12/11/2008 - 10:10

Quem se aventura a escrever sobre música pop (em blog, site, jornal, revista, guardanapo ou papel higiênico) acaba, por fim, ficando chato. Ok, não posso falar por todos, só por mim, mas tudo que aconteceu nas últimas semanas apesar reforça essa questão. Tipo: alguns amigos não entendem o motivo de eu não ter me empolgado com o KaiserChiefs enquanto eles adoraram e reportagens de grandes jornais definiam o show como “catártico”. Aquilo? Catártico? Piada. E das ruins.
E não é que o show deles seja ruim. Eles aprenderam os clichês, usam bem, mas precisam de muito Toddynho até, um dia, conseguirem fazer uma apresentação digna do adjetivo catártico. Um fã tem todo o direito de amar e dizer que a sua banda é a coisa-mais-linda-do-mundo-que-eu-amo-e-não-me-interessa-o-resto, mas alguém que escreve sobre música precisa deixar o fanatismo de lado, respirar fundo e tentar entender aquele momento encaixado em uma situação de tempo/espaço.
É uma equação bastante simples: eu, por, exemplo, escrevo sobre música (shows, discos, bobagens) de duas a quatro vezes por semana. Vamos pegar a média, três, e multiplicar por 52 semanas e teremos mais de 150 textos de música publicados em um ano (às vezes mais, às vezes menos). Esse número pressupõe que seu cérebro, acostumado a tudo que você ouviu e escreveu durante certo período, consiga mensurar qualidade com base na comparação às coisas que sugerem análise.
Curto e grosso ao ponto: uma pessoa que diz maravilhas do show do KaiserChiefs é:
1) Fã
2) Não tem base de comparação
3) Gostaria de qualquer show, pois gostar faz parte.
4) Não tem opinião
5) Todas as alternativas.
Não há nenhum problema em se encaixar em alguma dessas alternativas desde que você saiba disso (ok, há um problema na 4, pois pessoas sem opinião podem ser manipuladas, e o mundo precisa dessa opinião, certa ou errada, para gerar conflitos e acordos). O que mais incomoda, no entanto, é a deterioração do valor dos adjetivos. Até parece que tudo é maxi, mega, super sensacional e catártico, porém, se o show do KaiserChiefs é catártico, o que dizer do show do R.E.M.?
Isso realmente me incomoda. Em duas noites, em São Paulo, o R.E.M. colocou no bolso o line-up completo do Planeta Terra, e sacudiu (vamos deixar a Mallu Magalhães de fora, pois ela é café-com-leite). Por uma razão que ouso desconhecer, muitas pessoas ignoram níveis de comparação, e colocam tudo no mesmo saco, misturando farinha com Bourbon francês numa paixão tão duradoura quanto a lembrança do almoço que você comeu no dia 12 do mês passado.
Então vamos colocar as coisas no seu devido lugar: enquanto o KaiserChiefs fez um show ok, arroz com feijão sem fritas nem bife, mas que alimenta, o R.E.M. serviu um delicioso banquete com pratos assinados por alguns dos maiores chefes do mundo. Sei que alguém deve estar lendo e pensado que “esse cara é maluco: não tem como comparar R.E.M.”, mas então eu respondo: ambos fazem música, tocam para um público, e causas reações com isso. Como não dá para comparar? E como descrever uma apresentação do R.E.M. a contento se estão usando desleixadamente os dicionários de adjetivos?
Este “como” do parágrafo anterior não diz respeito apenas a quem escreve, mas também a quem lê: “Como esse cara pode estar falando uma bobagem dessas?”. Duvide. Sempre. Ou quase sempre. Não precisa duvidar, por exemplo, que o R.E.M. fez dois shows além das palavras em São Paulo, diferentes entre si, mas completamente iguais em qualidade: o primeiro mais melódico, excitante, atual. O segundo mais barulhento, cansado e antigo. Entre um e outro, 35 músicas diferentes.
