“Som & Fúria” é sobre política, não sobre arte
É arriscado, talvez injusto, analisar uma minissérie pelo seu capítulo de estreia. Mas o primeiro dos 12 episódios de “Som & Fúria”, dirigida por Fernando Meirelles e exibida pela Globo, me pareceu em essência um ataque direto à cultura “oficial” brasileira; ou seja, aquela patrocinada pelo Estado e empresas via leis de incentivo fiscal.
De forma não muito sutil, a trupe que protagoniza a minissérie foi batizada de Companhia de Teatro do Estado. As situações do primeiro episódio fazem piada com o que seriam as figuras emblemáticas da cultura “oficial”: o diretor artístico vendido ao sistema (Pedro Paulo Rangel), o diretor financeiro que só quer saber de patrocínio (Dan Stulbach), a funcionária da secretaria de Cultura que só pensa no mercado (Regina Casé), o patrocinador que não entende a peça o que está apoiando e assim por diante. Em contraposição, surge o diretor teatral preocupado apenas com a arte (Felipe Camargo).
O primeiro capítulo deixou a sensação de ser muito mais sobre política do que sobre arte, de estar mais interessado na Rouanet do que em Shakespeare. Nesse sentido, será ingênuo lembrar que os co-produtores da minissérie – O2 e Globo – são beneficiários da cultura “oficial” que a minissérie ironiza?
Autor: ricardo calil - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Cópia fiel da série canadense Slings and Arrows. Dos cabelos do Felipe Camargo ao terno do morto. Esperava um pouco mais de “liberdade” da original. O texto só muda quando as referências são nacionais. A versão gringa é política, comédia, drama e romance. O destaque mesmo é a câmera de Meirelles, que nem preciso elogiar.
É caros amigos, a fotografia é mesmo maravilhosa.
Calil, como vc mesmo comentou, analisar a minisérie pelo primeiro capítulo pode ser injusto. Mas que a câmera do Meirelles é fascinante, isso não podemos negar.
Vamos aguardar o restante da minisérie, para saber se ela será pautada mais na política do que na arte.
Esta produção traz um fôlego à mesmice tradicional experimentada pelos telespectadores brasileiros quando ligam os seus televisores. Afora as críticas dos críticos(??????????), o trabalho tende à inovação, pelo menos em telas tupiniquins. As comparações com o original não cabem aqui, pois o trabalho do Meireles é voltado para os segmentos da população que não tem acesso a outra programação, senão a gratuita(????????).
Falar da câmera do Meireles é redundância. O cara é mágico. Devemos incentivar as produções que fujam do padrão novelas globais, experimentar e com isso talvez daqui a décadas possamos formar expectadores com senso crítico e analítico.
BISCOITO FINO NO MEIO DAS OUTRAS EXISTÊNCIAS QUE ESTÃO NA MESA E JOGAMOS NO CHÃO. TEMA DIFERENCIADO DOS OUTROS VIGENTES NA TELINHA, ELENCO AFINADO, DIREÇÃO CONCISA E UM TEXTO EFICIENTE. ESPERO QUE OS CAPÍTULOS SEGUINTES AO PRIMEIRO SEQUENCIE OS CAMINHOS DA AGUA DO BOM GOSTO. MERDA PRÁ SOM & FÚRIA E A INTELIGÊNCIA AINDA VIVE E QUEM QUISER TROCAR IDÉIAS E PENSAMENTOS ESTÃO AGUARDANDO CONTATOS. DEUS ABENÇOE A TODOS.
Detestáveis pessoas, filhos da burguesia que arrotam amor à arte porque não têm que vender nada para viver – papai banca as carreiras (profissional e nasal). Detestáveis pessoas, pequenos-burgueses de alguma inteligência – afinal não são de todo burros, que esvoaçam em torno das artes, críticos, produtores, patrocinadores, merchands e assemelhados, que sem entender nada do mundo trombeteiam o que deve ser considerado bom, ruim, “artistíco”, brega, de bom ou mau gosto.
