“Bruno” censurado?
O crítico de cinema Marcelo Janot chama atenção em seu Cult blog para um fato grave: duas cenas foram cortadas de “Bruno” na versão que estreou no Brasil. Pelo que entendi, as sequências excluídas foram aquela em que Bruno transa com seu namorado usando uma engenhoca sexual e a que mostra o protagonista balançando sua genitália desnuda.
Essas duas cenas, que somam cerca de 1 minuto, estavam na versão exibida para a imprensa brasileira pela primeira vez, há cerca de um mês. Mas não estão na versão que estreou nos cinemas. O que faz Janot perguntar: “Será que mostraram uma versão para a imprensa e lançaram outra, censurada? Se for verdade, é um escândalo”.
Na verdade, a Sony, distribuidora brasileira, convocou uma segunda sessão para a imprensa, pelo menos aqui em São Paulo, com o seguinte comunicado: “A pedido do ator Sacha Baron Cohen, os brasileiros verão uma versão diferente do filme ‘Bruno’. A versão será a mesma que estreou na Austrália, que é um pouco diferente com pequenas modificações nos rolos 1 e 5″.
Isso alivia a barra da distribuidora? Não. Porque o comunicado deveria deixar claro quais foram as cenas excluídas e qual a verdadeira razão para os cortes. Difícil acreditar que Cohen tenha pedido para cortar duas cenas do próprio filme especificamente no Brasil e na Austrália. Mais provável que tenha sido uma tentativa de se ajustar à censura por faixa etária.
É bom lembrar que o recém-lançado “Halloween – O Início” teve 26 minutos coratdos aqui no Brasil para se adequar à censura etária e que a distribuidora PlayArte não avisou a imprensa, nem o público.
Autor: ricardo calil - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Irônico pensar que após conceber Bruno, Sacha queira por classificação etária adequar o filme nas normas de censura. Vale à pena considerar que, as distribuidoras devem ter mais oque preservar do que o artista que exacerbadamente demonstra sem pudor ou moral, facetas em seu filme que extrapola o senso de lógica e ética.
Ou isso, ou não entendi o filme…
Ricardo….
Quero te mandar um email…mande-me seu endereço por favor!
uai, gente, eu vi o filme ontem e tinha essas duas cenas -ainda que, se pudesse escolher, teria me furtado de ver um pirocóptero do sacha….argh!!!
O debate, em tese, tem relevância…
Já o filme, pros amantes de Borat como eu, tem pouca.
Alguém reparou que a estrutura do roteiro é a MESMA?
Parece que o Cohen pegou Borat e escreveu em cima, invertendo algumas passagens.
Se alguém fizer uma análise dos dois roteiros, vai ver que são o mesmo.
Uma pena, me decepcionei um pouco com o Cohen.
Mas BORAT continua sendo o melhor filme de comédia em anos.
Se é verdade, é simplesmente ridículo. Depois de assistir “Borat”, quem sai de casa rumo aos filmes de Sasha já sabe o que vai encontrar. O público dele não tem como considerar uma cena ofensiva, por mais explícita que possa ser.
Essa história está muito mal contada, e acho que a distribuidora é quem tem culpa no cartório.
Parece que a versão que vi no Unibanco Artplex aqui no Rio tinha uma das duas cenas que você mencionou, Ricardo.
Muito sinceramente, pensei em sair nos primeiros 20 vinte minutos. Perda de tempo é o mais diplomático que posso dizer sobre este, este…
Na versão exibida no Embracine Casa Park, em Brasília, as duas cenas estavam presentes.