Bancos | Ricardo Gallo - Part 5

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Arquivo da Categoria Bancos

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010 Bancos, Investimentos, Politica Economica | 06:34

Ações de bancos no Brasil recuam

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Gráfico abaixo mostra evolução dos preços das ações do Bradesco ( linha branca ), Itaú ( linha vermelha) e dos Bancos americanos ( amarela ) cotadas em US$ na Bolsa de NY desde dia 3 de novembro.

Para facilitar a comparação assumi que teria investido us$ 100 em cada ação no dia 3 de novembro:

Vemos que os US$ 100 investidos em ações de bancos dos EUA ( aqueles que quase quebraram ha 2 anos) se transformaram em 114 hoje…. 14% de ganho em menos de 2 meses….

Já os US$ 100 aplicados em ações de bancos brasileiros representam hoje cerca de 90, ou seja, uma perda 10% no mesmo período….

Razão: analistas já estão vendo que haverá aperto monetário no Brasil no ano que vem, e que medidas recentes de restrição ao crédito devem afetar crescimento dos empréstimos . Logo, o mercado espera uma queda de rentabilidade dos bancos aqui vis a vis o que se esperava até outubro último.

Já nos EUA , com a melhora das expectativas de crescimento para 2011 e com o pacote de molezão monetário do FED ,  o mercado espera que rentabilidade dos bancos subam.

Uma coisa aprendi em mais de 2o anos nesta atividade: ações de bancos são um ótimo indicador antecedente de atividade econômica….

Autor: Ricardo Gallo Tags:

sábado, 18 de dezembro de 2010 Bancos, Juros no Brasil, Politica Economica | 18:01

Itau elogia medidas de estímulo a crédito de longo prazo

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Como já mencionei em posts anteriores, o governo vem estudando medidas para estimular o crédito de longo prazo no Brasil.

Veja abaixo o comentário do Itau sobre as medidas anunciadas ontem:

Crédito de longo prazo: um passo importante

O mercado de crédito de longo prazo está de roupa nova, e o caimento é bom. Ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou um conjunto de medidas para tornar projetos de longo prazo mais atraentes ao setor privado, reduzindo a dependência em relação aos financiamentos do BNDES.

Um mercado de crédito chega à maturidade quando o setor privado é capaz de gerar empréstimos de longo prazo de forma confiável. Isso exige mais do que estabilidade macroeconômica e um setor público que não atrapalha; também exige uma regulamentação de mercado apropriada.

O pacote de ontem melhora muito essa regulamentação (ver detalhes abaixo). As novas regras criam incentivos fiscais para debêntures vinculadas a projetos de infraestrutura; reduzem impostos sobre capital estrangeiro para fundos de longo prazo; facilitam regras para emissão e negociação de valores mobiliários; permitem aos bancos criar um fundo de liquidez para títulos corporativos usando parte das reservas obrigatórias; e permitem aos bancos usar crédito securitizado para atender exigências mínimas de empréstimo imobiliário.

O anúncio não foi uma surpresa. Mesmo o Ministério da Fazenda já tinha expressado preocupações com o excesso de empréstimos pelo BNDES. De acordo com a página de dados na internet do Banco Central, o total de empréstimos com prazo acima de três anos agora chega a R$ 210 bilhões, um aumento notável em relação aos R$ 46 bilhões de 2004.

Esse crescimento, em sua maior parte, foi colocado nas costas do BNDES. Desde 2008, manter o banco estatal de fomento ativo tem exigido aportes do Tesouro Nacional, uma medida indesejável.

Podemos esperar que as novas medidas estimulem o mercado brasileiro de títulos corporativos, um negócio que sempre esteve a anos-luz de distância de seu primo rico, o mercado de títulos do Tesouro. As novas medidas também criam flexibilidade e racionalização.

Como ocorre com outras regulamentações de longo alcance (como a nova Lei de Falências de 2004), as novas medidas vão funcionar melhor se as condições macroeconômicas melhorarem, permitindo que os juros reais entrem em convergência.

Um guarda-roupa novo ajuda muito, mas um corpo esbelto é essencial. O setor público continua sendo um importante tomador de empréstimo e, portanto, uma fonte de pressão sobre a poupança disponível. O setor público também continua confortável com seu papel como financiador, e algo cético em relação a permitir que o setor privado assuma a responsabilidade.  Para haver prosperidade para os empréstimos privados de longo prazo, é preciso progresso nessas frentes também.

Resumo das medidas

-       Debêntures voltadas para projetos de infraestrutura: corte do Imposto de Renda para pessoa física (alíquota zero), pessoa jurídica (para 15%) e investidor não-residente (alíquota zero) sobre os rendimentos dessas debêntures. As debêntures precisam ser emitidas por Sociedade de Propósito Específico com “duration” mínimo de 4 anos, sem opção de recompra nos dois primeiros anos.

-       Títulos de longo prazo de empresa não financeira, adquiridos por não-residentes: isenção de Imposto de Renda para o rendimento dos títulos com “duration” mínimo de 4 anos, sem opção de recompra nos dois primeiros anos. Os papéis precisam ser emitidos por oferta pública (CVM) vinculada a projeto de investimento.

-       Redução do IOF de câmbio cobrado na entrada de recursos para fundos de private equity: a alíquota volta aos 2% vigentes antes da subida em outubro para 6%.

-       Melhor regulamentação para debêntures: mudanças à Lei 6.404 (“Lei das SA”).

-       Criação de um fundo de liquidez. As instituições financeiras poderão destinar até 3 p.p. do compulsório nos depósitos a prazo para a criação de um fundo de liquidez para títulos privados. O fundo será administrado por uma entidade a ser selecionada pelo setor privado, com possíveis aportes adicionais de outros agentes, incluindo o BNDES. Incentivo fiscal para a negociação de títulos privados no mercado secundário.

-       Regulamentação da oferta primária de Letras Financeiras pela CVM, também para o BNDES – reduzindo a dependência de injeções diretas do Tesouro.

-       Os bancos poderão contabilizar crédito securitizado no enquadramento do direcionamento de depósitos de poupança para o financiamento imobiliário.

-       Mudança no tratamento tributário para renegociação de dívida rural de pessoa física com saldo devedor de até R$ 30 mil.

Guilherme da Nóbrega

Luiz Cherman

Autor: Ricardo Gallo Tags:

domingo, 12 de dezembro de 2010 Bancos, Investimentos, Juros no Brasil, Politica Economica, Sem categoria | 22:48

Um aperto na oferta de crédito de longo prazo

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Temos assitido a um debate na mídia sobre a possível redução na oferta de empréstimo por parte do BNDE´s. Fala-se num corte de 50 bi no volume anual de novos empréstimos  em 2011.

Os argumentos para tal redução são válidos, como já explorei aqui em vários posts durante este ano.

http://colunistas.ig.com.br/ricardogallo/2010/10/31/a-heranca-bendita-do-governo-lula/

Contudo, cabe analisar os impactos de tal medida na economia, nos investimentos e na taxa de crescimento futura.

Um corte desta magnitude ( aprox 1.5% do PIB) é significativo dado que o crescimento anual do crédito no Brasil é da ordem de 4% do PIB . Estes recursos são utilizados pelas maiores empresas do país com dois objetivos:

1. financiar investimentos no país e no exterior;

2. reduzir o custo financeiro de suas captações de recursos, na medida que tais empréstimos chegam a custar 4% ou 5% aa a menos que outras formas de financiamento interno ou externo.

