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Arquivo de fevereiro, 2009

10/02/2009 - 09:12

O que será do “Big Brother” sem um vilão?

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O “Big Brother” ainda é visto por muitos como uma mistura de gincana eletrônica e experimento behaviorista. Mas o sucesso do programa sempre dependeu, em grande parte, da capacidade de transformar a ação dentro da casa, via edição, em uma narrativa folhetinesca, com suas situações clássicas. Seja um triângulo amoroso (Alemão, Íris e Fani no “BBB 7″), um conflito de classes (Cida e Thiago contra todos no “BBB 4″), a luta contra o preconceito (Jean versus a turma do mal no “BBB 5″) e, sobretudo, a briga entre mocinho e bandido (Alemão e Caubói no “BBB 7″, Rafinha e Marcelo no “BBB 8”).

Nesse aspecto, o “Big Brother 9″ deu azar. O único mote novelesco que a produção havia conseguido armar até aqui foi a criação de um vilão (Newton), em conflito com uma mocinha indefesa (Ana Carolina), outra nem tanto (Priscila) e até com a namorada (Josi). O problema é que Newton foi ao paredão cedo demais – e provavelmente será eliminado pelo público nesta terça-feira. É como se o antagonista de um filme morresse antes da metade da projeção – e antes mesmo que se definisse o protagonista.

Nas edições anteriores, o catalisador dos conflitos – Dhomini, Rogério, Caubói, Marcelo – quase sempre chegou perto do fim do programa, seja por sorte ou estratégia. Nesta edição, Newton se condenou à morte ficcional de forma prematura. E, até agora, os sobreviventes do “BBB 9” não demonstraram potencial para alimentar novas situações folhetinescas – o que significa que provavelmente teremos uma edição morna, como o “BBB 2” (cuja sem-gracice foi encarnada por Thyrson) ou o “BBB 6” (que terminou com a vitória politicamente correta de Mara).

Autor: ricardo calil - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/02/2009 - 20:17

Cassavetes inédito

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John Cassavetes é um dos meus heróis cinematográficos. Por isso a alegria de encontrar uma entrevista inédita com o diretor americano, considerado o avô do cinema independente. O texto feito pelo crítico americano Joe Leydon em 1985, quando Cassavetes filmava “Um Grande Problema”, filme encomendado por Hollywood que se tornaria um fracasso e seria o último do cineasta. A entrevista não foi publicada na época por um motivo simples: ninguém da imprensa se interessava por Cassavetes àquela altura do campeonato. Leydon redescobriu o texto em uma gaveta outro dia e publicou-o agora na MovieMaker. Para fãs do diretor, é leitura obrigatória. Há inclusive um trecho meio premonitário:

“Uma vez que a imprensa te chama de independente, isso fica no arquivo deles. Eu estarei morto em cinco anos e eles ainda estarão dizendo: ‘Aquele independente filho da puta, ele está no Colorado, fazendo um filme.’ Como se eles se importassem.”

Cassavetes morreu quatro anos depois da entrevista, em 1989, de cirrose hepática. Não é a imprensa que recebe as maiores críticas na entrevista, e sim Hollywood:

“Esse é o negócio mais burro que eu vi na minha vida. Se alguém se casa, eles dizem: ‘Nunca vai funcionar’. Se alguém se divorcia, eles dizem: ‘Bom, eu vou te indicar meu advogado’. Se alguém perde o emprego, todos vão telefonar para ele – com alegria. Eles vão discutir o assunto, eles vão ficar felizes, fazer festas. Eu não entendo como pessoas que se vêem o tempo todo, e são amigas, podem ficar tão felizes com o fracasso alheio. Eu acho que as pessoas – executivos e cineastas – deveriam se odiar abertamente e poupar muito trabalho. É como eu e os atores. Eu nunca me dei bem com atores, não no nível da amizade, porque não acredito nisso – não no plano criativo. Agora, depois de um certo tempo, Peter Falk e eu ficamos muito amigos, como Ben Gazarra e eu. Essa amizade veio do trabalho em ‘Maridos’ e o sucesso desse e de outros filmes. Os filmes às vezes eram sucessos e às vezes eram fracassos. Mas o processo criativo sempre foi um sucesso.”

