Pane no cinema brasileiro
O que se passa com o cinema brasileiro? “Antonia”, o ótimo filme de Tata Amaral que originou uma série de sucesso na Globo exibida até dezembro passado, teve apenas 23,9 mil espectadores em seu final de semana de estréia, com a ínfima média de 191 pessoas por cópia. “Pro dia nascer feliz”, documentário de João Jardim que recebeu críticas muito positivas, teve público de 8 mil pessoas após dez dias em cartaz. Para tornar a situação ainda mais inexplicável, ambos foram co-produzidos pela Globo Filmes e foram alvos de várias reportagens na emissora.
Com a exceção de um grande fenômeno anual (“2 filhos de Francisco” em 2005, “Se eu fosse você” em 2006, “A grande família” até agora neste ano), o cinema brasileiro emplaca um fracasso atrás do outro – mesmo nos casos de filmes competentes e bem divulgados como “Antonia”, que, segundo analistas, tinha potencial para um público de 1 milhão de pessoas. Onde está a caixa-preta que pode explicar essa pane do cinema nacional?

A desculpa de falar da temática de violência não serve;
Vejam Cidade de Deus, na minha opinião um dos melhores filmes que já vi, sucesso não só no Brasil como no mundo.
Agora querer que “Antonia” seja um sucesso, um filme com “estética” Globo de novela, aí fica complicado. Pra ver isso eu ligo a tv das 18 as 22 que tem tres novelas com mesma estética e mesmo personagens estereotipados.
Filmes brasileiros bons, recentes, e que me lembre, são o já falado Cidade de Deus, Central do Brasil e Carandiru.
No geral me parece que os comentários do Edson Constanza, especialmente o último, seguem uma lógica bem construida.
Mas só posso falar por mim. Não fui ver o filme, assim como não fui nem vou ver A Grande Familia, porque não gostei da série nem do programa. Fui ver Os Normais porque gostei do programa. Não fui ver Casseta e Planeta porque o programa está uma droga. Mas nos anos iniciais assistia, provavelmente veria um filme.
No meu comentário de ontem (ou anteontem, não lembro) esqueci de incluir uma possível razão para que o filme Antônia não tenha correspondido às expectativas dos “analistas” em bilheteria: é que nínguém agüenta mais ouvir “Antônia brilha, Ô-Ô”!…
Ô refrãozinho de doer!
As idiotices estão prosperando por aqui. O argumento “o público não foi ver Antônia porque é um filme ruim” não tem o menor cabimento. Sabiamente, Daniel descontruiu a falácia: “as pessoas não viram porque não ficaram curiosas. As pessoas que não viram não sabem se o filme é uma droga ou ótimo.”
Outra asneira monumental é aventar o sucesso de Central do Brasil, Cidade de Deus e Carandiru, obras supostamente realistas. Os dois primeiros foram premiados internacionalmente e desfrutaram da vitrine do Oscar. O segundo contou com poderosa divulgação, além de ser baseado no livro de Drauzio Varela, um best seller.
Não vou nem entrar na questão do valor do ingresso, porque a considero acessória. Afinal, imbecilidades do nível de “Xuxa Gêmeas” ainda atraem multidões.
O fato é um só: a classe média continua pagando para ir ao cinema e só não vai assistir aos filmes nacionais por preguiça mental e preconceito mesmo.
Uma retificação para o comentário acima: onde se vê “segundo”, leia-se “terceiro”.
Edson,
nao se iluda…Cidade de Deus so chamou a atencao do povinho tropical porque fez barulho la fora…
nao tem ninguem da “Grobo”, mas ja tinha a babacao internacional…ai sabe como eh, se equivalem…
Calil, o fracasso de Antônia se explica por uma razão simples: o filme é muito ruim. Mesmo. Desagrada do povão aos intelectuais (menos os puxa-sacos da Tata Amaral). E aí, contra o boca-a-boca negativo, não tem marketing que dê jeito.
Saudações cordiais
a lógica do Milton e do Edson seria cristalina…
se não tivesse um monte de filme ruim que faz sucesso enorme.
a questão é bem mais complicada que ummonte de tiradas (políticas, estéticas ou só de palhaçada mesmo) possam dar conta.
Boca-a-boca negativo no final de semana de estréia? Tenha santa paciência…
Acho engraçado alguns comentários que falam que quem não gosta de filme brasileiro é classe média preconceituoso que só gosta de bang bang de “roliúde”. O cara não te conhece, não sabe se vc tá digitando de um “cyber”em Tibau do Sul , RN, e é a filha mais nova de 7 irmãos, todos nascidos de mãe analfabeta..rsrs rs. Porque que esses caras de esquerda acham que pobre não pode detestar filme de pobre??
adriana
achar “os caras de esquerda” todos iguais é igualzinho a falar da “classe média preconceituosa”…
embora, só uma observação: “pobre” não vê filme no cinema no Brasil. nem tem sala perto de casa, nem pode pagar o ingresso.
o que não é nenhuma grandiosa explicação, mas é só um dado. importante.
dona adriana,
vc tem o direito de seguir a cartilha da imbecilidade quanto tempo quiser, inclusive achar que esta fora da “liberdade do entretenimento” e do discurso antiestatizante cinematografico é esquerdizoide, qbonito isso, vc é burra e limitada, precisa de cartilha e é grossa, o mundo nao se restringe a esquerdizoides de um lado e banaloides imbecis como vc de outro, tem muito mais coisa.
bobona
Adriana,
vc é uma barangona flacida que vai na academia pra perder caloria?? e ficou com inveja das meninas do Antonia?? vai fazer uma plastica, a liberdade do mercado te da esta possibilidade
vamos mudar a tematica dos filmes nacionais:
1. vamos retratar a vida dos intelectuais frustrados e mestrados que nao conseguem entrar nas panelinhas da USP e outras universidades e que detestam esquerdizoides. Este personagem aparecerá na primeira cena com a revista Piaui debaixo do braço e bradará aos quatro ventos o boicote aos filmes patrocinados pela Petrobras. Um amigo do Olavo de Carvalho verá o filme e notará uma grande qualidade: a metalinguagem privatizadora, da tela sairão raios eliminadores de esquerdistas burros o q isentará o filme de criticas negativas.
2. Filmar urgentemente o Poligono das Secas do Mainardi, no dia estreia skinheads de verdade executarão nordestinos no hall de entrada do Unibanco.
A arrogância e a grosseria de muitos comentaristas deste blog (e de outros do nomínimo) é de dar nojo.
O preço do cinema é que tem desanimado os espectadores. Eu adoro cinema, mas quando tenho que economizar (leia-se todo mês), a primeira coisa a dançar é isso.
Ha, ha , ha! HA, HA, HA!! HAA, HAA, HAAA!!!
o cinema brasileiro só mostra pobre , preto , puta e viado não da para ir com a familia ver esse filmes e quem faz comentaria é só palavras bonitas tem que ter ação e boa história ter umas imagens bonitas ….