E pobre do mundo, a quem se empulha essa arte, que mesmo quando se julga rebelde e vanguardista não passa de arte oficiosa, rebeldia e vanguarda permitidas, aceitas como mal menor, como excentricidades de filhos que um dia amadurecerão.
Toda arte que nasce dessas pessoas é oficiosa e comprometida.
Mas o Brasil é um país que fez experiências com a cultura patrocianada pelo Estado. Para quem não se lembra, a Embrafilme financiou o cinema nacional a partir da década de 70, com resultados de médio para fraco – e em vários casos, medíocres. Muitos produtores que se aproveitaram do caixa fácil hoje cospem – e muito – no prato em que comeram. Aí veio o Collor – o tão crucificado Collor – e acabou com o financiamento público para a Cultura, como muito se quer hoje. O resultado que a produção cinematográfica brasileira caiu para quase zero – de 1989 a 1992, com a tetas secas, acabou a criatividade de nossos cineastas também… Só voltamos a ter cinema quando a tecnologia barateou a produção e o setor publicitário ficou saturado de profissionais de bom nível, que acabaram procurando outras mídias. Apenas no século XXI a TV brasileira foi produzir cinema – fenômeno antigo nos EUA e Europa. A conclusão que tiro é que o financiamento público da cultura é necessário, visto a mesquinhez de nossos “fiespianos” mecenas. Mas não é difícil cobrar resultados desse financiamento – a peça ou o filme vai dar lucro? Nem em Hollywood se aprendeu a prever isso! O que está sendo criticado em “Som & Fúria” é o angu que caiu no prato dos outros (”por quê não no meu?”).
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…………………………………………….CARA….?
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…………………………………………….estado?
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………………….Isso é um retrato do,…. MEIO “artrístico” paulista
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……………………………………………MEDÍOCRE,
……………………………………………..PÔDRE,
……………………………………………SÓRDIDO
…………………………………………………..e
………………………………………………CÍNICO.
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……………A série é a,…..”cultura” da BIG-biriguí,…..que é éssa
…………………………………….província disfarçada
…………………………………………………de
…………………………………………..metrópole.
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……………………………….Ele pegaram na,…… vêia,
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……………………………………………os tipos,
………………………………………..os “drãmas”,
……………………………………….os “conflitos”,
……………………………………os “profissionais”,
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………………………………..é um tapa na cara de,
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………………………………………….. TODOS.
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…………………ÚFA,…até que enfim,…….uma COISA BOA,
………………………………………………..na,
…………………………………………famigerada,
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……………………………………..”tv” “brasilêra”.
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…………………………………………DEMÔRO…!
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…………………..Só podia ser,……Fernado Meirélles…..né….!
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……………………………………..PARABÉNS,….a Ó2,
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………………………………………..e tenho que dar
……………………………………….o braço a torcer,
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…………………………………………….prá Globo,
……………………………………………..também.
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……………………….Quanto a ,…..Silvia_05 das 2:59,
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……………..eu NUNCA ouví falar néssa série canadense aí,
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……………………………………”slings and arrow”.
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………………E acho,….Silvia,…que qualquer coisa que sê faça
…………………………………….na tv “brasilêra”,
………………..ainda mais um TEMA URBANO como esse,
…………………………………………….córre o
……………………………………………RISCO
……………………….de se parecer com alguma coisa
…………………………………………….feita na,
………………………………… américa do NÓRTE.
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………………………..Por que lá eles PRODUZEM MUITO.
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……………………………………..E se for assim,
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…………………………………….depois do filme,
…………………………………” Tiros na Brodwaay”
……………………………………..do Wood Allen,
……………………………………ninguém poderá
………………………………. fazer mais nada sobre
……………………………………………..teatro,
……………………………………………..então,
………………………………por que tudo vai parecer,
………………………………………….. “CÓPIA”,
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………………………………………………dele.
