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Arquivo da Categoria Fashion Rio

05/07/2009 - 19:13

RESUMÃO DA TEMPORADA? VEJA PRIMEIRO NA FTV!

Tem gente me cobrando o balanção da temporada de verão 2010 aqui no blog. Não, não esqueci totalmente desse tema. Muito pelo contrário. Só tenho pensado – e feito! – isso nos últimos dias. É que estou trabalhando nos especiais Semanas de moda verão 2010 SPFW e Fashion Rio para a Fashion TV Brasil. A ideia é fazer um panorama do que foi cada um dos eventos, além de mostrar as principais tendências e traduzir, com os looks de passarela, como usa-las na vida real.  O do Rio vai ao ar na quinta, dia 9, às 21h30. O do SPFW, qinta dia 16, mesmo horário

Preciso explicar que vou ficar meio monotemática aqui no blog, vocês vão reparar. Fashion TV, FTV, FTV… Sorry! Mas é que estou mesmo C-O-M-P-L-E-T-A-M-E-N-T-E envolvida com meu novo job! Estou lá, aprendendo, fuçando, inventando, errando, acertando. Tudo isso para que, lá na frente, vocês possam ficar tão envolvidos quanto eu com o canal. Working hard!

Assim que eles forem ao ar, posto aqui minhas preferências, ok?

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Backstage, Comportamento, Crítica de moda, Desfile, FTV Brasil, Fashion Rio, Maquiagem, Moda, Moda Praia, SPFW Tags: , , , , , , , ,
24/06/2009 - 18:35

NÃO TEM FTV EM CASA? VÊ NA INTERNET!!

Hi!

Estou de volta, cansada da pauleira das temporadas de moda (TV dá muito, muito, muito mais trabalho que revista, gente!), mas animadíssima para voltar a bombar o Prataporter, que ficou abandonado enquanto eu arrumava a casa aqui no meu novo desafio, à frente da Fashion TV Brasil.

Falando nela… Muita gente reclama que estamos num plano muito alto na NET (o TOTAL, para ser bem exata, no canal 95). Well, well, quem ainda não assinou, ou não tem SKY (canal 31), notícia boa: toda a cobertura da FTV BRASIL durante as semanas de moda está aqui! Vai já pra lá ver o que a gente fez e depois em conta o que você achou.

Do lado de cá, posso dizer que terminei a temporada felicíssima com o resultado. Fizemos 42 matérias de 2 minutos (18 no Rio, 24 em São Paulo), que entraram como pílulas espalhadas pela programação (ainda estão no ar, de hora em hora!). No Rio, Ellen Jabour (que apresenta o programa Estilo Brasil) fez as pautas de entretenimento, e eu, o jornalismo de moda, com análises dos desfiles. Em SP, ganhamos reforço de peso com as apresentadoras Carla Fiorito (do FTV News), Carla Lamarca (MAG) e Barbara Thomaz (Glam) e de três convidados mais que especiais: Otto, Fernanda Takai e Pitty, que deram o que falar nos corredores da Bienal.

A direção da operação foi da Zulu Filmes, sob o comando do Hugo Prata. O time Turner/Zulu, afinadíssimo, mandou muito bem, sou só elogios a toda a equipe. E também ao meu chefe e diretor do canal, Daniel Conti, que me autorizou a fazer tudinho o que eu quis!!! Thanks, dear.

Bom, daqui a pouco eu volto e conto mais. Por enquanto, vai lá!

Bjbj.

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Backstage, Comportamento, Crítica de moda, Desfile, Fashion Rio, Maquiagem, Moda, Moda Praia, Modelos, SPFW, Styling, vídeo Tags: , , , , ,
28/01/2009 - 20:22

BALANÇO GERAL: SPFW INVERNO 2009

Demorou, mas veio. Faço aqui meu balanção do SPFW.


Neon: o melhor do mais do mesmo. Lindo demais

Numa análise geral (incluindo Rio), senti falta de ser surpreendida. Claro, são tempos de crise e todos estão se agarrando ao que sabem fazer de melhor, daí a falta de novidades. Mas, mesmo assim, o “safe” poderia ter sido (mais vezes) emocionante, como fez a Neon no brilhante encerramento do evento, em seu desfile-show com perfume de apresentação de coleção dos anos 40, 50. Roupas? As de sempre. A seda, os pareôs, as estampas. Uma novidadezinha aqui, uma mudancinha acolá. Mas é a mesma Neon que já conhecemos – e nem por isso o desfile é booooring.

Falou-se muito na falta de tendências onipresentes, em uma moda que respeita mais o estilo de cada um – uma lebre que começou a ser levantada pela Gloria na temporada internacional de inverno, se não me engano. Na verdade, o que se vê é que temos, sim, muitas opções, tanto de macrotendências (sexy 80’s, fetiche, étnico, japonismo, futurismo, grunge…), quanto de micro (carrot pants, alfaiataria, ombros marcados, barras dobradas, jeans do namorado, pretinho básico…), mas elas aparecem de forma mais democrática agora – até porque é hora de fazer investimentos seguros, naquilo que você tem certeza que vai ter retorno garantido. Comprar o que vai durar apenas uma estação, no caso… é roubada.

