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30/11/2008 - 20:10

Flora é a ombudsman de “A Favorita”

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Na “Folha de S. Paulo” de hoje, há uma boa reportagem sobre Flora, a vilã de “A Favorita” interpretada por Patrícia Pillar. Nela, Laura Mattos escreve: “A perversa personagem caiu nas graças do telespectador. (…) Ela vive a disparar frases e expressões impagáveis, o melhor repertório de vilania televisiva em muitos anos.”

A reportagem faz todo sentido: Flora é um grande personagem criado por João Emanoel Carneiro e o melhor papel da carreira de Pillar. Há quem tenho descoberto que ela é uma bela atriz com o filme “Zuzu Angel”. Eu só percebi isso agora com “A Favorita”.

Mas acho que há algo a ser acrescentado à matéria da “Folha”, o verdadeiro diferencial de Flora. Ela não é uma grande vilã apenas porque solta frases impagáveis, mas porque funciona como uma espécie de ombudsman (ou ombudswoman?) de “A Favorita”, a figura que aponta os problemas da novela de dentro da ficção.

Ela não só rivaliza com Donatela (Cláudia Raia), como também denuncia o ridículo do folhetim tradicional, com suas mocinhas impolutas e seus heróis politicamente corretos. Mas há um efeito colateral grave nessa opção do autor: ao aderirmos ao olhar da personagem (e isso é irresistível), a novela passa a soar débil sempre que Flora não está em cena.

“A Favorita” virou há algum tempo um time de um jogador só. E, como diz o clichê, jogador sozinho não ganha o campeonato.

Autor: ricardo calil - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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75 comentários para “Flora é a ombudsman de “A Favorita””

  1. Cuca disse:

    Quem ama bloqueia!!!!!!!

  2. Nilza Amaral disse:

    Exato. Em jogo de equipe um jogador não ganha sozinho.A Flora cobre as incoerências da trama onde acabou sendo o narrador onisciente.É a única que sabe de tudo.Os outros atores acabaram sendo meros coadjuvantes, marionetes subjugados ao texto.E quem é manipulado não tem poder.Sabendo-se como terminará, a novela perde a graça, por maior que seja o número de tramas urdidas em cada capítulo

  3. Rosana disse:

    Quando não assisto a novela, pergunto a alguém o que aconteceu. Fazia tempo que uma novela não dispertava em mim esse sentimento. A novela é tão irreal que é bacana. De realidade já chega a vida. Ao contrário do comentário anterior a novela é engraçada, legal de dá prazer em assistir.

  4. Espero que pelo menos no final da novela seja justificado tanta maldade destra vila.

  5. Creio, que só vocês da Folha acham que sem a Flora, a novela não caminha, não veem o trabalho maravilhoso da Claudia Raia?
    Estão querendo bajular o Ciro Gomes?
    Deixem que só ele pense assim!
    Mas de o valor que outros da novela também têm.

  6. Irani Gonçalves disse:

    Eu adoro “A Favorita”, porque a cada capítulo, uma surpresa. Não há tanta “ENCHEÇÃO DE LINGUIÇA” . As maldades da Flora, diga-se de passagem, que a Patricia está mandando muito bem,
    a cada dia nos surpreende com suas chantagens. E acho que a maior surpresa para todos, vai ser a descoberta do pai do filho da Mariana e eu tenho um palpite que não vou revelar.
    Mas, parabens para todos os atores e principalmente para o Autor.

  7. regina ramos disse:

    Flora traz o ódio, a vingança, o desamor, a ironia latente. Mostra
    o quanto foi incompreendida na infância.

    Quanto ao texto/ficção das outras personagens não sinto aprofun-
    damento.
    Mas a “atuação” de vários atores é o que, quando possível, me faz parar para ver, onde muitas vezes eu abaixo o som p/ poder sentir melhor. É uma aula!

  8. Junior disse:

    Eu concordo e discordo do mano Calil, acho que a trama é um ping pong entre Flora e a turma da Donatela, a Donatela vai ressurgir das cinzas quem ficar vivo verá e ao contrário do que o targinosilva disse eu acho uma boa novela, e tbm acho que elas só têm melhorado, mas o povo também anda evoluindo… por isso a novela tem perdido a atenção..

  9. J. S. Ramos Filho disse:

    A Favorita é a novela com mais personagens idiotas e com o enredo mais sem-noção que a Globo já levou ao ar no horário nobre. Romances toscos, causas sociais mal trabalhadas, “cornuras” patéticas, enfim, parece ter sido escrita para um público lesado, recém-saído de um coma hospitalar de 20 anos. Nada contra a boa interpretação de alguns atores, óbvio; Orlandinho (Iran Malfitano) está impagável, mas a novela como um todo é uma desgraça.

