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Arquivo da Categoria Brasil Juros

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 Brasil Juros, politica economica | 14:26

Samuel Pessoa: ótima análise sobre poupança e investimento

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Veja texto excelente deste ótimo economista:

Se um empresário endividar-se junto a uma instituição financeira para construir uma nova planta produtiva, o investimento ocorrerá. O poder de compra liberado pela instituição bancária gerou o recurso monetário que financiou o investimento. O investimento gerou a sua própria poupança. Esse princípio, chamado de princípio da demanda efetiva, foi estabelecido por Keynes em 1936 e pertence ao conhecimento padrão da economia.

Todos os complexos modelos “dinâmicos e estocásticos de equilíbrio geral” que os bancos centrais utilizam para auxiliar na formulação da política monetária empregam o princípio da demanda efetiva. Assim, estou ciente que a causalidade é da poupança para o investimento.

A questão é sabermos como que a decisão do empresário em tomar recursos financeiros para investir será solucionada macroeconomicamente. Há três possíveis formas. Primeiro, se houver desocupação de fatores de produção, a decisão do empresário mobilizará parcela desses recursos ociosos e o aumento da produção possível com a mobilização desses recursos gera a poupança que financia o investimento. Segundo, se não houver ociosidade e houver condições de aumentar a oferta de bens importados, o excesso de demanda produzido pela decisão empresarial de investir gerará excesso de demanda por bens e serviços que será coberto por elevação das importações. Finalmente, se não houver ociosidade nem possibilidade de elevar a absorção de poupança externa, o espírito animal do empresário terá produzido a elevação do investimento e da inflação que corta o consumo e produz poupança forçada.

Não parece haver na economia brasileira ociosidade generalizada de fatores produtivos. Desta forma, se quisermos acelerar a taxa de crescimento da economia para 4,5% ou 5%, teremos que criar condições para que o aumento do investimento seja acompanhado de aumento da poupança.

A experiência recente mostrou que não tem ocorrido desta forma. De 2004 até 2008, a taxa de investimento subiu quase 5 pontos percentuais do PIB. A taxa de crescimento do produto também se acelerou bastante. No entanto, a poupança não veio atrás.

Todo o aumento do investimento foi financiado pela expansão da absorção de poupança externa. Saímos de um superávit externo de 2,5 para um déficit de 2,5 pontos percentuais do PIB. Ou seja, o espírito animal do empresário funcionou, o investimento elevou-se, o crescimento econômico veio, mas a poupança não acompanhou. Este período não foi o primeiro. No governo Geisel, o investimento deu um grande salto, mas a poupança também não acompanhou. Fomos obrigados a recorrer à poupança externa. No período JK, o aumento do investimento gerou fortíssima aceleração da inflação.

Há espaço para esperarmos aumento da taxa de poupança doméstica? Para respondermos olhamos cada um dos componentes da poupança: a das famílias, das empresas e do setor público. Tanto no Brasil quanto nos EUA, a poupança das famílias é da ordem de 5% do PIB. Nos países europeus continentais está acima de 10% do PIB e nos asiático pode chegar ao valor extremo, na China, de mais de 20%!

A poupança das famílias depende da rede de seguro social que mitiga riscos que os cidadãos se deparam no dia a dia de uma economia de mercado: desemprego, saúde, perda da capacidade laboral com a idade, etc. O Brasil é o país da sua faixa de renda que mais gasta com seguro social. Somente com aposentadoria por tempo de serviço, por idade, por invalidez, rural e pensão por morte gastamos 12% do PIB, o triplo do gasto de economias com o mesmo perfil etário que o nosso. A baixa poupança das famílias é a contrapartida do bem-estar produzido pela abrangente rede de proteção social.

Enquanto continuar o processo de construção e aprofundamento da rede de proteção social, não devemos esperar elevação na poupança das famílias.

Com relação à poupança das empresas, ela, no Brasil, representa 15% do PIB. Mais baixa, mas não muito distante dos 22% da poupança das empresas na China. A poupança das empresas é formada por lucros retidos.

Sua elevação requer que mudemos as instituições trabalhistas e de regulação dos mercados de forma a elevar o poder de barganha do capital na divisão do faturamento das empresas entre lucros e salários e, ou, permitir a elevação da margem de lucro na venda ao consumidor. Não parece que a sociedade aceitaria medidas nesta direção. Assim, não há espaço para elevar a poupança das empresas, que, como vimos, é relativamente elevada.