Abaixo, listinhas do meu best of:


Osklen, Huis Clos, Animale, Alexandre Herchcovitch: minhas preferidas

MELHORES COLEÇÕES
Alexandre Herchcovitch – Só ele para criar visuais altamente poluídos (paetês, estampas, babados, listras, silhueta ampla e mesmo assim seca) e, uau, de leveza ímpar.

Huis Clos – Porque a mulher intelectualizada não precisa ser assexuada. Ponto para os microcomprimentos, os decotes, as luvas e as peles fake.

Animale – Coleção forte, com personalidade, como o caminho que Priscilla Darolt vem trilhando na moda.

Osklen – Pela capacidade de usar o material mais banal do mundo (moletom) e sair (como numa explosão) do lugar comum.

TEM QUE TER (em ordem alfabética)
Bombacha bordada (Haja presença!, da Forum)
Boyfriend’s jeans (para usar com a barra dobrada, da Ellus)
Calça de alfaiataria (Cori)
Carrot pants (as da Extra são ótimas)
Paletó de ombros marcados (na Iódice)
Pretinho sexy-glam (na Huis Clos, viva!)
Uma peça cinza mescla (Osklen, of course)
Uma peça de paetês (Herchcovitch tem ótimos tops, vestidos e, para as mais corajosas, leggings)
Vestido fetiche (sexy-Forum)

Para terminar pelo fim em si, deixo vocês com a foto acima, de Sergio Caddah, da maior explosão de alívio e felicidade com que fomos presenteados no encerramento do evento: chuva de bolas coloridas e papel picado ao som de Alegria, Alegria. The end, com lágrima nos olhos.

(fotos: Agencia Fotosite)

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Crítica de moda, Desfile, Fashion Rio, SPFW, Sem categoria Tags: , , , ,
15/01/2009 - 23:58

VIRZI

“Estou em busca de uma consumidora mais jovem”, me disse Marcela Virzi ao passar aqui no lounge depois do desfile, inspirado na arquitetura contemporânea e no trabalho do artista Matthew Barney. Minha resposta? Acertou em cheio. Os looks finais, com vestidos tricolores com recortes gráficos e detalhes em lamé, foram dos mais acertados até agora neste Fashion Rio. Tem a pegada oitentista da temporada, sem se levar muito a sério, e devem estampar editoriais das principais revistas de moda Brasil afora. Menos “jovem” (ou mais careta, leia como quiser), o começo da apresentação peca pela repetição, mas, mesmo assim, traz boas peças para o guarda-roupa de sua fiel consumidora, que vai limpar seu estilo neste inverno, se livrando dos excessos de outras estações.

(fotos: erikapalomino.com.br)

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Crítica de moda, Desfile, Fashion Rio Tags:
15/01/2009 - 23:55

CANTÃO

E lá vem mais um étnico nas passarelas deste fashion rio, que estou chamando de “World Fashion Rio” – uma brincadeira com o termo world music, já que, além dos anos 80, um étnico sem passaporte definido tem aparecido por aqui (já vimos Índia, China, índios, caubóis…). No Cantão, esse mix traz referências dos índios apache, dass bombachas gaúchas, dos índios brasileiros, numa coleção ora deliciosa (vide o vestido que fecha o desfile, em Michele Alves), ora muito literal (difícil separar peças de alguns looks sem ficar fantasiada de indiazinha). Mesmo assim, ponto para o Cantão, que agrada em cheio a consumidora jovem, que adora uma gracinha na hora de se vestir.

(fotos: erikapalomino.com.br)

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Crítica de moda, Desfile, Fashion Rio Tags:
15/01/2009 - 23:54

CLAUDIA SIMÕES

Claudia Simões tem mais de 30 anos de moda, mas acaba de estrear no Fashion Rio. A maturidade criativa e comercial e o conhecimento de sua clientela ficam claros no primeiro desfile da estilista carioca, desenvolvido em parceria com Luciano Canale, da Sta. Ephigênia. Inspirada nos azulejos portugueses, a coleção é um closet pronto para a working woman atual. Bons tops estampados, camisas lisas, saias retas, calças de alfaiataria (jurei que ia tentar não falar mais das carrot, mas é impossível). Sempre num mix bem equilibrado entre peças lisas (o azul klein é lindo, lindo) e estampadas com motivos “azulejais” (rs). São bons também os maxicolares de quadradinhos de madeira, que garantem pitada extra de charme aos looks.

(fotos: erikapalomino.com.br. Xe, ponho geralmente uma só porque a internet aqui é muito lenta, então dois looks = tempo dobrado… Mas, em sua homenagem, seguem os dois looks!)