  10. luiz batelli disse:

    Esse Ricardo Calil sabe o que escreve. Tambem, para mim, “A Favorita” e novela de uma personagem, apenas! A Patricia Pilar, alem de uma mulher muito bonita, da um show de interpretacao. Os demais personagens, apesar de alguns deles, de renome nacional, nao apresentam o mesmo desempenho que a vila em questao. Neste particular, destaca-se o Jose Mayer que parece que esta fazendo um favor interpretar um personagem tao absurdo e idiota.

  11. João Bosco de Mediros Dantas disse:

    O grande erro do autor, foi ter escolhido a Flora como vilã, a vilã deveria ser a Donatela, aí sim a ´história teria sido outra. O início foi feito para o povão gostar da Flora e esse amor continua, será uma grande burrice se o autor não recuperar a Flora.

  12. Nostradamus disse:

    Como em Roma antiga, no tempo de César : Dê circo ao povo, assim ele esquece os problemas governamentais.

  13. Nanaia disse:

    Uma sacada muito iteressante a do autor, em jogar com a ambiguidade das situações, dos pré e pós julgamentos das pessoas, dentro e fora da história. Até o biotipo das atrizes levaria a uma escolha óbvia de qual iria interpretar quem, mas ele ousou e rompeu com um esquema tradicional. Apenas corre o risco de ficar over. Patricia está tão bem no papel que realmente deve ser uma delícia escrever para ela. João Emanoel só não pode esquecer que a realidade cênica difere da real. Choramos mais por dores irreais das personagens da ficção do que pela dor da pessoa ao nosso lado. A maldade na vida real é mais crível que a do folhetim.

  14. Nanaia de Simas disse:

    Gostei da abordagem de Ricardo Calil sobre Flora. A sacada de vê-la como uma ombudswoman a transforma em agente da meta-teledramaturgia, não da forma óbvia, talvez até de forma inversa – se considerarmos a meta-linguagem com uma forma de elogio, ao ser uttilizada, à mídia a qual reflete e se insere. Segundo entendi Calil, é como se Flora nos falasse: – Quanta bobagem! Não levem tão a sério! …e o João Emanoel dando risada…por todos os motivos, principalmente o de ser um pouquinho deus. Bjos

  15. Por que Ombudsman? Porque aponta os problemas da novela? Não entendi, desculpem. Prefiro a comparação com o meio futebolístico, e assim sendo, a Flora seria um líbero. Sem ela, falta o homem de ligação, de apoio e de ofensiva.

  16. Gracita disse:

    Faz muito tempo que não assisto uma novela tão instigante. É de tirar o fôlego. Espero que o autor não se perca e continue surpreendendo. Discordo do Targino Silva, pois não me considero uma idiota. A Patricia Pilar está dando um show de interpretação, aliás, ela, o Ary Fontoura e o Benício, nota 10. Outro tb que dá shoe é o garoto que faz o papel do Shiva.

  17. anne disse:

    Concordo…antes novela te prendia, fazia vc ficar grudada na frente da tv só esperando o que ia acontecer…hj vc sabe o que vai acontecer antes mesmo deler o resumo do capítulo seguinte…os personagens ora são piegas ora são hérois ou então são apenas uns fascíolas….ai que saudade do Rei do Gado!!!1

  18. Margareth disse:

    Não sei em que lugar foi visto o que se comenta, o que sei é que sempre que a Flora entra em cena cai a audiência da novela, centenas de pessoas tem a mesma opinião, a personagem está cansativa e repetitiva, e mesmo sendo fã da Patricia Pillar, não consigo mais ver todas as suas cenas em A Favorita.

  19. Amanda disse:

    Sim, a Patricia atua muito bem e realmente é um ótimo papel… Mas, no geral, acho que a Flora é uma vilã muito chata… Ela é fria e calculista e nunca se ferra, diferente da Nazaré, que conseguia praticar suas maldades e ser considerada uma personagem engraçada pela sua forma atrapalhada de lidar com situações rsrsrs… Conclusão: sou mais a Nazaré…

  20. mgnascimento disse:

    Observa-se que aumenta gradativamente a atitude dos autores das novelas da Globo, notadamente nos horários considerados livres, em abordar fatos de relacionamentos gays em situações distintas, ou seja, relação a três, ou seja:
    Gay/Heterosexual/Prostituta.

    Ou ainda pior, de mostrar a repetição de atos de indelidade
    conjugal sem maiores motivos, como o caso da mulher do Prefeito com o Malvino Salvador. Não se justifica tal atitude,
    pois qual a mensagem que se quer mostrar ao público,
    especialmente aos adolescentes.

    Acho que querer transformar deslizes em fato comum,
    óbviamente contribui para a destruição da familia. Tem que
    existir censura para abrodagens da espécie, especialmente em horários nobres.

    Mesmo reconhecendo a evolução do pensamento dos jovens
    nas últimas décadas, acho que como formadora fortissima de
    opinião, a televisão antecipa procedimentos, gerando uma
    gama de distorções no comportamento dos mesmos,
    contribuindo para o aumento dos conflitos familiares..

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