“Lula, o Filho do Brasil” é um filme de língua presa
O maior problema de “Lula, o Filho do Brasil” – que finalmente vi em pré-estreia ontem – não é a possibilidade de ser usado para fins eleitoreiros.
O maior problema de “Lula, o Filho do Brasil” não é fazer uma hagiografia do nosso presidente, o retrato de um homem santo, quase sem defeitos.
O maior problema de “Lula, o Filho do Brasil” é a língua presa. Ou, às vezes, a falta de língua presa.
Explico: na maior parte da projeção, Rui Ricardo Dias interpreta Lula imitando sua fala, com a indefectível língua presa e a voz rouca. Nesses momentos, o filme ganha um involuntário tom cômico, como se estivéssemos presenciando uma imitação de Lula por Bussunda ou outro comediante.
Mas, a partir de determinado momento (mais especificamente, quando Lula deixa a barba crescer), Dias deixa de lado a mimetização e cria uma nova forma de falar para Lula, sem língua presa ou rouquidão. Dá a sensação de que outro personagem ou outro ator ocupou a tela.
Das duas uma: ou Fábio Barreto fez um filme de vanguarda (um pouco como Buñuel em “Esse Obscuro Objeto do Desejo”, em que usou duas atrizes para o mesmo personagem) ou foi um erro bizarro para uma produção de R$ 17 milhões. Conhecendo a obra do diretor, só posso apostar na segunda opção.
Talvez você diga: é um problema menor para um filme com tantas questões problemáticas envolvidas. Sim, pode ser um detalhe, mas é um detalhe que acaba tirando qualquer resquício de fé que alguém possa ter no filme. Isso e o letreiro final…
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Vamos deixar um pouco de lado as questões políticas. Como cinema, “Lula, o Filho do Brasil” é basicamente um filme ruim. E a comparação aqui, para deixar claro, não é um Glauber ou um Antonioni. E sim um “2 Filhos de Francisco”, para ficar no tema das pessoas que saíram do nada com a ajuda dos familiares.
Em resumo, “Lula, o Filme do Brasil” é bem pior que “2 Filhos de Francisco”. Fábio Barreto é incapaz de articular a narrativa e gerar emoção com a mesma competência de Breno Silveira. Mas o filme sobre Lula não chega a ser o desastre anunciado. Descontada a questão da língua presa e do letreiro final, ele não é muito pior, por exemplo, do que “Salve Geral”.
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Agora entrando na seara política, não consigo concordar com a ideia de que o filme vai ajudar a candidatura Dilma. Quem gosta de Lula e assistir ao filme irá reforçar o desejo de votar na candidata do PT. Já quem gosta de cinema e ver o filme provavelmente irá procurar um outro candidato, aborrecido com a manipulação tosca do final.
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A Dona Lindu, mãe de Lula, tal como representada no filme pode ser vista de duas formas: ou ela é um poço de sabedoria popular ou uma pioneira dos clichês de auto-ajuda. Ela vive repetindo chavões consagrados (“A rapadura é doce, mas não é mole não”, “devagar com o andor que o santo é de barro) ou de lavra própria (“se você não consegue, você espera” ou “se você não consegue, você teima”).
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Milhem Cortaz (que aqui interpreta o pai de Lula) babando em cena já virou um clássico do cinema nacional.

Achei ofilme ótimo, e garanto que não sou tão leigo em conhecer algo bom, só que a inveja não permite nem a divulgação do mesmo como deveria, falta de partriotismo, inclusive na Sala em Interlagos, o cartaz está atrás de quem entre,logo,percebe-se, salve se for um tolo, que não há interesse de divulgá-lo
Concordo plenamente com José Luiz e tem mais, esse tipo de crítica (de Ricardo Calil) é próprio de pessoas que nasceu em berço de ouro e reprova divulgação da realidade que ainda existe em nosso País que ele certamente não conhece.