Finalmente, a elevação da poupança do setor público requer redução do gasto público em custeio e transferências ou elevação da carga tributária. Esta última já se encontra em nível muito elevada. A queda do custeio depende de contração dos salários dos funcionários e redução do custeio administrativo, que, ao contrário do que se acredita, tem sido reduzido nos últimos anos.

queda das transferências públicas depende da redução dos gastos com a rede de seguridade social ou com os juros pagos. A redução dos juros deve abrir algum espaço para elevação da poupança pública. No entanto, este espaço é muito menor do que os 5% do PIB que o Tesouro anualmente gasta com o pagamento de juros. Pouco mais de metade deste montante refere-se à correção monetária da dívida pública, aos impostos que o governo arrecada com os juros que paga e a dividendos que os banco públicos pagam ao Tesouro em função do lucro que auferem do carregamento de parcela da dívida pública. Assim, apesar de muito positiva, a redução da taxa Selic a níveis civilizados não gerará muito mais do que 1 ponto do PIB de elevação da poupança pública.

Ou seja, teremos que encontrar formas de crescer sem grandes elevações da poupança doméstica. A agenda de crescimento passa por melhoria da qualidade da educação, da elevação da produtividade e da criação de uma institucionalidade que permita que o país absorva, de forma sustentável, níveis maiores de poupança externa, como, por exemplo, faz a Austrália. Não digo que este é o melhor modelo de desenvolvimento para o país. Digo que a sociedade, por meio de suas escolhas, decidiu que este é o melhor para o país.

Samuel Pessoa é sócio da Tendências Consultoria Integrada e pesquisador associado do Ibre-FGV.

PS do Gallo: eu endosso 123%.

PS2: não conheço pessoalmente, tampouco a consultora Tendência é minha cliente ou fornecedora…..

Autor: Ricardo Gallo Tags:

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 Brasil Juros, Crise global | 12:06

Atividade econômica melhorando no mundo todo

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Pelo menos é o que acha o pessoal da indústria em várias regiões do globo, como vemos no gráfico abaixo que mostra a evolução das pesquisas PMI em vários países desde 2007:

Em branco temos o gráfico da evolução da pesquisa no Brasil.

Em cinza, na Alemanha.

Em amarelo, na Europa.

Em verde na Noruega.

Em lilás, na Suécia.

Em azul, nos EUA

Em rosa, na China.

Podemos notar que tais pesquisas andam juntas, mostrando como é difícil uma economia comportar-se de forma muito diferente das outras num mundo globalizado e em crise. Esta é a hipótese de nosso BC.

E notamos que desde meados de 2011 tais pesquisas mostraram quedas em sincronia e  que recentemente todas mostram sinais de recuperação, como marquei em verde. Apenas a China ainda não virou completamente, porém há indícios que teremos PMIs cada vez melhores na China

Será que o pior já ficou para trás? Ou será que o BC do B está certo em prever que as coisas irão piorar e portanto precisamos baixar rapidamente os juros para um dígito? Será que com um calote Grego esta coisa pode se reverter?



Autor: Ricardo Gallo Tags:

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 Brasil Juros | 13:27

Vendas de carros: bom começo

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As vendas de carros e veículos comerciais leves em Janeiro foram surpreendentes, segundo dados da Fenabrave.

Gráfico abaixo mostra que este foi o melhor Janeiro desde 2005, em vendas médias por dias úteis, conforme vemos no gráfico abaixo do banco BTG:

Parece que economia de fato esta se recuperando bem.  Será que de fato precisamos de mais estímulo monetário? Não sera prudente reduzir a velocidade da queda dos juros a partir da próxima reunião?

Autor: Ricardo Gallo Tags:

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 Brasil Juros | 13:18

Tombini mandou recado : juro menor que 10% aa

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Saiu no Valor Econômico a peitada do Presidente do BC : vou para um dígito não importa como.

Mas eu acho mesmo que tem mão da nossa Presidenta aí.

Veja meu comentário em:

http://colunistas.ig.com.br/ricardogallo/2012/01/26/bcefed/

E leia artigo:

Foi de Tombini a decisão de tornar explícita a Selic de um dígito em ata


Por João Villaverde | De Brasília Tombini: decisão de dar transparência inédita ao rumo da taxa de juro.


A decisão de colocar de forma explícita, no texto da última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que a taxa básica de juros deverá chegar a um dígito este ano foi exclusiva do presidente da instituição, Alexandre Tombini. Pela primeira vez na história do regime de metas para a inflação (1999), a indicação de qual é o caminho provável para a Selic no curto prazo foi tão clara.

O cenário contemplado na ata era consensual no BC e foi discutido na primeira reunião do ano, mas o primeiro copião da ata, que é redigido pela diretoria de Política Econômica, não incluia o ítem 35, que trata exatamente desse aspecto. Tombini quis dar maior transparência à comunicação do BC com o mercado, um dia depois que o Federal Reserve em seu comunicado informou que a taxa de juros americana ficaria no patamar atual até 2014 e formalizou meta de inflação de 2% no ano.

