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terça-feira, 28 de dezembro de 2010 investimentos | 14:19

Como mercado vê riscos

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Como alguns leitores aqui ficaram chateados com minhas férias  nos EUA ( apesar de ser bem mais barato que pacotes no nordeste…)  resolvi adia-las por um dia…

…além do fato dos voos terem sido cancelados…..

Logo aqui vou eu…

Olhando 5 papéis ( eurobonus) emitidos em us$  todos com vencimento em 2015:

Banco Panamericano rende 6.7% aa

Banco Do Nordeste rende 4%

Banco do Brasil 3.3%

República do Brasil 2.7%aa

Tesouro americano 2% aa

Algumas observações:

a. Banco do Brasil e Banco do Nordeste são bancos controlados pelo governo federal. Porém, apesar do controle do governo, eles pagam juros maiores que o próprio governo….

b. Panamericano paga juro bem maior do que todos, pois teve um baita problema, embora o problema já esteja totalmente coberto, de acordo com informações do Bc e da CEF que assumiu na prática 0 comando do Banco…

c. Tesouro americano, apesar da enorme dívida  e  déficit fiscal paga taxas bem inferiores a todos...

Vá entender…

SE fundamento e lógica prevalecerem, parece que Panamericano e Nordeste do Brasil são boas compras e tesouro americano uma boa venda….

Para pensar….

Autor: Ricardo Gallo Tags:

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010 Brasil Juros, brics, china, politica economica | 11:56

Mensagem do premier chines, Wen Jibao, para Dilma e Mantega

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Não pude deixar passar esta frase do Premier Chines:

“Expectativa inflacionária é ainda pior do que a inflação corrente”

Veja o que está acontecendo com expectativa de inflação para ano que vem aqui no BRasil:

Desde agosto vem subindo sem parar ( vermelho ) , e já esta bem acima do centro da meta ( marcada em verde)….

MR Jibao, seria bom mandar um email para Presidenta Dilma….

Enfim, isto dá o tom do que será política monetária Chinesa ( e brasileira ) na primeira metade de 2011…. se segura.

Vou fazer mala para enfrentar nevasca em NY…..

Autor: Ricardo Gallo Tags:

domingo, 26 de dezembro de 2010 Bicadas, Brasil, Brasil Juros, Crise na Europa, EUA, china, investimentos | 14:05

Meus chutes para 2011

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Uma das coisas mais pitorescas da cultura nacional é a proliferação de previsões para o próximo ano que acontece nesta época do ano. Isto pode denotar uma característica controladora e obsessiva de nosso povo ou simplesmente uma maneira de torcer para que o futuro nos traga coisas boas na esperança de que, mesmo sem muito esforço ou trabalho, seja possível se livrar das precariedades da vida de vários brasileiros ou brasileiras.

Assim sendo, para não fugir a regra, eu lancei os búzios e tive a visão de várias  previsões, ou chutes,  para 2011:

1. Bc´s do Brasil e da China irão subir juros e apertar oferta de crédito para conter pressão inflacionaria. Este é um chute fácil, sem goleiro praticamente. Importamos uma bolha de gastos  e como temos gargalos, precisaremos esfriar demanda para conter alta de preços. China enfrenta problema similar. Em ambos os casos a política fiscal frouxa adotada em 2009,utilizada para evitar os efeitos da crise externa e promover investimentos necessários, cria uma demanda difícil de conter, alavancada por oferta de crédito abundante. Não tem saída : vão ter que apertar. E inadimplência vai subir. Logo, apertem os cintos….

2. Crise nos países periféricos na Europa continuará e vai atingir Italia e Bélgica. O problema estrutural europeu e a fragilidade dos seus bancos impedem uma solução mais rápida da crise. E com crise finalmente tendo chegado a Espanha, abre-se uma porta para que crise fiscal chegar a Itália e a Bélgica, o que pode finalmente exigir uma ação mais deterrminada por parte dos Alemães no sentido de equacionar as questoes estruturais por lá. Vamos euro bater 1,25…ou menos.

3. Economia dos EUA finalemente sai da crise, de forma lenta mas sustentável no curto prazo. Porém os fantasmas fiscais começam a aparecer começando pelos municípios em profunda crise fiscal e com a elevação dos juros de dez anos para mais de 4,5 % aa, dadas as incertezas com relação inflação e sustentabilidade da dívida no longo prazo. O dólar deve segurar seu valor na primeira  metade do ano devido a retomada do crescimento por lá, porém  o reconhecimento dos problemas fiscais dos estados,  municípios e da própria federação somado aos  juros baixos fixados pelo fed em função do elevado desemprego e pela  baixa inflação farão com que dólar volte a cair no final de 2011.

