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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 Brasil Juros, politica economica | 23:16

BC do B se inspira no FED: juro ficará abaixo dos 10%aa

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O BC do B mandou um recado forte na ata de sua reunião da semana passada: sinalizou que estamos caminhando para uma taxa de juros de um dígito no Brasil, ou seja, taxas selic abaixo dos 10 % aa. É a primeira vez que o BC se manifesta com tanta clareza sobre o que ele considera a taxa neutra de juros no Brasil.

Ele afirma que a taxa de juros neutra de juros, aquela taxa que não estimula nem restringe a atividade econômica, estaria caindo em virtude de diversos fatores como:

  • a queda de prêmio de risco Brasil, 33
  • manutenção de superavits fiscais, 33
  • a queda na relação dívida pública / pib, 33
  • estabilidade econômica, 33
  • maior endividamento das famílias e empresas, 33
  • crédito externo farto a barato,34

No curto prazo  o BC do B está confiante na queda da inflação por diversas razões:

  • agravamento da crise na Europa,23
  • desaquecimento na China, 23
  • queda no fluxo de capitais externos e menor oferta de crédito externo, 24
  • queda na expectativa de inflação para 2012,26
  • manutenção de superavit fiscal primário, 27
  • redução na oferta de crédito pelo BNDES, 28
  • moderação no mercado de trabalho, 29
  • queda no nível de utilização da capacidade ociosa, 29
  • queda no preço das commodities, 29

Logo, vai derrubar juros em o,50% na próxima reunião.

Meus comentários:

a. embora eu concorde totalmente com a análise do BC, eu acho que se a crise externa não for tão grave como BC espera, podemos nos surpreender bastante com a reação de nossa economia e com a trajetória da inflação;

b. de qualquer forma, este é um sinal que teremos taxas reais de juros ( juro nominal descontado da inflação corrente) abaixo dos 5% aa nos próximos anos : ou porque a inflação subirá, ou porque de fato os juros neutros são mais baixos. Acho bom comprar umas NTN-B’s… só para garantir.

Obs: os números à direita dos pontos listados acima se referem aos parágrafos selecionados na ata,  que seguem abaixo:

Implementação da política monetária

21. O Copom avalia que a política monetária deve contribuir para a consolidação de um ambiente macroeconômico favorável em horizontes mais longos. Nesse sentido, reitera que, no regime de metas para a inflação, orienta suas decisões de acordo com os valores projetados para a inflação pelo Banco Central e com base na análise de cenários alternativos para a evolução das principais variáveis que determinam a dinâmica dos preços. O Comitê entende, também, que riscos baixos para a inflação subjacente no curto prazo tendem a reduzir incertezas em relação ao comportamento futuro da inflação plena, facilitam a avaliação de cenários por parte da autoridade monetária, assim como auxiliam no processo de coordenação de expectativas dos agentes econômicos, em particular, dos formadores de preços. Note-se, adicionalmente, que riscos baixos para a inflação subjacente no curto prazo tendem a potencializar os efeitos das ações de política monetária, fazendo com que elas possam afetar de forma mais duradoura a dinâmica da inflação plena no futuro. Embora reconheça que outras ações de política macroeconômica podem influenciar a trajetória dos preços, o Copom reafirma sua visão de que cabe especificamente à política monetária manter-se especialmente vigilante para garantir que pressões detectadas em horizontes mais curtos não se propaguem para horizontes mais longos.
22. A evidência internacional, no que é ratificada pela experiência brasileira, indica que taxas de inflação elevadas levam ao aumento dos prêmios de risco, tanto para o financiamento privado quanto para o público, e ao encurtamento dos horizontes de planejamento, tanto das famílias quanto das empresas. Consequentemente, taxas de inflação elevadas reduzem os investimentos e o potencial de crescimento da economia, além de terem efeitos regressivos sobre a distribuição de renda. Dito de outra forma, taxas de inflação elevadas não trazem qualquer resultado duradouro em termos de crescimento da economia e do emprego, mas, em contrapartida, trazem prejuízos permanentes para essas variáveis no médio e no longo prazos. Assim, a estratégia adotada pelo Copom visa assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas, o que exige a pronta correção de eventuais desvios em relação a essa trajetória. Tal estratégia leva em conta as defasagens do mecanismo de transmissão e é a mais indicada para lidar com a incerteza inerente ao processo de formulação e de implementação da política monetária.
23. O Copom considera que, desde sua última reunião, os riscos para a estabilidade financeira global se mantiveram elevados e teve continuidade o processo de deterioração do cenário internacional, que, já naquela oportunidade, contemplava reduções generalizadas e de grande magnitude nas projeções de crescimento para os principais blocos econômicos. O Comitê entende que permanecem elevadas as chances de que restrições às quais hoje estão expostas diversas economias maduras se prolonguem por um período de tempo maior do que o antecipado. Nota ainda que, nessas economias, parece limitado o espaço para utilização de política monetária e prevalece um cenário de restrição fiscal. Além disso, em importantes economias emergentes, apesar da resiliência da demanda doméstica, o ritmo de atividade tem moderado, em parte, consequência de ações de política e do enfraquecimento da demanda externa, via canal do comércio exterior. Dessa forma, o Comitê avalia que o cenário internacional manifesta viés desinflacionário no horizonte relevante.
24. Para o Copom, acumulam-se evidências que apoiam a visão de que a transmissão dos desenvolvimentos externos para a economia brasileira se materializa por intermédio de diversos canais, entre outros, redução da corrente de comércio, moderação do fluxo de investimentos, condições de crédito mais restritivas e piora no sentimento de consumidores e de empresários. O Comitê entende que os efeitos da complexidade que cerca o ambiente internacional se somam aos da moderação da atividade doméstica, que se manifesta, por exemplo, no recuo das projeções para o crescimento da economia brasileira neste e no próximo ano. Dito de outra forma, o processo de moderação em que se encontrava a economia brasileira foi potencializado pela fragilidade da economia global.
25. O Copom pondera que, embora esteja em curso moderação da expansão da demanda doméstica, são favoráveis as perspectivas para a atividade econômica. Essa avaliação encontra suporte em sinais que, apesar de indicarem arrefecimento, apontam que a expansão da oferta de crédito tende a persistir tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas; e no fato de a confiança de consumidores, a despeito de acomodação na margem, encontrar-se em níveis elevados. O Comitê entende, adicionalmente, que a atividade doméstica continuará a ser favorecida pelas transferências públicas, bem como pelo vigor do mercado de trabalho, que se reflete em taxas de desemprego historicamente baixas e em crescimento dos salários, apesar de certa acomodação na margem.
26. O Copom reafirma sua visão de que a inflação acumulada em doze meses, que começou a recuar no último trimestre, tende a seguir em declínio e, assim, a se deslocar na direção da trajetória de metas. O Comitê avalia que, por si só, a inversão na tendência da inflação contribuirá para melhorar as expectativas dos agentes econômicos, em especial dos formadores de preços, sobre a dinâmica da inflação nos próximos trimestres. Adicionalmente, o Comitê entende que essa melhora no sentimento será potencializada pelo processo, ora em curso, de reavaliação do ritmo da atividade, doméstica e externa, neste e nos próximos semestres.
27. O Copom observa que o cenário central para a inflação leva em conta a materialização das trajetórias com as quais trabalha para as variáveis fiscais. Importa destacar que a geração de superávits primários compatíveis com as hipóteses de trabalho contempladas nas projeções de inflação, além de contribuir para arrefecer o descompasso entre as taxas de crescimento da demanda e da oferta, solidificará a tendência de redução da razão dívida pública sobre produto.
28. O Copom destaca que o cenário central também contempla expansão moderada do crédito. Ainda sobre esse mercado, o Comitê considera oportuna a introdução de iniciativas no sentido de moderar concessões de subsídios por intermédio de operações de crédito.
29. O Copom avalia como decrescentes os riscos derivados da persistência do descompasso, em segmentos específicos, entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda. Destaca, entretanto, a estreita margem de ociosidade no mercado de trabalho, apesar dos sinais de moderação nesse mercado, e pondera que, em tais circunstâncias, um risco importante reside na possibilidade de concessão de aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade e suas repercussões negativas sobre a dinâmica da inflação. Por outro lado, observa que o nível de utilização da capacidade instalada tem recuado e se encontra abaixo da tendência de longo prazo, ou seja, está contribuindo para a abertura do hiato do produto e para conter pressões de preços. O Comitê também observa que, de modo geral, os preços das commodities nos mercados internacionais têm apresentado comportamento benigno.
30. Em suma, o Copom reconhece um ambiente econômico em que prevalece nível de incerteza muito acima do usual, e pondera que o cenário prospectivo para a inflação, desde sua última reunião, acumulou sinais favoráveis. O Comitê nota que, no cenário central com que trabalha, a taxa de inflação posiciona-se em torno da meta em 2012, e são decrescentes os riscos à concretização de um cenário em que a inflação convirja tempestivamente para o valor central da meta.
31. Nesse contexto, dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 10,50% a.a., sem viés.
32. O Copom avalia que a demanda doméstica ainda se apresenta robusta, especialmente o consumo das famílias, em grande parte devido aos efeitos de fatores de estímulo, como o crescimento da renda e a expansão do crédito. Esse ambiente tende a prevalecer neste e nos próximos trimestres, quando a demanda doméstica será impactada pelos efeitos das ações de política monetária recentemente implementadas, que, de resto, são defasados e cumulativos. Por outro lado, o Comitê pondera que iniciativas recentes reforçam um cenário de contenção das despesas do setor público. Também se apresenta como importante fator de contenção da demanda agregada a substancial e persistente deterioração do cenário internacional. Esses elementos e os desenvolvimentos no âmbito parafiscal são parte importante do contexto no qual decisões futuras de política monetária serão tomadas, com vistas a assegurar a convergência tempestiva da inflação para a trajetória de metas.
33. O Copom entende que ocorreram mudanças estruturais significativas na economia brasileira, as quais determinaram recuo nas taxas de juros em geral, e, em particular, na taxa neutra. Apoiam essa visão, entre outros fatores, a redução dos prêmios de risco, consequência direta do cumprimento da meta de inflação pelo oitavo ano consecutivo, da estabilidade macroeconômica e de avanços institucionais. Além disso, o processo de redução dos juros foi favorecido por mudanças na estrutura dos mercados financeiros e de capitais, pelo aprofundamento do mercado de crédito bem como pela geração de superávits primários consistentes com a manutenção de tendência decrescente para a relação entre dívida pública e PIB. Para o Comitê, todas essas transformações caracterizam-se por um elevado grau de perenidade – embora, em virtude dos próprios ciclos econômicos, reversões pontuais e temporárias possam ocorrer – e contruibuem para que a economia brasileira hoje apresente sólidos indicadores de solvência e de liquidez.
34. O Copom também pondera que têm contribuído para a redução das taxas de juros domésticas, inclusive da taxa neutra, o aumento na oferta de poupança externa e a redução no seu custo de captação, as quais, na avaliação do Comitê, em grande parte, são desenvolvimentos de caráter permanente.
35. Diante do exposto, considerando ainda que a desaceleração da economia brasileira no segundo semestre do ano passado foi maior do que se antecipava e que eventos recentes indicam postergação de uma solução definitiva para a crise financeira europeia, neste momento, o Copom atribui elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares de um dígito.
36. Ao final da reunião, foi registrado que o Comitê voltará a se reunir em 6 de março de 2012, para as apresentações técnicas, e no dia seguinte, para deliberar sobre a política monetária, conforme estabelecido pelo Comunicado nº 21.213, de 29 de junho de 2011.
Autor: Ricardo Gallo Tags:

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 Crise global, Crise na Europa, Câmbio, EUA, china, investimentos, politica economica | 23:10

FED surpreende: juro fica baixo até 2014, no mínimo

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O BC americano surpreendeu o mercado hoje ao afirmar que pretende manter juros baixos até final de 2014, no mínimo. Além disto eles projetaram que inflação por lá deve ficar abaixo da meta de 2% anunciada hoje por um bom tempo.  O desemprego deve cair vagarosamente dos 8.5% atuais para ao redor de 7% em 2014, ainda acima do nível considerado normal de 6%.  Bernanke também avisou que se desemprego continuar caindo devagar ele pode vir com mais compras de títulos no mercado e expandir ainda mais o balanço do FED.

Ele disse que não está muito preocupado se inflação andar um pouco acima dos 2%aa nos próximos anos. Isto quer dizer que juros reais nos EUA ficarão negativos por bastante tempo.

Apesar das recentes boas surpresas com os dados da economia americana, Bernanke preferiu focar nos problemas estruturais e assegurou que pretende manter política monetária frouxa por um bom tempo, para estimular a queda do desemprego e  a economia. Ele não se mostrou entusiasmado com a recente recuperação da economia dos EUA e suas porojeções de crescimento para este ano e 2013 caíram. Ele destacou que o mercado de financiamento imobiliário americano continua desfuncional o que demanda uma ação mais ousada do FED.

O discurso do Bernanke foi na linha mais dovish, ou seja, ele deixou claro que vai manter a moleza monetária por lá até emprego reagir.

Os mercados não esperavam um FED assim tão bonzinho. Bolsas e ativos de risco subiram bastante, seguindo a tendência desde o final do ano, como comentei em post recente. Os problemas na Grécia foram ignorados e a turma saiu correndo atrás de ativos de risco. Dinheiro está queimando na mão.

De fato as atuações do BC Europeu com seus empréstimos bilionários aos bancos europeus e este sinal do FED dão um enorme impulso aos ativos de risco e devem sustentar o rally, se não tivermos um calote desorganizado na Grécia nas próximas semanas.

Vejam a evolução do tamanho dos balanços do FED, ECB, BOJ e BOE:

Quanto mais cresce o ativo, mais cresce o passivo dos BC`s, ou seja, mais aumenta a liquidez disponível. No que depender dos BC´s não vai faltar grana para gastar….

O dólar deve sofrer e as commodities deverão subir de preço lá fora. Agora só falta a China dar uma forcinha….

Um pensamento: com o aumento dramático na liquidez lá fora, será que BC precisa continuar o juro aqui por tanto tempo? E se commodities continuarem a subir de preço?

Este gráfico mostra a evolução dos preços das commodities em US$ (CRB). De maio de 2011 até outubro os preços caíram bastante ( amarelo). De lá para cá estabilizaram ( verde). Porém, com o molezão monetário europeu e americano, os preços podem voltar a subir.