O investimento num primeiro instante é consumo: as empresas gastam recursos na compra de equipamentos, recursos humano e outros insumos necessários para o investimento. Uma redução na oferta destes recursos reduz o ritmo de tais investimentos e portanto do consumo num primeiro momento. Isto ajudaria reduzir a demanda interna e as pressões inflacionárias atuais. A longo prazo, contudo,  tal redução do investimento pode reduzir a capacidade produtiva futura e portanto limitar taxa de crescimento de longo prazo.

Com relação ao item 2, haveria uma redução no lucro das empresas que se beneficiam destes recursos baratos, muitas vezes aplicando-os no mercado financeiro a taxas superiores a seu custo. Obviamente que não devemos ficar preocupados com os efeitos do item 2, pois este ganho adicional é meramente uma transferência de recursos do bolso dos contribuintes para o bolso de alguns empresários. Além disto, as empresas estão lotadas de caixa e terão tempo para se ajustar.

A questão que se coloca é se haveria disponível no mercado recursos privados que pudessem substituir os recursos do BNDE´s, a que custo e por qual prazo.

A primeira alternativa que vem a mente seria o aumento da oferta de empréstimos privados por parte dos bancos comerciais, que, estando bastante capitalizados, poderiam aproveitar esta brecha e aumentar suas carteiras de empréstimos. Porém aqui  batemos em alguns obstáculos. Os bancos privados captam recursos de curto prazo através de depósitos em sua maioria de prazo inferior a 1 ano. Os empréstimos do BNDE´s chegam ater 10 anos ou mais de prazo. Logo, é improvável que a Banca privada vá assumir este risco de descasamento. Além disto, os bancos já estão bastante expostos a este risco em suas carteiras de empréstimos imobiliários, que crescem a 40% aa, e de empréstimos para compra de automóveis. Para acomodar este risco adicional , o custo  de tais empréstimos privados seria proibitivo para os tomadores, podendo inviabilizar a maioria dos investimentos hoje financiados pelo BNDE´s. Além disto as regras bancárias do Comitê  Regulador da Basiléia ( Basiléia 3) criarão obstáculos para este risco de liquidez a ser assumido pelos grandes Bancos Nacionais.

Uma outra alternativa seria as empresas aumentarem suas emissões  de notas no mercado internacional. Porém para suprir esta demanda de financiamentos de longo prazo, haveria uma entrada ainda maior de dólares no país, o que causaria uma apreciação cambial ainda maior, forçando a uma intervenção maior por parte do BC do B no mercado de câmbio e um acúmulo de reservas que seria muito custoso para o país. Além disto, estes financiamentos em moeda estrangeira trariam um risco cambial para o tomador de recursos, que teria despesas financeiras em moeda estrangeira e receitas operacionais em reais. Há limites para este tipo de risco. Nossa história recente ( efeito Aracruz – Sadia) mostra que empresas que abusam  deste tipo de risco podem quebrar se taxa de câmbio mudar rapidamente, como ocorrido em 2008. Os financistas alegam que tal risco pode ser protegido através de operações de proteção ( hedge ) cambial. Porém o custo resultante destas operações de hedge elevaria o custo total de tais captações para níveis inviáveis para as empresas. Para piorar, com a economia do g3 se estabilizando e com seus enormes déficits a serem financiados, é provável que as taxas de juros de longo prazo lá fora subam ainda mais nos próximos anos e que a liquidez internacional se reduza.

A única alternativa viável seria o desenvolvimento de um mercado de capitais doméstico para instrumentos de dívida ( empréstimos securitizados, debentures) onde as empresas que necessitem de recursos de longo prazo fossem ao mercado de capitais, emitindo títulos que seriam vendidos a investidores que desejassem alocar seus recursos por 5 ou 10 anos. Infelizmente tal mercado no Brasil é bastante atrofiado, com já mencionei em alguns posts no passado. Não temos esta cultura de investir por longo prazo e nos falta uma estrutura de distribuição e de negociação eficiente para tais papéis. Hoje tais recursos se encontram alocados em títulos públicos de prazo médio de poucos anos, num mercado que, apesar de ser bem menos líquido do que os mercados de capitais no mundo desenvolvido, ainda apresenta alguma liquidez, uma vez que há financiadores para tais papéis no curto prazo, já que tais títulos gozam de garantia do Estado. O BC do B pode a qualquer momento emprestar recursos ao sistema com lastro em tais papéis. Há aqui um emprestador de última instância.

No caso do mercado local de títulos privados, a liquidez é muito menor. Há poucas instituições  que atuam no mercado secundário destes papéis provendo liquidez àqueles que desejem sair de suas posições. Os fundos de investimento evitam acumular posições em tais papéis uma vez que é difícil sair deles em momentos de saques nos fundos. Além da forte concorrência dos títulos públicos que pagam taxas atraentes, há também uma forte concorrência dos títulos imobiliários que têm isenção de imposto de renda sobre seus rendimentos. Com o forte crescimento do mercado imobiliário, temos assistido a um festival de oferta destes papéis. Porém, os mesmos também carecem de liquidez.  São destinados a pessoas físicas de alta renda atrás do benefício fiscal. Os fundos de pensão podem sim ser uma alternativa porém seus recursos são limitados, uma vez que a previdência no Brasil ainda é predominantemente pública, deficitária e não está no sistema de acumulação, e sim no  pay as you go. Nos faltam sim investidores dedicados assumir este risco de transformação ( crédito + liquidez) , investidores fundamentais para carregar tais posições. Não existem tampouco mecanismos de financiamento que permitam a tais investidores financiarem suas posições no curto prazo, para alavancar seus ganhos, e com isto atrair o capital que hoje está em outras aplicações de risco, como fundos multimercado.

Para agravar tal situação o Estado planeja obras e investimentos importantes nos próximos anos: usinas hidroelétricas, portos, aeroportos, Olimpíada, Copa, Pré-sal, que deverão drenar dezenas de bilhões de dólares dos fundos de pensão e do próprio BNDE´s, aumentando a competição por recursos de longo prazo.  Do ponto de vista macro, esta a falta de poupança interna para financiar investimentos é visível na piora dos déficits externos , que devem superar os 3% do PIB em 2011 e estão crescendo a 1.5% do pib por ano. Temos uma taxa de poupança inferior a 20% do PIB, enquanto China poupa aprox. 50% do PIB anual. A unica forma não inflacionária de se manter o ritmo atual de crescimento e de investimentos sem aumentar o déficit externo indefinidamente é através de um aumento na poupança interna. Não há mágica.

Dito isto, é fundamental que sejam tomadas medidas para aumentar poupança interna e para se criar um mercado de títulos de dívida no Brasil.

O Governo parece que está ciente do problema e começa a se mover e surgem algumas boas idéias:

a. Plano para redução de déficit nominal do governo: quanto menor o gasto do governo maior a poupança disponível para financiar investimentos . Com  isto é possível de fato reduzir a taxa real de juros dos 6% atuais para 2 ou 3% aa.

b. Plano para desenvolvimento do mercado de capitais, coma  criação do Novo Mercado de títulos privados e de uma clearing privada para se financiar tais papéis, atraindo assim investidores para a compra destes títulos . Com isto, fundos de investimento privados, dedicados ao financiamento de longo prazo,  poderiam atuar  neste mercado,  com financiamento e garantia de liquidez em momentos de stress, canalizando a poupança privada para este tipo de investimento. Cerca de 20% do volume total dos fundos de investimento ( 300 bi) está hoje aplicado em operações de curto prazo junto ao BC do B!

c. Isenção de imposto sobre os ganhos em aplicações em papéis ou fundos destinados a financiar investimento de longo prazo. Isto atrairia investidores para este tipo de papel.

