Novela de Manoel Carlos é como Lexotan
Depois daqueles indianos hiperativos, suburbanas fogosas, loucos e pit boys à solta, nada como uma novela do Manoel Carlos para relaxar um pouco. “Viver a Vida”, como toda a obra de Maneco, tem o efeito de um Lexotan. Aquelas paisagens de aquarela, aquela bossa nova malemolente, aquela conversa à toa sobre relacionamentos deixam a gente pronto para uma boa noite de sono.
Escudado pelo diretor Jayme Monjardim, Maneco bem que tentou acrescentar um novo ingrediente a sua fórmula no capítulo de estreia ontem: uma cena de perseguição na favela, filmada com os clichês já consagrados pelo cinema nacional, a câmera na mão, o filtro azulado, a trilha nervosa. Mas logo tudo voltou ao normal; ou seja, ao universo dos cariocas bem nascidos, com seus problemas burgueses.
Descontado esse passeio postiço pela favela, a grande novidade do primeiro capítulo foi a troca do Rio por Búzios como cenário. Seis por meia dúzia. Para o espectador, as novelas tem o conforto do conhecido: você sabe que encontrará uma Helena quase santa, um José Mayer quase cafajeste, que todas as mulheres serão um pouco loucas (com exceção da Helena) e que todos os homens serão uns bananas (com a exceção do José Mayer).
Mesmo com a repetição dos ingredientes, o primeiro capítulo deixou algumas dúvidas. A maior delas é se Taís Araújo tem estofo para ser Helena. Ok, ela é bela, ela é a primeira atriz negra a protagonizar uma novela das oito na Globo, ela não deve ser julgada por um punhado de cenas, ela tem condições para crescer com o personagem. Mas a impressão da estreia é que Taís continuava apresentando o “Superbonita”. A expressividade e a empostação eram exatamente as mesmas.
Outra interrogação despertada pelo capítulo inicial: é possível mesmo que Maneco seja considerado um autor “realista”? Aquelas cenas da gravação do programa com Helena beiram o surreal em seu artificialismo. É curioso ver como a maior televisão brasileira erra tão feio sempre que precisa fazer uma cena sobre uma gravação de TV… E os depoimentos “reais” no final não poderiam parecer mais encenados, como a emotiva e edificante entrevista de uma mulher com parilisia infantil ontem.
Agora vamos aos pontos positivos: Lilia Cabral mais uma vez roubará a cena como uma mulher amargurada, José Mayer está totalmente à vontade como galã, e Manoel Carlos continua com ouvido afiado para sensos comuns sobre as relações amorosas. Quando o personagem de Mayer falou que logo ia casar de novo, que homem não consegue ficar separado, minha mulher me cutucou e disse: “Maneco sabe tudo”. Então tá.

O que me aborrece mais nas novelas do Manoel Carlos é a sensação de estar assistindo a uma aula de Telecurso (1º Grau, 2º Grau, 2000, todas as anteriores). Irritantemente didática e artificial, do começo ao fim.
Prefiro as novelas do Gilberto Braga e do Silvio de Abreu.
assistir novela? depois dos 35 anos?
prefiro o lexotan…
Pelo menos o Manoel Carlos não investe em cenas de dança só pra fazer volume.
Afffffffffff!!!!!!!!!! Minha nossa!!! Sinto que se eu perder um minuto do meu tempo assistindo alguma novela da globo, alguma novela não, qualquer coisa da Rede Globo, eu vou é ter que tomar uma cartela inteira de Prozac isso sim.
assisti de relance por falta de tempo. mas o que eu gosto nas novelas do maneco é da trilha sonora. Chega de uma indiana com voz de taquara rachada gritando ” SI TU ME AMMAS ME ARRISCAS PERDER’ ( pelo menos é o que entendia ). Bossa é muuuuiiiiiitttoooo mais legal.
O que eu acho muito legal nas novelas do Manoel Carlos, e aí sim, ele tende para um híperrealismo, é o fato de que os personagens parecem ser conhecidos nossos, alguém da família, vizinhos. Faz séculos que não vejo novelas; a última que assisti era dele mesmo (Por Amor).
E, não, não é como lexotan. É como um copo de vinho suave, cheia de nuances verossímeis, onde qualquer um de nós pode encontrar um ponto de reconhecimento, como se fosse um espelho. Não vou assistir por falta de tempo (e confesso: de saco; perdi o tesão por novelas), mas de tudo o que passa na TV, é legal saber que o Maneco está aí, trazendo a típica sociedade brasileira à tona, para ser vista por si mesma.
Parabéns pelo blog!
Maneco é o único autor de novela que não aguento, e ainda me causou alergia à bossa nova. Glorinha e suas tramas étnicas e elenco dançante eu curto, Benedito Ruy Barbosa e seus agro-romances, Carlos Lombardi e os descamisados, e os outros, entre sucessos e fracassos, rola de assistir. Agora, Manoel Carlos simplesmente não dá.
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…………………………………….Ricardo Calil?
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………..Sê eu fôsse tua,……”mulé”……………….e descobrisse
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……………que você assìste novéla do,….. Manoel Carlos.
