OSKLEN
Nos desfiles do Rio, o uso do moletom virou piada interna no lounge da Vogue. Isso porque nove entre dez grifes do Fashion Rio escolheram o material como matéria-prima para pelo menos alguma peça de suas coleções. Paula Merlo, nossa produtora e jornalista, vinha sempre dos backstages cantando: “Adivinha qual é o tecido da coleção? Adivinha! Adivinha!”. Era sempre moletom. Enfim, tudo isso pra dizer que não é todo mundo, definitivamente, que consegue pegar um tecido tão básico e trabalhar de forma tão nova e criativa. A equipe de estilo da Osklen, encabeçada por Juliana Suassuna, definitivamente, sabe fazer isso. Além de ser quase toda de moletom, a coleção, intitulada Rising (momento de crise, futuro nascendo), tem ainda mais um “dificultor”: a cartela é micra, composta de preto e cinza. Mesmo assim, nada disso impede que a Osklen crie uma coleção forte e cheia de personalidade. Boring? Longe disso. No lugar de cores e novos tecidos, estão as texturas. Tem moletom tricotado (criando volumes), resinado (com brilho), texturizado com microesferas (lembra areia), nervurado (a saia parece plissada, é linda), selado (adeus costuras), dublado (mais encorpado, dá um bom volume às peças). Até os tênis (best-sellers absolutos da grife) são deste material. Eu, que passo fins-de-semanas inteiros com meus muitos moletons, vou poder incluir algumas (várias) peças da Osklen no meu guarda-roupa… da semana! Adorei.
(foto: erikapalomino.com.br)
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Crítica de moda, Desfile, SPFW Tags: Osklen
