Os problemas do Casseta no cinema não acabaram
A trupe do “Casseta & Planeta” chegou à conclusão de que seu primeiro longa-metragem, “A taça do mundo é nossa!” (2003), foi um fracasso de público porque se distanciou demais do programa de TV, com personagens inéditos e uma história passada na época da ditadura.
No novo filme, “Casseta & Planeta – Seus problemas acabaram!!!”, que estréia nesta sexta-feira, eles decidiram “recuperar o patrimônio” do grupo, nas palavras do diretor José Lavigne. Isso significa levar ao cinema alguns dos mais conhecidos personagens do programa de TV, como Seu Creyson, Chicória Maria e Sucker & Fucker, entre outros.
Mas faltou explicar uma coisa: por que o espectador vai pagar 10 ou 15 reais (ou duas, três vezes mais, se levar a família) para ver no cinema algo que ele tem de graça todas as semanas na televisão?
É uma pergunta que vale também para produções anteriores da Globo Filmes derivadas de programas de TV (como “Os normais”) e para as futuras (as versões cinematográficas de “A grande família” e “A diarista”).
Só há duas coisas relevantes em “Seus problemas acabaram!!!” que não podem ser encontradas no programa: Maria Paula com menos roupa do que o habitual (como a assistente de advogado que faz jornada dupla como stripper) e Bussunda em seu último trabalho inédito (ele desempenha alguns papéis, entre eles o de um impagável surfista acéfalo).
Isso basta para justificar o valor do ingresso? Depende do seu interesse pela boa forma de Maria Paula ou pelo talento cômico de Bussunda. Mas esses elementos não são suficientes para transformar o filme em uma experiência bem-sucedida. Os problemas da transição do Casseta para o cinema ainda não acabaram.
Para juntar mais de 60 personagens em um filme, a trupe criou um fiapo de trama, uma paródia aos filmes de tribunal. O advogado Botelho Pinto (Murilo Benício), com a ajuda de sua secretária Dona Priscila (Maria Paula), decide processar as Organizações Tabajara por vender produtos prejudiciais à saúde.
Em torno do julgamento, surgem personagens como Lindauro das Dores (Bussunda), vítima dos efeitos colaterais da pílula Borogodol; o juiz Alencastro Ramalhete (Marcelo Madureira), apaixonado por um peixinho dourado; Seu Creyson (Claudio Manoel), chefão do Grupo Capivara, concorrente das Organizações Tabajara, e outros tantos.
O filme segue o padrão do programa de TV: para cada gargalhada, há um punhado de sorrisos amarelos. Mas ostenta uma produção bem mais sofisticada, com grande investimento em efeitos especiais. O resultado é um paradoxo: uma superprodução tosca.
Os críticos sempre reclamam que certos filmes brasileiros são televisivos demais. Nesse aspecto específico, “Seus problemas acabaram!!!” talvez o seja de menos.
O humor do grupo sempre se beneficiou da urgência da televisão (e da canastrice dos comediantes). Em uma produção mais cara e cuidadosa como a do ciema, suas piadas parecem um pouco engessadas.
A segunda experiência do “Casseta & Planeta” no cinema só reforça a idéia de que o habitat natural de certos produtos audiovisuais é mesmo a televisão – e não há nenhuma vergonha em reconhecer isso.
Para terminar, um elogio: o grupo não poderia ter tratado com mais dignidade a morte de Bussunda. “Seus problemas acabaram!!!” não foi modificado depois do triste acontecimento, nem foram realizadas festas de lançamento. Não se priorizou o comediante nas propagandas, nem se cogitou cortar a cena em que um de seus personagens morre.
Eles apenas dedicaram o filme ao amigo, uma homenagem na medida, que diz o suficiente sobre o tamanho da ausência de Bussunda. O exemplo dessa atitude é mais importante do que o resultado de um filme específico.

engraçado que eles não cogitaram a hipótese do primeiro filme ter ficado fraco mesmo, com piadas ruins (e mal-contexztualizadas) e uma trama frágil. Resolveram “recuperar o patrimônio”, mas, segundo a sua opinião, continuaram com piadas ruins e enredo fraco… Vamos ver no que vai dar.
Vamos ser sinceros. Brasileiro não sabe fazer filme para o cinema. Infelizmente a cultura norte-americana domina as telas brasileiras porque brasileiro não sabe fazer e o principal, vivemos em um país aonde a cultura é deixada pra trás.