4. Remimbi, a moeda chinesa, deve se apreciar acima de 6 % ano que vem, pois chineses vão perceber que isto será necessário como uma alternativa para se evitar uma elevação maior dos juros, que poderia afetar a carteira de credito dos bancos, que passa de 120% do PIB, causando uma forte aumento da inadimplência. As outras moedas vizinhas tambem se valorizarão pelas mesmas razões.

5. Commodities continuarão a subir de preço. Há um problema na oferta de tais produtos  e demanda parece que não vai arrefecer. Metais, energia e grãos para cima. Péssimo para inflação chinesa e brasileira.

6. Deficit externo brasileiro não vai parar de subir, apesar da queda da demanda interna que deve ocorrer em 2011. Atingimos um ponto onde os canais de importação foram definitivamente abertos, e a exportação de manufaturas deve cair pois produção domestica continuará a andar mais lentamente que o consumo. Apesar desta piora nas contas externas, fluxo de capitais continuará forte, atraído pelos juros elevados. Sem ajuste fiscal não há como impedir a piora das contas externas e  a necessidade de se manter juros básicos elevados. Quem sabe se aperto monetário for forte e se governo adotar uma política fiscal mais restritiva poderemos ter, já no final de 2011, um juro real mais baixo.

7. Bolsa americana vai fechar o ano próxima do pico anterior a crise, com alta motivada pelos juros baixos e lucros crescentes das empresas, além de uma onda de recompra de ações e de dividendos por parte das empresas  lotadas de caixa. A Bolsa dos EUA deverá ser a melhor bolsa global em termos de risco / retorno, devido aos bons retornos e a volatilidade baixa. Isto deve evitar uma desvalorização maior de dólar na primeira metade do ano, pois capital externo deve voltar a fluir para EUA assim que ficar claro que a retomada começou por lá e que Emergentes terão que esfriar suas economias. Ações de grandes bancos deverão liderar alta nos EUA. Por aqui, sugiro evitar ações de Bancos….

8. Bolsa aqui deve ficar meio de lado em virtude de uma certa incerteza com relação a condução da política Economica. Imóveis irão parar de subir na alta renda  e alugueis vão cair em alguns casos onde oferta de novos empreendimentos tenha sido exagerada. Aperto de crédito vai chegar ao financiamento imobiliário na classe média.

9. Conflito armado entre Coreias vai se intensificar, chegando a vias de fato, contudo sem uso de armamento nuclear, vom troca de tiros entre as forças navais e aéreas dos dois países, o que vai forçar eua e china a intervirem. Isto não vai ser bom para bolsas da região.

10. Palmeiras mudará de comando, Beluzzo vai sair e se juntará a governo Dilma, e time será campeão brasileiro mais uma vez com uma nova super revelação de craque...

Agora basta esperar dezembro do ano que vem e verificar quantos gols eu farei. Se estatística de fato funcionar, eu chuto que acertarei 50% dos meus chutes… Então escolham 5  dentre estes 10 chutes que sejam os seus favorito e comentem neste post…

Aos leitores desta coluna  desejo um 2011 cheio de saúde e de alegria, e espero contar com vocês na volta de minhas férias que pretendo passar nos EUA, aproveitando os preços baixos …. Aqui está muito caro….

Autor: Ricardo Gallo Tags:

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010 Sem categoria | 12:08

Déficit externo do Brasil: sobe e sobe…

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Gráfico abaixo mostra a evolução do saldo nas contas externas  ( conta corrente ) do Brasil acumulado em 12 meses como % do PIB ,  desde 2006:

Vemos que saldo externo era positivo em 2006, ficando levemente acima de 1%, marcado em verde.  Em 2007 e 2008 com a aceleração da chamada absorção interna ( consumo e investimento interno) o saldo teve uma tendência de queda ( marcado em amarelo) que só foi revertida em 2009 quando a demanda interna se arrefeceu em função da crise externa e de seu impacto na oferta interna de crédito.

A partir do final de 2009 a economia começ0u a se recuperar aqui e com isto a demanda interna começou a crescer mais rápido que a produção, levando o saldo a voltar a cair  a uma velocidade de 1%  do pib ao ano. Esta retomada da atividade interna foi acelerada pela forte expansão de crédito por parte do BNDES e da CEF.  Podemos afirmar que este déficit externo, que hoje é  de aprox.  2.4% do PIB, deva atingir 4% até meados de 2012, mantido o ritmo de expansão atual.

