O Galvão Bueno da crítica?
Meu Deus, que maneira de acordar dois dias seguidos… E ainda sendo acusado pelos comentaristas de causar indiretamente, com meu pé-frio, a morte de Michelangelo Antonioni – por tê-lo citado no texto abaixo sobre o Bergman. Serei eu o Galvão Bueno do cinema? Como posso brincar em uma hora dessas? Talvez porque ainda esteja em choque.
Estou com pouco tempo para fazer um post mais longo, mas devo dizer que a morte de Antonioni me afeta de maneira ainda mais pessoal e profunda que a de Bergman. Ele é um dos meus três cineastas preferidos – ao lado de François Truffaut e John Cassavetes. “A aventura”, “A noite”, “Blow up”, “Profissão: Repórter” e ”Deserto vermelho” foram todos filmes importantíssimos em minha vida, que não apenas mudaram minha maneira de ver o cinema, como traduziram sentimentos que eu não saberia expressar sozinho.
Na dúvida, não citei nenhum cineasta vivo neste texto. Mas ainda estou com medo de acordar amanhã.

Foi só uma brincadeira ;)
Mas foi perceptível que agora você citou o Galvão de propósito!
haha
O Manoel de Oliveira é o próximo da lista???
Li o comentário de ontem sobre Bergman. E quando soube hoje da morte de Antonioni foi a primeira coisa que pensei: ô, boquinha…
Nunca vejo os Críticos de Cinema ou a imprensa de modo geral citar ” O Eclipse ” de Antonioni. Acho este o melhor filme dele.
Fazer o quê ?
Se eu fosse o Resnais, o Rivette, o Manoel de Oliveira ou o Rohmer, eu ñ leria o blog do Calil hoje…
é… os bons vão. Pior é olhar o presente e ver diretor com Oscar gastando tempo com Transformers! Poucos hoje em dia ainda levam tão à sério ter uma câmera na mão como os dois falecidos nessa semana.
Acho que o problema pode ter sido vc ter citado a “Morte” e ainda ter chamado de óbvia a metáfora do jogo de xadrez. “Ela” não gosta de brincadeirinhas…
Pois é, Calil, o cinema em estado de choque e o que nos reserva o futuro é um tanto quanto sombrio….Imagine só: saem Antonioni, Bergman e ficam….Mel Gibson, “Trashantino” e outros menos votados…que nem sabem jogar xadrez, certamente…
Infelizmente, estes mestres sao resultantes de uma cultura europeia que foi ofuscada pelo brilho de bijouteria da cultura pop yanque, ainda que nem todo o cinema americano mereça tal classificaçao.
Enfim, pelo menos ainda temos o legado destes mestres para fazer um contraponto ao que se realiza hoje no cinema…é preciso ter parametros…
Alguém já disse por aí, se não me engano um chinezinho:
” Espere o melhor, prepare-se para o pior e receba o que vier.”
Verdade, ao ler o portal Uol, me lembrei de seu escrito.
Engraçado que só lembrava de Blow-up e o da Cleibourgh, e são tantos outros.
Monstros que se vão.
A “mãe dinah” dos críticos de cinema…
que tristeza, perder dois gênios desses em dois dias. quem hoje tem a seriedade e coragem cinematográifca desses dois?
ô Calil,
Estou pensando em apostar na megasena. Você poderia me sugerir uns números?
Abs
Ryff
Calil eu acho que você não acordou para poutra hipótese pior!
Os diretores em reunião conjunta decidirem eliminar o pé frio para que ele não cite mais nenhum cineasta!
Porque você está dupalmente ferrado!
É crítico e… pér frio !!!!
Calma Calil, não se assuste! Como eu disse lá no Ryff, o homem tinha 94 anos. Vai ver, a Indesejável quis aproveitar a viagem e levar na mesma barca além dos dois o Michel Serrault.
O Ricardo Calil, podia escrever de politica de vez em quando. Sobre Fidel Castro por exemplo.
Calil, cita o Lula em um próximo post.
Penso que o cinema brasileiro nunca foi o mesmo depois de os Trapalhões na Serra Pelada.
Por não citar ZACA e MUSSA, como dois ícones in memoriam do cinema nacional.
O castigo recaiu sobre tua boca maldita.
Para acabar com essa sina deves escrever uma resenha sobre “Os Trapalhões na Serra Pelada”. (Um post, enaltecendo esta obra prima)
Pé frio mesmo hein…
Mudando de assunto: já viu o filme dos estudantes da UFF, “Conceição…”? Se sim, o que você achou. Se não, vai ver?
abraços e mais sorte! :-)
Xi, Calil, a coisa tá feia pro seu lado! Vai ter até que fazer resenha dos Trapalhões…
Boa, a idéia do Renato Gonçalves. Minha sugestão é começar com uma resenha sobre o imortal Zé Dirceu. A propósito: saiu alguma coisa sobre o ACM antes da morte?