51 boas idéias para a Mostra
Com mais de 400 filmes programados para a 32ª Mostra Internacional de Cinema São Paulo, que começa nesta sexta-feira e vai até o dia 30, não dá para não ficar perdido. Então chegou o momento de fazer apostas, baseadas em dois ou três critérios confiáveis (mas também falíveis): o currículo dos cineastas, as indicações de críticos que respeitamos e também um pouco de intuição. Aqui vão 51 filmes que eu gostaria de ver ou rever na Mostra, divididos em blocos geográficos ou temáticos.
Oriente Extremo
O bloco do Extremo Oriente já esteve mais forte em anos anteriores, o que pode ser um sinal de que os ventos da cinefilia estejam mudando de lado. Ainda assim, há destaques fortes como o novo trabalho do chinês Jia Zhang-ke, talvez o mais influente cineasta da nova geração, e um épico reeditado pelo celebrado Wong Kar Wai, entre outros.
“24 City”, do chinês Jia Zhang-ke
“Cinzas do Passado Redux”, do chinês Wong Kar Wai
“Sonata de Tóquio”, do japonês Kiyoshi Kurosawa
“A Floresta dos Lamentos”, da japonesa Naomi Kawase
Seleção brasileira
O time nacional entra em campo com duas estréias de atores atrás das câmeras (Selton Mello e Matheus Nachtergaele), os novos trabalhos de alguns mestres (Julio Bressane e Domingos de Oliveira), documentários sobre músicos que bombaram no festival do Rio e o primeiro filme de José Padilha depois do fenômeno “Tropa de Elite”.
“A Erva do Rato”, de Julio Bressane
“A Festa da Menina Morta”, de Matheus Nacthergaele
“Feliz Natal”, de Selton Mello
“Garapa”, de José Padilha
“Juventude”, de Domingos Oliveira
“Loki – Arnaldo Baptista”, de Paulo Henrique Fontenelle
“Palavra Encantada”, de Helena Solberg
“Romance”, de Guel Arraes
“Se Nada Mais Der Certo”, de José Eduardo Belmonte
“Titãs – A Vida Até Parece uma Festa”, de Branco Mello e Oscar Rodrigues
Brigada francesa
Depois de anos de decadência, o cinema francês voltou com força nos últimos anos. A Mostra deste ano traz os novos trabalhos de três dos principais responsáveis por esse renascimento: Phillipe Garrel, Olivier Assayas e Arnaud Desplechin. Os três filmes chegam com fama de trabalhos menores. Mas, no caso dos três, pouco já é muito.
“A Fronteira da Alvorada”, de Phillipe Garrel
“Horas de Verão”, de Olivier Assayas
“Um Conto de Natal”, de Arnaud Desplechin
Queridinhos de festivais
Eles estão entre os cineastas mais premiados nos grandes festivais do mundo, o que os torna um alvo preferencial do público da Mostra. Mesmo que seus novos filmes não tenham acumulado prêmios como no passado, é bom garantir o ingresso.
“Alexandra”, do russo Alexander Sokurov
“Mais Tarde Você Entenderá”, do israelense Amos Gitai
“O Silêncio de Lorna”, dos irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne
“Nucingen Haus”, de Raoul Ruiz
Apostas de baixo risco
Críticos amigos reclamaram de poucas boas novidades no Festival do Rio que terminou há pouco. Mas houve uma unanimidade em torno de um pequeno filme português. Outros que chegam com boas recomendações são uma animação documental israelense e uma comédia de um diretor do Cazaquistão.
“Aquele Querido Mês de Agosto”, do português Miguel Gomes
“Waltz with Bashir”, do israelense Ari Folman
“Tulpan”, do cazaque Sergey Dvosrtsevo
Invasão americana
A Mostra traz um belo apanhado do melhor que o cinema americano pode oferecer fora do esquema dos blockbusters. Há novos trabalhos de alguns dos mais interessantes cineastas em atividade nos EUA (Steven Soderbergh, Jonathan Demme, os irmãos Coen, Woody Allen e o documentarista Errol Morris), além da estréia na direção do roteirista Charlie Kaufman. Mas pense bem se os americanos são sua prioridade, porque boa parte deles estréia em breve no Brasil.