Faltam ainda medidas para promover poupança privada, com estímulos para a previdência privada, como a criação de contas privadas de previdência junto a banca privada, com mobilidade e baixo custo, e com a extensão dos benefícios fiscais dos PGBLs e VGBL´s. É  preciso acabar com o monopólio das seguradoras neste segmento de produtos de previdência.

Resumo: para sustentar as taxas elevadas de crescimento que temos presenciado, precisamos agir  rapidamente.

Autor: Ricardo Gallo Tags:

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010 Bancos, Crise na Europa | 14:06

Minister for Finance, Brian Lenihan , fala sobre o calote nos papéis dos bancos irlandeses…

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There has been much commentary about the need for senior bondholders to accept
their share of the burden of this crisis. I certainly raised this matter in the
course of the negotiations and the unanimous view of the ECB and the Commission
was and is that no Programme would be possible if it were intended by us to
dishonour senior debt.

IRLANDA QUERIA DAR CALOTE NOS PAPEIS SENIORES DOS BANCOS MAS BC EUROPEU, SABIAMENTE, NÃO DEIXOU…..

The strongly held belief among our European partners is
that any move to impose burden sharing on this group of investors would have
the potential to create a huge wave of further negative market sentiment
towards the eurozone and its banks system.  That apprehension was confirmed by
Professor Honohan in an interview last Monday when he said there was no
enthusiasm in Europe for this course of action.

There is simply no way that this country, whose banks are so dependent on
international investors, can unilaterally renege on senior bondholders against
the wishes of the ECB. Those who think we could do so are living in fantasy
land. Worse still, those who know we cannot do so but who nonetheless persist
with the line are damaging this country and its financial system: and all for
the sake of a cheap headline.  It is a case of politics as usual even at this
most difficult time.

The idea which is now commonplace,  that some how there are no costs associated
with default is entirely incorrect. Ireland is hugely dependent on Foreign
Direct Investment.   These companies have large funds and investments in
Ireland and directly and indirectly employ a quarter of million people in this
economy.  Any default on senior debt and the uncertainty that would cause would
undoubtedly impact on the future investment decisions of these companies.

Subordinate Bonds
Subordinated debt holders are in a different position. As I said in my
statement on the 30th of September last, there will be significant burden
sharing by junior debt holders in Irish Nationwide and Anglo Irish Bank. These
two institutions had received very substantial amounts of State assistance and
it was only right that this should be done.

POREM DIVIDA SUBORDINADA DE ALGUNS BANCOS VÃO APANHAR BASTANTE…… 80% DESAGIO….

My Department has been working with the Office of the Attorney General to draft
appropriate legislation to achieve this and this is near finalisation.
Parallel to this Anglo Irish Bank has run a buyback operation which will offer
these bondholders an exchange of new debt for old but at a discount of at least
80%.  This process is still underway and will be concluded shortly.

Obviously this approach will also have to be considered in other situations
where an institution receives substantial and significant State assistance in
terms of capital provided to maintain their solvency ratios.  I hope to be in a
position soon to announce this legislation.

E AMEAÇA: SE OUTROS BANCOS PRECISAREM DE MAIS GRANA DO ESTADO, SUAS DIVIDAS SUBORDINADAS NÃO VAO VALER NADA…..

Autor: Ricardo Gallo Tags:

domingo, 28 de novembro de 2010 Bancos, Crise na Europa, Câmbio | 19:45

Irlanda recebe ajuda EXTERNA de Euro 67.5 bi

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SEGUE TEXTO ABAIXO COMENTADO….

RESUMO: QUEBRARAM, PEDIRAM SOCORRO, VÃO TER QUE VENDER O OPALÃO, E PAGAR JUROS ALTOS POR BOM TEMPO…

SÓ ESPERO QUE ELES NÃO PRETENDAM DAR CALOTE NOS PAPÉIS DOS BANCOS…. POIS, SE A MODA, PEGA, VAI SER DUREZA PARA BANCO EUROPEU LEVANTAR GRANA..

PROXIMA PARADA: LISBOA…..

ESTE NEGOCIO DARÁ UM ALIVIO MOMENTANEO, MAS NAO SE EMPOLGUE….

E DISSERAM QUE SÓ OS EUA QUEBRARAM NA CRISE…..

Government Statement

Announcement of joint EU – IMF Programme for Ireland

The Government today agreed in principle to the provision of €85 billion of

financial support to Ireland by Member States of the European Union through the

European Financial Stability Fund (EFSF) and the European Financial Stability

Mechanism; bilateral loans from the UK, Sweden and Denmark; and the

International Monetary Fund’s (IMF) Extended Fund Facility (EFF) on the basis

of specified conditions.

The State’s contribution to the €85 billion facility will be €17 1/2 billion,

which will come from the National Pension Reserve Fund (NPRF) and other

domestic cash resources.  This means that the extent of the external assistance

will be reduced to €67 1/2 billion.

É UM POUCO MENOS DO QUE SE ESPERAVA, PORÉM SEGURA AS PONTAS POR UM BOM TEMPO…..

The purpose of the external financial support is to return our economy to

sustainable growth and to ensure that we have a properly functioning healthy

banking system.

The external support will be broken down as follows: €22 1/2 billion from the

European Financial Stability Mechanism (EFSM); €22 1/2 billion from the

International Monetary Fund (IMF); and €22 1/2 billion from the European Financial

Stability Fund (EFSF) and bilateral loans. The bilateral loans will be subject

to the same conditionality as provided by the programme.

The facility will include up to €35 billion to support the banking system; €10

billion for the immediate recapitalisation and the remaining €25 billion will

be provided on a contingency basis.  Up to €50 billion to cover the financing

of the State.  The funds in the facility will be drawn down as necessary,

although the amount will depend on the capital requirements of the financial

system and NTMA bond issuances during the programme period.

If drawn down in total today, the combined annual average interest rate would

be of the order of 5.8% per annum.  The rate will vary according to the timing

of the drawdown and market conditions.

10 BI VAO SER UJSADOS PARA RECAPITALIZAR BANCOS NUM PRIMEIRO MOMENTO…

The assistance of our EU partners and the IMF has been required because of the

present high yields on Irish bonds, which have curtailed the State’s ability to

borrow.  Without this external support, the State would not be able to raise

the funds required to pay for key public services for our citizens and to

provide a functioning banking system to support economic activity.   This

support is also needed to safeguard financial stability in the euro area and

the EU as a whole.

Programme for Support

The Programme for Support has been agreed with the EU Commission and the

International Monetary Fund, in liaison with the European Central Bank.  The

Programme builds on the bank rescue policies that have been implemented by the

Irish Government over the past two and a half years and on the recently

announced National Recovery Plan.  Details of the measures are set out in the

accompanying Notes for Editors.

The Programme lays out a detailed timetable for the implementation of the

measures contained in the National Recovery Plan.

The conditions governing the Programme will be set out in the Memorandum of

Understanding and the Government will work closely with the various bodies to

ensure that these conditions are met.  The funding will be provided in

quarterly tranches on the achievement of agreed quarterly targets.

The Programme has two parts – the first part deals with bank restructuring and

reorganisation and the second part deals with fiscal policy and structural

reform.  The requirement for quarterly progress reports covers both parts of

the programme.  When the documentation on the Programme is finalised, it will

be laid before the Houses of the Oireachtas.

