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11/12/2008 - 23:42

Globo de Ouro projeta Oscar sem favorito claro

O Globo de Ouro já foi considerado uma prévia mais confiável do Oscar. De uns anos para cá, as duas premiações divergiram bastante. Em 2005, “Crash” ganhou o Oscar de melhor filme sem ter recebido nenhuma indicação ao Globo. No ano passado, “Desejo e Reparação” e “Sweeney Todd” levaram Globos de melhor filme dramático e cômico/musical respectivamente, enquanto o Oscar foi para “Onde os Fracos Não Têm Vez”.

Ainda assim, algumas conclusões sobre o Oscar podem ser tiradas das indicações do Globo de Ouro, anunciadas nesta quinta-feira (veja a relação completa aqui). A primeira delas é que a corrida está totalmente aberta, sem favoritos claros, já que 31 filmes foram lembrados pela Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood, reponsável pela premiação, três receberam cinco indicações (recorde deste ano) e outros quatro levaram quatro.

Entre os filmes que ganharam fôlego para o Oscar, estão “The Curious Case of Benjamin Button”, “FrostNixon”, “The Reader”, “Revolutionary Road” e “Slumdog Millionaire”. Já os que perderam o “momento” são “Milk” (com a indicação apenas de Sean Penn a melhor ator dramático, ainda que ele seja o favorito da categoria) e “O Cavaleiro das Trevas” (também indicado apenas uma vez, para Heath Ledger como melhor ator coadjuvante, e também favorito).

O brasileiro “Última Parada 174″ também viu suas chances de indicação ao Oscar diminuírem, ao não ser lembrado para a categoria de melhor filme estrangeiro do Globo.

Já “Wall-E”, melhor filme hollywoodiano de 2008, ficou na mesma, pois no Globo só pode ser indicado a melhor filme de animação, enquanto no Oscar tem chances na categoria principal. E “Vicky Cristina Barcelona” também não saiu do lugar, já que, apesar das quatro indicações (três para atores), as comédias costumam ser esnobadas pelo Oscar.

Autor: ricardo calil - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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1 comentário para “Globo de Ouro projeta Oscar sem favorito claro”

  1. Ives Röpke disse:

    Calil, mudando de assunto, gostaria de saber a sua opinião sobre “Capitu”. Eu estou boquiaberto. Agora, o viço adolescente com que LFC dirigiu a série só pode ter uma explicação: Letícia Persiles. Numa analogia pouco criativa: ele se converteu no próprio Bentinho e ela, na própria Capitu. Como o personagem apaixonado, o diretor se jogou, seguiu o riscado do giz e “viveu ela, dela e para ela”. Só isso explica a força desse seriado (o que foi a entrada de Escobar como um astro andrógino de rock?).
    Tem mais: resolvi entrar na comunidade oficial da série no Orkut e fiquei contente com a adesão de uma turma bem jovem (e numerosa) à proposta de Luiz Fernando Carvalho. A galerinha está acompanhando religiosamente os capítulos, comentando, sofrendo e decupando cada cena. Eles sabem todas as músicas usadas pelo diretor e enlouquecem quando “Iron Man”, do Black Sabbath, toca. Pelo visto, Carvalho atingiu o objetivo de rejuvenescer Machado, o que, dada a atemporalidade do bruxo, não chega a ser uma proeza.

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