Hollywood agora navega na internet
Ontem, o produtor britânico Mark Burnett, responsável por reality shows de sucesso como “Survivor” e “O aprendiz”, anunciou que irá se associar ao MySpace para realizar “Independent”, um projeto online que se transformará em programa de TV com o objetivo de encontrar o próximo grande político americano.
A princípio, os possíveis participantes terão de enviar suas propostas de candidatura em vídeo para o MySpace. Depois, os finalistas criarão páginas no site que funcionarão como plataformas de campanha. Por fim, terão de sair do ambiente virtual e interagir com as pessoas na vida real. O vencedor levará US$ 1 milhão – que deverá ser obrigatoriamente doado a uma causa política ou usado na primeira campanha eleitoral do ganhador.
“O maior número de olhos a ser atraído de uma vez só ainda está nas emissoras de TV, mas certamente a maior comunidade social em rede do mundo pode ser encontrada no MySpace”, explicou Burnett à “Variety”.
Na semana passada, o comediante Will Ferrell e o diretor Adam McKay, a dupla por trás de “O âncora – A lenda de Roy Burgundy” e ‘Ricky Bobby: A Toda Velocidade”, criaram um vídeo viral chamado “The landlord” para lançar o site cômico Funny or die. Em apenas 24 horas, o vídeo foi visto por 7 milhões de pessoas. Mas o lado mais surpreendente da história é que a brincadeira foi bancada pela Sequoia Capital, um grupo de investidores que coloca dinheiro em companhias como a Apple, Google, YouTube e Yahoo, como revela a “Wired”.
No início do mês, Michael Eisner, o ex-todo-poderoso presidente da Disney, lançou a série exclusiva para a internet “Prom Queen”, com 90 episódios de 90 segundos cada, segundo reportagem do “New York Times”.
Esses três fatos ocorridos em um único mês mostram que a televisão e o cinema americanos voltaram definitivamente seus olhos (e parte de seus investimentos) para a internet. É a velha mídia tentando cavar seu espaço na nova mídia.
A idéia por trás desse movimento é a velha máxima do “se não pode vencê-los, junte-se a eles”. Em outras palavras: já que não podemos controlar esse território relativamente livre que é a internet, vamos tentar faturar algum com ele.
E aí está, mais uma vez, o xis da questão: como fazer dinheiro com a internet? É possível lucrar com esse novo negócio dentro do esquema tradicional, com a venda de anúncios (como na TV) ou de conteúdo (como no cinema)? Como conseguir retorno para um investimento de US$ 1,65 bilhão (dinheiro pago pelo Google para ter o YouTube) ou US$ 580 milhões (valou que a News Corp., de Rupert Murdoch, bancou para comprar o MySpace)?
Todas essas perguntas levam à mesma questão essencial: estamos mesmo diante de uma nova era ou de uma nova bolha (como a ocorrida na virada do milênio)? Se alguém tiver uma resposta categórica para essas questões, provavelmente estará mentindo.

Calil, eu estou há poucos dias metido numa experiência que envolve anunciar na rede de publicidade do Google. Mesmo eu sabendo muito pouco de publicidade, já deu pra perceber: isso funciona sim, e é o futuro sim. A mídia tradicional vai morrer se não souber se reinventar.
Sem analisar o seu texto, posso dizer que o “Landlord” é engraçadíssimo. Esse Will Ferrell tem talento mesmo. Faz tempo que não vejo uma peça de besteirol tão boa! :D
É o futuro Calil!
Éa vida em mutação e em movimento. Adeque-se, sempre com senso crítico, mas adeque-se e evolua.
Ou vire um anacronismo reclamão, resmungando dos novos tempos, que não acho ser o seu caso, vou logo dizendo, mas o de muitos…
a quantidade de artistas, esportistas e bandas, cantorese cantoras criando perfis próprios no My Space dá uma dimensão de como a cabeça dos artistas está mudando com relação a estes novos caminhos… Estão divulgando seus shows, todas as suas datas e tours previamente pelo My Space e adicionando cada vez mais contatos e perfis, que na verdade são o publico do artista em geral. Pessoas que dão o verdadeiro suporte necessário para queo artista saiba com está a aceitação de seu trabalho… Olha Calil o próximo passo é esta crítica, como é feita hoje, nestes moldes, ir para o saco também…
Pense e olhe bem como a relação artista público está sendo feita e evoluindo…
Só a título de ilustrar o que escrevi no comentário anterior, vão aqui emsmo no No Mínimo, no blog do paulo Roberto Pires, Tocatudo, e no post “Batidas diferentes”,e vejama matéria sobre o Conunto de Bossa e Jazza americano Com Você… no final do post têm um link para a página do grupo no My Space… com toad a história e agenda de shows e seus contatos,e amigos adicionados.
Se é bom ou não não éa questão, mas eis como todos os artistas ou esportista, etc… estão fazendo com esta nova mudança do mundo, estas ferramentase tecnologias novas…
Evolução e adaptação éo que importa, sempre tendo senso crítico!
Lendo esse post, só consegui pensar naquela frase: “O futuro é agora”.
Mas Guido, Power Guido….
Isso, quando se fala de Iunaitedi isteits (EUA ou USA, tanto faz) é perfeitamente compreensivel…
Agora, no país brasilis bananas, vc acha que um dia algo parecido vai acontecer ou só o estouro dessa bolha é que vai chegar pra nós?
Demora mas chega Jegue!
Pode ter certeza! Mas com aquele atraso habitual…
eh… eu tenho q entrar pra esse meio tbm heehe
tudo de bom pro cs