Hoje ouro subiu bastante depois do anúncio do FED:

O gatilho para tal alta pode vir da China: dados melhores sobre mercado imobiliário chinês poderiam fazer com que preços das commodities  subam acima de 320, configurando uma nova tendência de alta. Aí a inflação aqui pode pegar.

Perguntas de uma amiga muito desconfiada:

1. será que FED está achando que vem por aí um mega calotaço da Grécia?

2. será que FED fez isto para desvalorizar o dólar e aumentar competitividade das exportações americanas?

Autor: Ricardo Gallo Tags:

Brasil Juros, Crise na Europa | 04:46

Economia da Europa: ruim? Nem tanto.

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Pesquisa junto a empresários na Europa mostra melhora em Janeiro, como mostra gráfico abaixo:

Depois de cair bastante desde Abril último (vermelho), dados dos últimos meses mostram melhora substancial (verde).

A Economia  da Alemanha está resistindo bem a crise na periferia. O Euro barato está estimulando exportações. Sorte dos alemães….

Com os EUA melhorando, Europa não tão ruim, só falta a China dar sinais positivos e aí veremos a economia aqui decolar rapidinho.

É bom ficar de olho no juro de 3 anos, para vencimento em Janeiro de 2015 , que é mostrado no gráfico abaixo:

As taxas de juros futuros do cdi para Janeiro de 2015 caíram de 12,5% aa  em Julho para menos de 10,5% aa em Novembro ( verde). Tal queda foi fomentada pela queda dos juros selic do Copom.  Contudo, de novembro para cá, tais taxas interromperam sua queda e até mesmo subiram um pouco, apesar do BC ter continuado com a trajetória de queda dos juros básicos de curto prazo.

Parece que os mercados futuros de juros já estão sinalizando que podemos estar perto do fim do ciclo de queda de juros e que talvez tenhamos que voltar a subi-los ainda este ano. Vejam como os dois gráficos acima têm formas similares: os juros aqui caíram em sintonia com a queda da atividade na Europa e parece que estão reagindo agora às boas notícias do velho mundo. Se a economia chinesa der algum sinal parecido nos próximos meses,  o BC do B pode interromper a queda dos juros mais cedo do que alguns imaginam.

Autor: Ricardo Gallo Tags:

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 Brasil Juros | 08:51

Ilan, do Banco Itaú, acredita em juro Selic de 9% aa este ano

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MACRO BRASIL – Copom: processo de queda de juros continua – Itaú

O Banco Central do Brasil (BCB) reduziu a taxa de juros Selic em 50 pontos base (p.b.), de 11,00% para 10,50% ao ano. O comunicado que acompanhou a decisão voltou a ser o mesmo da reunião anterior:

“Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 10,50% a.a., sem viés. O Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012.”

A decisão ficou em linha com a nossa expectativa e com o consenso do mercado.

A manutenção do comunicado revela a preferência do BCB pela continuidade do ritmo atual de cortes de 50 p.b. para além da próxima reunião.

O cenário externo ainda restritivo e o baixo crescimento da economia doméstica no quarto trimestre sugerem que o processo de redução de juros deve prosseguir, o que é consistente com a nossa projeção da Selic atingir 9,00% a.a. em 2012.

Ilan Goldfajn
Economista-Chefe

Caio Megale
Economista

Autor: Ricardo Gallo Tags:

terça-feira, 17 de janeiro de 2012 Bancos, Brasil Juros, Crise na Europa, Câmbio, Sem categoria, bolsa, investimentos | 21:05

Para onde vai a bolsa?

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Bom, estamos no começo do ano, todo mundo preocupado com as férias, com o preço do coco gelado, mas também antenado na bolsa, no dólar e no preço das coisas.

O ano começou num tom mais otimista. A bolsa subindo, o dólar caindo, sinais que a atividade no Brasil possa estar melhorando, com inflação controlada, enfim, tudo começou bem!

Vai continuar assim? Incerto.

A palavra chave este ano será dúvida.  Há fatores externos e internos que podem mudar o cenário completamente. A dispersão entre os cenários possíveis é enorme. Não se trata de pequenas variações para lá ou para cá. Estamos falando de eventos dramáticos que apresentam uma probabilidade não desprezível de se realizar

Achei que valeria a pena listar os fatores de risco e as oportunidades que vejo pela frente. Vamos começar com os riscos:

China: a economia chinesa está em processo de desaquecimento há alguns meses. Houve uma desaceleração nos preços dos imóveis (resultado de medidas macro prudenciais do governo chinês), na produção industrial e no PIB. Tal desaceleração levou à queda da inflação que estava bem elevada até meados de 2011. O risco potencial seria uma desaceleração ainda maior da atividade, levando a uma queda acentuada dos preços dos imóveis (um estouro de bolha?) e a sérios problemas de crédito nos bancos, o que causaria uma queda forte na demanda interna por commodities que são importadas do Brasil. Isto causaria uma queda na renda no Brasil, uma elevação do dólar e uma forte queda na bolsa, pois os investidores globais percebem nosso país como fortemente dependente da China. O governo chinês tem os meios necessários para evitar tal desaquecimento, com espaço para reduzir os juros, os compulsórios e para aumentar gastos públicos. Porém alguns analistas comparam o processo de crescimento chinês atual com o processo ( insustentável ) de crescimento Japonês na década de 70 e 80, que terminou com a explosão da bolha imobiliária existente causando perdas enormes de crédito nos Bancos japoneses que levaram o país a anos de estagnação. Estaria a China caminhando na mesma direção? Não sei. Há contudo sinais que a economia Chinesa esteja se estabilizando (como vemos na taxa de crescimento da produção industrial divulgado nesta terça), o que reduz a probabilidade de um crash chinês em futuro próximo;

EUA: o debate fiscal nos EUA não evolui. Democratas e republicanos não conseguem chegar a um acordo sobre o que precisa ser feito visando a redução do déficit trilionário daquele país. E 2012 é um ano eleitoral, o que reduz as chances de algum acordo neste front. Caso tal debate não evolua há o risco dos EUA terem sua nota de risco rebaixada o que implicaria em elevação no custo de financiamento para as empresas e consumidores americanos, reduzindo assim a taxa de investimento e consumo privado. Isto levaria a uma nova recessão. Além disto, tal evento enfraqueceria a situação dos bancos americanos, levando-os a reduzir a oferta de crédito internacional, o que poderia afetar nossas exportações.

Grécia e a zona no Euro: a dificuldade de se chegar a um acordo entre os credores privados, o governo grego, o FMI e a comunidade europeia pode colocar o país numa situação de calote desorganizado, como a Argentina em 2001. Em março próximo vencem uns papagaios gregos que precisam ser rolados pois os Gregos não tem como honrá-los. Se não houver um acordo com os credores privados até lá que viabilize tal rolagem, a Grécia pode decretar um calote unilateralmente, o que poderia levá-la a deixar a zona do Euro carregando Portugal junto. Isto enfraqueceria ainda mais a situação financeira da Itália, Espanha e da França. Além disto, com a queda da atividade econômica na Europa é provável que vários países não atinjam suas metas fiscais o que levaria a outros rebaixamentos de suas notas de risco pelas agências de rating. Isto poderia aumentar a tensão política e trazer de volta as discussões sobre a viabilidade da moeda única. Os efeitos disto nos mercados globais seriam enormes, com um aumento da aversão a riscos causando uma redução nos fluxos de capitais para países como o Brasil levando a uma forte alta do dólar.

Bancos Globais: há um processo em andamento de redução dos ativos dos bancos no mundo desenvolvido. Tais bancos se encontram pouco capitalizados e como não conseguem emitir ações para se capitalizarem a um preço razoável, só lhes resta a alternativa de reduzirem seus empréstimos. Logo, há uma retração na oferta global de crédito que pode afetar o comércio e o investimento privado. O problema é mais crítico na Europa, porém um agravamento da situação na Europa, nos EUA ou no China pode acelerar este processo de desalavancagem que poderia prejudicar nossas exportações.

Oriente Médio: a tensão com o Irã só aumenta e a primavera árabe deve continuar a por lenha na fogueira política da região. Um conflito militar por lá pode elevar preço do petróleo o que causaria uma recessão nos EUA, na Europa e até mesmo na Ásia.

Inflação no Brasil: o governo reverteu suas políticas de controle da inflação quando percebeu o agravamento da situação na Europa no ano passado. Como a atividade econômica perdeu ímpeto, a inflação começou a cair num ritmo gradual. Contudo há sinais que as medidas expansionistas adotadas em resposta à crise europeia já possam estar tendo algum efeito na atividade ( vide índice de atividade do BC em novembro). Muitos analistas esperam que nossa economia já comece a dar sinais de melhora neste trimestre ou no próximo. E caso não tenhamos um agravamento da situação na China, na Europa ou nos EUA, as commodities deverão voltar a subir de preço, o que elevaria inflação por aqui, já vitaminada por um forte aumento do salário mínimo contratado para os próximos meses. Isto poderia fazer com que o Real voltasse a se valorizar e que o BC tivesse que elevar os juros já no segundo semestre deste ano, abortando seu processo de queda, o que reduziria a atratividade da nossa bolsa.

A probabilidade que nenhum dos cenários acima se materialize deve ser inferior a 50%. Logo, existe uma chance de 50% de sermos chacoalhados ao longo do percurso este ano. E a probabilidade de termos dois ou mais dos riscos acima se materializando não é desprezível, pois são eventos que não são mutuamente excludentes (à exceção do último).