Bank Restructuring and Reorganisation

The Programme for the Recovery of the Banking System will be an intensification

of the measures already adopted by the Government.  The programme provides for

a fundamental downsizing and reorganisation of the banking sector so it is

proportionate to the size of the economy.  It will be capitalised to the

highest international standards, and in a position to return to normal market

sources of funding.

Fiscal Policy and Structural Reform

The Ecofin has acknowledged the EU Commission’s analysis that a further year

may be required to achieve the 3% deficit target.   This analysis is based on a

more cautious growth outlook in 2011 and 2012 and the need to service the cost

of additional bank recapitalisations envisaged under the programme. The Council

has today extended the time frame by 1 year to 2015.

A IRLANDA TEM QUE BAIXAR DEFICIT DE 32% DO PIB PARA 3% EM 4 ANOS….

The Programme endorses the Irish Government’s budgetary adjustment Plan of €15

billion over the next four years, and the commitment for a substantial €6

billion frontloading of this plan in 2011.  The details of the Programme

closely reflects the key objectives set out in the National Recovery Plan

published last week.  The adjustment will be made up of €10 billion in

expenditure savings and €5 billion in taxes.

The Programme endorses the structural reforms contained in the Plan which will

underpin a return to sustainable economic growth over the coming years.

The Government welcomes the support shown to Ireland by our Eurozone partners

and in particular by the United Kingdom, Sweden and Denmark who have expressed

their willingness to offer bilateral assistance.  The Government also welcomes

the assistance of the IMF.

As part of the Programme, Ireland will discontinue its financial assistance to

the Loan Facility to Greece. This commitment would have amounted to

approximately €1 billion up to the period to mid-2013.

28th November 2010

Programme Measures

Fiscal Measures in the Programme

Taxation

*    Lowering of personal income tax bands and credits or equivalent measures

*    A reduction in pension tax  relief and pension related deductions

*    A reduction in general tax expenditures

*    Excise and other tax increases

*    A reduction in private pension tax reliefs

*    A reduction in general tax expenditures

*    Site Valuation Tax to fund local services

*    A reform of capital gains tax and acquisitions tax

*    An increase in the carbon tax

Programme Expenditure

*    Savings in Social Protection expenditure through enhanced control

measures, structural reform measures, a fall in the live register and if

necessary, further rate reductions.

*    Increase the state pension age to 66 years in 2014, 67 in 2021 and 68 in

2028. VAO AUMENTAR IDADE MINIMA DE APOSENTADORIA PARA 66 ANOS…

*    Nominal value of State pension will not be increased over the period of

the plan.

Public Service Costs

*    Reduction of public service costs through a reduction in numbers and

reform of work practices as agreed in the Croke Park Agreement.

*    A reduction of existing public service pensions on a progressive basis

averaging over 4% will be introduced.

*    New public service entrants will also see a 10% pay reduction.

·    Reform of Pension entitlements for new entrants to the public service

·    including a review of accelerated retirement for certain categories of

public servants and an indexation of pensions to consumer prices.

1    Pensions will be based on career average earnings.

2    New entrants’ retirement age will also be linked to the state

pension retirement age.

Other

*    Other programme expenditure and reductions in public capital investment

Structural fiscal reforms

*    a Fiscal Responsibility Law will be introduced including a medium-term

expenditure framework with binding multi-annual ceilings on expenditure in each

area

*    Additional unplanned revenues must be allocated to debt reduction.

*    The government will establish a budgetary advisory council to provide an

independent assessment of the Government’s budgetary position and forecasts.

*    the voluntary 15 day rule for prompt payments is extended to the health

service executive, local authorities and state agencies

*    measures to be put in place to cap the contribution of the local

government sector to general government borrowing at an acceptable level.

Structural reforms in the Programme

Labour market adjustment

Minimum wage:

*    Reduce national minimum wage by €1.00 per hour to foster job creation for

categories at higher risk of unemployment and to prevent distortions associated

with sectoral minimum wages >> VAO REDUZIR SALARIO MINIMO….

*    Enlarge the scope for the “inability to pay clause”

*    An independent review of the Registered Employment Agreements and

Employment Regulation Orders. Terms of Reference to be agreed with European

Commission Services.

*    Reform of the unemployment benefit system to incentivise early exit from

unemployment.

*    Steps to tackle unemployment and poverty traps including reducing

replacement rates for individuals receiving more than one type of benefit

(including housing allowance).

*    Streamline administration of unemployment benefits, social assistance and

active labour market policies, to reduce the overlapping of competencies among

different departments;

*    Enhanced conditionality on work and training availability;

*    Reform of activation policies:

*    improved job profiling and increased engagement;

*    a more effective monitoring of jobseekers’ activities with regular

evidence-based reports;

*    the application of sanction mechanisms for beneficiaries not complying

with job-search conditionality and recommendations for participation in labour

market programmes

Review of the personal debt regime:

*    New legislation to be prepared which will balance the interests of both

creditors and debtors.

Competition

Removal of restrictions to competition in sheltered sectors including:

Legal profession:

*    establish an independent regulator;

*    implement the recommendations of the Legal Costs Working Group and

outstanding Competition Authority recommendations.

Medical Profession:

*    eliminate restrictions on the number of GPs qualifying, remove

restrictions on GPs wishing to treat public patients and restrictions on

advertising.

Pharmacy Profession:

*    ensure the recent elimination of the 50% mark-up paid for medicines under

the State’s Drugs Payments Scheme is enforced.

Enhanced competition in open markets

*    empower judges to impose fines and other sanctions in competition cases in

order to generate more credible deterrence

*    require the competition authorities to list restrictions in competition

law which exclude certain sectors from its scope and to identify processes to

address them.

*    Examination of the impact of eliminating the cap on the size of retail

premises

Bank Recapitalisation and Restructuring Measures

The Programme for the recovery of the banking system will be an intensification

of the measures already adopted by the Government.  The programme provides for

a recapitalisation, fundamental downsizing, restructuring and reorganisation of

the banking sector.  The outcome will lead to a smaller banking system more

proportionate to the size of the economy, capitalised to the highest

international standards, with renewed access to normal market sources of

funding and focused on strongly supporting the recovery of the economy.

The proposed programme has been developed with the assistance of, and is

endorsed by, our international partners.

The main elements of the programme are as follows:-

Building on the results of the Central Bank of Ireland’s Prudential Capital

Assessment Review (PCAR) carried out earlier this year additional capital

requirements have been set.

The domestic banking system will benefit from a substantial and immediate

recapitalisation raising Core Tier 1 capital ratios to at least 12%.

VAO RECAPITALIZAR OS BANCOS COM PROBLEMAS…

This action, along with early measures to support deleveraging set out

below will result in an immediate injection of €10bn of fresh capital into the

banking system, above and beyond that already committed.

Further recapitalisations will take place in the first half of 2011 as

necessary based on the results of a detailed review and updating of the banks’

capital needs following a revised PCAR exercise undertaken by the Central Bank

of Ireland and involving stringent stress testing.

A Prudential Liquidity Assessment Review (PLAR) will be implemented by the

Central Bank of Ireland for the domestic banks to identify deleveraging actions

necessary to significantly reduce their reliance on short term funding.

A substantial downsizing of the banking system will be achieved through

early and decisive actions including:-

BANCOS VAO TER QUE DIMINUIR DE TAMANHO….

·    Banks will be required to run down non-core assets, securitize and or sell

portfolios or divisions with credit enhancement provided by the State, if

needed.

·    The NAMA Scheme will be extended to remove remaining vulnerable land and

development loans from Bank of Ireland and Allied Irish Bank by end-Q1 2011

·    This process will be carried out in a carefully balanced and controlled

manner with the benefit of the substantial resources available to the banks for

their funding and capital needs.

