Flora é a ombudsman de “A Favorita”
Na “Folha de S. Paulo” de hoje, há uma boa reportagem sobre Flora, a vilã de “A Favorita” interpretada por Patrícia Pillar. Nela, Laura Mattos escreve: “A perversa personagem caiu nas graças do telespectador. (…) Ela vive a disparar frases e expressões impagáveis, o melhor repertório de vilania televisiva em muitos anos.”
A reportagem faz todo sentido: Flora é um grande personagem criado por João Emanoel Carneiro e o melhor papel da carreira de Pillar. Há quem tenho descoberto que ela é uma bela atriz com o filme “Zuzu Angel”. Eu só percebi isso agora com “A Favorita”.
Mas acho que há algo a ser acrescentado à matéria da “Folha”, o verdadeiro diferencial de Flora. Ela não é uma grande vilã apenas porque solta frases impagáveis, mas porque funciona como uma espécie de ombudsman (ou ombudswoman?) de “A Favorita”, a figura que aponta os problemas da novela de dentro da ficção.
Ela não só rivaliza com Donatela (Cláudia Raia), como também denuncia o ridículo do folhetim tradicional, com suas mocinhas impolutas e seus heróis politicamente corretos. Mas há um efeito colateral grave nessa opção do autor: ao aderirmos ao olhar da personagem (e isso é irresistível), a novela passa a soar débil sempre que Flora não está em cena.
“A Favorita” virou há algum tempo um time de um jogador só. E, como diz o clichê, jogador sozinho não ganha o campeonato.

Quem ama bloqueia!!!!!!!
Exato. Em jogo de equipe um jogador não ganha sozinho.A Flora cobre as incoerências da trama onde acabou sendo o narrador onisciente.É a única que sabe de tudo.Os outros atores acabaram sendo meros coadjuvantes, marionetes subjugados ao texto.E quem é manipulado não tem poder.Sabendo-se como terminará, a novela perde a graça, por maior que seja o número de tramas urdidas em cada capítulo
Quando não assisto a novela, pergunto a alguém o que aconteceu. Fazia tempo que uma novela não dispertava em mim esse sentimento. A novela é tão irreal que é bacana. De realidade já chega a vida. Ao contrário do comentário anterior a novela é engraçada, legal de dá prazer em assistir.
Espero que pelo menos no final da novela seja justificado tanta maldade destra vila.
Creio, que só vocês da Folha acham que sem a Flora, a novela não caminha, não veem o trabalho maravilhoso da Claudia Raia?
Estão querendo bajular o Ciro Gomes?
Deixem que só ele pense assim!
Mas de o valor que outros da novela também têm.
Eu adoro “A Favorita”, porque a cada capítulo, uma surpresa. Não há tanta “ENCHEÇÃO DE LINGUIÇA” . As maldades da Flora, diga-se de passagem, que a Patricia está mandando muito bem,
a cada dia nos surpreende com suas chantagens. E acho que a maior surpresa para todos, vai ser a descoberta do pai do filho da Mariana e eu tenho um palpite que não vou revelar.
Mas, parabens para todos os atores e principalmente para o Autor.
Flora traz o ódio, a vingança, o desamor, a ironia latente. Mostra
o quanto foi incompreendida na infância.
Quanto ao texto/ficção das outras personagens não sinto aprofun-
damento.
Mas a “atuação” de vários atores é o que, quando possível, me faz parar para ver, onde muitas vezes eu abaixo o som p/ poder sentir melhor. É uma aula!
Eu concordo e discordo do mano Calil, acho que a trama é um ping pong entre Flora e a turma da Donatela, a Donatela vai ressurgir das cinzas quem ficar vivo verá e ao contrário do que o targinosilva disse eu acho uma boa novela, e tbm acho que elas só têm melhorado, mas o povo também anda evoluindo… por isso a novela tem perdido a atenção..
A Favorita é a novela com mais personagens idiotas e com o enredo mais sem-noção que a Globo já levou ao ar no horário nobre. Romances toscos, causas sociais mal trabalhadas, “cornuras” patéticas, enfim, parece ter sido escrita para um público lesado, recém-saído de um coma hospitalar de 20 anos. Nada contra a boa interpretação de alguns atores, óbvio; Orlandinho (Iran Malfitano) está impagável, mas a novela como um todo é uma desgraça.
