Lições dos bancos europeus
Muito já se falou sobre os problemas dos estados europeus, de seus gastos, de suas finanças precárias, do aperto fiscal e dos seus impactos na demanda interna e no emprego, enfim, a mídia tem dado um enorme foco foi dado nas finanças públicas.
Porém pouco tem se comentado sobre onde a crise começou e onde pode acabar: os bancos.
Para que os estados europeus pudessem expandir irresponsavelmente seus gastos na última década, foi preciso que alguém lhes financiasse, pois dinheiro não cai do céu. Se eles gastaram mais do que podiam é porque alguém lhes emprestou tal grana. It takes two for a tango…
Os bancos europeus foram os agentes que financiaram esta festa. Alguns financiaram as bolhas imobiliárias, que inflaram artificialmente a arrecadação de impostos de alguns países (Espanha e Irlanda), e agora precisam resolver os problemas de seus bancos com os créditos imobiliários inadimplentes. Outros bancos financiaram diretamente os gastos dos governos periféricos através de compra de títulos destes países. Tais bancos assumiram que tais papéis, por serem de governos da região do Euro e denominados em Euros não estariam sujeitos a risco de calote. Esta percepção reduziu dramaticamente o custo de captação dos países periféricos ao ponto da Grécia ter sido capaz de captar recursos por 10 anos pagando juros anuais de 0,50% a.a. acima dos juros alemães. Esta queda acelerada do custo financeiro elevou dramaticamente o endividamento das famílias, estados e empresas na periferia da Europa.
Os bancos europeus reagiram a este choque de queda de taxas e de percepção de risco aumentando fortemente a oferta de crédito. Seus balanços cresceram rapidamente e sua alavancagem (relação entre recursos captados junto a investidores / capital próprio) subiu muito. Isto acabou elevando os lucros dos bancos, o que por sua vez aumentava a compensação de seus executivos que ficavam assim mais motivados para fazer mais empréstimos.
Esta expansão rápida do crédito acelerou o crescimento econômico nos países periféricos o que aumentou a popularidade de seus governos. Isto acabou reduzindo o incentivo para que os líderes governamentais agissem no sentido de evitar que tal bolha de crédito se formasse. O custo político de se atuar no sentido de contar tal bolha seria elevadíssimo e levaria tais lideranças a derrotas políticas nos sistemas democráticos.
Nada disto é ilegal, antiético ou imoral. A vida é assim. Reagimos de acordo com os incentivos que recebemos, dentro das regras que estabelecemos e guiados pelos nossos ideais, valores e ambições individuais. Contudo, esta coisa toda deu no que deu: uma crise econômica que pode levar ao fim da união europeia, com consequências políticas e econômicas impensáveis.
Com o estouro das bolhas imobiliárias e de crédito vividas pelos países periféricos, a atividade econômica se desacelerou, o que induziu a uma imediata redução na oferta de crédito por parte dos grandes bancos. É razoável que um banqueiro aja assim: quando a atividade econômica cai, o risco de inadimplência em suas carteiras de empréstimos aumenta, o que os leva a reduzir a oferta de novos empréstimos e a aumentar as taxas cobradas para compensar esta elevação dos riscos. Qualquer gestor sério de instituição financeira ou regulador de bancos recomendaria tais atitudes. Esta redução na oferta de crédito levou a um novo ciclo de desaquecimento econômico que aumentou ainda mais a inadimplência. Para conter este ciclo, cabe aos BC’s reduzirem os juros e aumentarem a liquidez no sistema. E foi isto o que ECB fez. Porém quando a atividade já está fraca e os juros já estão baixos, a eficácia desta política monetária expansionista é muito pequena. É fundamental que os governos adotem uma política fiscal expansionista nestes casos, o que implicaria em aumento dos déficits fiscais dos países periféricos e em sua necessidade de financiamento junto ao mercado. Contudo, a deterioração das contas públicas destes países em virtude da queda de arrecadação de impostos e elevação dos gastos através dos chamados estabilizadores econômicos (seguro desemprego, entro outros) fez com que a oferta de crédito para tais governos diminuísse, o que elevou seu custo de captação, piorando ainda mais a situação fiscal destes países. Assim, os estados que seriam os salvadores da pátria, acabaram sendo amarados pela crise, tornando-a ainda mais dramática.