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…….ps:…ricardo?….eu só achei que a regina casé,
…………………………….tá um pouco fóra prô papel,
…………………………………….você não achou?
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Esse comentário do Godinho é a típica diarréia mental onde se fala muito e não se aproveita nada de um texto lotado de clichês.
Pois é………..os artistas que mais criticam a Lei Rouanet são os que mais usufruem da mesma. Vide o tal “Movimento contra a Bárbarie”. Artistas de teatro, criticam abertamente a lei, mas na hora de mamar na mesma, são os primeiros a extender seus beiços sedentos
Independente do “ser ou não ser” uma coisa ou outra; é diferente, ácida, recheada de ótimas interpretações e muito dinâmica.
Sai da mesmice e diverte. Para mim, é isso o que importa, ou pouco de oxîgênio em meio a tanto CO2.
Vícios das Leis de incentivo e das políticas nacionais de cultura à parte “Som & Fúria” oxigena a TV ante a única perspectiva de novelhas insoças e Reallitys ídem.
Tudo bem que é uma boa idéia. Mas a trilha incidental… Se não me pagarem vão ficar comendo ovo. Não tem um arranjo sequer. Eletrônico chatérrimo. Trilha de efeitos… Totalmente fora do contexto. Não escapa um. Todos os filmes nacionais tem trilha ruim. Dá p’ra contar nos dedos o que se salva. Tem uma do Edu (Lobo), uma do Wagner e vai ficando por aí. E são sempre os mesmos… os mesmos. Agora nem quero mais… Podem ficar com o osso. A Casa de Cultura vem aí… Na Lapa. Podiam pelo menos ter chamado o Wagner ou o Peranzetta. Mas iam ter que pagar também. Os caras não sabem nem o que é GIGA Studio… quanto mais escrever música… Jesuzinho… Me perdoe.
Pois é Calil……
“Nesse sentido, será ingênuo lembrar que os co-produtores da minissérie – O2 e Globo – são beneficiários da cultura “oficial” que a minissérie ironiza?”
Não seria o caso de você fazer um elogio à imparcialidade?? Ou a política de cultura “oficial” é perfeita e imune a críticas?
abs,
Lúcio.
Muito apressado e ideologizado esse seu comentário, Calil. Acho que antes da crítica ao oficialismo da produção cultural brasileira, há na série um questionamento sobre o papel da arte em nossa sociedade. Para que ela serve? Para enfeitar o balanço social das empresas? Para saciar a diletância pseudo-erudita de alguns privilegiados? Ou para catalisar a inquietação dos homens?
Gostei.
Eu não entendo nada de câmeras ou de políticas, mas assisti ao programa ontem e gostei bastante.
Ha julgar pelo primeiro capitulo , vais ser mais uma porcaria pseudo intelectual e cultural.
resumindo mais um lixo global.
Teve um equilibrio desses dois temas: política e arte. Gostei bastante da minissérie. Meirelles é impecável.
gostei do chines…não pagou ta fora…
Quem me dera termos produções suficientes para podermos escolher assisti-las como “essa é política”, “essa é amor”, “essa é drama”…
GRAÇAS A DEUS surgiu a tal SOm E FURIA (que só fi descobrir ser um similar nacional há poucos instantes), para dar um tempo na mesmice cafona da TV no Brasil.
Impressiona DEMAIS poder assistir uma produção dessas e mesclar imagens sensacionais, uma boa vontade com a inteligência do expectador e, especialmente, um valor especial para a essência que tantos bons atores guardam em si – e que a tv insiste em reprimir, negar, esconder…
Afinal de contas: O QUE É O PEDRO PAULO RANGEL DENTRO DAQUELE CAIXÃO??!?! Que coisa soberba o estilo, o jeitão…..representação com V maisculo… V de VIDA!!!!!