio onde funciona o Ministério da Fazenda, para a entrega dos supostos documentos falsificados aos interessados e recebimento dos pagamentos pelo serviço. No mesmo mês em que as denúncias começaram a vazar, José Alexandre, filho de um ex-funcionário da Abin, foi devolvido ao seu órgão de origem, a Polícia Militar do Pará, onde passou a atuar na Seção de Inteligência da PM, sem que o comando da Polícia Militar tivesse sido informado dos motivos do remanejamento de Sanches. À época, o chefe da Abin no Pará, Gladston Gonçalves Vilela de Andrade, declarou que as supostas irregularidades praticadas por Alexandre Sanches eram “infundadas, inverídicas e improcedentes”. A denúncia, no entanto, não teria sido investigada. José Alexandre Sanches deixou o cargo na Abin com menção honrosa da entidade pelos “relevantes serviços prestados” ao órgão. (…) Em seu relato, o policial militar disse que acreditava que “fosse idôneo” o trabalho de Araújo, que costumava usar uma falsa identificação de oficial de justiça. Embora a ABIN tenha arquivado as denúncias, a assessoria do Ministério Público Federal informou que todas as denúncias estão sendo analisadas.

    ABIN e ossadas de guerrilheiros do Araguaia era o que faltava, leia a reportagem abaixo (a íntegra está no site http://www.diariodopara.com.br, de 26/8/2008).
    Vereador apresenta denúncia sobre ossadas
    BELÉM (PA) – O vereador Paulo Fonteles (PT-PA) levou ao conhecimento dos vereadores da Câmara Municipal de Belém (CMB), na sessão de ontem, as denúncias sobre a possível existência de ossadas de três guerrilheiros do Araguaia descobertas em uma cisterna durante as escavações nas obras de implantação do Projeto Feliz Lusitânia, conforme matéria publicada pelo DIÁRIO DO PARÁ na edição de domingo (24/8/2008).
    Fonteles fez questão de destacar a iniciativa do DIÁRIO, “por ter trazido à tona, em sua edição de domingo, matéria sobre a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e a sua ação no Estado, assim como a questão das três ossadas encontradas nas obras do Feliz Lusitânia”. Segundo ele, a denúncia, “apresentada de forma corajosa”, reabre uma antiga suspeita. Fonteles declarou que, no primeiro semestre de 2003, ele chegou a denunciar na CMB que trabalhadores da empresa responsável pela execução das obras haviam encontrado as ossadas, que pertenceriam a guerrilheiros dados como desaparecidos. Porém, um homem que se identificou como funcionário da Secretaria Estadual de Cultura (Secult) teria retirado as ossadas do local. Naquele ano, o então secretário de Cultura, Paulo Chaves, foi procurado, “mas não recebeu a comissão da Câmara Municipal”.
    A denúncia, segundo o parlamentar, foi confirmada pelos operários e pelo Sindicato da Construção Civil à época, fatos que, somados às informações de um ex-capitão das Forças Armadas de que teria visto três presos em uma cela do QG do Exército no período da repressão à guerrilha, torna a história ainda mais real. “Nosso interesse é resgatar a história do Brasil e que a consciência do brasileiro não seja prejudicada por remanescentes da política de repressão”. Agente da repressão trabalharia na ABIN: De acordo com Paulo Fonteles, existem remanescentes da política de repressão brasileira atuando na ABIN. “Recebi uma denúncia de que existe um agente atuando na ABIN-Seção Pará, que trabalhou na repressão política e tem buscado abafar as questões relacionadas ao Araguaia”, informou. Esse agente teria trabalhado na Delegacia de Operações e Investigações (DOI) e no Comando de Operações de Defesa Interna (Codi) e sobre ele pesam casos de torturas, crimes e desaparecimentos.
    Fonteles observa que a história dos guerrilheiros desaparecidos vem à tona novamente porque o Brasil está sendo pressionado pela Organização das Nações Unidas a abrir os arquivos da época da ditadura militar, por ser signatário de vários acordos internacionais na área de direitos humanos. “Mas os arquivos ainda não foram abertos, diferentemente do que já acontece na Argentina, Chile e Uruguai, que já o fizeram”, disse Fonteles. A recente iniciativa do Ministério da Justiça em defender a abertura desses arquivos como um todo “é uma luta pelo direito à memória e à vida e precisa ser apoiada”, completou. Fonteles declarou que vai encaminhar as denúncias ao Ministério Público Federal e reafirmou a intenção de convocar o ex-secretário Paulo Chaves e a ABIN para darem explicações sobre o caso. (Diário do Pará, 26/8/2008).
    Chefe regional da ABIN acusado de prática de crimes. A íntegra da notícia está no site http://www.correioweb.com.br, de 29/11/2004.
    MPF investiga chefe regional da ABIN
    O recém-nomeado chefe da agência regional da ABIN em Belém – PA, Antonio Cláudio Fernandes Farias, está sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) no Pará. A suspeita é a de envolvimento em irregularidades como servidor público. O agente, no entanto, diz ser inocente. Tom Farias — como o agente é conhecido no Pará — é funcionário da Presidência da República, tendo feito sua carreira no extinto Serviço Nacional de Informações (SNI). Em 1993, três anos após a extinção do SNI, ele foi cedido para o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), onde ocupou o cargo de diretor de pessoal por oito anos.
    Depois desse período, Tom Farias foi ‘‘devolvido’’ ao serviço secreto. Recentemente, acabou sendo escolhido pelo diretor-geral da Abin, Mauro Marcelo, como chefe da agência regional do serviço secreto em Belém. É a gestão de Tom Farias à frente da Direção de Pessoal no Cefet de Belém que está sendo alvo de investigação por parte do MPF. A apuração do caso começou em 2002, numa auditoria realizada pela Controladoria Geral da União (CGU).
    Na época, a CGU apontou dezenas de irregularidades na gestão do Cefet de Belém e recomendou a instauração de procedimentos administrativos contra os diretores, inclusive Tom Farias. Eram duas as principais suspeitas que pesavam sobre o servidor: adulteração de um documento e envolvimento no desvio de R$ 767 mil referentes a pagamento de estagiários. Duas semanas atrás, o procurador Ubiratan Cazetta, responsável pelo caso no MPF, resolveu apresentar uma ação de improbidade administrativa contra o chefe do escritório da ABIN em Belém e outras 14 pessoas supostamente envolvidas nos desvios ocorridos no Cefet. (Hoje há 3 ações penais e 2 civis contra o chefe da ABIN no Pará).
    Começaram a aparecer os “alvos” das operações da ABIN. A íntegra está no site http://www.diariodopara.com.br, de 24/8/2008, pág. A-3:

    (…) a ABIN afirmou que não realiza atividades sem respaldo da lei. Se não foge aos limites da lei em relação a suas ações, a ABIN, no entanto, tem desempenhado funções estranhas no atual momento político brasileiro. Tem espionado ações de movimentos sociais, como o de estudantes da Universidade Federal do Pará e o MST, por exemplo. No dia 06 de abril de 2003, a Agência Pará da Abin encaminhou ao Gabinete de Segurança Institucional um relatório de missão que informava que a Pró-Reitoria da Universidade Federal do Pará promoveu a Semana do Calouro, cuja programação tivera início no dia 31 de março e se estendeu até 6 de abril. Pelo relatório, que foi acompanhado de duas fotografias da manifestação, dois panfletos e em informativo tablóide, os agentes da Abin seguiram a “Caminhada pela Paz e Contra a Fome”, a passeata coordenada pelos professores da instituição. Diz o relatório: “A passeata contou com a participação aproximada de 1.800 pessoas, a maioria estudantes universitários, professores, voluntários e apoio da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, CTBel, Cruz Vermelha, Grupo Yamada, Banco do Brasil, Banco Real, Caixa Econômica e TV Liberal. Foram identificados no meio da passeata integrantes do PSTU conduzindo uma grande faixa: “Viva a resistência do povo iraquiano”, com o apoio do deputado federal João Batista (Babá). Outro relatório de inteligência, datado de 19 de abril de 2004, é sobre uma manifestação alusiva ao Massacre de Eldorado dos Carajás, em Belém. O relato fala sobre as reivindicações do MST, sobre o lançamento do livro “A violência no campo”, editado pela Comissão da Pastoral da Terra (CPT) e termina com a agência Pará da Abin “ressaltando as técnicas de desinformação utilizadas pelas lideranças do MST, que dissimulou (sic) suas ações e investidas, dificultando assim sua movimentação (sic) pelos agentes do governo”.
    “Enquanto a Abin monitora movimentos sociais com material que poderia ser recortado de jornal, a biopirataria corre solta na região”, diz um servidor da agência.

  2. Maikon K disse:

    Não sou jornalista, não sou historiador, não sou professor, não sou psicólogo e menos ainda um escritor. Eu sou um blogueiro.

