BALANÇO GERAL: SPFW INVERNO 2009
Demorou, mas veio. Faço aqui meu balanção do SPFW.

Neon: o melhor do mais do mesmo. Lindo demais
Numa análise geral (incluindo Rio), senti falta de ser surpreendida. Claro, são tempos de crise e todos estão se agarrando ao que sabem fazer de melhor, daí a falta de novidades. Mas, mesmo assim, o “safe” poderia ter sido (mais vezes) emocionante, como fez a Neon no brilhante encerramento do evento, em seu desfile-show com perfume de apresentação de coleção dos anos 40, 50. Roupas? As de sempre. A seda, os pareôs, as estampas. Uma novidadezinha aqui, uma mudancinha acolá. Mas é a mesma Neon que já conhecemos – e nem por isso o desfile é booooring.
Falou-se muito na falta de tendências onipresentes, em uma moda que respeita mais o estilo de cada um – uma lebre que começou a ser levantada pela Gloria na temporada internacional de inverno, se não me engano. Na verdade, o que se vê é que temos, sim, muitas opções, tanto de macrotendências (sexy 80’s, fetiche, étnico, japonismo, futurismo, grunge…), quanto de micro (carrot pants, alfaiataria, ombros marcados, barras dobradas, jeans do namorado, pretinho básico…), mas elas aparecem de forma mais democrática agora – até porque é hora de fazer investimentos seguros, naquilo que você tem certeza que vai ter retorno garantido. Comprar o que vai durar apenas uma estação, no caso… é roubada.
Abaixo, listinhas do meu best of:

Osklen, Huis Clos, Animale, Alexandre Herchcovitch: minhas preferidas
MELHORES COLEÇÕES
Alexandre Herchcovitch – Só ele para criar visuais altamente poluídos (paetês, estampas, babados, listras, silhueta ampla e mesmo assim seca) e, uau, de leveza ímpar.
Huis Clos – Porque a mulher intelectualizada não precisa ser assexuada. Ponto para os microcomprimentos, os decotes, as luvas e as peles fake.
Animale – Coleção forte, com personalidade, como o caminho que Priscilla Darolt vem trilhando na moda.
Osklen – Pela capacidade de usar o material mais banal do mundo (moletom) e sair (como numa explosão) do lugar comum.
TEM QUE TER (em ordem alfabética)
Bombacha bordada (Haja presença!, da Forum)
Boyfriend’s jeans (para usar com a barra dobrada, da Ellus)
Calça de alfaiataria (Cori)
Carrot pants (as da Extra são ótimas)
Paletó de ombros marcados (na Iódice)
Pretinho sexy-glam (na Huis Clos, viva!)
Uma peça cinza mescla (Osklen, of course)
Uma peça de paetês (Herchcovitch tem ótimos tops, vestidos e, para as mais corajosas, leggings)
Vestido fetiche (sexy-Forum)

Para terminar pelo fim em si, deixo vocês com a foto acima, de Sergio Caddah, da maior explosão de alívio e felicidade com que fomos presenteados no encerramento do evento: chuva de bolas coloridas e papel picado ao som de Alegria, Alegria. The end, com lágrima nos olhos.
(fotos: Agencia Fotosite)
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Crítica de moda, Desfile, Fashion Rio, SPFW, Sem categoria Tags: Alexandre Herchcovitch, Animale, Huis Clos, Neon, Tem que Ter