O que pode reverter esta tendência :

a. um choque externo como o vivido em 2009; seja um calote soberano na europa, ou uma crise nova nos EUA ( municípios? ) ou um hard landing na China em virtude do aperto monetário que lá ocorre. Acho pouco provável que tais eventos  ocorram.

b. uma redução na absorção interna em virtude do aperto recente no crédito bancário promovido pelo BC, redução da oferta de recursos por parte do BNDES e de uma provável alta dos juros básicos já em Janeiro próximo. Acho isto mais provável.

De qualquer forma, a necessidade de financiamento externo aumenta,  contrapartida de um aumento no  crédito interno.

Esta é a famosa falta de poupança interna a que todos se referem…..

Cabe ao BC monitorar isto para garantir que não estejamos expondo o setor privado a um risco cambial excessivo.

Autor: Ricardo Gallo Tags:

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010 Crise na Europa | 08:51

As saídas para o Euro

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Eu me lembro dos tempos de crise externa, nos anos 90, quando brincávamos que havia somente duas saídas viáveis para o Brasil:  Cumbica e o Galeão. Quase 20 anos se passaram e hoje vivemos uma situação bastante diferente daquela.

Acredito que a Europa e o Euro estão chegando num momento similar. Há vários aeroportos lá , e de ótima qualidade, contudo, não creio que a solução viável seria uma imigração dos povos dos países periféricos para a Alemanha….

Logo, é preciso encontrar alguma saída razoável a curto e  médio prazo, pois a longo prazo, como diria Keynes, estaremos todos mortos….

Há, de acordo com George Soros, algo que precisa ser feito imediatamente: recapitalizar bancos da região.

O modelos europeu de financiamento a consumo e investimento é similar ao nosso. Ele é extremamente centralizado em crédito bancário. Bancos também são os principais financiadores dos Estados, através da compra de títulos públicos para suas carteiras. Na medida que tais bancos perdem depósitos devido a insegurança de seus correntistas e investidores de longo prazo,  tais bancos ficam impossibilitados de comprar títulos públicos. Isto acaba sufocando o Tesouro Público na rolagem de sua dívida pública. É interessante notar que a situação fiscal na Espanha ou em Portugal é bastante mais sólida do que a dos EUA. Porém como o tesouro daqueles países depende dos bancos para rolar sua dívida pública e tais bancos pagam taxas elevadíssimas para captar recursos, o custo de captação do estado aumenta, o que pode levar o Estado a quebra. Nos EUA o mercado de capitais é mais aberto e funcional, o que permite ao Estado que se financie diretamente junto a investidores.Assim sendo, Soros recomenda que se utilize os recursos do fundo de Estabilização Europeu para se capitalizar os Bancos, de forma decisiva e definitiva, inclusive exigindo que estes bancos deixem de pagar algumas de suas obrigações de longo prazo no processo, o que ajudaria na capitalização dos mesmos. Com mais capital e saneados , tais bancos voltariam a captar recursos a taxas aceitáveis , aliviando a pressão sobre a dívida pública daqueles países periféricos.

Contudo, esta crise demonstrou que há um problema estrutural na zona do Euro: há uma integração monetária apenas, faltando que se integrem as políticas orçamentárias, fiscais e de financiamento público. Soluções, como a centralização do processo de orçamento público dos diversos países da região do euro  junto ao Parlamento Europeu, por exemplo,  e a emissão centralizada de títulos por parte de uma entidade central européia que financiaria as dívidas dos estados individuais,  começam a surgir, apontando numa maior coordenação de políticas entre os países membros, e consequentemente, resultando em debate político intenso sobre questões como soberania nacional e  autonomia dos países.

Soluçoes estapafúrdias como expulsão de algum país membro tem sido descartadas , pois de fato criariam uma fratura na espinha dorsal da união européia,  e uma onda de calotes gigantescos que prejudicariam tanto os países devedores como os credores. Um precedente desta natureza arruinaria a cola que mantém unido o tênue tecido político e institucional Europeu.

Emoções a frente.

Autor: Ricardo Gallo Tags:

terça-feira, 21 de dezembro de 2010 EUA, investimentos | 06:20

Caixa das empresas nos USA: record

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Marcos Marchi, do B Safra,  me mandou gráfico abaixo que mostra caixa das empresas como % dos seus ativos:

As empresas nos EUA estão com volume de caixa próximo ao recorde desde 1980, como podemos ver marcado em verde , caixa este investido a taxas de 1% aa ou menos…. Logo, é de esperar que elas comecem a gastar a grana com:

a. compras de outras empresas

b. compras de suas próprias ações no mercado, retornando capital aos acionistas

c. ou com investimento de capital

Seja qual for o caminho escolhido, será bom para Bolsa americana….