A ata, divulgada no dia 26, atingiu o objetivo: os economistas do mercado, antes divididos quanto à provável decisão sobre juros da próxima reunião do Copom, em março, convergiram para a aposta de que o BC repetirá o corte de 0,5 ponto percentual na Selic.

O texto da ata, no entanto, por diferir das projeções do Relatório de Inflação divulgado um mês antes, em dezembro, gerou polêmica no mercado. Bancos e consultorias se atentaram mais para os números do relatório do que para o que estava no seu texto, e passaram a esperar menos queda dos juros.

Uma hora após a divulgação do relatório, em 22 de dezembro, o mercado futuro de juros saltou, na expectativa de que o BC não só reduziria os cortes, como passaria a apertar a política monetária já no fim de 2012. O contrato de Depósito Interfinanceiro de janeiro de 2013 avançou 0,1 ponto, para 9,94% ao ano, e o DI janeiro de 2014 também subiu 0,1 ponto, a 10,35%. As projeções para janeiro de 2015 exibiam alta de 0,07 ponto, a 10,69%, e as de janeiro de 2016, alta de 0,07 ponto, a 10,86%.

A decisão de reduzir a Selic em meio ponto percentual em janeiro, feita de forma unânime pelo Copom, seguiu o esperado pelo mercado. Mas no comunicado divulgado logo após a reunião, o primeiro sinal foi dado. Ao repetir o texto do comunicado da reunião anterior do colegiado, do fim de novembro de 2011, o Banco Central apontou que o cenário de política monetária não tinha mudado.

Foi apenas com a ata, porém, que tornou explícita a visão do Copom para a Selic, que o mercado migrou para a posição atual, que prevê novo corte de 0,5 ponto percentual na reunião de março do comitê – que, se confirmado, levará a Selic para 10% ao ano, à beira de atingir o patamar sinalizado pelo BC na ata. O mercado se divide agora quanto à intensidade dos cortes – se a Selic fechará o primeiro semestre em 9,5% ou 9% ao ano.

Autor: Ricardo Gallo Tags:

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 Brasil, Brasil Juros | 23:06

Pesquisa na Indústria mostra recuperação

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Pesquisa junto à indústria mostra sinais de forte recuperação como vemos no gráfico abaixo:

Depois de cair desde o início de 2011 ( vermelho) a pesquisa tem mostrado uma recuperação ( verde) indicando que os negócios estão melhorando.

Teremos um segundo trimestre bem melhor do que se espera.

Autor: Ricardo Gallo Tags:

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 Brasil, Brasil Juros, politica economica | 21:09

Expectativa de inflação sobe no Brasil

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Os economistas consultados pelo BC em seu relatório semanal FOCUS estão elevando suas expectativas de inflação para 2013 em diante, como vemos no gráfico abaixo preparado pela equipe do BTG ( Loyo e cia.):

A média das expectativa de inflação para 2012 ( gráfico  vermelho) dos economistas consultados pelo BC, que vinha caindo desde Outubro, parou de cair, como vemos marcado em verde.

Já as expectativas de inflação para os anos seguintes ( gráficos preto, laranja e azul) estão subindo ao longo deste mês como marquei em amarelo.

Minha leitura: os agentes estão achando que economia aqui já bateu o fundo do poço, com o mercado de trabalho bastante aquecido, com a forte elevação do salário mínimo já programada,  com a melhora dos dados nos EUA, com  a piora menor do que a esperada na Europa e com a decisão do BC do B de baixar juros agressivamente, os analistas acham que é improvável que a inflação volte para o centro da meta nos próximos anos.

São projeções e,  portanto, sujeitas a erro. Porém não se pode descartar o efeito do cenário atual e da política do BC do B nas expectativas de inflação dos agentes para os próximos anos. Se os dados de atividade neste trimestre vierem mais fortes, veremos o gráfico vermelho começar a subir. E quando as expectativas sobem, empresários se animam e aumentam seus preços. E aqueles que estão com estoques baixos se sentem estimulados a aumentá-los, o que gera mais demanda e mais pressão nos preços.

Autor: Ricardo Gallo Tags:

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 Brasil Juros, politica economica | 23:16

BC do B se inspira no FED: juro ficará abaixo dos 10%aa

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O BC do B mandou um recado forte na ata de sua reunião da semana passada: sinalizou que estamos caminhando para uma taxa de juros de um dígito no Brasil, ou seja, taxas selic abaixo dos 10 % aa. É a primeira vez que o BC se manifesta com tanta clareza sobre o que ele considera a taxa neutra de juros no Brasil.

