Oscar: fechado para balanço
Uma vitória anunciada: a consagração de “Quem Quer Ser um Milionário”, que levou oito Oscars. A equipe nem se deu ao luxo de fingir espanto.
Uma derrota anunciada: a de “O Curioso Caso de Benjamin Button”. Chegou à festa como segundo filme mais badalado; saiu com alguns prêmios menores.
Uma grande ideia: convidar cinco apresentadores, em vez de um, para as categorias de interpretação. Rendeu os melhores momentos da noite, como a emoção verdadeira de Anne Hathaway ao ouvir os elogios de Shirley McLaine. Merece entrar para o cardápio anual do Oscar.
Uma (única) surpresa: a estatueta de melhor filme estrangeiro para o japonês “Departures”.
Uma grande injustiça: a derrota de Mickey Rourke na categoria de melhor ator.
Uma novidade indiferente: Hugh Jackman como apresentador. Ele é versátil (canta e dança bem), bem apessoado, correto, mas sem muita graça.
Um clímax: o hilário curta com Seth Rogen e James Franco, dirigido por Judd Apatow, comentando os indicados.
Um anti-clímax: o discurso da família de Heath Ledger. Apesar dos olhares compungidos dos atores, foi menos emotivo do que todos esperavam.
Um momento de tédio: o número musical dirigido por Baz Luhrman e protagonizado por Hugh Jackman e Beyoncé.
Um momento sem noção: os clipes dos candidatos a melhor filme, que relacionavam os atuais concorrentes com ganhadores do passado que não tinham nada a ver. Misturaram “Milk” com “Coração Valente”; “O Leitor” com “Encontros e Desencontros”; “Quem Quer Ser um Milionário” com “Platoon”; “O Curioso Caso de Benjamin Button” com “O Poderoso Chefão”.
Uma frase honesta 1: “Eu sei como é difícil gostar de mim”, dita por Sean Penn ao receber seu Oscar de melhor ator.
Uma frase honesta 2: “Eu mentiria se dissesse que nunca imaginei este momento”, dita por Kate Winslet ao receber o prêmio de melhor atriz.
Balanço final: a festa melhorou, principalmente por conta da ideia dos cinco apresentadores para cada prêmio de interpretação. Também ficou ligeiramente mais ágil, menos institucional. Mas permaneceu longa, com números musicais chatos. Foi um avanço, mas não a revolução prometida. Se quiser voltar a ganhar relevância, as mudanças vão ter que se aprofundar no próximo ano.
Autor: ricardo calil - Categoria(s): Sem categoria Tags:
CINEMA É GLAMOUR. AMEI VER HUGH JACKMAN CANTAR E DANÇAR, NUNCA IMAGINEI QUE FOSSE UM ATOR TÃO VERSÁTIL, PRA ERA APENAS MÚSCULOS QUE HAVIA ALI!
ACHA ÓTIMO OS NÚMEROS MUSICAIS!
BOM ACHO, QUE ASSISTIMOS FILMES POR DIVERSOS MOTIVOS, UM DELES, É SONHO. NÓS PRECISAMOS SONHAR. SONHAR COM SUPER- HEROIS, COM PRINCESAS, COM SITUAÇÕES IMPOSSÍVEIS DE SE RESOLVER, QUE TODOS TEM UM LUGAR AO SOL, DIREITO AO AMOR, SEJA LÁ COMO FOR ESTE AMOR E PRINCIPALMENTE EM FICARMOS MILIONÁRIOS, POR QUE NÃO?
ENFIM, DEIXEM DE SER TÃO EXIGENTES, SONHEM, E ACHO A FESTA DO OSCAR SEMPRE BELÍSSIMA, QUE NÃO SONHA EM APARECER COM AQUELAS ROUPAS E JÓIAS……
BALELA QUEM NUNCA SONHOU COM ESTE GLAMOUR!!!!!
