Itau sobre Copom
Veja comentário do Ilan e Caio sobre Copom….
Parece que tudo vai depender da economia neste trimestre… se economia não confirmar a expectativa do BC quanto a sua recuperação, podemos ter mais queda…..
MACRO BRASIL – Copom sinaliza continuidade – Itaú
O Banco Central do Brasil divulgou esta manhã a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de julho, em que cortou a Selic em 0,50 ponto percentual, para 8,00% a.a. No documento, o Copom sinaliza, em nossa opinião, continuidade do processo de corte de juros ao ritmo atual.
Na descrição do cenário internacional, o Copom afirma que “consolidou-se perspectiva de atividade global mais moderada do que se antecipava” (par. 22), mas entende que houve “recuo na probabilidade de eventos extremos” (par. 29). Permanece, portanto, a avaliação de que o ambiente externo tem “viés desinflacionário” (par. 22).
No Brasil, permanece a visão de que “a recuperação da atividade econômica doméstica tem se materializado de forma bastante gradual”, embora o Copom destaque que seu cenário central “contempla ritmo de atividade mais intenso neste semestre” (par. 29). O quadro fiscal passou a ser visto como de “neutralidade do balanço do setor público” (par. 32), em substituição à perspectiva de “contenção das despesas” descrita nas últimas atas.
Entendemos que o recuo na probabilidade percebida de eventos extremos e a perspectiva de retomada de atividade no Brasil no cenário básico do Copom não sinalizam mudança nas perspectivas de política monetária, mas reforçam a atual postura. No caso de um evento internacional extremo ou de não se observar a retomada da atividade doméstica contemplada no cenário central do Copom, esperamos reduções adicionais de juros (ou num ritmo mais acelerado).
As projeções de inflação no cenário de referência (juros e câmbio constantes) recuaram frente à ata passada, tanto para 2012 e 2013. A taxa de câmbio (RS/US$) levemente mais apreciada (2,00 ante 2,05) e o recuo das expectativas de inflação mais do que compensaram o impacto estimulativo da taxa de juros mais baixa. A projeção de inflação no cenário de mercado (juros e câmbio esperados pela mediana dos analistas de mercado) se manteve estável, enquanto para 2013 se reduziu. Em ambos os cenários, as projeções para 2012 se encontram ao redor da meta de 4,5%, enquanto para 2013 permanecem acima.
A ata não faz menção à alta recente dos preços das commodities agrícolas como um risco inflacionário. No entanto, o Copom deixa de citar a dinâmica dos preços ao produtor como sendo um fator favorável à inflação, como vinha fazendo nas últimas atas.
O Copom manteve a perspectiva de que “qualquer movimento de flexibilização monetária adicional deve ser conduzido com parcimônia” (par. 35). Entendemos ser este um sinal de sua intenção de manter o ciclo de corte de juros ao ritmo atual.
Em suma, a ata de hoje é consistente com nosso cenário de mais dois cortes de 0,50 p.p. nas próximas duas reuniões do Copom, em agosto e outubro, levando a Selic a 7,00% e permanecendo nesse patamar até o fim do ano.
Ilan Goldfajn
Economista-Chefe
Caio Megale
Economista
1 comentário | Comentar
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1 Wilson 24/07/2012 19:02
Mas o problema de prever a atividade deste semestre no Brasil é que a bola tá com a europa.
Ricardo Gallo 25/07/2012 11:44
é…. porem acho que vai melhorar … aqui pelo menos…la, acho que nao!