Neste cenário de deterioração econômica acelerada, a probabilidade de inadimplência por parte dos tomadores de crédito dispara, exigindo um forte aumento no provisionamento por parte dos bancos, o que acaba por reduzir sua capitalização ainda mais, tornando-os mais vulneráveis.
Os modelos de provisionamento de empréstimos se baseiam em dois fatores:
- 1.A probabilidade do devedor não honrar seus compromissos
- 2. A perda esperada no caso do devedor não honrar.
no vencimento;
Quanto maior o produto de (1) x (2), mais provisão precisa ser feita, e pior fica a capitalização dos bancos.
Com a queda da atividade econômica, o número de empresas que não conseguem gerar lucros aumenta e o número de desempregados também aumenta, o que aumenta a probabilidade de (1).
Quando alguém não honra um empréstimo, há algumas formas de você tentar recuperar suas perdas:
- Venda dos ativos pegos em garantia, como imóveis ou carros;
- Liquidação de ativos da empresa ou do cliente no caso de sua falência;
- Descontos no valor da dívida ou nos juros, para que cliente possa pagar.
Numa crise como a que está ocorrendo na Europa, o valor que você consegue na venda ou liquidação de ativos cai muito, pois ninguém quer comprar nada numa situação destas. Logo, os descontos concedidos para empréstimos com problemas aumentam, o que aumenta a perda que mencionei em (2) acima.
Neste cenário de crise, o produto (1) x (2) sobe bastante, o que força os bancos a aumentarem dramaticamente suas provisões, reduzindo sua capitalização e, portanto, sua vontade de fazer mais empréstimos. Com isto é natural que as taxas de juros cobradas pelos bancos subam, apesar da queda dos juros básicos fixados pela política monetária.
Tal cenário é percebido pelos investidores e depositantes que começam a retirar os recursos depositados nos bancos que ficaram menos capitalizados, e passam a depositá-los em bancos mais sólidos. Isto acaba empoçando a liquidez em alguns poucos bancos, o que impede a circulação da moeda pela economia, sufocando ainda mais a atividade econômica. Para evitar que tal situação se agrave, o Banco Central precisa ter a missão de ser o emprestador de último recurso: cabe a ele prover liquidez aos bancos que estejam tendo fuga de depósitos e assim demandar um aumento de seu capital por parte de seus acionistas para fazer frente às perdas de crédito esperadas. O ECB proveu linhas aos bancos europeus, porém exigindo garantais em contra partida. É de se esperar que um bom gestor público, como o diretor de um BC, proteja os recursos dos contribuintes que foram emprestados aos bancos com problemas de liquidez, exigindo boas garantias nos empréstimos a eles concedidos. O BC escolhe, portanto, os melhores empréstimos dos bancos e os toma em garantia. Ou seja, se banco quebrar, o BCE poderá cobrar os empréstimos diretamente de seus devedores originais e com isto se ressarcir das eventuais perdas em suas operações de liquidez feitas junto aos bancos com problemas. Nada mais justo. Como contribuinte, eu não esperaria nada menos de nosso BC numa situação análoga.
Porém, ao se apropriar dos melhores empréstimos como garantia nas linhas estendidas aos bancos com problema, os outros credores terão acesso a créditos de pior qualidade no caso de quebra destes bancos com problemas. Ou seja, toda vez que o BC empresta a um banco, a qualidade da garantia que sobra aos outros credores piora. Isto acaba elevando os juros cobrados pelos investidores, o que reduz a rentabilidade dos bancos, piorando a situação deles ainda mais.
E no caso dos bancos com problemas não apresentarem um montante suficiente de empréstimos de qualidade que sirvam como garantia ao BC, só restará ao BC liquidar tais bancos. Porém, e se tais bancos forem sistemicamente importantes, ou seja, grandes demais para quebrar? O que fazer? Deixar quebrar um banco assim arruinaria a economia de vez. Logo é do interesse público que tais bancos não quebrem. É preciso que o estado assuma as perdas nestes casos, protegendo os milhares de depositantes, penalizando apenas os acionistas e investidores de maior risco.