Ele afirma que a taxa de juros neutra de juros, aquela taxa que não estimula nem restringe a atividade econômica, estaria caindo em virtude de diversos fatores como:

  • a queda de prêmio de risco Brasil, 33
  • manutenção de superavits fiscais, 33
  • a queda na relação dívida pública / pib, 33
  • estabilidade econômica, 33
  • maior endividamento das famílias e empresas, 33
  • crédito externo farto a barato,34

No curto prazo  o BC do B está confiante na queda da inflação por diversas razões:

  • agravamento da crise na Europa,23
  • desaquecimento na China, 23
  • queda no fluxo de capitais externos e menor oferta de crédito externo, 24
  • queda na expectativa de inflação para 2012,26
  • manutenção de superavit fiscal primário, 27
  • redução na oferta de crédito pelo BNDES, 28
  • moderação no mercado de trabalho, 29
  • queda no nível de utilização da capacidade ociosa, 29
  • queda no preço das commodities, 29

Logo, vai derrubar juros em o,50% na próxima reunião.

Meus comentários:

a. embora eu concorde totalmente com a análise do BC, eu acho que se a crise externa não for tão grave como BC espera, podemos nos surpreender bastante com a reação de nossa economia e com a trajetória da inflação;

b. de qualquer forma, este é um sinal que teremos taxas reais de juros ( juro nominal descontado da inflação corrente) abaixo dos 5% aa nos próximos anos : ou porque a inflação subirá, ou porque de fato os juros neutros são mais baixos. Acho bom comprar umas NTN-B’s… só para garantir.

Obs: os números à direita dos pontos listados acima se referem aos parágrafos selecionados na ata,  que seguem abaixo:

Implementação da política monetária

21. O Copom avalia que a política monetária deve contribuir para a consolidação de um ambiente macroeconômico favorável em horizontes mais longos. Nesse sentido, reitera que, no regime de metas para a inflação, orienta suas decisões de acordo com os valores projetados para a inflação pelo Banco Central e com base na análise de cenários alternativos para a evolução das principais variáveis que determinam a dinâmica dos preços. O Comitê entende, também, que riscos baixos para a inflação subjacente no curto prazo tendem a reduzir incertezas em relação ao comportamento futuro da inflação plena, facilitam a avaliação de cenários por parte da autoridade monetária, assim como auxiliam no processo de coordenação de expectativas dos agentes econômicos, em particular, dos formadores de preços. Note-se, adicionalmente, que riscos baixos para a inflação subjacente no curto prazo tendem a potencializar os efeitos das ações de política monetária, fazendo com que elas possam afetar de forma mais duradoura a dinâmica da inflação plena no futuro. Embora reconheça que outras ações de política macroeconômica podem influenciar a trajetória dos preços, o Copom reafirma sua visão de que cabe especificamente à política monetária manter-se especialmente vigilante para garantir que pressões detectadas em horizontes mais curtos não se propaguem para horizontes mais longos.
22. A evidência internacional, no que é ratificada pela experiência brasileira, indica que taxas de inflação elevadas levam ao aumento dos prêmios de risco, tanto para o financiamento privado quanto para o público, e ao encurtamento dos horizontes de planejamento, tanto das famílias quanto das empresas. Consequentemente, taxas de inflação elevadas reduzem os investimentos e o potencial de crescimento da economia, além de terem efeitos regressivos sobre a distribuição de renda. Dito de outra forma, taxas de inflação elevadas não trazem qualquer resultado duradouro em termos de crescimento da economia e do emprego, mas, em contrapartida, trazem prejuízos permanentes para essas variáveis no médio e no longo prazos. Assim, a estratégia adotada pelo Copom visa assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas, o que exige a pronta correção de eventuais desvios em relação a essa trajetória. Tal estratégia leva em conta as defasagens do mecanismo de transmissão e é a mais indicada para lidar com a incerteza inerente ao processo de formulação e de implementação da política monetária.
23. O Copom considera que, desde sua última reunião, os riscos para a estabilidade financeira global se mantiveram elevados e teve continuidade o processo de deterioração do cenário internacional, que, já naquela oportunidade, contemplava reduções generalizadas e de grande magnitude nas projeções de crescimento para os principais blocos econômicos. O Comitê entende que permanecem elevadas as chances de que restrições às quais hoje estão expostas diversas economias maduras se prolonguem por um período de tempo maior do que o antecipado. Nota ainda que, nessas economias, parece limitado o espaço para utilização de política monetária e prevalece um cenário de restrição fiscal. Além disso, em importantes economias emergentes, apesar da resiliência da demanda doméstica, o ritmo de atividade tem moderado, em parte, consequência de ações de política e do enfraquecimento da demanda externa, via canal do comércio exterior. Dessa forma, o Comitê avalia que o cenário internacional manifesta viés desinflacionário no horizonte relevante.
24. Para o Copom, acumulam-se evidências que apoiam a visão de que a transmissão dos desenvolvimentos externos para a economia brasileira se materializa por intermédio de diversos canais, entre outros, redução da corrente de comércio, moderação do fluxo de investimentos, condições de crédito mais restritivas e piora no sentimento de consumidores e de empresários. O Comitê entende que os efeitos da complexidade que cerca o ambiente internacional se somam aos da moderação da atividade doméstica, que se manifesta, por exemplo, no recuo das projeções para o crescimento da economia brasileira neste e no próximo ano. Dito de outra forma, o processo de moderação em que se encontrava a economia brasileira foi potencializado pela fragilidade da economia global.
25. O Copom pondera que, embora esteja em curso moderação da expansão da demanda doméstica, são favoráveis as perspectivas para a atividade econômica. Essa avaliação encontra suporte em sinais que, apesar de indicarem arrefecimento, apontam que a expansão da oferta de crédito tende a persistir tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas; e no fato de a confiança de consumidores, a despeito de acomodação na margem, encontrar-se em níveis elevados. O Comitê entende, adicionalmente, que a atividade doméstica continuará a ser favorecida pelas transferências públicas, bem como pelo vigor do mercado de trabalho, que se reflete em taxas de desemprego historicamente baixas e em crescimento dos salários, apesar de certa acomodação na margem.
26. O Copom reafirma sua visão de que a inflação acumulada em doze meses, que começou a recuar no último trimestre, tende a seguir em declínio e, assim, a se deslocar na direção da trajetória de metas. O Comitê avalia que, por si só, a inversão na tendência da inflação contribuirá para melhorar as expectativas dos agentes econômicos, em especial dos formadores de preços, sobre a dinâmica da inflação nos próximos trimestres. Adicionalmente, o Comitê entende que essa melhora no sentimento será potencializada pelo processo, ora em curso, de reavaliação do ritmo da atividade, doméstica e externa, neste e nos próximos semestres.
27. O Copom observa que o cenário central para a inflação leva em conta a materialização das trajetórias com as quais trabalha para as variáveis fiscais. Importa destacar que a geração de superávits primários compatíveis com as hipóteses de trabalho contempladas nas projeções de inflação, além de contribuir para arrefecer o descompasso entre as taxas de crescimento da demanda e da oferta, solidificará a tendência de redução da razão dívida pública sobre produto.
28. O Copom destaca que o cenário central também contempla expansão moderada do crédito. Ainda sobre esse mercado, o Comitê considera oportuna a introdução de iniciativas no sentido de moderar concessões de subsídios por intermédio de operações de crédito.
29. O Copom avalia como decrescentes os riscos derivados da persistência do descompasso, em segmentos específicos, entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda. Destaca, entretanto, a estreita margem de ociosidade no mercado de trabalho, apesar dos sinais de moderação nesse mercado, e pondera que, em tais circunstâncias, um risco importante reside na possibilidade de concessão de aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade e suas repercussões negativas sobre a dinâmica da inflação. Por outro lado, observa que o nível de utilização da capacidade instalada tem recuado e se encontra abaixo da tendência de longo prazo, ou seja, está contribuindo para a abertura do hiato do produto e para conter pressões de preços. O Comitê também observa que, de modo geral, os preços das commodities nos mercados internacionais têm apresentado comportamento benigno.
30. Em suma, o Copom reconhece um ambiente econômico em que prevalece nível de incerteza muito acima do usual, e pondera que o cenário prospectivo para a inflação, desde sua última reunião, acumulou sinais favoráveis. O Comitê nota que, no cenário central com que trabalha, a taxa de inflação posiciona-se em torno da meta em 2012, e são decrescentes os riscos à concretização de um cenário em que a inflação convirja tempestivamente para o valor central da meta.
31. Nesse contexto, dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 10,50% a.a., sem viés.
32. O Copom avalia que a demanda doméstica ainda se apresenta robusta, especialmente o consumo das famílias, em grande parte devido aos efeitos de fatores de estímulo, como o crescimento da renda e a expansão do crédito. Esse ambiente tende a prevalecer neste e nos próximos trimestres, quando a demanda doméstica será impactada pelos efeitos das ações de política monetária recentemente implementadas, que, de resto, são defasados e cumulativos. Por outro lado, o Comitê pondera que iniciativas recentes reforçam um cenário de contenção das despesas do setor público. Também se apresenta como importante fator de contenção da demanda agregada a substancial e persistente deterioração do cenário internacional. Esses elementos e os desenvolvimentos no âmbito parafiscal são parte importante do contexto no qual decisões futuras de política monetária serão tomadas, com vistas a assegurar a convergência tempestiva da inflação para a trajetória de metas.
33. O Copom entende que ocorreram mudanças estruturais significativas na economia brasileira, as quais determinaram recuo nas taxas de juros em geral, e, em particular, na taxa neutra. Apoiam essa visão, entre outros fatores, a redução dos prêmios de risco, consequência direta do cumprimento da meta de inflação pelo oitavo ano consecutivo, da estabilidade macroeconômica e de avanços institucionais. Além disso, o processo de redução dos juros foi favorecido por mudanças na estrutura dos mercados financeiros e de capitais, pelo aprofundamento do mercado de crédito bem como pela geração de superávits primários consistentes com a manutenção de tendência decrescente para a relação entre dívida pública e PIB. Para o Comitê, todas essas transformações caracterizam-se por um elevado grau de perenidade – embora, em virtude dos próprios ciclos econômicos, reversões pontuais e temporárias possam ocorrer – e contruibuem para que a economia brasileira hoje apresente sólidos indicadores de solvência e de liquidez.
34. O Copom também pondera que têm contribuído para a redução das taxas de juros domésticas, inclusive da taxa neutra, o aumento na oferta de poupança externa e a redução no seu custo de captação, as quais, na avaliação do Comitê, em grande parte, são desenvolvimentos de caráter permanente.
35. Diante do exposto, considerando ainda que a desaceleração da economia brasileira no segundo semestre do ano passado foi maior do que se antecipava e que eventos recentes indicam postergação de uma solução definitiva para a crise financeira europeia, neste momento, o Copom atribui elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares de um dígito.
36. Ao final da reunião, foi registrado que o Comitê voltará a se reunir em 6 de março de 2012, para as apresentações técnicas, e no dia seguinte, para deliberar sobre a política monetária, conforme estabelecido pelo Comunicado nº 21.213, de 29 de junho de 2011.
Autor: Ricardo Gallo Tags:

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 Brasil Juros, Crise na Europa | 04:46

Economia da Europa: ruim? Nem tanto.

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Pesquisa junto a empresários na Europa mostra melhora em Janeiro, como mostra gráfico abaixo:

Depois de cair bastante desde Abril último (vermelho), dados dos últimos meses mostram melhora substancial (verde).

A Economia  da Alemanha está resistindo bem a crise na periferia. O Euro barato está estimulando exportações. Sorte dos alemães….

Com os EUA melhorando, Europa não tão ruim, só falta a China dar sinais positivos e aí veremos a economia aqui decolar rapidinho.

É bom ficar de olho no juro de 3 anos, para vencimento em Janeiro de 2015 , que é mostrado no gráfico abaixo:

As taxas de juros futuros do cdi para Janeiro de 2015 caíram de 12,5% aa  em Julho para menos de 10,5% aa em Novembro ( verde). Tal queda foi fomentada pela queda dos juros selic do Copom.  Contudo, de novembro para cá, tais taxas interromperam sua queda e até mesmo subiram um pouco, apesar do BC ter continuado com a trajetória de queda dos juros básicos de curto prazo.

Parece que os mercados futuros de juros já estão sinalizando que podemos estar perto do fim do ciclo de queda de juros e que talvez tenhamos que voltar a subi-los ainda este ano. Vejam como os dois gráficos acima têm formas similares: os juros aqui caíram em sintonia com a queda da atividade na Europa e parece que estão reagindo agora às boas notícias do velho mundo. Se a economia chinesa der algum sinal parecido nos próximos meses,  o BC do B pode interromper a queda dos juros mais cedo do que alguns imaginam.

Autor: Ricardo Gallo Tags:

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 Brasil Juros | 08:51

Ilan, do Banco Itaú, acredita em juro Selic de 9% aa este ano

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MACRO BRASIL – Copom: processo de queda de juros continua – Itaú

O Banco Central do Brasil (BCB) reduziu a taxa de juros Selic em 50 pontos base (p.b.), de 11,00% para 10,50% ao ano. O comunicado que acompanhou a decisão voltou a ser o mesmo da reunião anterior:

“Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 10,50% a.a., sem viés. O Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012.”

A decisão ficou em linha com a nossa expectativa e com o consenso do mercado.

A manutenção do comunicado revela a preferência do BCB pela continuidade do ritmo atual de cortes de 50 p.b. para além da próxima reunião.