Merecido o Oscar de Sean Penn, ele é sem duvida o melhor ator de toda essa geração. Mickey Rourke fez um trabalho correto, a indicação já foi de bom tamanho.
A tradução deixou a desejar. Não sou fluente em inglês, “não falo inglês” e entendi mais, ouvindo os americanos, do que ouvindo a tradução que foi feita…
caramba, ben button foi muito injustiçado! lembrei muito (guardando as proporções) de forrest gump. é o tipo de filme que vc sai e passa o dia comentando, dias se lembrando e com vontade de assistir novamente. na minha opinião merecia uma das estatuetas principais (talvez roteiro adaptado). enfim, cada qual com seu cada qual…
Era uma vez… A entrega do Oscar… Quando eu era adolescente não perdia a festa apesar de ultrapassar 4 (quatro) horas de duração porque era puro glamour. A festa em si era um filme, com várias atrações com jeito de superprodução, além de uma oportunidade de vermos nossos ídolos com calafrios esperando que fossem escolhidos.
De uns 10 (dez) anos para cá, a festa parece um comercial…
Ora, ela só acontece uma única vez por ao ano, porque então encolhe-la?
Ao contrário dos críticos, pois sou uma mera espectadora, eu prefiro o “espetáculo” e não uma mera “chamada de classe do colégio”: Brad Pit: presente professora; Angelina: presente professora… e por aí vai.
Concordo que também a escolha dos indicados vem cada ano se distanciando do Big Boss principal da indústria cinematográfica: o público. (Se observarem a trajetória verão que anos atrás (Ih!) os indicados faziam parte da escolha do público para ir ao cinema, exemplo: E o vento levou…, Star Wars… ET, Indiana Jones, King Kong (Jessica Lange ganhou um Oscar com esse filme porque ela comoveu o público com a sua interpretação como um membro “da sociedade defensora dos diretos dos animais” pô?).
Adorava as piadas dos comediantes, que por sinal não concorrem a estatuetas (será que são menos atores do que os outros? só ganha quem faz chorar? PUTZ!) e somente conseguiam a glória quando conseguiam entreter uma platéia mundial até o final da cerimônia. Esse era o Oscar deles! Inteligentes, sarcásticos, políticos, simpáticos, empáticos, livres e corajosos (sim porque você fazer piada com presidente americanos e política americana não é para qualquer “macho”!).
Do Oscar desse ano, vai os três únicos que tiveram mérito: Sean Penn ( porra ele é tão gay como Tom Hanks por ter atuado em Philadelphia não é?) brilhante uma car “ignorante” ter conseguido transitar entre a sua inata “macheza” e a delicadeza de uma alma feminina dentro do corpo de um homem ainda mais que estamos vivendo em plena ditadura da “homofobia”; Heath Ledger, ele realmente entrou de cabeça no personagem do Coringa, mas será que ele não conseguiu isso por conta do próprio sofrimento, o qual o levou ao suicídio? Mas contudo, ele mereceu porque transpôs para a tela os tormentos da alma humana como Freud bem retratou; Wall-E, hiper, super, mega, fantástico, que em tempos de tanta desumanidade e horrores, consiga-se fazer uma filme tão lírico, inteligente e com uma mensagem tão “humana” quanto Charles Chaplin nos dias de hoje sem diálogo, foi the best (Eu comprei o DVD original para assistir após os noticiários…).
Angelina Jolie para mim é a melhor atriz, ela vai da comédia, passando pela ação e chega ao drama com a mesma competência e o mesmo carisma quanto uma Sally Field e uma Merryl Streep, além de fazer ótimos filmes sem ser por dinheiro desde que ele tenha uma história real e conteúdo a passar, trazendo para as telas a militância pelo que é “correto” como faz em sua vida, tentando ajudar a nós a enxergarmos as atrocidades que passam-se em nossa volta e que relutamos por não enxergarmos.