·    Banks will be required to promptly and fully provide for all nonperforming

assets.

·    The restructuring of Anglo Irish Bank and Irish Nationwide Building

Society will be swiftly completed and submitted for EU State aid approval.

A significant strengthening of the regulation and stability of the credit union

sector will be carried out by end-2011

·    A special legislative regime to resolve distressed credit institutions

will be introduced early in 2011.

·    Specific legislation to support immediate restructuring actions is in

preparation.

SAIRÃO MEDIDAS PARA RESTRUTURAÇÃO DOS BANCOS….

The credibility and implementation of the programme is underpinned by the

availability of a very substantial capital pool comprised of both national and

international resources.

The programme builds on and complements the broad set of actions taken by the

Government over the past two years to resolve the difficulties of the banking

sector including the provision of guarantees, recapitalisation of the banks and

NAMA.

The primary objective of this far-reaching programme is to rebuild

international market confidence in the Irish banking system to enable the banks

to revert to normal market funding in due course and reduce progressively their

reliance on funding from the Eurosystem and guarantees and other financial

support from the Exchequer.

The programme provides a strong foundation for a reformed and restructured

banking system.  The programme is underpinned by the large commitment of

financial resources to recovery of the banking system and the support and

endorsement of the programme by the IMF and the EU.

This will be crucial to ensuring that the banks play a full and vital role in

underpinning economic recovery and the achievement of the Government’s

objectives detailed in the National Recovery Plan.

-0- Nov/28/2010 18:31 GMT

Autor: Ricardo Gallo Tags:

terça-feira, 23 de novembro de 2010 Bancos, bizarro | 22:20

CEF pagou 739mi ao Silvio no dia 26 de JUlho, 4 meses atras???

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Leia nas notas do ITR de Junho de 2010 do Banco Pan…..

EVENTO SUBSEQUENTEa) Em 26 de julho de 2010, em atendimento à Instrução à Instrução CVM nº 358, de 03 de janeiro de2002, e em complemento ao Fato Relevante de 1° de dezembro de 2009 e de 19 de julho de 2010, o Banco Panamericano S.A. (BPNM4) (“Banco PanAmericano”) comunica aos seus acionistas e aos investidores em geral que foi concluída em nesta data, a operação de aquisição, pela CaixaParticipações S.A. – CAIXAPAR, de 64.621.700 (sessenta e quatro milhões, seiscentos e vinte e ummil e setecentas) ações ordinárias e 24.712.286 (vinte e quatro milhões, setecentos e doze mil, duzentase oitenta e seis) ações preferenciais de emissão do Banco PanAmericano e de propriedade de SilvioSantos Participações Ltda..Foi celebrado, ainda nesta data, um acordo Operacional entre a Caixa e o Banco Panamericano, pararegular a distribuição de produtos e serviços financeiros das partes, utilizando-se de seus respectivoscanais de distribuição

Cade a grana, Silvio?

Autor: Ricardo Gallo Tags:

segunda-feira, 22 de novembro de 2010 Bancos, Brasil, Politica Economica | 16:30

Carta aberta aos reguladores: evitem mais Panamericanos….

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Caro Sres.  Reguladores dos Mercados Financeiro e e Capitais do Brasil

Tenho conversado com alguns investidores que atuam como  financiadores dos bancos médios através de compras de cotas de FDIC’s ou de Cessões de crédito, em particular daqueles  focados em créditos consignados.

Os eventos do Banco Panamericano geraram certa  preocupação por parte de investidores no que diz respeito ao processo de originação e controle das carteiras cedidas por parte dos Bancos.

O caso panamericano mostra que as estruturas de controle atualmente existentes são falhas. Tal evento apontou  uma série  problemas no processo de auditoria e controles internos, o que traz uma certa insegurança nos investidores.

Embora se trate de um problema específico daquela instituição e sanado com determinação pelas instituições do mercado ( problema este que se encontra em processo de apuração de responsabilidades) , entendo que seja preciso aprimorar o processo de controle e auditoria de tais carteiras nos diversos bancos, tornando o processo de venda destes créditos mais seguro e imune a fraudes, evitando assim que tal problema volte a ocorrer. Isto aumentaria o acesso a funding de longo prazo por parte dos bancos menores e, com isto,  se aumentaria oferta de crédito e competição no setor bancário. É  preciso incentivar a desintermediação financeira, porém dentro de um processo seguro e transparente, com um marco regulatório que proteja o investidor e minimize o risco sistêmico.

Após algumas conversas, pude concluir que, para se reverter esta crise de confiança e se restaurar a confiança no processo de securitização de ativos de créditos originados por Bancos, seria preciso que:

a. fosse criada uma clearing independente, desvinculada de instituições cedentes de créditos,  para a liquidação e registro dos ativos vendidos por parte de bancosexigir que tais ativos fossem registrados em tal clearing para que estes pudessem  ser vendidos a terceiros, sejam estes fundos, indivíduos ou bancos. Tal clearing faria a centralização da liquidação dos ativos cedidos quando de seu vencimento, de acordo com os compromissos de cessão celebrados e ali registrados. Hoje o Selic já funciona assim para os títulos públicos.

b. proibir cessão de créditos entre Bancos e FDIC’s sob gestão e administração de empresas do mesmo grupo economico;

. Exigir a circularização aleatória mensal de pelo menos 2% dos créditos registrados em tal clearing, a ser feita por auditores independentes qualificados para tal função e contratados pela clearing, para averiguar estatisticamente a existência e validade dos créditos registrados em tal clearing, além de sua conformidade com os contratos que os suportam. Este relatório de auditoria deveria ser público e feito por mais de uma empresa, em sistema de rodízio.

d. instituições financeiras tivessem mais de 90% de seus créditos registrados em tais clearing teriam acesso a uma linha especial de financiamento garantida pelo FGC .

Acredito que com estas medidas podemos tornar o processo de venda de créditos mais seguro e aumentar a confiança dos investidores nos instrumentos de investimento lastreados nestes ativos de crédito, o que aumentaria a oferta de crédito privado além de reduzir risco sistêmico.

Atenciosamente

Autor: Ricardo Gallo Tags:

quarta-feira, 10 de novembro de 2010 Bancos, Brasil, Investimentos, Sem categoria | 01:11

Banco Panamericano, do Silvio e da CEF, tem buraco de 2.5 bi…..

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Veja a noticia:

>A PEDIDOS, FI CORREÇÃO DOS BI E MI´S…TANTO DINHEIRO QUE A GENTE SE PERDE…. DESCULPE NOSSA FALHA….

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O Banco Panamericano recebeu um aporte de R$ 2,5 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com garantia de bens do grupo Silvio Santos, controlador da instituição. A informação consta de fato relevante divulgado pelo banco nesta noite de terça-feira.

Nos últimos dias, as ações do banco foram penalizadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Os papéis preferenciais caíram 6,75% nesta terça-feira.

Formado com parte dos recursos que todos os correntistas mantêm em bancos, o FGC tem o objetivo de manter a estabilidade do sistema financeiro. Ele garante, por exemplo, o pagamento de R$ 60 mil para o poupador em caso de quebra de uma instituição financeira.

Explicação do banco do Silvio

Segundo o fato relevante do banco, o aporte foi destinado ao restabelecimento do pleno “equilíbrio patrimonial” e “ampliação da liquidez operacional” para preservar o atual nível de capitalização. O banco identificou “inconsistências contábeis” que não permitem que as demonstrações financeiras reflitam a real situação patrimonial da entidade, explicou a nota. O Panamericano informou que o aporte evitará uma perda patrimonial da instituição.