Quantidade não garante qualidade, diria o esperto. O problema é que estamos diante de uma das três melhores bandas de rock do mundo em atividade nos últimos 20 anos (escolha as outras duas), e uma das poucas que além de não virar cópia de si mesma, ainda consegue criar material instigante após tanto tempo de janela. Vindo deles, quantidade e qualidade andam de mãos dadas movidas a acordes ensandecidos da Rickenbaker de Peter Buck, do baixo e vocal marcantes de Mike Mills, e da forte presença de palco de Michael Stipe.
Há, em ambas as noites, recados em pró da Anistia Internacional, homenagens ao novo presidente dos EUA, Barrack Obama (“Obamatic For The People” surge no telão), e ataques aos Bush pai e filho e a uma certa governadora do Alaska. Há, também, momentos de comoção coletiva em “Everbody Hurts” (um dos momentos mais brilhantes do show), “Losing My Religion” (que, na segunda noite, sacudiu até uma senhora de – provavelmente – mais de 60 anos atenta ao telão na pista do Via Funchal), “The One I Love”, “Man On The Moon” e “It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)”.
O tom da apresentação é dado pelas canções do álbum mais recente do trio, “Accelerate”, rápido, alto e urgente. O volume das guitarras é altíssimo. A bateria massacra em várias partes. Michael corre de um lado para outro, dança e comanda o público com maestria exibindo uma força vocal e gestual que impressiona. Mike Mills, principal estrela de “Accelerate”, além de segurar tudo no baixo ainda faz backings precisos e, na primeira noite, comanda a banda no country “Don’t Go Back To (Rockville)”.
Como espetáculo, a apresentação do R.E.M. é irretocável, deslumbrante, catártica. Fãs choram pelos cantos e meios da casa abarrotada de gente (em momentos diversos como por exemplo “Fall on Me” e “Electrolite”, presentes na primeira noite, e “I’ve Been High” e “Nightswimming” na seguinte). Há uma ligação tão forte entre público e banda que não consegue passar despercebida, mesmo quando Michael pede para o público levantar as mãos e aplaudir o show chato de Wilson Sideral, na abertura dos trabalhos.
Em retrospecto, apesar da excelência, os dois shows de São Paulo não conseguiram bater em emoção a apresentação inesquecível do Rock in Rio 3, mas soaram melhores (como um todo) que os shows do Rock Werchter, na Bélgica (“Electrolite”, lá, valeu uma vida), e do T In The Park, na Escócia. O som estava mais furioso (o local fechado, ao contrário do imenso palco dos dois festivais, colaborou), quase uma dezena de amigos tomava uma das fileiras da esquerda da platéia do Via Funchal, e essa coisa clichê do “obrigado” – em português mesmo – acaba realmente aproximando: ver show em casa é outra coisa.
Ao vivo, o R.E.M. causa um tipo de comoção que não se sente todos os dias. O tipo de sensação que faz você se sentir bem (apesar de “Chinese Democracy”, a crise econômica mundial e o fim do mundo – que todo mundo sabe). Por mais que jornais (sites, blogs e aviões na orla do litoral norte paulistanos) necessitem de manchetes sensacionais para vender mais, também é preciso clareza, conhecimento e um pouco de chatice (e/ou ser honesto e impiedoso) ao lidar com qualquer coisa cuja base seja sua opinião. É por isso tudo que o show do KaiserChiefs foi ok (com alguns momentos de sono) e o R.E.M. foi antológico (com breves momentos de sonho). Você pode até discordar, mas estará errado. :)~
R.E.M. em São Paulo, primeira noite
Novembro 10th, 2008
01) “Living Well Is The Best Revenge
02) I Took Your Name
03) What’s The Frequency, Kenneth?
04) Fall On Me
05) Drive
06) Man-Sized Wreath
07) Ignoreland
08) Hollow Man
09) Imitation of Life
10) Electrolite
11) Great Beyond
12) Everbody Hurts
13) She Just Wants To Be
14) The One I Love
15) Sweetness Follows
16) Let Me In
17) Bad Day
18) Horse To Water
19) Orange Crush
20) It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)