O cenário externo ainda restritivo e o baixo crescimento da economia doméstica no quarto trimestre sugerem que o processo de redução de juros deve prosseguir, o que é consistente com a nossa projeção da Selic atingir 9,00% a.a. em 2012.

Ilan Goldfajn
Economista-Chefe

Caio Megale
Economista

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012 Bancos, Brasil Juros, Crise na Europa, Câmbio, Sem categoria, bolsa, investimentos | 21:05

Para onde vai a bolsa?

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Bom, estamos no começo do ano, todo mundo preocupado com as férias, com o preço do coco gelado, mas também antenado na bolsa, no dólar e no preço das coisas.

O ano começou num tom mais otimista. A bolsa subindo, o dólar caindo, sinais que a atividade no Brasil possa estar melhorando, com inflação controlada, enfim, tudo começou bem!

Vai continuar assim? Incerto.

A palavra chave este ano será dúvida.  Há fatores externos e internos que podem mudar o cenário completamente. A dispersão entre os cenários possíveis é enorme. Não se trata de pequenas variações para lá ou para cá. Estamos falando de eventos dramáticos que apresentam uma probabilidade não desprezível de se realizar

Achei que valeria a pena listar os fatores de risco e as oportunidades que vejo pela frente. Vamos começar com os riscos:

China: a economia chinesa está em processo de desaquecimento há alguns meses. Houve uma desaceleração nos preços dos imóveis (resultado de medidas macro prudenciais do governo chinês), na produção industrial e no PIB. Tal desaceleração levou à queda da inflação que estava bem elevada até meados de 2011. O risco potencial seria uma desaceleração ainda maior da atividade, levando a uma queda acentuada dos preços dos imóveis (um estouro de bolha?) e a sérios problemas de crédito nos bancos, o que causaria uma queda forte na demanda interna por commodities que são importadas do Brasil. Isto causaria uma queda na renda no Brasil, uma elevação do dólar e uma forte queda na bolsa, pois os investidores globais percebem nosso país como fortemente dependente da China. O governo chinês tem os meios necessários para evitar tal desaquecimento, com espaço para reduzir os juros, os compulsórios e para aumentar gastos públicos. Porém alguns analistas comparam o processo de crescimento chinês atual com o processo ( insustentável ) de crescimento Japonês na década de 70 e 80, que terminou com a explosão da bolha imobiliária existente causando perdas enormes de crédito nos Bancos japoneses que levaram o país a anos de estagnação. Estaria a China caminhando na mesma direção? Não sei. Há contudo sinais que a economia Chinesa esteja se estabilizando (como vemos na taxa de crescimento da produção industrial divulgado nesta terça), o que reduz a probabilidade de um crash chinês em futuro próximo;

EUA: o debate fiscal nos EUA não evolui. Democratas e republicanos não conseguem chegar a um acordo sobre o que precisa ser feito visando a redução do déficit trilionário daquele país. E 2012 é um ano eleitoral, o que reduz as chances de algum acordo neste front. Caso tal debate não evolua há o risco dos EUA terem sua nota de risco rebaixada o que implicaria em elevação no custo de financiamento para as empresas e consumidores americanos, reduzindo assim a taxa de investimento e consumo privado. Isto levaria a uma nova recessão. Além disto, tal evento enfraqueceria a situação dos bancos americanos, levando-os a reduzir a oferta de crédito internacional, o que poderia afetar nossas exportações.

Grécia e a zona no Euro: a dificuldade de se chegar a um acordo entre os credores privados, o governo grego, o FMI e a comunidade europeia pode colocar o país numa situação de calote desorganizado, como a Argentina em 2001. Em março próximo vencem uns papagaios gregos que precisam ser rolados pois os Gregos não tem como honrá-los. Se não houver um acordo com os credores privados até lá que viabilize tal rolagem, a Grécia pode decretar um calote unilateralmente, o que poderia levá-la a deixar a zona do Euro carregando Portugal junto. Isto enfraqueceria ainda mais a situação financeira da Itália, Espanha e da França. Além disto, com a queda da atividade econômica na Europa é provável que vários países não atinjam suas metas fiscais o que levaria a outros rebaixamentos de suas notas de risco pelas agências de rating. Isto poderia aumentar a tensão política e trazer de volta as discussões sobre a viabilidade da moeda única. Os efeitos disto nos mercados globais seriam enormes, com um aumento da aversão a riscos causando uma redução nos fluxos de capitais para países como o Brasil levando a uma forte alta do dólar.

