Por que “Toy Story” forma a melhor trilogia do cinema
Em uma crítica sobre “Toy Story 3” para a “Folha de S. Paulo”, defendi a tese de que a série de animação da Pixar formava a melhor trilogia da história do cinema. Depois me contaram que a ideia foi atacada, quando não ridicularizada, em algumas listas de discussão de filmes. O absurdo seria apontar a trilogia de “Toy Story” como superior à de “O Poderoso Chefão”.
Sob o risco de ser alvo do escárnio alheio, eu sustento a afirmação. Por um motivo simples: os dois primeiros episódios da série de Francis Ford Coppola podem ser obras-primas, mas o terceiro é infinitamente inferior (embora críticos que respeito muito não concordem).
Já a trilogia de “Toy Story” começa de forma espetacular, melhora um pouco no segundo episódio e fica um pouco mais brilhante no desfecho. O conjunto não tem pontos fracos.
Se fosse uma disputa que levasse em conta apenas o primeiro filme e sua sequência, “O Poderoso Chefão” seria imbatível. Mas há o problema do terceiro episódio. Não é um problema que acomete apenas a trilogia de Coppola. Aflige também franquias como “Star Wars”, “De Volta para o Futuro”, “Missão Impossível”, “Matrix”, “Homem Aranha”, “X-Men”, “O Exterminador do Futuro”, “Mad Max”, “Robocop”, “Jurassic Park” e até trilogia das cores de Kieslowski.
O terceiro episódio é quase sempre o calcanhar-de-aquiles de uma trilogia. Exceções que confirmam a regra: “Indiana Jones” (o elo fraco é o segundo episódio) e “Identidade Bourne” (que começa devagar e depois engrena). E “Senhor dos Anéis”? Bom, esse tem um desempenho constante: é mais ou menos do começo ao fim. E eu tenho plena consciência de que vou apanhar por essa frase mais do que por deixar “O Poderoso Chefão” em segundo lugar.

Eu não tenho dúvida alguma, TOY STORY é a melhor trilogia do cinema, consistente em todos os episódios, fecha seu ciclo de forma brilhante, irretocável, uma aula de cinema. Os personagens expressam suas emoções e dilemas existenciais com maior competência do que muitos atores profissionais. Para os que estão em dúvida, basta assistir aos 3 filmes em seqüência.
um lugar que o texto foi muito criticado foi nos comments desse post com exemplos de várias trilogias:
http://buchinsky.wordpress.com/2010/06/18/a-melhor-trilogia-do-cinema/
Muito bom em interessante.
Que tal mudar sua opinião para a melhor trilogia de animação da história do cinema. São gêneros muito diferentes animações e filmes com atores reais…
Muito bons seus comentarios. A unica coisa que vc pecou foi chamar a trilogia do Senhor dos aneis de mais ou menos. POR FAVOR! A trilogia e uma marco e conseguir passar o que Peter Jackson passou dos livros para a telona foi sensacional. Se vc ja leu o livro sabe o que estou falando.
Na minha opniao Senhor dos aneis esta em primeiro lugar sem duvidas mesmo nao sendo o meu genero de filmes preferido.
Deixa de ser presunçoso, Calil! As bobagens que falou a respeito de trilogias foram tão disparatadas, que seria covardia de dar “pancadas”, pois ninguém em sã consciência bate em retardado mental.
AlceuCG
Toy Story 3 é simplesmente um dos melhores filmes dos últimos tempos, independente da sua faixa etária ou das suas preferencias é realmente o auge da Pixar. Achei que UP fosse a melhor animação a ser produzida, mas Toy Story é uma lição de cinema, emociona, diverte e entretem como poucos no cinema atual.
Pois vou defender você quanto a “O Senhor dos Anéis”: é mais ou menos o tempo todo. Se não for só menos…
Calil, tô contigo e não abro. Toy Story 3 é brilhante. Os momentos de Ken com a Barbie dificilmente vão ser superados na história do cinema. Tem que ver. Eu acho ótimo ter filhos pequenos, porque desculpa melhor não há pra assistir às obras primas que, via de regra, são os filmes da Pixar.
[...] tive a sorte de assistir os três filmes da série da Pixar este ano e sou tentado a concordar com quem diz que ser essa a melhor trilogia do cinema. Sem dúvida, unidos, os três filmes formam uma corrente sem elos [...]
Caro Calil, acompanho teus escritos faz eras, apesar de não ter comentado nunca. Compartilho da admiraç~ão geral pela saga de Toy Story, apesar de me soar um tanto exagerado um juízo tão positivo sobre a trilogia poucos dias depois do lançamento da parte final (me pergunto se você pensará o mesmo daqui um ano ou cinco, quando a poeira baixar e o T.S. III deslizar para a memória…). Será que esse deslumbramento é durável ou tem chances de se desgastar com o tempo?
Ah, e um detalhe não entendo: porque diabos o desfecho de Poderoso Chefão III é tão malhado por críticos por aí… acho um final tão memorável: a perda trágica da filha na escadaria e depois a morte solitária testemunhada por um cão indiferente! Acho o terceiro filme da trilogia de Coppolla injustamente subestimado… é um belíssimo fecho para a saga Corleone!
[...] a Pixar fez de novo. TOY STORY 3 é a mais nova obra-prima do estúdio, concluindo o que parece ser a melhor trilogia da história do cinema. Me parece sintomático que numa época em que as identidades encontram-se tão objetificadas e há [...]
Particularmente, não tem como comparar, e ainda por cima, dizer que Toy Story é melhor que filmes como Poderoso Chefão ou Senhor dos Anéis. Em minha opnião Toy Story é bem inferior.