O pior crítico de cinema do mundo
É um risco fazer um post com o título acima. Será inevitável que algum leitor diga: o pior é você mesmo. Mas vou correr o risco. O blog de cinema do jornal britânico “The Guardian” acha que o o pior crítico de cinema do mundo é um americano chamado Fiore Mastracci, o sujeito da foto aí do lado. Ele comanda um programa de TV para um canal a cabo de Pittsburgh.
Para Stuart McGurk, crítico do “Guardian”, Fiore é tão ruim, mas tão ruim, que beira a genialidade. Em suas críticas, ele é conhecido por enaltecer bombas que não são defendidas nem por seus atores e por destruir filmes que são quase unanimidades entre seus colegas. Mas a questão não é de gosto, porque, como lembra o velho clichê, cada um tem o seu. O problema é a argumentação de Mastraccipara atacar ou defender um filme.
Alguns dos suas produções favoritas nos últimos tempos: “Anjos da Noite – A Evolução” (“guerras deveriam ser divertidas assim”), “O Justiceiro – Zona de Guerra” (“um estouro do começo ao fim”), “Motoqueiro Fantasma” (“as estrelas sozinhas valem o preço do ingresso”), “The Spirit – O Filme” (“ri mais do que qualquer outro filme neste ano!”) e “As Férias de Mr. Bean” (“o filme mais engraçado que já vi”).
Já entre os filmes que ele odiou estão “Volver” (“nada mais do que um filme para garotas disfarçado para interessar também aos homens”), “Os Três Enterros de Melquíades Estrada” (“um filme favorável à imigração ilegal”), “V de Vingança” (“uma ruidosa propaganda gay”), “O Ultimato Bourne” (ele fez uma piada sobre o câmera ter Mal de Parkinson) e “Transamérica” (cujo maior problema é ter um protagonista transexual).
Mastracci tem algumas marcas registradas. Em quase todas as críticas negativas, ele usa a frase “excremento em celuloide” (aplicada para filmes como “O Fantástico Sr. Raposo”, “Watchmen” e “Segurando as Pontas”), fala dos bons tempos em que trabalhava na indústria (e se gaba por conhecer o dublê de uma ponta ou o assistente do produtor de locações) e dá um jeito de criticar o “socialista” Barack Obama.
“O Fantástico Sr. Raposo”, por exemplo, “faz tanto sentido quanto a política externa de Obama”. Já a “Substitutos”, em que as pessoas podem comprar perfeitas versões virtuais de si mesmas, é “um vislumbre do mundo para onde Obama e sua horda querem nos levar”. A animação “9″, em que as máquinas destruíram os humanos, é parecida com o que “Obama e seus companheiros estão atualmente planejando”…
Neste último quesito, Mastracci não está sozinho. Aqui mesmo no Brasil é comum encontrar em revistas semanais ataques a artistas e políticos “socialistas” em meio a críticas culturais sobre assuntos completamente diferentes. Será que elas andam se inspirando no genial Mastracci?