Autor: Ricardo Gallo Tags:

domingo, 19 de dezembro de 2010 EUA | 05:24

Pesquisa do FED da Filadélfia mostra que economia dos EUA está se recuperando

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Pesquisa do FED da Filadélfia nos EUA mostra que situação da economia nos EUA está melhorando. Depois da queda violenta em 2009 ( amarelo) o índice se recuperou com força em 2010 ( azul), mas  perdeu fôlego na metade do ano. Porém de lá para cá as coisas esquentaram ( vermelho) como vemos nos gráficos abaixo do Barclay´s:

Logo, para os céticos de plantão: EUA estão saindo da crise, devagar.

E veja opinião do economista chefe do MStanley, MR Berner:

US Economics

Roadmap to Stronger,Sustainable Growth

Breakthrough tax deal: We assume Congress will approve the tax/fiscal stimulus deal, which will add about 1 percentage point to growth in 2011 relative to our earlier baseline. It will shift the mix of stimulus from monetary to fiscal policy, so that the Fed will likely be less inclined to extend the current LSAP program beyond Q2 2011.

>>> acham que pacote fiscal de fim de ano vai aumentar pib em 1% ano que vem….

Why more bang for the buck than ARRA?:

1) Payroll tax cuts show up quickly and are likely to be spent, in contrast with the Making Work Pay credit, which was disbursed slowly and was mostly saved, or infrastructure spending, which proceeded more slowly;

2) The deleveraging process for households and lenders is far more advanced today.

Four factors already are promoting sustainable growth:

1) Further balance-sheet healing and easier financial conditions;

2) Stronger global growth finally seems to be boosting US output;

3) Cyclical dynamics are promoting the handoff from rising output to increased hours, employment and income; and

4) Pent-up demand for capital spending is building.

Bottoming in inflation soon, gradual rise coming in 2011:

Two factors should promote a bottoming in inflation soon and a gradual rise in inflation over

2011-12:

1) Higher inflation expectations courtesy of the Fed, and

2) an acceleration to slightly above-trend growth that narrows slack in the markets for goods, services and housing.


Autor: Ricardo Gallo Tags:

sábado, 18 de dezembro de 2010 Bancos, Brasil Juros, politica economica | 18:01

Itau elogia medidas de estímulo a crédito de longo prazo

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Como já mencionei em posts anteriores, o governo vem estudando medidas para estimular o crédito de longo prazo no Brasil.

Veja abaixo o comentário do Itau sobre as medidas anunciadas ontem:

Crédito de longo prazo: um passo importante

O mercado de crédito de longo prazo está de roupa nova, e o caimento é bom. Ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou um conjunto de medidas para tornar projetos de longo prazo mais atraentes ao setor privado, reduzindo a dependência em relação aos financiamentos do BNDES.

Um mercado de crédito chega à maturidade quando o setor privado é capaz de gerar empréstimos de longo prazo de forma confiável. Isso exige mais do que estabilidade macroeconômica e um setor público que não atrapalha; também exige uma regulamentação de mercado apropriada.

O pacote de ontem melhora muito essa regulamentação (ver detalhes abaixo). As novas regras criam incentivos fiscais para debêntures vinculadas a projetos de infraestrutura; reduzem impostos sobre capital estrangeiro para fundos de longo prazo; facilitam regras para emissão e negociação de valores mobiliários; permitem aos bancos criar um fundo de liquidez para títulos corporativos usando parte das reservas obrigatórias; e permitem aos bancos usar crédito securitizado para atender exigências mínimas de empréstimo imobiliário.

O anúncio não foi uma surpresa. Mesmo o Ministério da Fazenda já tinha expressado preocupações com o excesso de empréstimos pelo BNDES. De acordo com a página de dados na internet do Banco Central, o total de empréstimos com prazo acima de três anos agora chega a R$ 210 bilhões, um aumento notável em relação aos R$ 46 bilhões de 2004.

Esse crescimento, em sua maior parte, foi colocado nas costas do BNDES. Desde 2008, manter o banco estatal de fomento ativo tem exigido aportes do Tesouro Nacional, uma medida indesejável.

Podemos esperar que as novas medidas estimulem o mercado brasileiro de títulos corporativos, um negócio que sempre esteve a anos-luz de distância de seu primo rico, o mercado de títulos do Tesouro. As novas medidas também criam flexibilidade e racionalização.

Como ocorre com outras regulamentações de longo alcance (como a nova Lei de Falências de 2004), as novas medidas vão funcionar melhor se as condições macroeconômicas melhorarem, permitindo que os juros reais entrem em convergência.