Para quem quiser ler o resto, aqui vai o link para o site da revista. E, para terminar, uma palhinho de Cassavetes no YouTube, em uma entrevista de 1965:

Autor: ricardo calil - Categoria(s): Sem categoria Tags:
05/02/2009 - 15:54

Is this real life?

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Por falar em fenômenos culturais que explodem na rede, o mais novo é o vídeo do garoto David depois do dentista, viajando na anestesia como se tivesse tomado um ácido:

Caiu na rede há menos de uma semana. E agora já há dezenas de respostas no YouTube, incluindo uma versão animada…

E uma interpretação “artística”.

Será que sou só eu que ainda acha esses fenômenos incrivelmente rápidos e originais?

Autor: ricardo calil - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/02/2009 - 12:19

O piti do Batman 2 – Os remixes

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Peço desculpas para insistir no assunto do esporro do Christian Bale no diretor de fotografia de “Terminator Salvation”. O caso em si não tem grande importância. Mas sua repercussão tem. Ela ilustra como a internet acelerou dramaticamente a transformação desses fait-divers em fenômenos culturais. Além da camiseta com a frase “What don’t you f^#king understand?!?!”, já à venda na internet, pintaram no YouTube em menos de 24 horas diversos vídeos com remixes musicais que usam as frases do esporro do Batman. Cinco anos depois de sua criação, o site continua sendo o mais original e democrático espaço audiovisual do mundo contemporâneo. Veja abaixo e diga qual é seu remix preferido:

RevoLucian’s Remix

Baleout Remix

Drum and Bass Remix

Freakout Remix

Autor: ricardo calil - Categoria(s): Sem categoria Tags:
03/02/2009 - 11:41

O piti do Batman

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Eu quero ser amigo do Christian Bale. Depois de bater na mãe e na irmã, o Batman de “Cavaleiro das Trevas” deu um mega-esporro no diretor de fotografia Shane Hurlbut por ele ter entrado no set no meio de uma cena de “Terminator Salvation”, o quarto filme da série “Exterminador do Futuro”. Confira o áudio e sinta a fúria:

http://www.aolcdn.com/tmz_audio/020209_christianbale.mp3

Eu fiquei com pena do cara.

E, se você quiser saber como vai ser o visual do novo “Exterminador”, dirigido por McG (“As Panteras”), confira a matéria da “Wired”.

Mais uma dica de Tiago Teixeira

Autor: ricardo calil - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/02/2009 - 18:37

Cinema brazuca, pôster polaco

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Uma das minhas diversões nos últimos tempos é navegar a internet atrás de pôsteres poloneses para filmes não-poloneses. Para quem não sabe, a Polônia e muitos outros países produziram por vários anos versões próprias de cartazes de filmes internacionais – pelo que entendi, porque saía mais barato criar um pôster novo do que pagar pelo uso do oficial (mas, se eu estiver enganado, por favor me corrijam). O fato é que isso deu origem a alguns trabalhos brilhantes, a maioria superior ao original, muitos sem nada a ver com o filme que retratavam. Na loja virtual PolishPoster.com, que tem a maior coleção de cartazes polacos, acabo de descobrir as fantásticas versões para três filmes brasileiros:

“Macunaíma” (1969), de Joaquim Pedro de Andrade

“O Pagador de Promessas” (1962), de Anselmo Duarte

“Selva Trágica” (1963), de Roberto Farias

O site Cracked.com, fez uma relação dos pôsteres “estrangeiros” mais absurdos, feitos não apenas na Polônia, mas também na União Soviética, Turquia, República Tcheca, Japão e outros. Para mim, o mais divertido é o de “A Fuga do Planeta dos Macacos”:


Autor: ricardo calil - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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