Big Brother virou cineasta
No blog Nas Entrelinhas, o jornalista Rogério Jordão chama atenção para um fenômeno interessante que vem da Inglaterra: a produção de trabalhos audiovisuais com imagens captadas por câmeras de segurança. O país tem mais de 3 milhões delas, o que deve torná-lo o lugar mais vigiado do mundo.
Para muitos, trata-se de uma realidade assustadora, próxima de um Big Brother (não o do programa de TV, e sim o criado por George Orwell em “1984″ ). Mas, como nota Jordão, pode ser também uma fonte de inspiração para alguns artistas. Eles já escreveram inclusive um manifesto defendendo filmes feitos apenas com imagens captadas por câmeras de segurança.
O mais interessante parece ser o de Manu Luksch, que recolheu ao longo de quatro anos imagens dela própria captadas por essas câmeras. Por lei, a pessoa tem direito de requisitar suas imagens para quem as filma, mas não pode mostrar os rostos de outras pessoas que aparecem na fita. Daí o título do filme, “Faceless” (Sem rosto). Abaixo, o trailer:
Pode não ser o filme mais excitante do mundo, mas deve ser um dos mais representativos dos tempos em que vivemos.