Logo, apesar do início positivo das bolsas e dos ativos de risco, é recomendável parcimônia na tomada de riscos. Os mercados fecharam 2011 com uma baixa alocação em ativos de risco, em virtude da alta volatilidade dos mesmos e de seu péssimo desempenho. Logo, há um excesso de capital ocioso e disponível para alocação em ativos de riscos. Esta alocação acaba sendo motivada pela entrada do novo ano, pois os gestores de recursos que sofreram perdas em 2011 estão ansiosos para se recuperar o que acaba levando a uma certa euforia quando este processo de alocação se inicia. Aí bastam alguns sinais positivos, como a leve queda do desemprego nos EUA, indícios que a economia da China chegou ao fundo do poço e que o BC europeu vai segurar a crise no peito, para que os investidores aumentem seu capital alocado a risco, o que eleva os preços rapidamente.

Acredito que se os credores e o governo grego chegarem a um acordo esta semana sobre a redução da dívida que está nas mãos do setor privado, os mercados devam subir ainda mais, pois o principal fator de risco de curto prazo irá se afastar. Contudo é prematuro dizer se estamos completamente a salvo das perturbações externas.

Assim, sugiro acompanhar os noticiários e avaliar se os riscos acima estão se dissipando, pois de fato este será um ano em que a força da gravidade atuará ao contrário: se não houver materialização das más notícias os ativos de risco deverão subir. Os juros baixos combinados com a pouca alocação a risco existente criam um ambiente propício para elevação dos preços de ativos de risco.

Acredito que as bolsas na Ásia e no Brasil devam andar mais do que as bolsas nos países desenvolvidos. Os ativos de crédito High Yield nos EUA também irão andar bem, junto com o Ouro e com as commodities metálicas. O Euro deve continuar fraco e o R$ pode vir a se valorizar. Ações de Bancos e de construtoras deverão andar bem por aqui. Juros de longo prazo deverão subir um pouco mais por aqui, nos EUA e até mesmo na Alemanha. Tudo isto, é claro, se nenhum dos riscos acima se materializar.  E é claro que não estou recomendando que você invista nestes ativos. Apenas indico minha opinião para que você possa ter mais subsídios para debater com seu consultor ou corretor. Não sei se tais ativos se enquadram no seu perfil, apetite de risco, objetivo e  horizonte de investimento. Logo, não faça nada sem falar com seu consultor de investimentos!

E é bom ficar de olho nos riscos que mencionei, pois se alguns deles se materializarem tais ativos poderão despencar violentamente de preço. A força inercial este ano é para cima, porém, como falei, há outras forças latentes que podem mudar dramaticamente este cenário com sua enorme intensidade.

Autor: Ricardo Gallo Tags:

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012 Imoveis, utilidade | 06:53

Cuidados na compra de apartamento na planta

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Recentemente presenciei o caso de uma pessoa ligada que desejava comprar um apartamento na planta, ou seja, ainda em construção. Aquele que você vai pagando antes de ficar pronto. Ao ler o contrato, apavorei. Consultei uma advogada fera no assunto e fiquei ainda mais preocupado.

Pedi a ela que preparasse algo para esta coluna que sirva de orientação para quem estiver envolvido em algum negócio destes. Tenho certeza que isto poderá ser útil.

Lá vai:

Conheça seus direitos – Comprando imóveis na planta

Comprar imóvel na planta pode parecer um negócio muito atrativo dados os descontos que se consegue no preço e as facilidades do pagamento estendido porém é importante ficar atento às armadilhas que esse tipo de negócio apresenta.

Sugerimos tomar as seguintes precauções:

- Verifique o registro da incorporação no cartório imobiliário da cidade. Peça para ver todos os documentos da incorporação, em especial o “memorial de incorporação”;

- Pesquise o nome da construtora e da incorporadora nos cartórios de protestos e distribuidores da Justiça. Veja também se há reclamações nas entidades de defesa do consumidor como o Procon;

- Exija uma minuta do contrato antes de comprar. Cheque todos os detalhes sobre forma de pagamento, parcelas intermediárias e entrega das chaves. O contrato deve conter previsão de multa para o caso de atraso na entrega da obra.

- Não compre o imóvel às pressas, para aproveitar alguma oferta ou “brinde”, isso é uma tática comum utilizada pelas construtoras que não traz qualquer benefício ao consumidor. Um imóvel é um investimento a longo prazo, é preferível gastar tempo para fazer uma compra bem feita do que se arrepender mais tarde.

- Guarde todos os materiais de propaganda a respeito do imóvel. Documente-se.

Tenha a paciência de ler com cuidado o Memorial de Incorporação pois esse deve descrever exatamente como deve ser o imóvel, materiais utilizados, etc. É muito comum compradores se queixarem que havia uma churrasqueira na planta apresentada pela construtora, ou, que o banheiro tinha um box com duas duchas, entre outros, para depois ao receberem o imóvel, serem informados que aqueles itens eram “optativos” e custariam um preço adicional. Saiba que está comprando um projeto, não um imóvel pronto, assim, a atenção com os detalhes deve ser redobrada para evitar surpresas desagradáveis na entrega.

