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	<title>Ricardo Calil &#187; Cinema</title>
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	<description>Olha Só - análises sobre cinema, por Ricardo Calil</description>
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		<title>Dez musas para o Festival do Rio</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Sep 2006 02:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardo calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[Nunca houve tantos an&#250;ncios da morte do cinema quanto em 2006, por causa do avan&#231;o da internet e do DVD, entre outras raz&#245;es. Para rebater essas not&#237;cias, nada melhor do que uma boa maratona cinematogr&#225;fica.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca houve tantos an&uacute;ncios da morte do cinema quanto em 2006, por causa do avan&ccedil;o da internet e do DVD, entre outras raz&otilde;es. Para rebater essas not&iacute;cias, nada melhor do que uma boa maratona cinematogr&aacute;fica.</p>
<p>Com mais de 300 filmes de 60 pa&iacute;ses (para ver a programa&ccedil;&atilde;o completa, confira o <a href="http://2006.festivaldorio.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?tpl=home" target="_blank">site oficial</a>), o Festival do Rio, que come&ccedil;a hoje e vai at&eacute; o pr&oacute;ximo dia 5, oferece dezenas de provas de que o cinema continua vivo, de que a sala escura e a tela grande permanece insubstitu&iacute;veis.</p>
<p>H&aacute; filmes de mestres contempor&acirc;neos e de jovens revela&ccedil;&otilde;es, mostras de antigos cl&aacute;ssicos e de curtas gravados em celular, obras de pa&iacute;ses long&iacute;nquos e estr&eacute;ias das novas produ&ccedil;&otilde;es nacionais.</p>
<p>Entre os muitos motivos para freq&uuml;entar um festival, ver o desfile das atrizes pela tela est&aacute; longe de ser um argumento desprez&iacute;vel. O cinema continua sendo a principal vitrine do esplendor feminino &ndash; e esta &eacute; mais uma prova de sua vitalidade. No roteiro a seguir, dez musas do festival de diferentes nacionalidades conduzem o passeio pelos melhores filmes.</p>
<p><img src='/wp-content/scarlett_01.jpg' alt=''><b>Scarlett Johansson</b></p>
<p>Nada mais apropriado do que abrir o festival e este guia com Scarlett Johansson, o mais deslumbrante talento feminino surgido em Hollywood em muitos anos. A polaca platinada ilumina &ldquo;D&aacute;lia negra&rdquo;, recria&ccedil;&atilde;o do &ldquo;noir&rdquo; por Brian De Palma, que inaugura hoje o evento. A morena Hillary Swank, sua companheira no filme, tamb&eacute;m n&atilde;o faz feio como femme fatale. Dos Estados Unidos, outros destaques s&atilde;o Kirsten Dunst no papel da rainha francesa &ldquo;Marie Antoinette&rdquo;, de Sophia Coppola, e a turma de peso (Meryl Streep, Lily Tomlin, Lindsay Lohan e Virgina Madsen) reunida por Robert Altman em &ldquo;A &uacute;ltima noite&rdquo;.</p>
<p><img src='/wp-content/penelope_01.jpg' alt=''><b>Pen&eacute;lope Cruz</b></p>
<p>Certas mulheres precisam do homem certo para mostrar seu valor. &Eacute; o caso de Penelope Cruz com Pedro Almod&oacute;var. Ela nunca foi t&atilde;o boa (e t&atilde;o boa atriz) quanto em &ldquo;Volver&rdquo;, em que conta com a excelente companhia de Carmen Maura, a antiga musa do cineasta). Sua principal concorrente espanhola no festival &eacute; Ariadna Gil, que est&aacute; em &ldquo;El labirinto del fauno&rdquo;, de Guillermo Del Toro, e &ldquo;Bem-vindo a casa&rdquo;, de David Trueba.</p>
<p><img src='/wp-content/negrali_01.jpg' alt=''><b>Negra Li</b></p>
<p>O elenco de jovens beldades brasileiras no Festival do Rio poderia formar um time de futebol: Negra Li (&ldquo;Ant&ocirc;nia&rdquo;), Camila Pitanga (&ldquo;Noel, poeta da vila&rdquo;), Hermilla Guedes (&ldquo;O c&eacute;u de Suely&rdquo;), Alice Braga (&ldquo;O cheiro do ralo&rdquo;), Luana Carvalho (&ldquo;O passageiro &#8211; Segredos de adulto&rdquo;), Maria Flor (&ldquo;Proibido proibir&rdquo;), Vanessa Gi&aacute;como (&ldquo;Os 12 trabalhos&rdquo;), Mel Lisboa (&ldquo;Sonhos e desejos&rdquo;), Dandara Guerra (&ldquo;1972&rdquo;), Simone Spoladore (&ldquo;O ano em que meus pais sa&iacute;ram de f&eacute;rias&rdquo;) e Mariana Ximenes (&ldquo;Muito gelo e dois dedos d&rsquo;&aacute;gua&rdquo;). A fase do cinema brasileiro j&aacute; pode ter sido melhor. Mas ningu&eacute;m poder&aacute; reclamar do elenco feminino.</p>