O pessoal que gosta do Lula e do PT tem que parar de dizer que os que criticam as coisas do partido e do presidente nasceram em berço de ouro e etc…precisamos deixar de lado o fervor quase religioso para enxergar a passividade deste presidente que não viu, não vê ou não quer ver a corrupção dos seus colegas políticos…para mim Lula decepcionou no aspecto moral…
Pois é, caro, tive as mesmas impressões que vc. Ah, o auge não foi o pai babando, foi a professora dizendo que ele tirou 9 em língua portuguesa…
estou ansiosa para a estréia de ‘Lula ,filhodo Brasil 2 que vai contar como acaba a estória o Lula. O filme vai ter Zé Dirceu envolvido até o pescoço em corrupção , Palocci quebrando sigilo bancário de caseiro, Genuino dinheiro na cueca, Delubio do mensalão,e o Lula compactuando com tudo isto e falando na tv que tudo isso é normal.No filme também vai estrear a nova turma do Lula, José Sarney, Fernando Collor (aquele do impechman), Renan Calheiros e outros do mesmo nível. No segundo filme vê-se que Lula esqueceu mesmo suas origens e conterrãneos pois enquanto estes continuam na miséria o nosso líder faz turismo as nossas custas.Viaja,viaja,viaja e viaja
Tosca.
ontem vi o filme, certamente a história de Lula é sofrida como de todos que vieram do nordeste em busca de um sonho, mas falando no filme em si parece que quando Lula assistiu aquele dvd pirata de 2 Filhos de Francisco no Aerolula ele falou para os assessores “quero um filme assim de minha vida” pois particularidades à Parte o nome do filme deveria ser “O Filho de Dona Lilu”, As musicas dos encontros amorosos e o final com imagem real são bem parecidas, faltou originalidade .
lula-LÁAAAAAAA!!!! NUNCA MAIS TERÁS UM VOTO MEU !!!
lula-LÁAAAAAAAAA!!!! NEEEEEEEEM EM FILME!!!
TÔ FORA, COMPANHÊRO (do capeta)!!!
Não vi o filme e não pretendo vê-lo. Já estou bastante saturado com a imagem do Lula diariamente nos jornais impressos, na internet, telejornais, revistas, onde quer que haja uma mídia. Outro dia entrei no elevador de um prédio mais novo, que possuía um televisor LCD. Quem estava lá na telinha: o Lula! Deus me livre, se eu fosse paranóico já considerava perseguição. O governo deve estar gastando uns R$2 ou 3 bilhões de impostos recolhidos por ano para divulgar o Lula, não vou tirar mais nem um tostão do meu bolso para ver o NADA CONSTA.
Também não vi, nem quero ver. Mas pelo fiasco da bilheteria certamente o governinho vair criar mais um “bolsa” para lotar as salas. Aliás, já tem um projeto “bolsa cultura”. Só que são tão burros que lançaram o filme antes…ou será que foi o contrário….rsrsrs
Falta de Patriotismo? Babar ovo de um governo pilantra e corrupto como o de Lula? Me dá vontade de mudar para Botswana de vergonha desta putridez do atual governico.
Era o comentário que faltava no cordão de puxa sacos dos comunistoides petistas
Corrupto é quem só pensa privatizar estatais, quem rouba e não faz nada a não ser usar o dinheiro em prol de si mesmo (Lula não melhorou o Brasil, mas o deixou menos pior), quem faz projetos medíocres (como o Eduardo Azeredo), etc.
E o pior é o povo sem-vergonha que não faz nada. Porque vocês não acusam esses deputados e senadores de m.e.r.d.a, ao invés de ficar só apontando o dedo pro presidente?
E me desculpe, mas patriotismo de c.u é rola!
Vi o filme ontem. Antes que digam que nasci em berço de ouro ou sou tucano, digo logo que não sou nem uma coisa nem outra. Mas não sou burro e nem alienado. Ah, sim, sou Lulista também!!!
Bom, ao filme.
Concordo totalmente com Calil. O filme é fraquíssimo, em todos os sentidos. Fui ver o filme achando que, realmente, eu me emocionaria, afinal, a vida de Lula é uma história fantástica. História esta que passou longe, muito longe do filme. Nascer na roça, ter um pai cachaceiro, um monte de irmãos, ir para a “cidade grande” e, dentro de certos parâmetros, alcançar um lugar ao sol é a história de muitos, muitos e muitos nordestinos que migram para São Paulo ou Rio de Janeiro. Foi isso, exatamente isso, o que retratou o filme. Nem de longe expressou a história do grande estadista Luiz Inácio “Lula” da Silva, esse cara que, para mim e para muitos, levou o Brasil ao status de gigante em potencial (finalmente, o “Brasil, país do futuro” chegou, só não vê quem não quer…) e que me trouxe de volta o orgulho de ser brasileiro.