Bis
21) Supernatural Superserious
22) Losing My Religion
23) Animal
24) (Don’t Go Back To) Rockville
25) Man On The Moon
R.E.M. em São Paulo, segunda noite
Novembro 11th, 2008
1. Living Well Is the Best Revenge
2. These Days *
3. What’s the Frequency, Kenneth?
4. Driver 8 *
5. Drive
6. Man-Sized Wreath
7. Ignoreland
8. Exhuming McCarthy *
9. Imitation of Life
10. Pretty Persuasion *
11. Great Beyond
12. Everbody Hurts
13. Seven Chinese Brothers *
14. One I Love
15. I’ve Been High *
16. Nightswimming *
17. Bad Day
18. I’m Gonna DJ *
19. Orange Crush
20. It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)
Bis
21. Supernatural Superserious
22. Losing My Religion
23. Maps & Legends *
24. Begin the Begin *
25. Man On The Moon
* não foram tocadas na primeira noite
Leia, veja e ouça também:
- “Accelerate”, do R.E.M: Cinismo e barulho, por Marcelo Costa (aqui)
- R.E.M. apresenta as novas canções ao vivo no Blogotheque (aqui)
- Cinco shows – que eu vi – para baixar e ouvir: R.E.M. na Bélgica (aqui)
- R.E.M ao vivo no Rock In Rio 3, por Marcelo Costa (aqui)
- R.E.M. – Discografia comentada, por Marcelo Costa (aqui)
- R.E.M. no Rock Werchter, na Bélgica, por Marcelo Costa (aqui)
- R.E.M. no T I The Park, na Escócia, por Marcelo Costa (aqui)
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03/11/2008 - 08:34

Todas as fotos, R.E.M. no T In The Park: por Marcelo Costa
Após sete anos da apresentação arrebatadora do Rock In Rio 3, o R.E.M. volta ao Brasil para uma mini-turnê de quatro apresentações que começa na próxima quinta-feira (06), em Porto Alegre, segue-se no sábado no Rio de Janeiro (08), e termina com duas noites em São Paulo, segunda (10) e terça (11). Ainda há ingressos para as quatro apresentações. Ao contrário do show “greatest hits” que o grupo apresentou no Rock In Rio, as apresentações da nova turnê centram foco no excelente último álbum do grupo, “Accelerate”, mas também trazem velharias do fundo do baú, clássicos incontestes e talvez uma canção inédita. Então, cuidado com o vem a seguir. Spoilers à vista.
Desde que Michael Stipe, Peter Buck e Mike Mills colocaram o pé na estrada no começo de março, na Flórida, EUA, já se foram quase 80 apresentações com muitas curiosidades. Na perna norte-americana da turnê, Johnny Marr (ex-Smiths, atual Modest Mouse, banda que estava abrindo os shows do R.E.M. nos EUA) subiu ao palco em mais de dez oportunidades para tocar guitarra em “Fall On Me”, “Man On The Moon” e “Pretty Persuasion”. Eddie Vedder engrossou o coro vocal de “Begin to Begin” na Filadélfia.
Cruzei com o R.E.M. duas vezes em julho na Europa e o que é possível adiantar é que faço parte do coro que diz que a banda está totalmente em forma atravessando um dos melhores momentos de sua carreira. Em média, o set list traz 23 canções que privilegiam o repertório de “Accelerate”, mas abrem espaço para canções de “Reckoning” (oito canções do disco já foram tocadas na nova turnê), “Automatic For The People” (que comparece com sete canções), “Document” e “Monster” (seis canções cada). Canções de todos os álbuns já foram tocadas na “Accelerate Tour”.
Ou seja: um show do R.E.M. nunca é igual ao outro. É possível arriscar – com uma grande margem de acerto – a espinha dorsal dos shows, mas o restante é uma grande surpresa. Assim, duas faixas de “Accelerate” tem lugar garantido no show, pois foram as únicas músicas tocadas em todas as apresentações do R.E.M. em 2008: “Living Well Is The Best Revenge” e “Supernatural Superserious”. Outras que devem aparecer são “Man-Sized Wreath”, “Horse To Water” e “Hollow Man”.