CARA SEU PROBLEMA DEVE SER INVEJA ESTE OSCAR ESTA ENTRE O MELHOR HA ANOS, TANTO COM O MUSICAL ATE COM A APRESENTAÇAO, ACHO QUE O SITE DEVE ESCOLHER MELHOR QUEM VAI COMENTAR POIS DOS COMENTARIOS POUCOS SALVAM
não tem jeito: só uma coisa tem poder em hollywood, dinheiro!
tempos de crie pedem parcerias… quem melhor que os indianos? dê prêmios e façam parcerias… ganham todos… pra que arte? cinema é negócio. oscar é ritual. alguém viu realmente alguma mudança no espírito da coisa? quer coisa mais certinha que um apresentador que canta e dança e não faz piadas cáusticas contra o sistema? a coisa mais próxima de vanguarda foi tina fey com steve martin (sem piadas fortes!!!) e woopi goldberg falando de ser freira. Fala sério!
“Festa para os que lá estão… críticas dos que lá não podem estar… apreciação sincera dos que de lá gostam verdadeiramente.”
Tdo é válido qndo eh o Oscar,ñ vi pque demora demais prefiro o res.q passa aos sab.,the best it`s better,desculpem o inglês mas é prá q pode,fazer o q cidadão????????
POR QUE algumas pessoas se mordem de raiva quando ouvem ou lêem críticas sobre homossexualismo??? Vivemos em uma sociedade livre, NINGUÉM É OBRIGADO a gostar, simpatizar ou ser complacente c/ homens que deixam seus ânus serem penetrados por outros homens, ou mulheres que gostam de penetrar outras mulheres c/ pênis de borracha. Se os valores humanos estão invertidos NÃO SOU OBRIGADO à ficar calado. Como os termos ‘”boneca”, “fruta”, “biba”, “boiola” e outros, podem incomodar ”moralmente”, os simpatizantes da depravação humana, se a própria conduta imoral deles, não os incomoda??? Detestar gays não é preconceito. Preconceito é destar um grupo étnico, por estereótipos pré-concebidos que NÃO CONDIZEM c/ a realidade. Agora, se alguém diz que um homem gay é “boneca”, pq a realidade dele é se comportar como uma aberração sexual, é taxado de preconceituoso?? Sinto muito, mas eu não faço parte do grupo que aplaude o lado grotesco da psique humana.
só tenho uma coisa a dizer sobre esse oscar… dessa vez pelo menos indicaram david fincher… pelo menos isso né…
O senhor Zebedeu acha que os postes preconceituosos dele são “críticas”. Criticar é totalmente diferente do que você está fazendo Zebedeu. Crítica é feita com inteligência e sem faltar ao respeito. E você faltou com o respeito nos seus postes. Seus comentários estúpidos e histericos são muito mais imorais do as pessoas que você está “criticando”.
Calil,
Não chego a achar uma injustiça o Oscar dado a Sean Penn. Mas considero o trabalho de Mickey Rourke também extraordinário. Com qualquer um deles o Oscar seria bem dado.
Comento aqui parte do que já escrevi para o Blog do Zanin:
Considero o trabalho de Mickey Rourke tão complexo quanto o de Sean Penn. Este é o grande talento que nós já conhecemos de outros grandes trabalhos. Mas as angústias de Mickey Rourke mesmo tendo passado por muitas adversidades e desilusões na vida, não se comparam aos conflitos de seu personagem no filme “O Lutador”. Para esmiuçar melhor meu ponto de vista teria de contar o filme, o que os leitores que ainda não o viram podem não gostar.
O que adianto é que a barra que Randy passa é muitíssima aguda e se Mickey Rourke parte de sentimentos pessoais para construir seu personagem, tem de ter uma elasticidade, entrega e elaboração muito grande para chegar aos limites que seu Randy chega.
Mickey estava com ar alegre e simpático na platéia do Oscar. Já as agruras e o pesadelo de seu personagem são mostrados por ele de forma acutilante e comovente e parecem não ter fim. Assim, apesar de adorar Sean Penn e ter gostado do resultado, não me incomodaria se o Oscar tivesse parado nas mãos de Mickey. Em outros tons e elementos, é um trabalho igualmente extraordinário.