Bancos Globais: há um processo em andamento de redução dos ativos dos bancos no mundo desenvolvido. Tais bancos se encontram pouco capitalizados e como não conseguem emitir ações para se capitalizarem a um preço razoável, só lhes resta a alternativa de reduzirem seus empréstimos. Logo, há uma retração na oferta global de crédito que pode afetar o comércio e o investimento privado. O problema é mais crítico na Europa, porém um agravamento da situação na Europa, nos EUA ou no China pode acelerar este processo de desalavancagem que poderia prejudicar nossas exportações.

Oriente Médio: a tensão com o Irã só aumenta e a primavera árabe deve continuar a por lenha na fogueira política da região. Um conflito militar por lá pode elevar preço do petróleo o que causaria uma recessão nos EUA, na Europa e até mesmo na Ásia.

Inflação no Brasil: o governo reverteu suas políticas de controle da inflação quando percebeu o agravamento da situação na Europa no ano passado. Como a atividade econômica perdeu ímpeto, a inflação começou a cair num ritmo gradual. Contudo há sinais que as medidas expansionistas adotadas em resposta à crise europeia já possam estar tendo algum efeito na atividade ( vide índice de atividade do BC em novembro). Muitos analistas esperam que nossa economia já comece a dar sinais de melhora neste trimestre ou no próximo. E caso não tenhamos um agravamento da situação na China, na Europa ou nos EUA, as commodities deverão voltar a subir de preço, o que elevaria inflação por aqui, já vitaminada por um forte aumento do salário mínimo contratado para os próximos meses. Isto poderia fazer com que o Real voltasse a se valorizar e que o BC tivesse que elevar os juros já no segundo semestre deste ano, abortando seu processo de queda, o que reduziria a atratividade da nossa bolsa.

A probabilidade que nenhum dos cenários acima se materialize deve ser inferior a 50%. Logo, existe uma chance de 50% de sermos chacoalhados ao longo do percurso este ano. E a probabilidade de termos dois ou mais dos riscos acima se materializando não é desprezível, pois são eventos que não são mutuamente excludentes (à exceção do último).

Logo, apesar do início positivo das bolsas e dos ativos de risco, é recomendável parcimônia na tomada de riscos. Os mercados fecharam 2011 com uma baixa alocação em ativos de risco, em virtude da alta volatilidade dos mesmos e de seu péssimo desempenho. Logo, há um excesso de capital ocioso e disponível para alocação em ativos de riscos. Esta alocação acaba sendo motivada pela entrada do novo ano, pois os gestores de recursos que sofreram perdas em 2011 estão ansiosos para se recuperar o que acaba levando a uma certa euforia quando este processo de alocação se inicia. Aí bastam alguns sinais positivos, como a leve queda do desemprego nos EUA, indícios que a economia da China chegou ao fundo do poço e que o BC europeu vai segurar a crise no peito, para que os investidores aumentem seu capital alocado a risco, o que eleva os preços rapidamente.

Acredito que se os credores e o governo grego chegarem a um acordo esta semana sobre a redução da dívida que está nas mãos do setor privado, os mercados devam subir ainda mais, pois o principal fator de risco de curto prazo irá se afastar. Contudo é prematuro dizer se estamos completamente a salvo das perturbações externas.

Assim, sugiro acompanhar os noticiários e avaliar se os riscos acima estão se dissipando, pois de fato este será um ano em que a força da gravidade atuará ao contrário: se não houver materialização das más notícias os ativos de risco deverão subir. Os juros baixos combinados com a pouca alocação a risco existente criam um ambiente propício para elevação dos preços de ativos de risco.

Acredito que as bolsas na Ásia e no Brasil devam andar mais do que as bolsas nos países desenvolvidos. Os ativos de crédito High Yield nos EUA também irão andar bem, junto com o Ouro e com as commodities metálicas. O Euro deve continuar fraco e o R$ pode vir a se valorizar. Ações de Bancos e de construtoras deverão andar bem por aqui. Juros de longo prazo deverão subir um pouco mais por aqui, nos EUA e até mesmo na Alemanha. Tudo isto, é claro, se nenhum dos riscos acima se materializar.  E é claro que não estou recomendando que você invista nestes ativos. Apenas indico minha opinião para que você possa ter mais subsídios para debater com seu consultor ou corretor. Não sei se tais ativos se enquadram no seu perfil, apetite de risco, objetivo e  horizonte de investimento. Logo, não faça nada sem falar com seu consultor de investimentos!

E é bom ficar de olho nos riscos que mencionei, pois se alguns deles se materializarem tais ativos poderão despencar violentamente de preço. A força inercial este ano é para cima, porém, como falei, há outras forças latentes que podem mudar dramaticamente este cenário com sua enorme intensidade.

Autor: Ricardo Gallo Tags:

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