Mais um recorde para “Se Eu Fosse Você 2″
Ainda sobre o fenômeno “Se Eu Fosse Você 2″, o site FilmeB, principal fonte de números sobre o cinema no Brasil, traz no boletim desta semana alguns dados interessantes. Depois de ter se tornado a produção brasileira mais vista da retomada, o filme de Daniel Filho está prestes a se tornar o segundo longa mais rentável da história do país, de qualquer nacionalidade.
Nesta terça-feira, “Se Eu Fosse Você 2″ deve ultrapassar a arrecadação no Brasil de “Homem-Aranha 3″, que faturou R$ 48,9 milhões, e ficar atrás apenas de “Titanic”, o recordista de R$ 78,9 milhões. Outros filmes brasileiros e americanos tiveram mais público que o de Daniel Filho, mas suponho que não figurem nesse ranking porque o ingresso era mais barato.
Outro dado interessante trazido pelo FilmeB: graças ao fenômeno “Se Eu Fosse Você 2″, o cinema brasileiro conseguiu neste ano, em menos de três meses, 76,5% da renda total e 73,8% do público dos filmes nacionais em todo 2008.
“Se Eu Fosse Você 2″ teve alguma ajuda de “O Menino da Porteira” e “O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes”. Mas responde talvez por quase 90% desse bom resultado. Se pintar um ou outro sucesso brasileiro nos próximos meses, 2009 deverá ser pródigo em público para o cinema brasileiro.
Autor: ricardo calil - Categoria(s): Sem categoria Tags:
acompanho seu blog, respeito seus comentários, mas sua insistência em ventilar os números de tal filme é estranha. sim, existem problemas sérios na forma como os filmes são feitos, distribuídos, etc. mas nem por isso esse filme é a solução nem algo tão extraordinário que merece tanta celebração. sim, por que o que você está fazendo, na forma como posiciona seus textos é quase estourar champanha.
E sempre assim ne Ricardo sempre existe pessoas como o Marcus que adoraria ver o cinema nacional falido e o americano faturando alto.
Parabéns Ricardo e produto nacional temos que falar bem mesmo e vibrar muito.
abaços
Um único filme nacional entre quase 70 nos últimos 10 meses com renda e lucro, com renda capaz de amortizar seus custos (os outros não conseguiram) é preocupante. Nosso cinema não está conseguindo alcançar o público, nossos filmes têm custos e orçamentos altissimos, incompatíveis com a resposta do mercado. Oito milhões para o filme sobre o ônibus e 8 para o menino e a porteira, por exemplos, são custos que nunca serão amortizados pela exibição, pelo dvd e pela TV juntos. Não seria grave se boa parte desse dinheiro gasto fosse particular, mas essa grana saiu da renúncia fiscal, deixou de ser imposto. Ou seja, o povo paga pelo gasto, pelo exagero no gasto. É preciso mais responsabilidade no uso das verbas. Mais racionalidade. Na minha época de cineasta da boca, o cinema se auto-sustentava e tinha custos bem menores, apesar da inflação, da alta do dólar, etc. Por que agora, gasta-se tanto, quando o digital facilita a realização? Essa questão tem de ser repensada. As verbas têm que ser dadas com mais responsabilidade para que não se repitam caso Chatô.
Também concordo com o Marcus. É uma pena q o recorde brasileiro de arrecadação se dê com esse filme. Tá na hora de repensarmos tudo. Saca aquela coisa de país tapado, onde o q vale é seguir o odiante padrão global de produção. É prazer de sair para ver as mesmices q se vê em casa. Isto é, naquele deles, q fique bem claro.
Felizmente ou infelizmente, essa é nossa realidade. Há uns dois meses atrás, tentei assistir ao filme aqui em BH. Depois de um dia inteiro de trabalho, dirigi-me ao cine para dar boas gargalhadas. Eu e mais três pessoas. Só decepção! Primeiro, os ingressos se esgotaram e ficamos esperando a próxima sessão, ansiosas, afinal, íamos dar boas gargalhadas. Ledo engano! Após duas horas de espera, entramos para a tal sala, para descobrirmos que o espaço não cabia o número de pessoas que ali se encontravam. Trocaram-nos de sala e para nossa surpresa, não havia espaço novamente, para todo mundo. Resumo: voltei prá casa decepcionada com a falta de respeito demonstrada por esse público que está fazendo com que o filme seja um sucesso. Eu não voltei e não volto para assistí-lo.
gostaria de ver caras novas no cinema…
Eu não sei porque existe mecenas para varios tipos de obras de arte no Brasil ( varias de gosto duvidoso, talves mais pelo sobrenome ou grau de amizade e com preços que dificilmente se possa comprovar, e por isso todo mundo ganha) e no cinema, já que a renda depende do publico que assiste, e portanto, comprovada; praticamente não existe quem banque por puro amor a setima arte.
Idiota, temos que esquecer o falso Nacionalismo e ser apenas verdadeiros, pouco importa se o filme e Nacional ou não! O que devemos levar em conta quando vamos ao cinema e se o filme e bom ou ruim, que mania de catalogar filmes pela sua origem, que falso moralismo, o filme e bom, parabens, agora ficar nesse preconceito de ser ou não Nacional, isso em 2009 e coisa do passado, de pessoas fadadas ao pré-conceito.
MARAVILHA
É muito gratificante ver uma produção brasileira desbancando os filmes estranegeiros, por que a gente está muito preso a cultura dos outros e esquece de valorizar a nossa.
essas coisas é que são estranhas, por que devo ficar gratificado por que a globo ganhou mais alguns milhões e com a festa que se faz em torno de um filme muito ruim que são daqueles sucessos pouco explicáveis e ainda ajudam a massagear o ego de um pessoa que prefiro nem escrever o nome? eu pelo menos, não tenho nenhum problema com o sucesso financeiro alheio, seja de brasileiros ou estrangeiros. Mas tenho problema com o monopólio da distribuição de filmes, pois atualmente, se você não tiver certa marca, fica difícil conseguir uma única sala para exibir seu filme e impossível de vender milhões de entradas. Na verdade muitos dos bons filmes permanecem inéditos no país. Deveríamos era lamentar.