Para evitar que as coisas saiam do controle, os governos normalmente estendem garantias a todos os depositantes, de tal forma que, no caso de quebra dos bancos com problemas, todos os depositantes seriam pagos pelo governo, que assumiria assim, junto com os acionistas dos bancos, as perdas.
Porém a garantia sobre todos os depósitos de todos os bancos, oferecida por tais governos com suas finanças públicas fragilizadas, pouco vale, dado o volume de depósitos que precisam ser cobertos. Tal garantia acaba por aumentar o endividamento potencial do setor público, no caso de uma quebra de algum banco importante. Isto levaria tais países à insolvência, como quase aconteceu no caso da Irlanda.
Resta alternativa: o governo poderia forçar aumentos na capitalização destes bancos por parte de seus acionistas, exigindo que a totalidade dos créditos que possam se tornar problemáticos numa situação de stress econômico ainda maior seja provisionada. Caso os acionistas não consigam capitalizar os bancos, o governo injetaria o capital necessário e assumiria o controle de tais instituições, para sua posterior venda.
Novamente surge o problema da fragilidade fiscal dos governos periféricos: da onde viriam os fundos governamentais para tais aportes de capital?
A solução encontrada na Europa foi usar o fundo de estabilização monetária criado para ajudar os governos com problema. Tal fundo injetaria recursos nos bancos locais diretamente. Tais bancos passariam então a ser supervisionados pelo ECB dentro de regras mais rígidas. Com isto é provável que a fuga de depósitos seja estancada, evitando assim um agravamento maior dos problemas bancários na Europa.
Mas quais lições nós podemos tirar desta história toda? Seguem alguns pensamentos que me ocorreram:
- É preciso que haja instituições independentes encarregadas pelo acompanhamento econômico e que tenham o poder e autonomia para atuar no sentido de impedir um crescimento excessivamente rápido do endividamento geral na economia, não só através do crédito bancário, como no mercado de capitais, no endividamento externo, dos governos.
- A saúde do sistema bancário é crítica para o funcionamento da economia. Sem bancos fortes e rentáveis a economia quebra.
- Dinheiro é um bem público. A César o que é de Cesar. A guarda do dinheiro, portanto, é um serviço público. Logo, na prática, os bancos são concessionários de serviços públicos e, portanto, devem ser regulados e geridos como tal.
- Os sistemas de garantias de depósitos bancários precisam ser geridos com prudência, e apresentar uma musculatura forte o suficiente para encarar os momentos de crise.
- Além dos fundos de garantia de depósitos fica evidente a necessidade de se ter um fundo para capitalização dos bancos em situação de crise. Este fundo precisaria ser formado nos momentos de vacas gordas, com parte das receitas dos bancos, como uma taxa a ser paga ao poder concedente. Assim, aqueles que desejassem abrir um banco pagariam um prêmio ao poder concedente pela concessão da licença e uma parte de suas receitas anuais, que seria definida de acordo com o perfil de risco das atividades daquela instituição. Estas taxas seriam usadas para financiar o fundo de capitalização dos bancos, e estariam vinculadas as receitas por estes geradas. Mais receita significa mais risco, e, portanto, mais contribuição ao fundo de capitalização.
- É importante repensar o conceito de banco grande demais para quebrar. Se um banco está nesta categoria, ela automaticamente tem um garantia implícita em todos seus depósitos e captações, dada pelo governo federal. Porém ele não paga nada por isto. Ele de fato recebe dinheiro, pois, por ter tal garantia implícita, ele consegue captar depósitos a um custo mais baixo do que os bancos menores que não têm a mesma garantia implícita. Hoje os grandes bancos pagam apenas uma pequena contribuição mensal sobre o volume de seus depósitos a algum fundo de garantia de depósitos, que na maioria dos casos é sub capitalizado (2% dos passivos do sistema) e que só funciona para socorrer os bancos menores. No caso de problemas nos bancos maiores, é suposto que os governos irão socorrê-los. Contudo, eventuais socorros a estes bancos grandes demais para quebrar implicariam em quantias elevadíssimas, que afetariam as finanças públicas, significando em aumento de impostos para toda a sociedade.