Olha, assisti o primeiro e confesso, é engraçado e só, mas olhando por outro lado, é bem melhor que a maioria das idiotices que compramos dos USA e muitos idolatram aqui.
O que difere os filmes brasileiros dos americanos é a falta de apelo comercial e falta de distribuição adequada.Os autores e diretores brasileiros fazem filmes para eles mesmos, com um nivel cultural relativamente alto, o que não é digerível para a população, que lamentavelmente tem o mesmo nível cultural de um paquiderme…
Aposto q é mais jogo ver Casseta e Planeta do q American Pie. Mas o segundo dá mais público. Pq? Pq é falado em inglês…
O SPFC! NÍVEL CULTURAL DE PAQUIDÊRME TEM A SENHORA SUA MÃE. O fato da maioria não compartilhar do seu “refinamento” não lhe da o direito de querer ser superior.
Há! Um ditado sobre cinema. – SE A CRÍTICA ODIAR, CORRA P/ A BILHETERIA. SE A CRÍTICA ELOGIAR, POUPE SEU DINHEIRO.
Queremos registrar aqui nosso protesto contra os srs. SPFC e Thony pela comparação indevida entre nosso grupo e o dos respeitáveis paquidermes.
Nós também.
Nada a ver com a paquidérmica polêmica, eu só queria saber em que filme podemos conferir o desempenho excepcional de Isabelle Huppert (será ótimo ter uma concorrente à altura para Julianne Moore). No meu browser, pelo menos, falta precisamente o título do filme sob a nota “Musa”.
Não assisto filme brasileiro.
Assistirei,por causa da boazuda da Maria Paula(gordinha,fica melhor ainda).
o que voces falaram nao fazem o minimo sentido
o casseta e planeta é bem melhor do que a maioria desses filmes ridiculos americanos que o pessoal idolatra
quem escolher American Pie ao filme do Casseta nao é nenhum paquiderme, nem popular nem nada: é BURRO mesmo
Gosto não se discute, já dizia a véia que comia ranho. Um filme não é melhor nem pior pela sua nacionalidade. Tampouco um filme é melhor só porque EU gostei mais. O negócio é relaxar e ir assistir. Se não gostar, não recomenda aos amigos; se gostar passa a dica adiante. Mas por favor, pelo menos assista antes de sair tecendo opiniões vazias. Comédia é para se divertir, então… divirtam-se! Principalmente os mau humorados de plantão.
Gosto deles incondicionalmente, ri muiito no primeiro filme e mal posso esperar por este.Parem de criticar o cinema brasileiro, deem graças a Deus que conseguimos fazer filmes com essa crise toda!
o filme bom é aquele em que você gosta e o filme ruim é aquele que vc não viu
Esta coluna deveria ser tirada da net, pois uma pessoa que escreve este tipo de noticia deveria ser presa por calunia e difamação. Caro senhor colunista pense bem, o sr. deveria optar por outra profissão, pois esta o sr. não esta sabendo exercer, seu idiota.
Na TV tem de graça, mas a cada semana que passa tá perdendo a graça. Desculpe a infâmia, mas é o que penso.
Como stripper, e papéis assemelhados, Maria Paula pode ser vista, já que não se sabe qual a função dela no humorístico.
Vai acabar é nisso mesmo, a mera transposição das histórias e personagens para a telona. Teremos também compactos de novelas e mini-séries. E eu não sei por que ainda não criaram uma aventura “cinematográfica” para Fausto Silva.
Há algum tempo tenho uma curiosidade: gostaria de saber a faixa etária dos comentaristas desta coluna… se puderem, por favor, jnto com os comentários acrescentar esta informação.
Obrigado.
Não é por nada não, mas faz muuuuuiiiiiittttto tempo que esse pessoal perdeu a graça. Hoje não passa de um Zorra Total (arghh!!!!) com pinta de humorístico “inteligente”. Não há nada mais sem graça do que “seu Creyson”, “Super Heróis Nacionais”, e coisas do gênero. Mas como faz sucesso (Brasil, sil, sil….) a fórmula se perpetua e azar de quem não gosta.
Além do mais, Maria Paula de calcinha e sutiã não vale o preço do ingresso, recomendo a Playboy com a Flávia Alessandra.
O Casseta FEZ coisas engraçadas há 10 anos… acharam legal e continuam contando a MESMA piada há 10 anos… ninguém aguenta essa merda