Dito isso, acredito que a dica mais importante de todas seja: não se deixe intimidar pelo discurso de corretores e vendedores!! Saiba que não é absurdo exigir multas pelo atraso na entrega da construção, por exemplo. Negocie.

E caso a construtora se recuse a alterar o contrato – o que é comum – e assim mesmo você decida comprar o imóvel, guarde toda a documentação da negociação havida (ou melhor dizendo: da “falta de negociação” ocorrida), para, se for o caso, cobrar reparação no Judiciário – onde o ganho de causa é quase certo, visto que a jurisprudência é ampla e pacífica na proteção do comprador, considerado a parte mais fraca.

Isabel de Almeida Prado Story

Advogada em São Paulo

Sócia fundadora do escritório Constant Pires e Almeida Prado Sociedade de Advogados

www.cpap.adv.br

Dica do Gallo:  consulte um advogado antes de assinar estes contratos e lute por seus direitos!!

Autor: Ricardo Gallo Tags:

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012 EUA | 04:33

Economia dos EUA dá drible da vaca

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Um dos maiores dribles da vaca sofrido pelos  mercados e analistas em 2011 foi dado pela economia americana.

Depois do Tsunami no Japão, a economia americana começou a perder o folego que também foi afetado negativamente pelos debates sobre o ajuste fiscal e o teto da dívida pública na metade do ano.

Gráfico abaixo mostra a  evolução do índice ISM desde 2006 , índice que é o resultado de uma pesquisa mensal junto às indústrias americanas sobre o estado dos seus  negócios. Um dado acima de 50 mostra uma visão positiva:

Em vermelho mostramos a queda rápida do índice de Março a Setembro do ano passado. Tal queda fêz com que vários analistas começassem a prever uma recessão nos EUA e maiores quedas no índice ( marcada em amarelo) . A probabilidade de recessão, de acordo com os mais renomados bancos dos EUA, chegou a 50% em setembro.

Pois bem, de lá para cá tal tendência se reverteu ( verde), e parece que a Economia americana evitou a recessão. Último dado de dezembro confirma esta hipótese.

Já tem muita gente prevendo que a economia dos EUA irá manter uma trajetória de recuperação gradual daqui para frente

Será que o mercado vai levar outro drible, ou será que a turma já assistiu o filme abaixo e portanto sabe como evitá-lo?

http://www.youtube.com/watch?v=y3FjWVVp0gU

Autor: Ricardo Gallo Tags:

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012 Crise na Europa | 20:55

Pesquisa na Alemanha mostra melhora no humor

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Parece que a crise no sul da Europa parou de preocupar os empresários alemães.

O gráfico abaixo mostra a evolução desde 2006 do resultado da pesquisa com empresários alemães sobre expectativas dos negócios nos próximos meses:

Depois de uma forte queda ( em vermelho ), os últimos dados mostram uma possível reversão da tendência de piora (verde).

Será que isto se deve ao  Euro mais barato que torna as exportações alemãs mais baratas???

Autor: Ricardo Gallo Tags:

domingo, 1 de janeiro de 2012 Brasil, Brasil Juros | 19:53

Itaú comenta desemprego baixo

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MACRO BRASIL – Emprego descola dos fundamentos e taxa de desemprego recua – Itaú

A taxa de desemprego surpreendeu em novembro e caiu para o menor patamar da série histórica. O aumento mais forte do que o esperado da população ocupada foi determinante para o recuo do desemprego, mas a procura por trabalho também ajudou. Mostramos que o aumento da população ocupada na Pesquisa Mensal do Emprego (PME) não é explicada pelos fundamentos. A desaceleração da economia aponta pra um ritmo mais lento de criação de empregos do que o revelado nos dados divulgados ontem. Portanto, avaliamos que esta aceleração do emprego é pontual. O crescimento mais forte da população ocupada exatamente nos setores mais voláteis reforça a avaliação que este aumento mais forte do emprego tende a ser revertido adiante. Além disso, outros dados (Caged e Sondagens) mostram que há uma moderação do emprego na margem, embora o mercado de trabalho ainda esteja aquecido.

A taxa de desemprego ficou em 5,2% em novembro, abaixo da nossa expectativa e do consenso de mercado (5,7%). Na série com ajuste sazonal, a taxa de desemprego recuou de 6,0% em outubro para 5,6% em novembro, alcançando o menor patamar da série histórica. Na série com a PEA suavizada, a taxa de desemprego recuou de 5,8% em outubro para 5,4% em novembro, livre de efeitos sazonais, também o menor nível da série.