- É perigoso permitir que os bancos dependam muito de recursos captados numa moeda sobre a qual o governo e o BC não tenham soberania quanto a sua emissão. Imagine uma situação em que um grande banco americano, sediado nos EUA, usasse sua subsidiária no Brasil para se financiar através de depósitos em Reais, captados no Brasil, e que os emprestasse nos EUA para empresas americanas. Se este banco viesse a ter problemas e apresentasse uma perda de depósitos, quem iria emitir os Reais para que o BC americano emprestasse para este banco honrar suas obrigações em Reais no Brasil? Nosso BC iria socorrer um banco americano que está emprestando R$ nos EUA? Com o FED faria para socorrer tal banco? Logo, é fundamental que se limite o volume de captações em moeda estrangeira feitas por bancos brasileiros e por suas subsidiárias no exterior. Um fundo especial garantidor de depósitos deveria ser criado para estes casos, ou linhas cruzadas de socorro com outros BC’s do mundo todo deveriam estar sempre prontas, mas em volume suficiente para cobrir os passivos em moeda estrangeira de nossos bancos;
- É fundamental que o BC possa atuar com autonomia, mas dentro de padrões rígidos, como emprestador de último recurso no caso de corridas bancárias. Os fundos garantidores de depósito não tem o montante necessário de recursos para atuar em tais situações quando elas atingem os bancos sistemicamente importantes. Contudo, em alguns países, como o Brasil, questões legais ligadas ao cumprimento da Lei de Responsabilidade fiscal impedem ou inibem atuações do BC neste sentido. Seria preciso rever o arcabouço jurídico nestes casos com o objetivo de viabilizar ações do BC em situações especiais, autorizadas pelo CMN, e que os ativos recebidos em garantia em tais transações de socorro sejam de qualidade irrefutável, empacotados na forma de títulos securitizados negociáveis, com grande diversificação na carteira de empréstimos que os constituem.
Enfim, acho que vale a pena olhar e aprender um pouco com os erros dos outros. Pois o custo de se aprender como os nossos erros num assunto como este é muito elevado.
47 comentários | Comentar
Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!
47 Jose Humberto Alves dos Santos 17/07/2012 19:12
Lembra-se? “nada disso é ilegal, imoral ou desonesto”
Acho que é melhor publicar um novo post
Somente dessa forma essa afirmação será esquecida!!!
Ricardo Gallo 19/07/2012 9:44
nao eh imoral emprestar dinheiro. nao eh imoral ser banqueiro. porem eh imoral fraudar, roubar, corromper. se voce quer ler aqs coisas do seu jeito, fique a vontade. porem nem o IG me pauta…logo… obrig
Ricardo Gallo 19/07/2012 9:38
nao eh imoral emprestar dinheiro. nao eh imoral ser banqueiro. porem eh imoral fraudar, roubar, corromper. se voce quer ler aqs coisas do seu jeito, fique a vontade. porem nem o IG me pauta…logo… obrigado.
Ricardo Gallo 19/07/2012 9:38
nao eh imoral emprestar dinheiro. nao eh imoral ser banqueiro. porem eh imoral fraudar, roubar, corromper. se voce quer ler aqs coisas do seu jeito, fique a vontade. porem nem o IG me pauta…logo…
46 Derivaldo 16/07/2012 21:14
Grande Ricardo Gallo! Como sempre, objetivo e lúcido. Quase um tratado seu artigo. Obnrigado
pela contribuição a todos nós.
Ricardo Gallo 17/07/2012 11:45
obrigado pelo comentario!
45 Eduardo de Faria Carvalho 13/07/2012 12:50
Grande Gallo
Grato pelo seu comentário.
Gostaria sim de ir visitá-lo, mas para tanto precisamos combinar horário e você precisa me dar seu endereço. Anexo vai meu email particular.
Um grande abraço
44 Jose Humberto Alves dos Santos 12/07/2012 14:29
Quer outros exemplos de ilegalidade ou imoralidade?