Esse Ricardo Calil sabe o que escreve. Tambem, para mim, “A Favorita” e novela de uma personagem, apenas! A Patricia Pilar, alem de uma mulher muito bonita, da um show de interpretacao. Os demais personagens, apesar de alguns deles, de renome nacional, nao apresentam o mesmo desempenho que a vila em questao. Neste particular, destaca-se o Jose Mayer que parece que esta fazendo um favor interpretar um personagem tao absurdo e idiota.
O grande erro do autor, foi ter escolhido a Flora como vilã, a vilã deveria ser a Donatela, aí sim a ´história teria sido outra. O início foi feito para o povão gostar da Flora e esse amor continua, será uma grande burrice se o autor não recuperar a Flora.
Como em Roma antiga, no tempo de César : Dê circo ao povo, assim ele esquece os problemas governamentais.
Uma sacada muito iteressante a do autor, em jogar com a ambiguidade das situações, dos pré e pós julgamentos das pessoas, dentro e fora da história. Até o biotipo das atrizes levaria a uma escolha óbvia de qual iria interpretar quem, mas ele ousou e rompeu com um esquema tradicional. Apenas corre o risco de ficar over. Patricia está tão bem no papel que realmente deve ser uma delícia escrever para ela. João Emanoel só não pode esquecer que a realidade cênica difere da real. Choramos mais por dores irreais das personagens da ficção do que pela dor da pessoa ao nosso lado. A maldade na vida real é mais crível que a do folhetim.
Gostei da abordagem de Ricardo Calil sobre Flora. A sacada de vê-la como uma ombudswoman a transforma em agente da meta-teledramaturgia, não da forma óbvia, talvez até de forma inversa – se considerarmos a meta-linguagem com uma forma de elogio, ao ser uttilizada, à mídia a qual reflete e se insere. Segundo entendi Calil, é como se Flora nos falasse: – Quanta bobagem! Não levem tão a sério! …e o João Emanoel dando risada…por todos os motivos, principalmente o de ser um pouquinho deus. Bjos
Por que Ombudsman? Porque aponta os problemas da novela? Não entendi, desculpem. Prefiro a comparação com o meio futebolístico, e assim sendo, a Flora seria um líbero. Sem ela, falta o homem de ligação, de apoio e de ofensiva.
Faz muito tempo que não assisto uma novela tão instigante. É de tirar o fôlego. Espero que o autor não se perca e continue surpreendendo. Discordo do Targino Silva, pois não me considero uma idiota. A Patricia Pilar está dando um show de interpretação, aliás, ela, o Ary Fontoura e o Benício, nota 10. Outro tb que dá shoe é o garoto que faz o papel do Shiva.
Concordo…antes novela te prendia, fazia vc ficar grudada na frente da tv só esperando o que ia acontecer…hj vc sabe o que vai acontecer antes mesmo deler o resumo do capítulo seguinte…os personagens ora são piegas ora são hérois ou então são apenas uns fascíolas….ai que saudade do Rei do Gado!!!1
Não sei em que lugar foi visto o que se comenta, o que sei é que sempre que a Flora entra em cena cai a audiência da novela, centenas de pessoas tem a mesma opinião, a personagem está cansativa e repetitiva, e mesmo sendo fã da Patricia Pillar, não consigo mais ver todas as suas cenas em A Favorita.
Sim, a Patricia atua muito bem e realmente é um ótimo papel… Mas, no geral, acho que a Flora é uma vilã muito chata… Ela é fria e calculista e nunca se ferra, diferente da Nazaré, que conseguia praticar suas maldades e ser considerada uma personagem engraçada pela sua forma atrapalhada de lidar com situações rsrsrs… Conclusão: sou mais a Nazaré…
Observa-se que aumenta gradativamente a atitude dos autores das novelas da Globo, notadamente nos horários considerados livres, em abordar fatos de relacionamentos gays em situações distintas, ou seja, relação a três, ou seja:
Gay/Heterosexual/Prostituta.
Ou ainda pior, de mostrar a repetição de atos de indelidade
conjugal sem maiores motivos, como o caso da mulher do Prefeito com o Malvino Salvador. Não se justifica tal atitude,
pois qual a mensagem que se quer mostrar ao público,
especialmente aos adolescentes.
Acho que querer transformar deslizes em fato comum,
óbviamente contribui para a destruição da familia. Tem que
existir censura para abrodagens da espécie, especialmente em horários nobres.
Mesmo reconhecendo a evolução do pensamento dos jovens
nas últimas décadas, acho que como formadora fortissima de
opinião, a televisão antecipa procedimentos, gerando uma
gama de distorções no comportamento dos mesmos,
contribuindo para o aumento dos conflitos familiares..