Sem novidade: Bolívia desapropria empresa de energia
Veja abaixo a notícia…. Nossos vizinhos são espetaculares. É um alerta para empresas brasileiras que fazem negócios nestes países, onde contratos não são respeitados. O que estava restrito a Venezuela se espalhou para Bolívia, Equador e Argentina…..
Tropas bolivianas invadiram as instalações da empresa Transportadora de Electricidad, detida maioritariamente por capitais espanhóis da Red Electrica e responsável pela maioria da distribuição elétrica na Bolívia. Os soldados obedeceram a ordens do Presidente Evo Morales.
Morales aproveitou de novo o simbolismo do 1º de maio, dia do trabalhador, para dar mais um passo na nacionalização do sector energético da Bolívia.
“Estamos a nacionalizar a Transportadora de Electricidad em nome do povo boliviano como uma homenagem apropriada aos trabalhadores que lutaram pela retoma dos nossos recursos naturais e serviços básicos,” afirmou o Presidente boliviano numa cerimónia no palácio presidencial na capital La Paz.
A tomada de controlo da sede da empresa, em Cochabamba, decorreu pacificamente. Soldados hastearam à entrada a bandeira da Bolívia.
A Red Electrica ainda não reagiu a nacionalização da sua empresa, o segundo golpe a multinacionais espanholas em menos de um mês, por parte de países do continente americano.
No dia 16 de abril, há duas semanas, a Argentina expropriou a YFP, uma empresa petrolífera detida pela espanhola Repsol, agravando ainda mais a recente tensão política entre os dois países e abrindo um conflito diplomático com a União Europeia.
Retomar o que antes era da Bolívia
Atraves da Transportadora de Electricidad, a Red Electrica controlava 74 por cento da rede de transmissão electrica boliviana, o equivalente a cerca de 2,772 quilómetros de linhas de alta voltagem.
“Só para esclarecer a opinião pública nacional e internacional, estamos a nacionalizar uma empresa que antes era nossa”, afirmou o Presidente, em resposta a eventuais críticas. O sector energético boliviano tinha sido privatizado há cerca de uma década.
“Investimos 220 milhões de dólares na geração e outros lucraram com isso. Por essa razão, irmãos e irmãs, decidimos nacionalizar a transmissão elétrica,” explicou Morales, sem dar detalhes sobre a forma com é que a Red Electrica será compensada.
Politica de nacionalizações
Há dois anos, também no dia 1 de maio, o governo liderado por Morales nacionalizou as principais centrais hidroelectricas, detidas pela francesaGDF Suez e pela britânica Rurelec PLC, com quem não foram ainda estabelecido acordos de indemnização.
Cerca de 20 por cento da indústria energética mantém-se fora do controlo estatal, sobretudo no leste da Bolívia, onde pequenas empresas privadas abastecem cidades sem estarem ligadas à rede de distribuição nacional.
Além da electricidade, o governo de Evo Morales, o primeiro Presidente Indígena da Bolívia, está igualmente a colocar sob controlo estatal os sectores da água e de telecomunicações. Em 2008, nacionalizou a principal empresa de telecomunicações Entel, até então posse dos italianos da Telecom Italia Spa.
Em 2006, no primeiro ano do seu mandato, Morales anunciou igualmente a nacionalização dos sectores do gás e do petróleo tendo conseguido concessões das multinacionais. Tem igualmente renegociado contratos para dar aos bolivianos maior controlo e mais lucros da indústria de gás, uma das maiores do país, a par da mineração
Graça Andrade Ramos, RTP01 Mai, 2012, 19:58
2 comentários | Comentar
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2 Wilson 03/05/2012 9:44
Mais uma vergonha para a américa latina. Ainda bem que o Brasil conseguiu dar uma descolada da imagem generalista que o mundo fazia dessa região. São meia dúzia de países para criar uma imagem decente e o resto é realmente resto.
1 Hudson 02/05/2012 20:34
Qual a surpresa?O índio não tungou duas refinarias da Petrobrás(Povo brasileiro),e o curioso José Dirceu,foi a Bolívia dois dias antes…Até hoje não pagaram,mas a grande imprensa brasileira esqueceu!!E o José Dirceu viajou no avião da MMX, de Eike Batista!!!!!
Ricardo Gallo 02/05/2012 21:47
surpresa:zero….