“Che”, de Steven Soderbergh
“O casamento de Rachel”, de Jonathan Demme
“Procedimento Operacional Padrão”, de Errol Morris
“Queime Depois de Ler”, de Joel Coen e Ethan Coen
“Rebobine, Por Favor”, do francês Michel Gondry
“Sinédoque, Nova Iorque”, de Charlie Kaufman
“Vicky Cristina Barcelona”, de Woody Allen
Música nas telas
Como de hábito na Mostra, há sempre um par de bons filmes sobre mitos da música. Neste ano, os agraciados são Crosby, Stills, Nash and Young e Patty Smith.
“CSNY/Déjà Vu”, de Neil Young
“Patty Smith – Sonho de Vida”, de Steven Sebring
Renascença italiana
O cinema italiano está renascendo? Nos festivais deste ano, alguns críticos disseram que sim. A prova? Três filmes que estão na Mostra, incluindo “Terra Vermelha”, filmado no Brasil pelo chileno Marco Bechis, mas com produção majoritariamente italiana. O filme, aliás, foi escolhido para abrir o evento.
“Gomorra”, de Matteo Garrone
“Il Divo”, de Paolo Sorrentino
“Terra Vermelha”, do chileno Marco Bechis
Onda argentina
Dos grandes nomes da chamada buena onda argentina, faltou só a Lucrecia Martel. Mas estarão na Mostra os novos trabalhos de Pablo Trapero, Lisandro Alonso e Daniel Burman – o que garante a qualidade da representação dos hermanos.
“Leonera”, de Pablo Trapero
“Liverpool”, de Lisandro Alonso
“Ninho Vazio”, de Daniel Burman
“Café dos Maestros”, de Miguel Kohan
Wim Wenders
Nos últimos anos, o diretor alemão tornou-se mais importante como cinéfilo do que como cineasta. Portanto, aqui vai uma boa notícia. Além do filme novo de Wenders (“Palermo Shooting”), haverá uma mostra do tipo carta branca com curadoria do cineasta, na qual ele selecionou 14 filmes novos e antigos de outros diretores que têm afinidades eletivas com sua obra
“Palermo Shooting”, de Wim Wenders
“Fim de Verão” e “A Rotina Tem seu Encanto”, do japonês Yasujiro Ozu
“O Pequeno Soldado”, do francês Jean-Luc Godard
“O Garoto Selvagem” e “A Sereia do Mississippi”, do francês François Truffaut
“Valerie”, da alemã Birgit Möller
“Bye Bye Blackbird”, do francês Robinson Savary
“O Homem de Lugar Nenhum”, da belga Patrice Toye
Clássicos nunca morrem
Uma Mostra não seria completa sem um punhado de clássicos. E neste ano não dá para reclamar. Tem 12 filmes da fase inicial de um mito sueco (Ingmar Bergman), 14 de autor japonês pouco conhecido (Kihachi Okamoto), um alemão monumental (Rainer Werner Fassbinder) e um americano restaurado (Francis Ford Coppola).
“Berlin Alexanderplatz”, de Rainer Werner Fassbinder
“O Poderoso Chefão”, de Francis Ford Coppola

Salve, Ricardo! Olha, este link da mostra é beeeem melhor , é iG! http://www.mostra.org/32/home.php?language=pt
Link trocado, xará. Obrigado pelo toque. Abs, Ricardo
Putaquipariu, Calil, tu fez um post FODA!
Agora, sim!
SENSACIONAL.
Grato pela bússola, dividida em subpastas do Ipod.
Vamos em frente!
abs
tioPC