Enfim, ideologias à parte, o filme é como uma novela, que pode ser resumida, sim, em dois minutos, o que ocorreu no trailler.
Não chego a sugerir que ninguém veja o filme, pois não sou sabotador. Mas que o filme é ruim, isso é.
Saudações.
Sinto pena de tanta gente sem visão. O filme não é tão ruim.
O que realmente desagrada é ver pessoas votando no DEM e no PSDB que historicamente fizeram o des-serviço de vender os bens do Brasil a preço de bolacha Maria.
Se depender de “Lula …” para dar um força, dona Dilma está frita , só vai ter os votos dos bolsa família , MSTS, sindicalistas , cumpanhêru e a chopinzada de plantão.
Se depender de “Lula …” para dar um força, dona Dilma está frita , só vai ter os votos dos bolsa família , MSTS, sindicalistas , cumpanhêru e da chopinzada de plantão.
Olhe, discordo da maior parte dos seus comentários. É obvio que a fala tinha que ser imitada, porque ele não tá retratando um cara que não falava assim. É como interpretar alguem que é gago. Logicamente, o ator tem que ficar gago.
Agora a parte que mais me chamou atenção: “A Dona Lindu, mãe de Lula, tal como representada no filme pode ser vista de duas formas: ou ela é um poço de sabedoria popular ou uma pioneira dos clichês de auto-ajuda. Ela vive repetindo chavões consagrados (”A rapadura é doce, mas não é mole não”, “devagar com o andor que o santo é de barro) ou de lavra própria (”se você não consegue, você espera” ou “se você não consegue, você teima”).”
Se você viesse do sertão ou do interior de algum estado do Nordeste, especificamente, você iria entender esses “saberes populares”. Isso é comum entre as pessoas. O conhecimento de mundo não vem do conehcimento acadêmico. NEsse caso.
Seu comentario não procede. Sou nordestino, baiano, filho de nordestinos (paraibano + pernambucana) e neto de nordestinos . O uso abusivo de clichês não é tao comum no nordeste. Convivo com pessoas de todas as classes e os modismos d enovelas que ficam por um determinado tempo, assim como em todo o país. O filme é horrivel assim como nosso presidente. Espero que 2010 passe logo..assim como o Lula..o cara que matou o PT…sublevou o PMDB..parabens Lula por salvar do ostracismo Collor, Sarney, Roseana, Temer, etc. E obrigado por detonar o PT com sua candidata.
Obrigaduuuuuu
um dos (varios) problemas dos lulistas é que parece q tudo que ele toca ou se refere a ele tem que valer ouro e ser digno de aplauso, apesar de varias demonstrações atuais de que naum passa de uma xerox de velhos vícios. Se o flme for realmente bom, o publico irá ver, ou alguém suficientemente esclarecido vai se basear numa critica pra deixar de assistir? acorda Brasil
VI O FILME E GOSTEI. GOSTO DO GOVERNO LULA. QUEM O CRITICA É ESTA CAMBADA DE VAGABUNDO QUE É DA LAIA DO SR. FERNANDO HENRIQUE QUE AFUNDOU O BRASIL. VIVA O LULA!!! VIVA O LULA!!! VIVA O LULA!!!
É ISSO AÍ COMPANHEIRO!!!
Esse blogueiro idiota está falando mal do filme com intuito de atingir o presidente. Pior são os porcos idiotas que caem na historinha dele.
LULA + 8 anos (plesbicito já – pergunte se o povo quer ou não que LULA continue. A tucanada tem medo de quê? Deixe o povo decidir.
Hum LULA-LÁ
incomoda muita gente,Dois LULA-LÁ incomoda,incomoda,incomoda muito mais.Treis DILMA-LÁ,incomoda muita gente;Quatro LULA-Lá,incomoda,incomoda,incomoda,incomoda,incomoda muito mais´´
Bye,Bye cambada de recalcados até 2020,com LULA_LÁ.
