O melhor do ano fora do Oscar
De volta ao batente depois da licença-paternidade, vejo que a chamada “temporada de prêmios” deu passos largos. Em uma semana de ausência, foram anunciados os indicados ao Oscar e os premiados dos sindicatos dos produtores e dos atores americanos.
Nessas duas últimas premiações, o grande vencedor foi “Pequena Miss Sunshine” – o que indica que o filme independente deixa de ser um azarão e se torna um candidato real ao Oscar.
Não pretendo me estender sobre as indicações ao principal prêmio da indústria americana – mesmo porque cheguei atrasado ao assunto (e, nesse momento pessoal, ele me parece ainda menos importante).
Queria apenas deixar registrado que acabo de ver todos os candidatos a melhor filme – o último foi “Cartas a Iwo Jima”, de Clint Eastwood, na sexta-feira passada. E mantenho minha torcida por “Os infiltrados”, de Martin Scorsese – que, na minha opinião, é superior aos outros da categoria.
Mas o grande filme hollywoodiano de 2006 ficou fora da disputa. E é justamente o outro de Eastwood: “A conquista da honra”, que foi esnobado pelo público nos Estados Unidos e não agradou tanto a crítica americana quanto “Cartas de Iwo Jima”.
Mais uma vez, Eastwood e Scorsese, esses dois mestres do cinema americano, irão se enfrentar no Oscar – como ocorreu em 2005 com a disputa entre “Menina de ouro” e “O aviador”. E outra vez Eastwood fez o melhor filme. Mas, para a sorte de Scorsese, escolheram o menos brilhante dos dois.
Volto à dose dupla de Eastwood em breve. Ele merece.

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