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Crítica de moda, Desfile, Fashion Rio Tags:
15/01/2009 - 12:55

MARIA BONITA EXTRA

É a primeira vez que a marca carioca trabalha com a alfaiataria e é justamente dela que saem os melhores momentos do inverno da grife, intitulado “rock realeza” e inspirado em uma princesa transgressora. O look de abertura, todo em nude, é chique, despojado e altamente desejável – as carrot pants, já hit absoluto da temporada, estão nele. Os vestidinhos estampados e românticos que são marca-registrada da Extra estão ali também, mas é um gostoso mix and match de outras peças que faz a diferença agora. Bermudas, camisas sequinhas, casaquetos, tops justos. A fiel consumidora da marca vai ter mais opções para se vestir bem nesse inverno – e são tão boas que a grife não precisava, definitivamente, ter levado para a passarela o macacão-paletó desenhado muito recentemente por Stella McCartney (essa, sim, a mãe da nova alfaiataria). Inseguranças nacionais à parte, a coleção tem tudo para vender bastante nas lojas da Extra Brasil afora.

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Crítica de moda, Desfile, Fashion Rio Tags:
15/01/2009 - 12:49

FILHAS DE GAIA

A grife que faz os vestidos de festa de dez entre dez descoladas cariocas partiu dos vitrais das igrejas góticas para criar seu inverno. De lá saem uma estampa e, principalmente, as cores da coleção: preto, branco, amarelo ovo, azul royal, azul petróleo. A referência, entretanto, é desnecessária, uma vez que vestidos de festa são vestidos de festa e ponto. O que faz a diferença aqui é a mescla da atitude transgressora (o styling, com olhos pretos e cabelos bagunçados, é crucial) com elementos luxuosos que fazem uma peça ser, enfim, “para a noite”. Tecidos nobres (tafetá de seda, por exemplo), detalhes de peso (drapeados em peças justíssimas), visual luxo. A coleção é forte, mas peca pelo exagerado perfume 80 (ombros marcados, coloridos metalizados, tubinhos colantes ou saias amplas). A moda agora olha para aquela época, mas pede uma releitura mais light. Algumas gotas apenas teriam dado o toque necessário. Novidade: a Filhas de Gaia nunca feito longos. O preto usado por Leticia Birkheuer, apesar de já muito visto por aí, funciona na passarela – ou red carpet? – carioca.

(fotos: erikapalomino.com.br)

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Crítica de moda, Desfile, Fashion Rio Tags:
15/01/2009 - 12:46

TESSUTI

Vamos combinar que se inspirar em um estilista não é a melhor maneira de começar uma coleção, a não ser que ele já esteja no passado da moda. Mesmo assim, Valentino (ok, ele se aposentou recentemente, mas mesmo assim…) é a principal referência do inverno da Tessuti, que busca no trabalho do criador italiano os vestidos longos e esvoaçantes, as saias texturizadas, o vermelho intenso, os laços e as flores. Apesar do tema complicado, a coleção é forte, elegante, conversa perfeitamente com a consumidora da grife. A primeira parte do desfile, com looks monocromáticos em preto, mescla a austeridade do momento (são tempos de crise, afinal) com a sensualidade que a moda pede. As jóias usadas por cima das peças funcionam bem como brilho único e poderoso nas produções, adicionando luxo a peças clássicas como saias-lápis, camisas sequinhas e vestidos rendados.

(fotos: erikapalomino.com.br)

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Crítica de moda, Desfile, Fashion Rio Tags:
13/01/2009 - 12:15

MELK ZDA


Desde que fui ao ateliê do estilista pernambucano, em Recife, e pude ver, ao vivo, seu processo de criação, que sou fã incondicional de Melk Zda (eu sei, já disse, você já sabe… não custa refrescar a memória). Ele é dos poucos criadores que conheço que de fato… cria. Contraditório? Nem um pouco. Muitos estilistas de hoje tem um faro muito mais comercial que criativo – e, atenção, isso não é ruim, não, é só diferente do que Melk e uns poucos ainda fazem. Ele fica lá, no mundinho dele, desenhando, testando, pensando, tentando. Esse processo, aliás, tem jogado mais contra que a favor de Melk ultimamente (ele perdeu a sócia investidora, quase não vende suas peças e rala, mas rala MUITO pra levantar um desfile na semana de moda carioca). O fato é que suas coleções são sempre muito fortes e ele já conseguiu imprimir sua marca registrada (as texturas, nervuras, volumes) na moda. Para o próximo inverno, esse trabalho vem inspirado no Chapeleiro Maluco, de Alice no País das Maravilhas – o que não quer dizer muito, já que para um bom criador, meia referência basta (traduzindo: nada ali é óbvio). Senti falta de uma única coisa: as peças são ricas e detalhadas demais para serem vistas de tão longe. Uma passarela mais fininha resolveria o problema.

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Crítica de moda, Desfile, Fashion Rio Tags:
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