Público de Padilha diminui mil vezes
Ninguém esperava que “Garapa” fosse um estouro de bilheteria, nem mesmo seu diretor, José Padilha. Afinal, trata-se de um documentário em preto e branco sobre três famílias famintas do Nordeste. Mas os números de público são negativamente surpreendentes: após três semanas de exibição, o filme tem 2.624 espectadores, segundo o site FilmeB.
O que se pode concluir disso? Que o nome do diretor não tem nenhuma importância para a bilheteria no Brasil. O nome de Padilha foi bombado na imprensa na época de “Tropa de Elite”, o filme teve mais de 2 milhões de espectadores no cinema e provavelmente cinco vezes mais em DVDs piratas. Mas nada disso se transferiu para seu novo trabalho. Até aqui, “Garapa” teve mil vezes menos espectadores que “Tropa” no cinema. Quanto maior a altura, maior a queda…
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Enquanto isso, “A Mulher Invisível” segue firme na bilheteria, com um aumento de público de 24% em seu segundo final de semana de exibição em relação a sua estreia. Em dez dias, o filme já chegou aos 800 mil espectadores. E o que isso quer dizer? Em primeiro lugar, que este é o melhor ano para comédias no cinema brasileiro em muito tempo, com três grandes sucessos (além de “Mulher Invisível”, “Se eu Fosse Você 2″ e “Divã”. E, depois, que a má distribuição de renda continua sendo a realidade do nosso cinema.