Wachovia – HSBC e muito mais
Por favor, leia o artigo de Clovis Rossi, hoje na Folha
Ricardo Gallo 12/07/2012 18:22
Manda prender! Agora por favor nao toque na minha poupanca, no meu cdb, nem em parte da aposntadoria do cloviss que ta investida em papeis de bancos…
43 Jose Humberto Alves dos Santos 12/07/2012 8:56
Desculpe-me Ricardo
Qdo disse Irlanda deveria ter dito Islândia.
Lá o governo não honrou os débitos bancários e os bvanqueiros foram ou para a cadeia ou estão foragidos…
Ricardo Gallo 12/07/2012 18:58
http://www.fdic.gov/about/learn/learning/when/1930s.html
Mostra o q acontece quando se deixa alguns bancos quebrarem, deixando os poupadores em panico…..
Teve q o roosevelt criar o seguro de deposito…fgc deles…fidc…..senao coisa ia pro saco.
Nao pode deixar que depositantes nao posso sacar suas poupancas de bancos durante crises!!! Nao pode!!
Agora, quer prender banqueiro? Ok, desde que dentro da lei.
Quer desapropriar os acionistas dos bancos que quebram? Foi assim proer, eh assim nos eua, eh assim na alemanha….
Porem tem que salvar os bancoes em crise para nao arrunar com depositantes!!!!
Ricardo Gallo 12/07/2012 18:39
Ps: a divida publica islandesa satou de 30 para 100 pct do pib na crise…100….
E sabe pq eles deixaram os bancos quebrar? Pois eles deixaram bancos se alavancarem ate 10 x seu pib…. Ficarm too big to be safed, nas palavras do proprio presidente do bc daquele pais….logo…..
Ricardo Gallo 12/07/2012 18:35
Vamos la: o governo la honrou todos todos os depositos. E a islandia entrou numa recessao que faz a crise americana parecer um passeio…. E veja abaixo na aprsentacao feita pelo presidente do bc islandes
http://www.bportugal.pt/en-US/OBancoeoEurosistema/IntervencoesPublicas/Lists/LinksLitsItemFolder/Attachments/43/intervpub20120426.pdf
Vale a pena ler…
Co o eu disse, ninguem deixa depositante na mao. Bond holders, eventualmente….. Quando sao gringos…. Mas depositante, tem que salvar!!!! Tem que salvar!!!!!
Ate islandia garantiu os depositantes…
42 José Humberto Alves dos Santos 09/07/2012 12:17
Concordo em muita coisa com o seu artigo, mas…
“nada disso é ilegal, antiético ou imoral” Ora, ora ora.
Veja o Braclays
Veja o Societe
Veja os bancos espanhois
Ora ora ora.
A esperteza é grande; e por que?
É grande demais para quebrar? Ora, que quebre
Veja a Irlanda. Deixou quebrar e não foi o fim do mundo
O que é o fim do mundo é voce salvar os bancos e desempregar gente.
Eu disse GENTE.
Vamos deixar quebrar, vamos deixar quebrar, por que não?
Ricardo Gallo 09/07/2012 18:11
Bancos na irlanda nao quebraram. Seus credores seniores e depositantes foram salvos pelo governo irlandes, que assumiu o custo de gaantir todos seus depositos e varios de seus titulos emitidos, e Quase foi a falencia….. Nemhum banco irlandes grande quebrou… Nenhum ficou um dia sem resgatar seus depositos ou obrigacoes seniores.
Ricardo Gallo 09/07/2012 18:08
Vamos lah…
Bancos espanhois que estao com problemas sao todos estatais…as caxas provinciais que sao os maiores emprestadores imobiliarios da espanha…. O bankia, o maior deles, tem 10 milhoes de clientes, que teriam seus depositos bloqueados se banco quebrasse. E os funcionarios publicos que aprovaram os creditos errados provavelmente manteriam seus empregos. Quando falo em evitar quebra de banco, eu falo em proteger depositante e credore, nao acionistas…. Que no caso espanhol sao os governos….
Barclays: uma fraude que deve ser punida, porem banco eh solido pacas e nao precisa de salvamento.
