Muito além do cafajeste

Jece Valadão – que morreu hoje, aos 76 anos, em São Paulo – foi um caso clássico de ator aprisionado a uma imagem que não fazia justiça a todo seu talento. Ele foi muito maior do que o personagem de cafajeste machista e truculento que incorporou em tantos filmes e levou também para sua vida pessoal.
Poucos atores brasileiros participaram de tantos filmes fundamentais: “Rio 40 graus”, “Rio zona norte”, “Os cafajestes”, “Boca de ouro”, “Navalha na carne”, “Dois perdidos numa noite suja”, “A idade da terra”, entre muitos outros. Mas ele também foi um diretor e produtor importante, dedicado principalmente a adaptações de Nelson Rodrigues (cuja irmã foi sua mulher durante anos) e a filmes policiais.
Uma recente mostra dedicada ao ator no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, chamava-se significativamente “As muitas faces de Jece Valadão”. No catálogo, o curador Fernando Veríssimo escreveu: “E o que, afinal de contas, é o cafajeste? Nas palavras de Jece Valadão, homem do povo e animal cinematográfico , talento e instinto, a definição: ‘O cara que se defende, um auto-suficiente dentro de uma sociedade deficiente’. Um estado de espírito bem brasileiro.”
Autor: ricardo calil - Categoria(s): Posts Tags:
Já foi tarde esse poço de intolerância, machismo, arbitrariedade, homofobia….
Trata-se de uma perda inestimável, um sujeito que levou p/ a vida o que pregava na vida artística, expoente da geração de atores de sua época, é com grande pesar que recebo a nota do seu falecimento.
que nada Lima,
Jece nunca fez mal a ninguem, po! voce deve estar confundindo o ator com seus personagens…
incorporou o seu personagem e não conseguiu nunca se livrar dele. a arte imitando a vida. um estilo que morre junto, do machismo exagerado, do briguento. o que era ator e o que era personagem em seus papéis? não gostava dele, mas cumpriu sua missão, nem que fosse por um exemplo negativo e antiquado. que deus o tenha.
Ele nunca soube distinguir onde terminava a personagem e começava o Valadão. Ou seria o contrário?
Concordo com o comentário do sr. Botelho Pinto. Infelizmente os seus filmes serão rapidamente esquecidos e a “produção” mais importante e, ao mesmo tempo, mais lamentável, que vai nos deixar o Sr. Jece Valadão, é a Luciana Jimenez.
Se DEUS enchergasse como nós, o exterior, já estaríamos no inferno sem duvida. Ainda bem que Ele deus o seu único Filho para que morresse em nosso lugar e o sr. Jece Valadão compreendeu isso a dez anos atraz, arrependeu-se dos seus pecados e deixou Jesus entrar no seu coração e hoje, como diz as escrituras, está como que dormindo e aguardando a volta triunfal de Jesus quer o mundo aceite ou não. Que Deus dê um balsamo para a sua familia. Amém
Grande Valadão. Não foi ele também que fez “Mineirinho Vivo ou Morto”?
Será que com sua morte finalmente vai ficar claro que a Luciana Gimenez não é sua filha, foi sua enteada
?
Sobre o comentário do Mauro.
A religião evangélica só tornou o cara mais preconceituoso, machista e homofóbico do que nunca!
Coitado do Urubu ! Perdeu o emprego na “Malhação” e agora perdeu o pai. Corre pro descarrego, Urubu !
jece valadão era ator que vivia seu proprio papel
morre o mestre, fica a obra, estou estudando Jece arduamente, é minha monografia.