Além disso, o banco diz que a decisão do grupo Silvio Santos está refletida pelo compromisso de fornecer “higidez” à instituição, preservando os interesses dos seus clientes, depositantes, fornecedores e colaboradores, além de preservar a integridade da atual participação dos demais acionistas.

Veja também:

Em 2009, o Banco Panamericano fechou acordo com a Caixapar, uma subsidiária da Caixa Econômica Federal, para a venda de 49% do seu capital votante e 21% das ações preferenciais, incluindo um acordo de acionista para participação da instituição pública na sua gestão.

O Panamericano surgiu em 1990 como banco múltiplo. Antes disso, o grupo Silvio Santos havia transformado em 1969 a Real Sul, empresa financeira com sede em São Caetano do Sul, em Baú Financeira. Silvio Santos, o conhecido apresentador e dono do SBT, emissora de TV, completa 80 anos em dezembro.

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MEU PITACO NESTA HISTÓRIA…

Em 2009, no calor da crise, a Nossa  Caixa Economia federal através de sua subsidiária a Caixapar,  fez um aporte de capital no banco do Silvio no total de R$ 739 mi, como consta nos demonstrativos da CEF abaixo,que mostram que Caixapar tem 49% do controle do banco ( açoes ON) ou seja,  22%  do banco:

Se voce quiser ter mais detalhes, va a pagina 36 do pdf linkado abaixo:

http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/caixa/caixa_demfinanc/Not_Exp_Cons_JUNHO_2010_oficial_12_08_10.pdf

Este investimento foi aprovado conforme vemos no texto abaixo extraído do próprio balanço do Banco do Silvio:

Em junho de 2010, há 5 meses, O Banco do Silvio  soltou um balanço auditado pela Deloite que mostrava um patrimonio líquido de 1.6 bi, praticamente igual àquele reportado em Junho de 2009, ou seja nenhum problema foi anotado ali….. o balanço Auditado pela Deloitte, que não apontou nenhum problema, como podemos ver abaixo na sua nota aos acionistas em Junho de 2010:

Se voce quiser ler com mais detalhes, vá até pagina 16 do link abaixo:

http://www.panamericano.com.br/site/content/institucional/docs/2010/balanco_2010.pdf

O banco, em 30 de Junho último, tinha 12.5 bi em ativos e 1.6 bi em Patrimonio, de acordo com seus dados oficiais….

Naquela data, as agencias classificadoras de risco davam notas boas ao Banco do Silvio, como vemos abaixo:

Vejam que A+ equivaleria a uma nota 8 no boletim de seu filho…. nada mal… E um AA+ vale um 9.5….

Bem, hoje, 15 meses depois do investimento da Caixapar no Pan ter sido aprovado , há uma intervenção branca no Banco, através de um empréstimo do FGC, fundo garantidor de crédito, que é pago com contribuições dos bancos . mensalmente, os bancos pagam um  seguro de depósito ao FGC, proporcional ao volume de depósitos de cada banco. Logo, os grandes bancos pagam mais que os pequenos. Isto acaba onerando o custo de captação destes bancos e elevando o custo dos empréstimos para o tomador final. Hoje o FGC tem um patrimonio de 22 bi. O FGC emprestou 2.5bi ao Banco, com está dito em comunicado oficial feito pelo banco que era do Sílvio :

Nos termos do Parágrafo 4º, do artigo 157 da Lei 6.404/76 e da Instrução nº 358 da CVM – Comissão de Valores Mobiliários, comunicamos aos acionistas e ao mercado em geral que o Grupo Silvio Santos, na qualidade de principal acionista controlador do Banco Panamericano S.A., decidiu aportar na instituição, mediante crédito na conta “Depósito de Acionista”, o valor de R$ 2,5 bilhões, obtidos mediante operação financeira contratada com o FGC – Fundo Garantidor de Créditos, integralmente garantida por bens do patrimônio empresarial do Grupo, com o objetivo de suportar os ajustes mencionados no item subseqüente, sem qualquer alteração no capital social ou no patrimônio líquido da instituição.

2) Como ajustado em Termo de Comparecimento firmado com o Banco Central do Brasil, o aporte destina-se a restabelecer o pleno equilíbrio patrimonial e ampliar a liquidez operacional da instituição, de modo a preservar o atual nível de capitalização, em virtude de terem sido constatadas inconsistências contábeis que não permitem que as demonstrações financeiras reflitam a real situação patrimonial da entidade. Assim, os ajustes que estão sendo realizados nesta data não resultarão em perda patrimonial, vez que estão sendo cobertos integralmente pelo citado aporte.

3) A decisão reflete o compromisso do controlador com a higidez da instituição, sua responsabilidade com o mercado e com a preservação dos interesses dos seus clientes, depositantes, fornecedores e colaboradores, além de preservar a integridade da atual participação dos demais acionistas.

4) Para implementar o Acordo de Acionistas recentemente celebrado entre o Grupo Silvio Santos e a CAIXAPAR – Caixa Participações S.A., está sendo convocada, nesta data, uma AGE – Assembleia Geral Extraordinária, para indicação de nomes que constituirão o novo Conselho de Administração.

5) Comunicamos, também, que o Conselho de Administração do Banco Panamericano S.A., em reunião de 09.11.2010, elegeu nova Diretoria Executiva da instituição composta pelas pessoas abaixo:

6) Diretor Superintendente Diretores

Celso Antunes da Costa Ivan Dumont Silva

José Alfredo Lattaro

José Henrique Marques da Cruz

Raphael Rezende Neto

Celso Zanin

Eliel Teixeira de Almeida

Mário Ferreira Neto

PS: Note que  O Banco que era do Sílvio teve de  trocartoda sua direção, que comandou o banco todos estes 16 meses..

GRAÇAS AO FGC, TODOS OS DEPOSITANTES SERÃO PROTEGIDOS. NÃO HÁ RISCO.

O Fundo Garantidor tem um conselho, cujos membros são executivos dos principais bancos do país, inclusive com a presença da presidente da Caixa:

>

Conselheiros
Efetivos Suplentes
Presidente
Gabriel Jorge Ferreira
Unibanco – União Bancos Brasileiros S.A.
Carlos Alberto Vieira
Banco Safra S.A.
Aldemir Bendine
Banco do Brasil S.A.
Maria Fernanda Ramos Coelho
Caixa Econômica Federal
Fabio Colletti Barbosa
Grupo Santander Brasil
Julio de Siqueira Carvalho de Araujo
Banco Bradesco S.A.
José de Paiva Ferreira
Banco Santander S.A.
Roberto Egydio Setúbal
Banco Itaú S.A.
Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro
Banco Alfa S.A.

.

O FGC foi criado em 1995 pelo Conselho Monetario nacional, depois da quebra do Banco Nacional, que na época teve uma perda de 5bi da mesma maneira do ocorrido com Banco do Sílvio:


http://www.fgc.org.br/libs/download_arquivo.php?ci_arquivo=23

SE FGC ficar sem grana, ele pode gerar caixa atraves de:


I - contribuições extraordinárias das instituições associadas, de acordo com o previsto no art. 22, inciso II;
II - adiantamento, pelas instituições associadas, de até doze contribuições mensais ordinárias;
III - operações de crédito com instituições privadas, oficiais ou multilaterais;
IV - outras fontes de recursos, por proposta da administração do FGC e mediante prévia autorização do Banco Central do Brasil.