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…………….Meu,….sê,….. ía,……. tomá,……. um,………. CÔRO,
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……………………………………mais um,….côro,
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………………………………….em praça pública
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………………………que nósso casamento ía virá
…………………………………………..páuta,
…………………………………………….prô,
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………………………………..GLOBO REPÓRTer.
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Vc é uma figura. E a pontuação é perfeita, dá para ouvir o que está escrito!
Maneco sabe tudo.
não vi a novela, mas somente pelas chamadas, achei a Tais “superbonita”. Se ela levar muito a sério a pressão, não vai conseguir não…
Mais uma vez, apesar da trilha sonora e das imagens do Rio, decidi que não ia assistir a novela, convencida que é uma profunda perda de tempo.
Peguei o controle e…..nada! Tenho TV a cabo e só vi coisas muito idiotas, filmes com muita droga, sexo (às 9:00hs), e mais nada! Nenhuma matéria, discussão, entrevista interessante! Pobre de nós que devemos nos contentar com tanta mesmice. Preferia o AREBABA rrsrsrsrsrsrs….
Nossa, sabe que eu também tive essa sensação!!! A Taís tá mais para caras e bocas… apesar de ser uma boa atriz, ela não tá nada natural… Ai como me cansa aqueles cariocas ricos e bem de vida que sempre viajam para o exterior kkkk parece Laços de Família, ou outra qualquer, fala sério….
Nossa mãe, novela de manoel carlos depois de caminho das indias não dá pra aguentar!!! É sempre as mesmas histórinhas e probleminhas “superficiais” de gente rica. Ainda tem gente que afirma que o maneco é realista, só se for para 1% da população brasileria que tem os empregos, negócios, carros, lanchas, mansões que os personagens têm!, porque a grande maioria não se enquadra nos probleminhas que ele aponta!!
Eu realmente gostei muito, são historias da vida real, mas temos que viver a realidade mesmo. Adorei!!!!!!
O que mais me perturba nas novelas do Manoel Carlos é a falta de ética das personagens femininas. Uma troca os bebês, engana o pai de seu filho e ilude a própria filha com um bb trocado . E a novela se chama Por Amor. A outra mentiu a vida toda sobre o real pai da filha e qdo ela adoece, mente, seduz e fabrica um bb para salvar a mais velha. E isto se chama Laços de Família. E, como se não bastasse, um aluno de 17 anos tem um caso com uma professora, morre assassinado pelo marido dela e, a professora, grávida do aluno sorri na formatura com mãozinha na barriga…Isto são Mulheres Apaixonadas. Socorro!
Na minha opinião as novelas de Manoel Carlos são um lixo, muito repetitivas até o tema de abertura ele não teve o trabalho de mudar muito cansativa não tem como assistir praticamente a mesma novela 500 vezes olha não vejo a hora dela acabar apesar dela ter começado agora.
MINHA GENTE,JA BASTA A MINHA VIDA,LIGAR NO JORNAL E VER TANTA DESGRAÇA
AÍ VEM VCS E DIZEM QUE QUEREM NOVELA QUE MOSTREM A REALIDADE,SE A MAIORIA DA POPULAÇÃO É BURRA E NÃO ASSISTE JORNAL PACIÊNÇIA,AGORA NA HORA DA NOVELA É MOMENTO DE PRAZER,ESQUEÇER DOS PROBLEMAS,VER GENTE LINDA ,ROUPAS LINDAS,LUGARES LINDOS
QUEREM REALIDADE VAO VER TELEJORNAL
BANDO DE OTARIOS
A THAIS É BONITINHA POUQUINHA TODA,MAS NUNCA GOSTEI DELA INTERPRETANDO
ARTIFICIAL DEMAIS,ALINE MORAES LINDISSIMA MAS NAO AGUENTO MAIS AQUELA BOCONA
Hummm… Viver a vida ??? Viver o que mais? se não for a vida, é um pouco redundante. A novela em si… tirando a história… os cenários, bem trabalhados, as paisagens magnifícas, as músicas mto bem escolhidas, (a abertura pobrinha pros parâmetros da produção) já são um néctar para os olhos e ouvidos. Tenho que concordar que realmente mostra mta burguesia…mas é isso que nos delicia ver “coisas” bonitas, trajes, lugares e pessoas bonitas… A Thaís está bonita, mas mto boneca e perfeitinha… (o cabelo afro cachos grandes, vai pegar), e se o Sé Mayer não fosse ricaço ela iria dar chance, sendo pai da sua inimiga? O Maneco deveria ter feito isso o contrário um cara classe baixa e ela rica será que rolava??? Em resumo adoro assistir as novelas dele me tocam fundo pelos motivos q citei, cenários, músicas e dramas tbém… apesar de achar, algumas coisas fora da realidade… são as minhas novelas prediletas… Agora as Indias foi ridícula ao extremo… qta babaquice junta, céeuss….
Parabéns Maneco por mais esse sucesso, to aguardando as cenas do exterior… meu sonho… bj
Gostei mesmo foi de um jarro com uns 200 copos-de-leite.
E o triângulo amoroso: decoraçãoX designX passarela, faz qualquer um se senti na casa cor e as revistas de decoração, mortas de inveja.