Um guarda-roupa novo ajuda muito, mas um corpo esbelto é essencial. O setor público continua sendo um importante tomador de empréstimo e, portanto, uma fonte de pressão sobre a poupança disponível. O setor público também continua confortável com seu papel como financiador, e algo cético em relação a permitir que o setor privado assuma a responsabilidade.  Para haver prosperidade para os empréstimos privados de longo prazo, é preciso progresso nessas frentes também.

Resumo das medidas

-       Debêntures voltadas para projetos de infraestrutura: corte do Imposto de Renda para pessoa física (alíquota zero), pessoa jurídica (para 15%) e investidor não-residente (alíquota zero) sobre os rendimentos dessas debêntures. As debêntures precisam ser emitidas por Sociedade de Propósito Específico com “duration” mínimo de 4 anos, sem opção de recompra nos dois primeiros anos.

-       Títulos de longo prazo de empresa não financeira, adquiridos por não-residentes: isenção de Imposto de Renda para o rendimento dos títulos com “duration” mínimo de 4 anos, sem opção de recompra nos dois primeiros anos. Os papéis precisam ser emitidos por oferta pública (CVM) vinculada a projeto de investimento.

-       Redução do IOF de câmbio cobrado na entrada de recursos para fundos de private equity: a alíquota volta aos 2% vigentes antes da subida em outubro para 6%.

-       Melhor regulamentação para debêntures: mudanças à Lei 6.404 (“Lei das SA”).

-       Criação de um fundo de liquidez. As instituições financeiras poderão destinar até 3 p.p. do compulsório nos depósitos a prazo para a criação de um fundo de liquidez para títulos privados. O fundo será administrado por uma entidade a ser selecionada pelo setor privado, com possíveis aportes adicionais de outros agentes, incluindo o BNDES. Incentivo fiscal para a negociação de títulos privados no mercado secundário.

-       Regulamentação da oferta primária de Letras Financeiras pela CVM, também para o BNDES – reduzindo a dependência de injeções diretas do Tesouro.

-       Os bancos poderão contabilizar crédito securitizado no enquadramento do direcionamento de depósitos de poupança para o financiamento imobiliário.

-       Mudança no tratamento tributário para renegociação de dívida rural de pessoa física com saldo devedor de até R$ 30 mil.

Guilherme da Nóbrega

Luiz Cherman

Autor: Ricardo Gallo Tags:

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 Crise na Europa, Câmbio | 11:09

Alemanha segue firme e forte

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Apesar da crise Européia, os empresários alemães seguem cada vez mais otimistas. Veja pesquisa IFO junto a eles no abaixo :

Este gráfico mostra que, para os Alemães, a crise na periferia da Europa é pouco importante….Ásia é bem mais importante como mercado alvo.

O problema é que os alemães sabem que, se não existissem os periféricos, o Euro estaria bem mais forte ( 1.60 no mínimo em minha opinião) o que tornaria as exportações da Alemanha muito caras e portanto pouco competitivas… Logo, a crise dos vizinhos faz com que câmbio na Europa fique abaixo do que deveria, ajudando os exportadores alemães…

Conclusão: a crise na periferia não só não atrapalha Alemanha , como até ajuda….Agora você entende a má vontade da Merkel em ajudar seus vizinhos…

Comentario do Barclays:

Today’s release of the December Ifo survey results surprised on the upside (even exceeding our above-consensus estimate) and confirmed yesterday’s stronger-than-expected “flash” manufacturing survey results, thereby indicating that output growth should have kept accelerating into the final month of the year. The composite business climate index rose to 109.9 (consensus 109.0; BarCap 109.5), up slightly from 109.0 in November, thereby printing yet another record high. Both the current assessment and business outlook balances improved again, with the former rising to 112.9 (up from 112.3 in November) and the latter reaching 106.9 (106.3 previously). Business expectations thus improved yet again from last month’s 20-year high, suggesting that German economic sentiment and momentum so far have remained untroubled by the pressing and ongoing fiscal and financial problems experienced by several euro area member countries. We reiterate our view that this suggests a broadening of Germany’s economic expansion, as domestic demand components are expected to take the lead from net trade in driving the activity increase. Today’s results confirm our view that real GDP growth should account for at least 0.8% q/q in Q4, and the risks to our above-consensus forecast keep being skewed to the upside.


Autor: Ricardo Gallo Tags:

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010 Brasil, Brasil Juros, investimentos | 12:57

Cartilha sobre Tesouro Direto – onde comprar títulos públicos

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Segue, a pedidos, site do Tesouro , sobre o tesouro direto.

http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/

Autor: Ricardo Gallo Tags:

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