A espinha dorsal da “Accelerate Tour” é feita por uma série de clássicos que foram se fixando no set-list conforme a banda experimentava números. “What’s The Frequency, Kenneth?” é – sempre – uma das três primeiras canções do show. “Ignoreland”, “Drive” e “Electrolite” formam o núcleo central da apresentação. A primeira, um belo número do álbum “Automatic For The People”, nunca havia sido tocada ao vivo pela banda. Entrou no repertório da turnê em maio e não saiu mais.
“Electrolite” é um dos grandes momentos do show. Michael conversa com o público, pede para que todos elevem seus celulares aos céus, e diz que as luzinhas dos aparelhos lembram as luzes de Hollywood Hill ao anoitecer. Na segunda parte aparecem “Let Me In”, “Orange Crush” (esta pode estar entre as primeiras canções também), “Imitation Of Life”, “The Great Beyond” e “Walk Unafraid”. A primeira, uma original esporrenta do álbum “Monster” em homenagem a Kurt Cobain, vira um country com todos os músicos numa roda de violão.
O trecho final abre com “The One I Love” e “Bad Day”, e segue com “It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)”, clássico que ficou fora de toda primeira parte da turnê, mas parece que se fixou no set list agora. Para o bis, “Losing My Religion” e “Man On The Moon”. O set list básico da turnê seria, então, este:
01) “Living Well Is The Best Revenge” ou “What’s The Frequency, Kenneth?”
02)
03) “What’s The Frequency, Kenneth?” ou “Living Well Is The Best Revenge”
04)
05) “Ignoreland” ou “Orange Crush” ou “Fall On Me”
06)
07) “Drive”
08) “Man-Sized Wreath”
09) “Electrolite”
10) “Walk Unafraid”
11) “Imitation Of Life”
12)
13) “Orange Crush”
14) “Horse To Water” ou “Hollow Man”
15) “Let Me In”
16) “The Great Beyond”
17) “The One I Love”
18) “Bad Day” ou “I’m Gonna DJ”
19) “It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)”
Bis
20) “Supernatural Superserious”
21) “Losing My Religion”
22)
23) “Man On The Moon”
Os espaços em branco podem ser preenchidos com diversos números. Três canções entraram no repertório da turnê nas últimas apresentações, e tem grande chance de aparecer no Brasil para tapar os buracos especiais do set list: “She Just Wants To Be’, “Everybody Hurts” e “I Took Your Name”. Ao todo, a banda já tocou 84 canções diferentes nesta turnê em 2008, o que daria ao trio a chance de fazer quase que quatro shows completamente diferentes entre si. Ou seja, não é possível cravar nada, pois uma apresentação será diferente da outra e todas vão ser históricas. Mas diz ai, o que você gostaria de ouvir?

Abaixo você acompanha a lista de canções e a quantidade de vezes que elas já foram apresentadas na “Accelerate Tour”:
77 – Living Well Is The Best Revenge (Accelerate)
77 – Supernatural Superserious (Accelerate)
75 – Man-Sized Wreath (Accelerate)
74 – Man On The Moon (Automatic For The People)
73 – Horse To Water (Accelerate)
73 – Bad Day (In Time: The Best of R.E.M. 1988-2003)
73 – Losing My Religion (Out of Time)
72 – Hollow Man (Accelerate)
71 – What’s The Frequency, Kenneth? (Monster)
69 – The One I Love (Document)
67 – Electrolite (New Adventures In Hi-Fi)
67 – Ignoreland (Automatic For The People)
67 – Let Me In (Monster)
65 – Orange Crush (Green)
62 – I’m Gonna DJ (Accelerate)
60 – Drive (Automatic For The People)
58 – Imitation Of Life (Reveal)
50 – The Great Beyond (Man on The Moon)
44 – Fall On Me (Life’s Rich Pageant)
42 – Walk Unafraid (Up)
40 – It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine) (Document)
37 – Houston (Accelerate)