<p><img src='/wp-content/valeria_01.jpg' alt=''><b>Val&eacute;ria Bruni-Tedeschi</b></p>
<p>Na nova gera&ccedil;&atilde;o de estrelas francesas, pode haver atrizes mais ostensivamente bonitas que Val&eacute;ria Bruni-Tedeschi (que comparece ao festival com &ldquo;Um casal perfeito&rdquo;). &Eacute; o caso, por exemplo, de C&eacute;cile De France (que est&aacute; em &ldquo;Um lugar na plat&eacute;ia&rdquo; e &ldquo;Quando eu era cantor&rdquo;). Mas, para achar uma atriz t&atilde;o talentosa, &eacute; preciso ir uma gera&ccedil;&atilde;o adiante e chegar ao nome de Isabelle Huppert (que tamb&eacute;m aparece em dose dupla, com &ldquo;Gabrielle&rdquo;, de Patrice Chereau, e a deliciosa &ldquo;A com&eacute;dia do poder&rdquo;, de Claude Chabrol).</p>
<p><img src='/wp-content/cardinale_01.jpg' alt=''><b>Claudia Cardinale</b></p>
<p>H&aacute; no festival uma mostra dedicada &agrave; obra do grande Luchino Visconti. Suas musas mediterr&acirc;neas tamb&eacute;m merecem destaque &agrave; parte, porque o italiano foi um dos cineastas que melhor retrataram a beleza feminina. Claudia Cardinale (&ldquo;O leopardo&rdquo;, &ldquo;Vagas estrelas da Ursa&rdquo;), Anna Magnani (&ldquo;Bel&iacute;ssima&rdquo;), Laura Antonelli (&ldquo;O inocente&rdquo;), entre outras, est&atilde;o a&iacute; para provar. A It&aacute;lia continua produzindo deusas como Monica Belluci, mas faltam cineastas como Visconti para revelar algo al&eacute;m de suas formas generosas.</p>
<p><img src='/wp-content/zhang_ziyi_01.jpg' alt=''><b>Zhang Ziyi</b></p>
<p>Presente ao festival com &ldquo;Inimigos do imp&eacute;rio&rdquo;, a chinesa Zhang Ziyi (&#8221;O cl&atilde; das adagas voadoras&#8221;) tornou-se a garota do p&ocirc;ster da explos&atilde;o do cinema asi&aacute;tico. Mas o evento traz outras musas orientais com menos fama, mas de beleza equipar&aacute;vel, como a coreana Sung Hyun-ah (&ldquo;Time&rdquo;, de Kim Ki-duk) e a chinesa Hao Lei (&ldquo;Pal&aacute;cio de ver&atilde;o&rdquo;, de Lou Ye).</p>
<p><img src='/wp-content/catalina_01.jpg' alt=''><b>Catalina Sandino Moreno</b></p>
<p>Revelada em &ldquo;Maria Cheia de Gra&ccedil;a&rdquo;, a colombiana Catalina Sandino Moreno entra na lista como representante da mulher latino-americana. Ela est&aacute; em dois filmes selecionados para o festival: o filme internacional de epis&oacute;dios &ldquo;Paris je t&rsquo;aime&rdquo;, no segmento dirigido pelos brasileiros Walter Salles e Daniela Thomas, e &ldquo;Fast food nation&rdquo;, do americano Richard Linklater.</p>
<p><img src='/wp-content/dorothea_01.jpg' alt=''><b>Dorotheea Petre</b></p>
<p>Os olhos dos cin&eacute;filos de todo o mundo est&atilde;o hoje voltados para a Rom&ecirc;nia, pa&iacute;s do Leste Europeu que tem sido o celeiro de talentos da dire&ccedil;&atilde;o e que j&aacute; tem uma jovem musa. A morena Dorotheea Petre aporta no Brasil com o drama &ldquo;Como festejei o fim do mundo&rdquo;, de Catalin Mitulescu, pelo qual ela ganhou o pr&ecirc;mio de melhor atriz na mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes deste ano.</p>
<p><img src='/wp-content/carrie_01.jpg' alt=''><b>Carrie Anne-Moss</b></p>
<p>O pa&iacute;s homenageado pelo Festival do Rio neste ano &eacute; o Canad&aacute;. Com 15 filmes selecionados para uma mostra paralela, o pa&iacute;s n&atilde;o poderia deixar de ter sua miss no evento. Em homenagem aos nerds brasileiros, a faixa vai para Carrie Anne-Moss, mais conhecida como a namorada de Neo na s&eacute;rie &ldquo;Matrix&rdquo;. Ela participa do festival com &#8220;Um certo olhar&#8221;, de Marc Evans.</p>
<p><img src='/wp-content/bjork_01.jpg' alt=''><b>Bj&ouml;rk</b></p>
<p>A cantora n&atilde;o foi escolhida para representar seu pa&iacute;s, visto que a pequena Isl&acirc;ndia tem uma boa tradi&ccedil;&atilde;o musical, mas n&atilde;o &eacute; famosa por seus filmes. Bj&ouml;rk est&aacute; aqui como representante do lado alternativo do festival, em particular da mostra &ldquo;Midnight Movies&rdquo;, da qual ela participa no document&aacute;rio &ldquo;Mattew Barney: Sem restri&ccedil;&otilde;es&rdquo;, sobre o trabalho de seu marido artista pl&aacute;tico.</p>
<p>O festival e esta lista terminam com um grande filme sem pap&eacute;is femininos relevantes: &ldquo;Os infiltrados&rdquo;, de Martin Scorsese, com Jack Nicholson, Leonardo DiCaprio, Matt Damon. &Eacute; preciso de um cineasta e um elenco desse peso para que um filme sem musas tenha algum interesse.</p>
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