A queda da taxa de desemprego foi, em grande parte, determinada pelo aumento do pessoal empregado. A população ocupada aumentou 0,5% (maior alta em nove meses, neste tipo de comparação) em novembro na comparação com outubro, livre de efeitos sazonais, e cresceu 1,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Nossas estimativas mostram que este aumento mais forte do emprego não é explicado pelos fundamentos. A intensificação da desaceleração da economia sugere um ritmo mais lento de crescimento do emprego.

Nosso modelo que relaciona o emprego com o PIB no curto e longo prazo mostra que a variação do emprego de um mês afeta negativamente a variação do emprego no mês seguinte. Isto significa que desvios no curto prazo dos fundamentos tendem a ser corrigidos com oscilações mais fortes na direção oposta nos meses subsequentes. Por isso, diante do quadro atual de baixo crescimento da economia, avaliamos a aceleração do emprego em novembro como temporária.

Outro resultado que a reforça a avaliação de aceleração pontual do emprego na PME é o crescimento mais forte da população ocupada exatamente nos setores com maior volatilidade nas contratações. O emprego, em novembro, teve forte alta nos setores de construção, serviços domésticos e outras atividades. Estes três setores apresentam as maiores volatilidades nas contratações entre todos os setores (na seguinte ordem: outras atividades, construção e serviços domésticos).

O crescimento mais lento da População Economicamente Ativa (PEA) também contribuiu ligeiramente para o recuo do desemprego. A PEA subiu apenas 15 mil em novembro, abaixo da média histórica para este mês (32 mil).

A renda real média teve ligeira alta em novembro, e ainda continuou abaixo do patamar observado em agosto. A série com ajuste sazonal subiu 0,2% na comparação com o mês anterior. Na comparação com novembro do ano passado o rendimento médio real aumentou 0,7%. O crescimento da renda e do emprego determinou o aumento de 0,4% da massa salarial real em relação a outubro, livre de efeitos sazonais. Na comparação anual, a massa de rendimentos subiu 2,6%.

Em suma, avaliamos a aceleração da população ocupada como temporária. Nossas simulações mostram que houve um descolamento do aumento do emprego (PME) em relação ao estimado pelo ritmo de crescimento da economia. Outros dados do mercado de trabalho mostram que há uma moderação em linha com o apontado pela atividade econômica (Caged, Sondagens, etc).  Mantemos a avaliação que a recente desaceleração da economia contribuirá para uma moderação do mercado de trabalho no início de 2012.

Aurelio Bicalho
Economista

Autor: Ricardo Gallo Tags:

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 Bancos, Bicadas, Brasil, Brasil Juros, Crise global, Crise na Europa, Câmbio, EUA, Empresas, Heróis do Mercado, Imoveis, Livros e publicações, Sem categoria, ataques especulativos, bizarro, bolsa, brics, china, investimentos, politica economica, utilidade | 19:41

Pedidos ao Papai Noel

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Aos leitores amigos que me acompanharam em 2011 eu desejo Boas Festas a seus familiares, a seus amigos, a seus colegas de trabalho e a seus sócios e funcionários.

Obrigado por seus comentários e conto com vocês em 2012!!!

Aos amigos do IG  muito obrigado por nos ceder este espaço e nos apoiar ao longo de 2011!

Que 2012 traga muita alegria e prosperidade.

E, como não poderia faltar, segue  aqui a nossa lista de pedidos ao Papai Noel:

  • que nossa inflação continue caindo e assim permita que BC continue reduzindo nossa taxa de juros
  • que o Brasil continue crescendo de forma sustentada e equilibrada, sem exageros nos gastos públicos, sem excesso de endividamento das famílias e com  aumento do investimento produtivo, gerando bem estar ao povo
  • que nossa produtividade suba mais rápido e que a carga tributária se reduza
  • que as disparidades sociais e econômicas continuem a se reduzir, permitindo ao nosso povo acesso à educação, à saúde e à segurança, e assim caminhemos para uma verdadeira justiça social
  • que o dólar não se valorize demais, permitindo que nossa indústria tenha mais espaço, gerando assim mais empregos
  • que os investimentos de capital estrangeiros tão necessários continuem a fluir para cá
  • que as empresas continuem a prosperar e a gerar mais e mais empregos
  • que os nossos governantes continuem a implementar políticas econômicas e sociais sensatas
  • que os países desenvolvidos encontrem seu equilíbrio econômico, reduzindo seus déficits
  • que os bancos internacionais tenham aprendido a lição e que pratiquem políticas de crédito adequadas e sem abusos
  • que os líderes europeus e americanos tenham consciência da importância do momento e que as mudanças estruturais sejam de fato implementadas
  • que a China continue a crescer e a importar nossas commodities
  • que a paz chegue a todos cantos do planeta, com liberdade e democracia
  • que o meio ambiente seja protegido e respeitado
  • e que Bolsa volte a subir…
  • e que meus erros de português e de digitação diminuam

Esqueci de  mais alguma coisa???

Um grande abraço a todos e nos vemos em 2012, pois ninguém é de ferro…

Autor: Ricardo Gallo Tags:

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