  3. Leonardo disse:

    Como diria um autor importante na área de blogs, o espanhol José Luis Orihuela: “os blogs podem até ser jornalismo, mas não pelo fato de serem blogs, e sim por seguirem determinadas regras da profissão que, também, podem ser praticadas nos blogs”. Importa o conteúdo e a forma de que ele é produzido, não o lugar de onde este conteúdo é produzido, como bem foi dito por você, Kotscho.

  4. Celso disse:

    Um comentário sobre a responsabilidade dos comentaristas: todo blogueiro/editor de sites de notícias tem a responsabilidade sim de ficar de olho nos comentários que aparecem em seus artigos e manter a ordem.

    No HypeScience eu considero comentar um privilégio. Partindo deste princípio, todos aqueles comentários que abusam desta prerrogativa são sumariamente deletados.

  5. Celso disse:

    Ah! Não sei de onde surgiu esta citação, mas ela é bem interessante. E não vou citá-la “ípsis líteris”, pois não lembro exatamente:

    “Os jornalistas veiculam as notícias, os blogueiros começam o diálogo.”

    http://hypescience.com

  6. Caty disse:

    Como sempre, a generalização é nefasta e injusta. O que leva à conclusão que, só por estar escrevendo um blog, o autor não pode ser um jornalista? Só pode ser o pré conceito que faz com que muitos não considerem o veículo formidável que é a web. O fundamental é que – jornalista ou não – o escrevinhador de internet tenha ética, responsabilidade e compromisso com a informação que pretende difundir.
    Um abraço kotscho. E sucesso nessa nova empreitada.

  7. Sou estudante de jornalismo. Tenho um blog para treinar meu ofício. Como única forma que encontro para publicação de minhas matérias. A juventude que começa hoje no jornalismo só encontra espaço em assessorias de imprensa. Não há trabalho em redações. Não há espaço para publicação, a não ser pela rede. Ser blogueiro é a única opção dos aspirantes a jornalista sem veículo. É a nossa única opção. O que importa é oq ue se escreve. Lê quem quer.

  8. Deborah Miranda disse:

    Ricardo, a sua contestação é mais que justificável.
    Sou estudante de jornalismo, 5º período. Vejo que muitos e bons jornalistas têm blog. E grande parte dos estudantes e frequentadores assíduos desse meio cibernético utilizam os blogs como ferramenta de leitura. Acredito que ter um blog é apenas mais um diferencial do jornalista. Atingir um público que nem sempre o jornal ou a revista atinge.
    O diretor da revista Imprensa, Silval de Itacarambi Leão, foi extremamente infeliz ao permitir que uma matéria como essa fosse publicada, principalmente como matéria de capa.

  9. Simone Brandão disse:

    Só podemos justificar como um comentario infeliz.

  10. Fernando Ferreira disse:

    Ricardo, depois de quatro decadas de jornalismo, tem que vir a público, afirmar que é jornalista? Só na mente oca desse letrado.
    Mas já que o amigo fala em redação, nos informe, o que se passa numa redação tipo O Globo, Folha, etc. Os iditoriais e seus colunistas, comungam os mesmos ideas e os pensamentos convergem para o mesmo sentido. Não há liverdade de expressão?
    Ricardo, comenta no teu blog, a notícia tornada pública por Luis Nassif ,sobre a operação do delegado Protogenes, sendo abafada por Lula + Dlma + Veja (Roberto Civitta)+ Daniel Dantas.
    Nós petistas não merecemos esta safadeza (se vier a se confirmar), o Nassif está muito firme na exposição.
    Se o presidente compactuar com essa sugeirada toda, não tenho dúvida, que Legislativo, Executivo e Judiciário estão na mão do Dantas. Até José Dirceu defende essas trampolinagens.

  11. Fernando Ferreira disse:

    Um jornalista com 44 anos de estrada me informe.
    Qual o correto: PRÈ-SAL ou PÒS_SAL.
    Obrigado.

  12. Poxa, concordo com o senhor como assim blogueiro não pode ser jornalista? Sou estudante de jornalismo e se eu decidir, quando me formar não trabalhar em redação. Isso que dizer que não sou jornalista. ah esse papo do senhor Leão é uma grande bobagem se for por isso o Noblat também não é jornalista dá vontade de achar graça da cara do Leão. Tinha que ser Leão….

  13. Xico Júnior disse:

    Caro, Kotscho!
    Não o conheço, mas assino em baixo em relação ao artigo “Não sou jornalista? O que sou, então?