LOGO, SE PRECISAR, FGC TEM UM TALÃO DE CHEQUE GIGANTESCO!!!


PORÉM, HÁ ALGUMAS perguntas que precisariam ser respondidas:

a.  Caixa demorou mais de uma ano para ver que havia um rombo no banco equivalente a 2 vezes o patrimonio do banco ou 20% dos ativos do totais , um ano depois de ter comprado metade do controle do mesmo? Que banco é este que não sabe onde estão 2o% de seus empréstimos?

b.  Por que demourou tanto para ser anunciado esta operação de salvamento? Logo agora…

c. O que diabo faz uma empresa de auditoria que não ve um buraco deste tamanho?

d. Como pode uma empresa de rating dar esta nota tão alta a um banco podre?

e. FGC irá salvar todo e qualquer banco com problemas no país?

f. Se FGC é tão importante por que não há ninguem do BC ou da CVM no conselho do dito FGC? E se quem fiscaliza os bancos não é o FGC, mas sim BC, por que não colocar alguem do BC lá no FGC? Por que esta conta sobra para os bancos privados saudáveis pagarem???? Não estaríamos penalizando os competentes e sérios para ajudar os malandros?

g. Se os Bancos que são membros do conselho do FGC emprestam para Bancos com problemas, e votam nas decisões de quem o FGC deve ou não socorrer, não haveria um  conflito de interesse?

h. Se voce sabe que todo e qualquer banco com problemas, seja de liquidez, fraude, crédito, etc, irá ser salvo caso venha a ter problemas, você não deveria entáo fechar o olho na hora de aplicar sua grana e aplicar naquele que paga maior taxa, não importando o risco do tal banco? Em ingles este problema chama-se moral hazard. Isto não estimula banqueiros mais conservadores a tomarem mais risco, pois no final todos são salvos?

i. O que o dono do Banco Santos, Dr Edmar, que quebrou e foi liquidado há alguns anos,  está dizendo a esta hora? Ele deve estar se perguntando: por que meu banco não foi salvo e o do Sílvio do SBT foi? E os credores do Banco Santos? Por que eles tiveram que perder e os credores do Banco do Silvio se safaram??

j. Qual critério de decisão utilizado pela Caixapar para pagar 739 mi por 22% de algo que tinha patrimonio negativo de mais de 1 bi? SE a nossa Caixapar pagou 739 mi por 22% do Banco, ela avaliou que o banco do Silvio valeria 3.3 bi…. Um banco que lucra 150 Mi por ano valendo 3.3BI? 4%aa de retorno? O cdi rende 11%… Caixa pagou um preço igual a 20 veZes o lucro anual… Nem ação do Itau vale tanto…. E que tipo de investigação a Caixapar fez no banco do Silvio antes de investir os 739 mi??

k. O que levou ações do Banco Panamericano a cairem 10% nos últimos pregões?

l.  Da onde virá o dinheiro para Banco do Silvio pagar dívida junto ao FGC? Silvio vai vender o Baú? Haja Baú….

m. As ações do Banco Panamericano vão virar pó, assim como os 739mi que Caixa investiu no Banco? Como ficam os acionista minoritários que acreditaram nos relatórios e balanços auditados e compraram ações do Banco? Por que  eles devem pagar a conta???

n. Por que se permite que pequenas empresas quebrem e bancos não quebrem? Qual o critério usado? E a tal disciplina dos mercados e a destruição criativa? Onde ficam? Este é o capitalismo brasileiro ? Ou aqui todo banco é too big to fail e portanto os EUA estão certos em salvar tudo e qualquer banco com problema? Em tempo: lá ja quebraram mais de 100 bancos desde início da crise…

o. Não é hora de se repensar o funcionamento do sistema bancário aqui e no mundo todo?

p. O que vai acontecer com os executivos do banco do Silvio que causaram este pequeno buraco?

Lembrete: Ainda bem que o SR Presidente do BC em 1995  , SR Gustavo Loyola, criou o FGC. Pouca gente se lembra de um dos mais brilhantes servidores públicos do país. Obrigado , Dr. Gustavo. Valeu!

RESUMO:

Nosso sistema financeiro é super sólido. Não vejo risco de uma crise bancária. Trata-se de um fato isolado. Não há nada de sistemico nisto. A medida tomada , pelo contrário, dá mais segurança ao depositante, que foi protegido mais uma vez.

Agradeça ao Conselho do FGC, aos grandes bancos privados que bancam o FGC  e ao BC do B, pela decisão tomada,  que impediu uma quebra que poderia de fato afetar seriamente o sistema, reduzindo a oferta de crédito e interrompendo o ciclo de crescimento. A quebra de Lehman mostrou o que uma crise destas pode causar na economia e no emprego. Logo, por favor não leiam meus comentários como críticas as medidas tomadas. Não havia outra alternativa.

Vamos tentar aprender com estes problemas, ver onde erramos e corrigir os problemas, de uma forma aberta e democrática, e reconhecer que, graças a sólidas instituições que foram criadas neste país nos últimos 15 anos, tais problemas localizados não se tornam crises.

Obrigado FHC e Lula.

Sílvio, hehe, chame os universitários e va abrindo o baú….




Autor: Ricardo Gallo Tags:

domingo, 31 de outubro de 2010 Bancos, Brasil, Juros no Brasil, Politica Economica | 20:00

A herança bendita do Governo Lula

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Lula deixa carta na gaveta para sucessor….

Eu imagino que Lula deva ter deixado uma carta na gaveta de sua mesa para seu sucessor, com sugestões  e dicas.  Eu, pelo menos, fiz isto, quando deixei os dois únicos empregos que tive  até hoje, onde tomei cuidado de dar umas dicas a meus sucessores a luz da experiência que tive na frente daquelas posições. Se tais dicas foram boas? Pergunte a eles….

No Caso do Lula, eu imagino que deva  haver vários capítulos em tal carta.

No capítulo sobre economia, eu penso que tal carta seria curta e grossa, pois, apesar da estabilidade econômica e da tal blindagem da economia, há um pequeno probleminha:

1.  Não é sustentável manter um volume de empréstimos do BNDE´s crescendo a 45% aa, ou seja,  150 bi por ano….  vs.  12% aa  do Itau…..

2.  Não é sustentável manter empréstimos da CEF crescendo a 45% aa ou seja 50 bi aa….  e ela detendo 80% do mercado imobiliário…

3.   Não é sustentável expandir déficit em conta corrente nesta velocidade… em 18 meses chegaremos aos 4% do PIB.

Logo, modelo atual tem problemas… pois parece meio insustentável …. Imagino o sucessor abrindo a carta e caindo na real: ” dancei…”


Vamos começar mostrando o banco Itaú, que por ser privado, cresce seus empréstimos a 11.4% aa, ou seja, a uma taxa igual ao do PIB nominal, o que fez sentido:

Agora veja o BNDE´s, crescendo sua carteira de empréstimos de  277 para 386, ou seja, 40% em 2009, 90% em dois anos:

Com 60 grandes empresas representando 70% da carteira, como mostra tabela acima…….

E 40% dos empréstimos vencendo após 2014, quando apenas 25% da dívida pública brasileira líquida vence após  2014, sendo que quase todo crescimento de empréstimos vem de operações que vencem após 2014, como vemos abaixo…

Enfim, a carteira de Longo prazo do BNDEs cresceu 60 bi em 2009 vs. um crescimento de 13 bi na carteira total de empréstimos a empresas do Banco Itau…. Mr Setubal e Mr Moreira Sales vão chamar Mr Coutinho do BNDES para ajudá-los a crescer mais rápido??  Não creio.