Socgen: nao sei de nenhumo problema com eles. E te garanto que os socialistas franceses o estatizaria ao primeiro sinal de problema para que seus despositantes e credores nao perdessem dinheiro…
Porem entendo sua indignacao, pois de fato dentro da cartilha liberal capitalista recomenda se deixar que empresas que fazem bobagem quebrar. E bancos nao deveriam ser excecao. Porem eles infelizmente sao grandes demais para que deixemos quebrar…. Senao o povo que depositou a grana no banco eh quem ae ferra….. Vide 1929 ….
O grande capital foge rapido dos bancos com problemas, sacando seus depositos ao primeiro sinal de problema. Os pequenos depositantes ficam e teriam suas poupancas destruidas no caso de quebra….
Embor eu co corde conceitualmente com sua visao liberal para a resolucao dests problemas, politicamente eh inviavel seguir este caminho. Haveria uma fuga de depositos dos outros bancos suadaveis em funcao do contagio ( vide o q ocorreu nos eua apos quebra da lehmann) com profundo impacto na economia. O berco do liberalismo economico capitalista, os eua, na administracao bush seguiu sua recomendacao no caso lehman e deu no que deu..tiveram que socorrer todos os outros bancos com pacotes trilionarios,,,.
Porem eu entendo sua indignacao e a respeito. Doi tbem no meu coracao liberal este tipo de i tervencao .
41 guimaraes 07/07/2012 11:11
PORQUE NÃO PUBLICAM MEU COMENTÁRIO ??? SERÁ QUE AGREDI ALQUEM ???
Ricardo Gallo 07/07/2012 23:56
Falha minha…estou fora do escritorio…. E eu leu e respondo todos. Obrigado pelo comentario e obrigado!
40 Wendell 06/07/2012 17:33
Prezado Ricardo Gallo, parabéns pelo artigo.
Como você bem afirmou “Com a queda da atividade econômica, o número de empresas que não conseguem gerar lucros aumenta e o número de desempregados também aumenta, o que aumenta a probabilidade de (1)”.
No Brasil, a atividade econômica segue em nítida desaceleração, já se esperando que o crescimento do PIB seja inferior a 2%. A redução dos lucros das empresas é evidenciada a cada resultado trimestral.
Apesar do mercado de trabalhor mostrar resiliência, certamente o menor ritmo de atividade econômica, mais cedo ou mais tarde, irá impactar o nível de emprego, elevando o número de desempregados.
Logo, nesse panorama, “neste cenário de crise, o produto (1) x (2) sobe bastante, o que força os bancos a aumentarem dramaticamente suas provisões, reduzindo sua capitalização e, portanto, sua vontade de fazer mais empréstimos. Com isto é natural que as taxas de juros cobradas pelos bancos subam, apesar da queda dos juros básicos fixados pela política monetária”.
No entanto, no Brasil, o Governo atua no sentido de forçar a redução dos spreads e obrigar os bancos _particularmente os estatais_ a conceder mais empréstimos, contrariando a tendência natural do mercado.
Qual a sua avaliação a respeito dessa situação, sobretudo quanto às perspectivas para os bancos no Brasil?
Ricardo Gallo 07/07/2012 23:57
Rentabilidade dos bancos vai cair…. Veja na categoria bancos alguns outros posts sobre o assunto. Gracias!
39 Demétrius 06/07/2012 15:47
Artigo nota 10, Gallo. Deve ter sido a vitória de ontem que lhe inspirou. Se por aqui tem bolha, penso que não; mas que o tombo no PIB de 2012 está garantido, isso está.
Ricardo Gallo 07/07/2012 23:58
Eh….. Vai dar menos de 2 pct….. E quando falei que nao ia dar tres apanhei pacas…..
38 Guilherme 06/07/2012 11:54
Gallo,
aproveitando a pergunta do leitor:
Existe a possibilidade de ter alguma bolha em um país no qual o juro básico é 8,50%?
Eu entendo que as condições necessárias para a criação de uma bolha seriam dinheiro barato e dinheiro fácil….
Ricardo Gallo 08/07/2012 0:00
Sim. Basta ver o q hiuve com acao da empresa do eike batista….. E com a explosao de preco de alguns imoveis….. E com a compra de carros financiados…. Da sim.