    A FENAJ e o SJDF – Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal estão com uma campanha em DEFESA DA OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA DE JORNALISTA. Ora, se Diploma, “canudo”, ou seja o que for, valesse credibilidade, competência profissional, imparcialidade, não-servilismo, o que seria de MACHADO DE ASSIS que, mesmo sem diploma universitário, além do mais competente e mais reconhecido escritor brasileiro, foi também JORNALISTA. Hoje um modelo para qualquer jornalista.

    Esses caras – uma grande parte só tem o registro conseguido junto as Delegacias do Trabalho, o que não invalidada, obviamente, a qualidade, o talento e a competência de JORNALISTA – exigem ou cobram o DIPLOMA (parece que esse troço é sinônimo de talento, competência e senso profissional), apenas de alguns, enquanto outros como FALCÃO, NETO, CASAGRANDE, CICARELLI, entre outros tantos, não s]ão cobrados. Ah! Eles pertencem à intocável Globo ou à Band.

    Esses caras, e nesse rol incluou os da FENAJ e SJDF, querem ficar acomodados em cargos de sindicatos e o quanto mais distante das redações ou teclados do computador, que é o que fazem os blogueiros.

    São Tartufos (a personagem de Moplière), e vêem os demais como Pangloss (a personagem de Voltair), além de serem tão somente “profissionais da comunicação”, como classificou Mino Carta., e aí têm receio de perder a boquinha”.

    Por outro, gostaria de te enviar duas páginas da GAZETA DE LA STAMPA, jornal que dirijo e edito na cidade de Canoas – RS, com matéria relacionada ao artigo que publicaste “Antônio Ermírio, Lula e o cigarro: melhor fechar as fábricas?”

    Lá mostro, provo e denuncio, em duas matérias (uma para a edição de SETEMBRO e outra para OUTUBRO), o crime contra a saúde pública que as fábricas de cigarro vem cometendo, sem que as autoridades, como o hipócrita José Serra, que que impor uma lei esdrúxula e inconstitucional, inclusive com ameaça de prisão para os fumantes que infringirem a lei. E José Serra, quando Ministro da Saúde do governo do filósofo FHC, jamais se manifestou sobre tais crimes, e acredito piamente que, na qualidade de Ministro, sempre sube de tais práticas: adição de produtos químicos tanto no fumo, quando no papel invólucro do cigarro.

    Quem tem que ser pres0, para dar o exemplo, é ele, JOSÉ SERRA. O Antônio Ermírio deveria, primeiramente, implantar sistemas de evitar a poluição através da poeira e dejetos de cimento que saem das suas fábricas, como a de Esteio – RS e Nova Santa Rita – RS, que comprovei pessoalmente. Tais efeitos tem causado significativos prejuizos à saúde tanto de adultos, adolescentes como, e especialmente, crianças. Depois poderia se intrometer na seara alheia. É outro Tartufo que apenas “vende” uma imagem de bom samaritano.

    Fico no aguardo da sua manifestação.

    Xico Júnior – Diretor e Editor da Gazeta de La Stampa
    E-mails: la-stampa@ig.com.br /// frapagot@ibest.com.br

  14. Marcelo de Matos disse:

    Sinval Leão tem razão: o conteúdo digital gerado fora da redação e como o pinto nascido fora da chocadeira – a paternidade será sempre discutível. Também, não vamos generalizar. Os “posts” do Kotscho são genuínos, da mais segura progênie. Carlos Drummond de Andrade escrevia suas crônicas em casa, depois dava uma pernada para entregá-las na redação. Se fosse hoje, mandá-las-ia por qualquer meio eletrônico: notebook, celular, PC ou sei lá o quê. Depois, quem disse que blogueiro é irreverente, diz o que quer? Os que mais acesso são comedidos, responsáveis, como o próprio Kotscho, o Guilherme Fiuza, o Renato Modernnel, o Tuty Vasques, o Ricardo Noblat. Alguns, é verdade, colocam Lula num pedestal só para depois, num acesso iconoclasta, fazer como os iraquianos que derribaram as estátuas de Saddam Hussein. Não vou citar nomes, mas, não há internauta que não os conheça. Por último, diria quão maravilhoso é este mundo digital: podemos acessar as matérias de todos esses conceituados jornalistas sem gastar um tostão.

  15. Boa noite Ricardo!

    Não ligue não, deve ser pressão feita pelos ciumentos, e retrógrados.
    Eles não sabem do sucesso que vai ser aqui.

    O importante é que voce seguiu, e foi em frente.

    Por isso estou aqui.
    E muitos outros estarão…aguarde!

    Abraços!

    Robson de Oliveira

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