Indo para o macro,  este crescimento violento no crédito interno se manifesta no déficit externo, que  sobe a taxa de 1% do PIB  por ano, desde 2006, como mostra linha vermelha de tendência desde 2006…

De 2006 ate 2008 os bancos privados provocaram este crescimento do déficit externo, da mesma forma que os bancos públicos estão fazendo agora….Porém, até 2008,  com bancos privados  emprestando e uma supervisão mais forte do BC, o balanço do Estado não estava crescendo e pressionando assim dívida pública, como tem feito nos últimos dois anos.  Logo, o modelo desde 2006 tem sido: vamos aproveitar o momento e captar grana lá fora, aumentando nosso déficit externo…. E vamos usar bancos ( privados e agora os públicos)  para canalizar tal poupança para setor privado…

O modelo atual não leva ao equilíbrio: a taxa de crescimento dos empréstimos do setor público não é compatível com a taxa crescimento econômico atual e com a taxa atual de crescimento da poupança interna e das fontes de financiamento  do BNDES e na CEF. Isto cria um desequilíbrio de liquidez no BNDES e na CEF , e , portanto, nas contas públicas e um crescente déficit externo. Para financiar tal expansão de crédito, temos que captar recursos no exterior, expandindo o déficit e externo, e permitindo uma valorização muito rápida de nossa moeda, o que reduz nossa competitividade. Além disto, como o balanço do setor público  cresce mais rápido que o PIB, aumentam suas necessidades de financiamento, apesar de termos um deficit fiscal pequeno. Isto faz com que Tesouro e BC tenham que continuar emitindo dívida pública , impedindo queda mais rápida dos juros.

Na CEF eu suspeito que situação seja muito séria:

  • Há 195 bi em depósitos de seus clientes de curto prazo, sacáveis a qualquer momento, que crescem a  11%  aa ( taxa igual ao crescimento nominal do PIB) que são usados para financiar seus empréstimos:

  • Há 90 bi em empréstimos de longo prazo,  na sua maioria para crédito imobiliário, que vencem após 1 ano , mas que crescem a taxa de 60% aa…

No ritmo atual, a CEF terá em dezembro de 2011 uns 180 bi em empréstimos de longo prazo, financiados por 230 bi em depósitos de curto prazo

CEF está tomando dinheiro emprestado de 90 dias e emprestando por mais de um ano, como os bancões europeus fizeram na década passada  e quase quebraram em 2008….CEF não vai passar nos critérios de liquidez da Basiléia 3 que deverão entrar em vigor nos próximos 2 anos….

Logo, ou governo reduz o ritmo de crescimento dos empréstimos da CEF,  ou de fato transforma CEF num novo BNH, consolidando de vez  suas dívidas com as do resto do setor público, re-estatizando o setor imobiliário no país. Aposto que alguém em Brasília já pensou nisto. Os americanos fizeram isto no FNMA…

Ps: SE CEF não fosse 100% garantida pelo Tesouro Nacional, duvido que ela conseguisse crescer seus ativos na velocidade atual, dado o desequilíbrio entre sua captação de recursos e seus ativos.


Enfim , o  modelo atual de crescimento econômico acelerado é alimentado por uma oferta de crédito publico, que aumenta a dívida bruta do país que chega hoje a70% do PIB , vs  uma dívida líquida de 41%, diferença esta explicada pelas reservas cambiais e pela carteria de empréstimos do Bnde´s, que são haveres do estado que, contabilmente, podem ser reduzidos da dívida bruta para calculo do endividamento líquido do governo.

Contudo,  o governo precisa rolar 67% % do PIB em títulos e garantir o risco dos 6% do PIB em depósitos da CEF, para manter maquininha rodando,  levando  a Dívida Pública Bruta real ajustada ( incluindo CEF)  do setor público para 73% do PIB. Tal dívida  cresce a uma taxa de aproximadamente 4% do PIB ao ano, devido ao crescimento da carteira do BNDEs e CEF, fora o acúmulo de reservas , revertendo sua tend~encia de queda que vinha acontecendo desde 2002 ….. o passivo está saindo do balanço dos bancos e indo para o balanço do setor público….



Logo, o modelo se baseia  em :

  • Oferta de crédito barato do Bnde´s e da CEF, com aumento da dívida pública bruta
  • Déficit externos crescentes
  • Acúmulo de reservas para evitar valorização excessiva do R$

Ao amigo que assume a cadeira daqui para frente, desejo boa sorte e muito sucesso.  Sugiro que você pense em como  :

>Achar outras formas de financiamento para as grandes empresas privadas que hoje recorrem ao BNDE´s…. ( mercado de capitais)

>Achar outra forma de financiamento para o crédito imobiliário pois CEF não vai dar conta ( mercado de capitais) ….

>Estimular aumento da poupança interna rapidinho para impedir que deficit em conta corrente chegue a 4% em 2011 e force um ajuste mais violento na demanda ( reduzir consumo e gasto público ) …

>Rezar para que pre sal comece a produzir rapidinho para usar esta grana para financiar crescimento ( fé) ….

> Avisar os industriais: mudem suas fábricas para a Argentina ( inevitável)

E………………

” Deixo a você um país que cresce a 7% aa, que cria 2 milhões de empregos por ano, uma popularidade de 83%, enfim, uma herança bastante boa… diferente daquela situação miserável que recebí em 2003…. Mas, pensando bem, foi até bom, pois pior não podia ficar.. Agora, você, minha cara, fica ligada,  para baixo todo santo ajuda, pois  a benção de alguns pode ser a maldição para outros…..”

E te vejo em São Bernardo .

Autor: Ricardo Gallo Tags:

terça-feira, 5 de outubro de 2010 Bancos, EUA | 15:01

HATZIUS DA GS: BASLE 3 VAI REDUZIR PIB NOS EUA

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AO AUMENTAR CAPITAL MÍNIMO, OFERTA DE CRÉDITO CAI E SPREADS SOBEM, ELEVANDO CUSTO PARA TOMADORES…. ISTO REDUZ INVESTIMENTO E DESACELERA ECONOMIA…..

  • Bank capital standards are rising.  Although the uncertainty is huge, our interpretation of the recent Basel agreements is that the average ratio of common equity to risk-weighted assets among US banks may rise by the equivalent of five percentage points relative to the historical average.  This includes the effects of higher regulatory minima and buffers, as well as changing definitions of common equity and risk-weighted assets.  About one-third of the adjustment seems to have occurred already.
  • In the long term—beyond the next few years—most economists believe that higher capital standards will boost the resilience of the financial system.  But there is a potential cost in terms of reduced lending and output, specifically in the short- to medium term.
  • How big is this cost?  According to a 17-country study led by the Bank for International Settlements (BIS), a hypothetical increase in the common equity ratio by 1 percentage point would shave just 0.2% from the level of GDP over the next few years.  If so, Basel III would only be a minor issue for the macroeconomic outlook.
  • However, the BIS figure seems too low.   First, in many of these 17 economies, the quality of the economic data is poor, which is likely to bias the estimates toward zero.  Second, some of the BIS implementations assumed that monetary policy will ease in response to weaker growth, which is more difficult with rates at the “zero bound.”
  • Based on the BIS report and other studies, a more reasonable central estimate is that each 1-point rise in the common equity ratio shaves 0.5% from US GDP in the next few years.  This implies a cumulative drag on GDP of around 2½% over a period of several years, of which 1½%-2% might yet have to occur.
Autor: Ricardo Gallo Tags:

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