Incrível como, em se tratando de Lula, eles querem a perfeição, eles querem um mundo de fantasia que não existe em lugar nenhum do mundo. Eles a quem me refiro, são os que estiveram no poder desde a fundação da República, passaram 20 anos lambendo bota de torturador e considera um favor difícil de engolir o fato do Lula estar no lugar onde já estiveram o pensador do Século, FHC – PIADA – ou o dono do Maranhão, Sarney. Em relação à crítica do colunista feita ao filme, é normal, é uma opinião de quem não entende muito de cinema, mas no tocante à fala do personagem que interpreta Lula, tem razão, o ator ora fala normal, ora fala rouco como o Lula original.
Oi Calil,
Melhor que sua crítica ao filme, só os comentários.
O filme desperta uma paixão política, que beira o ridículo.
Os lulistas talebãs têm que gostar, os anti-Lula têm que odiar. É um verdadeiro Fla-Flu, só que sem argumentos racionais do futebol, muito mais elaborados, porque pelo menos de futebol o brasileiro entende.
O que importa é que o filme é muito ruim. Não o assisti e nem vou, prefiro ver o filme da Xuxa ou arrancar os olhos antes. O trailer já me bastou, morro de rir com o “tenho medo de te perder, Marisa” com sotaque de Bussunda que passa na TV.
O Fábio fez um filme bom, que foi ‘O Quatrilho’, de direção contida, mas também fez uma coisa chamada ‘Lambada’ e um monte de outras porcarias. Não dava mesmo para esperar grande coisa dele.
E aos leitores: esqueçam sua paixão e lembrem que esta e outras críticas são contra o filme, não contra Lula, muito menos contra o cinema nacional, que apesar de filmes ruins como este, tem produzido ótimos filmes, muito mais dignos de serem vistos: Vejam ‘É Proibido Fumar’, que está em cartaz.
Abs!!!
Para quem não vota, não gosta ou simplesmente não simpatiza com o presidente Lula. Mas também para quem acha que a vida é injusta e só da certo para poucos privilegiados: o filme serve como remédio para calar o seu sofrimento.
O filme suscita muitas discussões. Da mais clara – e polêmica – demonstração de populismo eleitoreiro (em pleno ano de campanha presidencial), até a extravagância atribuída ao ego de quem chega ao auge do poder político. Enfim, o senso comum que permeia o habitat dos que se degladiam em nome do poder.
Pobre ou rica, a produção instiga sim algumas reflexões. Mas para isso é preciso deixar de lado a politização do assunto.
As percepções vairam conforme o contexto de vida de cada espectador. Possivelmente a mais comum à maioria que assiste ao filme, é aquela que desperta em nosso coração o sentimento da esperança. A esperança de que se aquele menino filho de gente miserável conseguiu alcançar um objetivo que nem sequer almejou durante sua vida (e sim à partir de dado momento de sua trajetória), e teve a glória de ser eleito o presidente do Brasil, por que não seríamos nós, capazes de conquistar o que tanto pretendemos? Haja visto todas as circunstâncias da vida que enredaram a história de Lula: a miséria, a violência, a morte, a escassez de oportunidades…
De acordo com o filme, Lula Ingressou na luta sindical por acidente – literalmente. Entrou para a política com naturalidade, quase que sob a forma de uma marionete do sistema. Mas na sequência de seu percurso, elegeu-se e reelegeu-se presidente pela persistência. Provou para si mesmo que sabia, e muito bem, o que queria.
Seria a “teimosia”, segundo Dona Lindú (mãe de Lula, interpretada por Glória Pires), que o conduziu ao mais alto cargo público, pleiteado por milhões de brasileiros.
Pena realmente, o crítico Calil se ater ao detalhe da “língua preva, companhêro!”. Pior que isso, são os que pegam carona em sua infeliz, embora oportuna observação, e se aproveitam, para fazer deste espaço um ambiente de discussão política de baixo nível e péssimo gosto. Em tempo: Lula nunca teve meu voto. Dilma também não vai ter. Mas com base no filme, provando que mesmo quem nasce fadado ao fracasso pode reverter a tendência de suas origens e ser o senhor do seu destino, Lula certamente passa a merecer o meu respeito e a minha admiração, sendo ou não um bom presidente da república.