Conto de fadas sangrento
”As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian”, segundo episódio da série adaptada dos livros do irlandês C.S. Lewis, é uma estranha mistura entre conto de fada infantil e filme de guerra medieval. Com estréia marcada para esta sexta-feira no Brasil, “Nárnia 2” tem boa parte de sua longa duração (quase duas horas e meia) preenchida por grandiosas batalhas, incluindo um massacre de centenas de seres encantados. As cenas podem não ser ricas em detalhes sangrentos, mas não deixam de ser bárbaras para o público a que se dirigem.
Esse lado violento do filme deriva de uma clara escolha da produção: no lugar da espiritualidade que marcava o primeiro episódio (“O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa), o investimento aqui é todo na aventura. O leão Aslam – que, para muitos analistas dos livros de Lewis, nada mais é do que uma representação de Jesus – aparece muito pouco em cena, e a feiticeira ainda menos. Em vez de girar em torno de aspectos mágicos, a trama se concentra agora em uma shakespeariana sucessão de trono.
Cerca de um ano (ou 1300 anos narnianos) depois dos acontecimentos de “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa”, o reino de Nárnia foi dominado pelos telmarines e está sob o domínio do maligno rei Miraz, que planeja matar seu sobrinho Caspian, legítimo herdeiro do trono. Mas este consegue, escapar e, por meio de uma trompa mágica, invocar a ajuda dos quatro irmãos Pensevie (Peter, Susan, Edmund e Lucy), que são transportados de Londres para Nárnia. Ao lado de seres encantados como um duende, um rato e um texugo falantes, centauros e minotauros, eles tentarão derrotar Miraz e conduzir Caspian ao trono. Para tanto, porém, precisarão reencontrar Aslam.
No fundo, a trama parece servir apenas de entreato para épicas seqüências de batalha, muito bem dirigidas por Andrew Adamson. Ao apostar na ação, “As Crônicas de Nárnia” torna-se um produto de entretenimento mais palatável (embora também mais violento). Por outro lado, perde sua grande marca distintiva, a religiosidade, tornando-se uma mistura de referências que vão de “Harry Potter” a “Gladiador”, de “Shrek” e “Cruzada”.
Autor: ricardo calil - Categoria(s): Uncategorized Tags:
“O leão Aslam – que, para muitos analistas dos livros de Lewis, nada mais é do que uma representação de Jesus”
Olha, Calil, Aslam de fato representa Jesus Cristo. E não precisa ser “analista” pra dizer isso. Lewis foi um também um grande pensador cristão, e suas obras infanto-juvenis são amplamente inspiradas na Bíblia. Isso é um fato.
desanimador viu!
Concordo que os filmes dedicacados a faixa etária infantil estão violentos,o resultado terão as consequências…?VC ja sabe!
Assisti o filme, e ele é ótimo, recomendo a tod.
Ainda tem aspectos da espiritualidade, lições de caráter, nobresa, relações humanas, e novas lições aos mais crescidos (o amor que os jovens vão aprendendo com o tempo e o senço de responsabilidade).
Melhorou no aspecto das batalhas, muito empolgantes (apesar de não terum pingo d sangue ), mais duradouras e o lado do “bem” tem muitas baixas (fato positivo, pois em geral vence muito facil, sendo previsível ).
Gostei de mais do filme, como fui no cinema, vou comprar o I e o II piratas para ver de novo, espero anciosamente pelo III….
Saudações a todos….
abraços do 1ND10