Abraços,
Nelson
Há pessoas que o negócio delas é desdenhar. Elas estão sempre desdenhando as ações dos outros. E aqui neste post temos muitos delas. É tudo marmelada. Este não ganhou porque a academia é isto ou é aquilo. A coisa não estava perfeita. Quem sabe elas fariam a coisa com perfeição, hein? Bah, que gente mais previsível. E olhe seria maluco se fosse contra às críticas com argumentos, mas esculhambar o que outros fazem só para pelo prazer de esculhambar, é de mais. Até parecem o demiurgo-iluminado.
O ALEXANDRE TEM RAZÃO II
O Alexandre tem razão, o Oscar sofre de dicotomia emocional : não sabe de fica com a “chatice” da arte ou a “leviandade” da diversão. O erro é conceitual : “os melhores filmes”. Melhor por quê, cara-pálida ? Melhor para quem ? Melhor em quê ? Cada um assiste cinema por um motivo diferente – diversão, namoro, história, falta do que fazer… “Melhor filme” é um conceito puramente pessoal. Na verdade, o grande mérito do Oscar é manter Hollywood em evidência – a repercussão da cerimônia manter o interesse do público,mesmo que seja por curiosidade. Mas elogiando : “Slumdog Millionaire” é um filme muito diferente daqueles que a Academia considera “oscarizáveis” – vejo aí uma quebra de paradigma. É esperar para ver nos próximos anos.
Bons os comentários acima, bacana ver que o Oscar ainda mexe com os nervos, parece votação de escola de samba!
Concordo totalmente com o Calil , Mickey Rourke foi o grande injustiçado da noite. Ele ganhou como melhor ator pelos Produtores de filmes independentes, pelo Globo de Ouro, pelo Baffa, enfim, mas o Oscar nunca daria o prêmio a um “bad boy”, a um cara que cagou na cara da indústria cinematográfica americana durante tanto tempo. Dar o prêmio de melhor ator a ele, seria , sem dúvida, uma mostra e amadurecimento mas, aí e pedir demais de uma instituição tão conservadora e hermética. Sean Penn fez um puta trabalho mas, como disse Rubem Fonseca(filho) no “O Globo” : Mickey Rourke beira o sublime!!!
Zebedeu, não se trata de gostar ou de “aplaudir o lado grotesco da psique humana” ou seja lá o que que vc tenta dizer com essas palavras bonitas. Trata-se de respeitar o que é diferente, vc pode gostar ou não do que quiser, mas daí a dizer tudo o que pensa é muito mais complicado. Afinal, como vc mesmo diz, vivemos numa sociedade livre e os que não se comportam como você, nem por isso merece ser espezinhados, achincalhados, humilhados publicamente. Homossexualismo não é contagioso, e, principalmente, não é opção sexual, a pessoa é ou não homossexual, independentemente de querer ser. Aliás, vc consegue imaginar alguém escolher ser discriminado, xingado? Ou então, viver negando sua homossexualidade com o sexo oposto, formando família, vivendo uma mentira apenas para satisfazer os “moralistas” como você? Imagino que qualquer ser humano gostaria de ser respeitado, assim como você quer ser em suas opiniões, o que não vale é desmerecer os que são diferentes. Torço para que você nunca tenha que passar por uma situação de se deparar com tal situação em sua família ou seu grupo de amizades.
Retificando, nem por isso “merecem” ser espezinhados….
Em relação ao Oscar, é preciso que todos parem de lamentar injustiças e aceitem que Hollywood é uma indústria capitalista e, que por causa disso, o evento não é nada mais que um jogo de interesses políticos, econômicos e ideológicos, no qual, a arte quase nunca vem em primeiro lugar. É bem melhor quando se entende assim.
Abraços!