37 – These Days (Life’s Rich Pageant)
24 – Driver 8 (Fables of the Reconstruction)
23 – I’ve Been High (Reveal)
23 – Seven Chinese Brothers (Reckoning)
22 – Accelerate (Accelerate)
22 – Begin The Begin (Life’s Rich Pageant)
22 – (Don’t Go Back To) Rockville (Reckoning)
20 – Animal (In Time: The Best of R.E.M. 1988-2003)
18 – Pretty Persuasion (Reckoning)
16 – Final Straw (Around The Sun)
14 – Auctioneer (Another Engine) (Fables of the Reconstruction)
14 – Disturbance At The Heron House (Document)
13 – Until The Day Is Done (Accelerate)
12 – Country Feedback (Out of Time)
12 – She Just Wants To Be (Reveal)
12 – So Fast, So Numb (New Adventures In Hi-Fi)
12 – Sweetness Follows (Automatic For The People)
11 – Circus Envy (Monster)
11 – I Took Your Name (Monster)
10 – West Of The Fields (Murmur)
09 – Harborcoat (Reckoning)
09 – Nightswimming (Automatic For The People)
09 – Time After Time (Annelise) (Reckoning)
08 – Exhuming McCarthy (Document)
08 – Get Up (Green)
08 – Just A Touch (Life’s Rich Pageant)
08 – So. Central Rain (Reckoning)
07 – Find The River (Automatic For The People)
07 – Little America (Reckoning)
07 – Second Guessing (Reckoning)
07 – Strange Currencies (Monster)
07 – Welcome To The Occupation (Document)
05 – At My Most Beautiful (Reveal)
05 – Cuyahoga (Life’s Rich Pageant)
05 – Departure (New Adventures in Hi-Fi)
05 – Sitting Still (Murmur)
05 – The Wake-Up Bomb (New Adventures in Hi-Fi)
04 – 1,000,000 (Chronic Town)
04 – Finest Worksong (Document)
04 – Maps And Legends (Fables of the Reconstruction)
04 – Mr Richards (Accelerate)
04 – Sing For The Submarine (Accelerate)
04 – Star 69 (Monster)
04 – Wolves, Lower (Chronic Town)
03 – Life And How To Live It (Fables of the Reconstruction)
03 – World Leader Pretend (Green)
02 – Everybody Hurts (Automatic For The People)
02 – Leaving New York (Around The Sun)
02 – Pilgrimage (Murmur)
02 – Pop Song 89 (Green)
02 – Staring Down The Barrel Of The Middle Distance (Inédita)
01 – Airliner (B-Side Accelerate)
01 – Carnival Of Sorts (Chronic Town)
01 – Feeling Gravitys Pull (Fables of the Reconstruction)
01 – Gardening At Night (Chronic Town)
01 – Have You Ever Seen The Rain?
01 – I Wanna Be Your Dog
01 – New Test Leper (New Adventures In Hi-Fi)
01 – Perfect Circle (Murmur)
01 – Shaking Through (Murmur)
01 – Turn You Inside Out (Green)

Quando cada álbum cedeu de canções para a turnê:
“Accelerate” (2008) – 12 músicas
“Reckoning” (1984) – 08 músicas
“Automatic For The People” (1992) – 07 músicas
“Document” (1987) – 06 músicas
“Monster” (1994) – 06 músicas
“Fables of the Reconstruction” (1985) – 05 músicas
“Green” (1988) – 05 músicas
“Life’s Rich Pageant” (1986) – 05 músicas
“Murmur” (1983) – 05 músicas
“New Adventures In Hi-Fi” (1996) – 05 músicas
“Chronic Town” (1982) – 04 músicas
“Reveal” (2001) – 04 músicas
“Around The Sun” (2004) – 02 músicas
“Out of Time” (1991) – 02 músicas
“Covers” – 02 músicas
“In Time: The Best of R.E.M. 1988-2003″ (2003) – 02 músicas
“Inédita” – 01 música
“Up” (1998) – 01 música

Leia, veja e ouça também:
- “Accelerate”, do R.E.M: Cinismo e barulho, por Marcelo Costa (aqui)
- R.E.M. apresenta as novas canções ao vivo no Blogotheque (aqui)
- Cinco shows – que eu vi – para ouvir: R.E.M. na Bélgica (aqui)
- R.E.M ao vivo no Rock In Rio 3, por Marcelo Costa (aqui)
- R.E.M. – Discografia comentada, por Marcelo Costa (aqui)
Três grandes momentos do show de Werchter, na Bélgica, em julho, com imagens em excelente qualidade do telão:
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