18/12/2008 - 11:32
Tô aqui com um sentimento mix de raivinha com felicidade. Tinha preparado um post de fim de ano para falar de identidade de moda brasileira e, ao abrir a revista Moda, da Folha de S.Paulo, me deparo com o editorial do Alcino, com uma linha de raciocínio bem parecida com a que eu faria. Claro, o assunto não é novo e tudo isso já foi falado. Foi, aliás, exaustivamente discutido no Pense Moda. Mas é bacana que essa discussão exista sempre. Então vamos lá.
Alcino escreve que a tal da identidade brasileira é hoje uma questão de marketing: “Para se distinguirem no mercado global, marcas não hesitam agora em adotar variados estereótipos sobre um tal de ‘Brazilian lifestyle’, sintetizados no clichê-rei que nos define como seres que levam uma vida muito sensual, colorida e descontraída num eterno verão à beira-mar.” Essa história de ficar numa eterna busca da identidade brasileira sempre me incomodou. Concordo com Alcino que ficar procurando enfiar o lifestyle brasileiro em tudo o que fazemos, só porque esse ideal vende bem lá fora, é o fim.
Mas o principal ponto que passa pela minha cabeça quando se fala dessa busca de identidade brasileira é que a moda lá de fora (a francesa, a americana, a italiana e a inglesa) se formou em épocas em que não existia essa troca tão grande de informações entre países. As referências não eram as mesmas, a mão de obra era local, as especialidades eram muito particulares de cada país. Cada um deles formou, por tanto, uma identidade própria, “isoladinhos” em seus territórios.
Já a moda brasileira se formou muito recentemente, “ao contrário da literatura e das artes do País, que se defrontaram com a questão de sua identidade nacional desde o século 19 até meados do 20”. Somos adolescentes. Adolescentes de uma era global, digital, conectada. Recebemos a mesma informação, minuto a minuto, que criadores e profissionais de moda do mundo todo. Ouvimos as mesmas músicas, assistimos aos mesmo filmes, lemos os mesmos jornais, comemos a mesma comida… vestimos as mesmas roupas, afinal (e aqui, atenção, não estou falando de cópias. Estou falando de desejos e vontades). Difícil, muito difícil, formar uma identidade estando tão fundido, amarrado, envolvido com o mundo todo. Por isso que a frase “moda brasileira é a moda feita no Brasil” faz muito sentido aqui.
Mas, calma. Não é que o mundo é pasteurizado, nada mais vai ser autoral e único e vamos sair por aí todos vestidos de jeans e camiseta branca. Essa identidade vai aparecer, aos poucos. Lá na frente vamos entender, afinal, qual é a cara da moda brasileira. Mas estejam preparados para descobrir, quem sabe, que talvez ela não seja “muito sensual, colorida e descontraída num eterno verão à beira-mar”. Deixemos que ela mostre a cara, antes de darmos uma cara a ela.
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Comportamento, Crítica de moda, Moda
Tags: Alcino Leite Neto, Identidade brasileira
14/12/2008 - 20:01
Devia ser proibido postar uma coisa tanto tempo depois dela ter acontecido, eu sei. A função do blog é justamente ser rapidinho e imediato. Mas… não deu, sorry. Então meu post com “the best of” da Casa de Criadores vai hoje mesmo.
Antes de mais nada, preciso comentar o sucesso da Casa de Criadores TV. Gente, foram mais de 80 mil acessos durante apenas três dias de evento e hoje, domingo, o contador já passou os 128 MIL acessos. Para um produto que até semana passada nem sequer existia, isso é coisa para caramba. Prova de que tem aí um gap GIGA para ser preenchido por quem quer falar de moda com imagem em movimento!
Dito isso, vamos aos desfiles. Antes do evento, disse que estava curiosa para ver as coleções de Ianire Soraluze e João Pimenta. De fato gostei bastante dos dois.

Foi bom finalmente conhecer o trabalho da Ianire, que foi indicada ao Prêmio Moda Brasil sem o povo saber quem era. (OBS: também foi engraçado descobrir que ela é catalã – gente! Prêmio Moda BRASIL para uma catalã… isso pode?). Enfim, na Casa de Criadores isso pouco importa. E isso é o que importa. Ianire tem uma pegada bem européia em seu trabalho. Seu inverno vem com muitas pantalonas de lã, cardigãs de tricô e uma cartela de marrons, off white e laranja, um ótimo tônico para levantar os looks. A coleção é elegante, bonita de ver.

Do João, que faz moda masculina (não é lá minha melhor área…), me limito a dizer que é BEM legal quando vemos um neoestilista (ok, regis, ele não é tão ‘neo’ assim, mas para o grande público, é!) que cria uma imagem de moda bem amarrada. Muitas vezes o que vemos na passarela de uma jovem marca é uma confusão de propostas, estilos, silhuetas. Não é o caso de João, que apresentou uma coleção fechadíssima – da cartela (menos é mais) à silhueta, da escolha dos modelos à direção de cada um deles em cena (repararam como os braços abertos mudam completamente a proporção do corpo?). Ponto pra ele. Para uma crítica mais fundamentada, leiam o texto do Sylvain.
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Crítica de moda, Desfile, vídeo
Tags: Casa de Criadores, Ianire Soraluze, João Pimenta, TV Casa de Criadores
03/12/2008 - 12:19
O texto abaixo, escrito pelo antropólogo Hermano Vianna, chegou até mim via Nana Caetano, que recebeu da pesquisadora de moda Rosana Preciosa. Ele foi escrito em 2003, mas faz sentido até hoje (e acho que cada vez vai fazer mais) – e deve ser lido, compreendido e pensado, sempre, por todo mundo que “mexe com modas”. Ta aqui (é longo, mas vale a pena. Garanto):
“Nos últimos anos, não é mais possível andar pelas ruas de Londres sem se deparar, em todos os lugares, com uma loja de sanduíches da cadeia Prêt-A-Manger, recinto de look pós-moderno onde podemos ter toda uma nova experiência fast-alimentar. As massas do mundo “desenvolvido” se sofisticaram demais para continuar consumindo hamburgers e coca-colas, mesmo quando estão com pressa. Não fica bem, nem um pouco bem, serem surpreendidas num McDonald’s, que não contente de ter fama de gerador de enfartes ainda é acusado de destruidor de florestas tropicais. Além disso, essas massas já foram doutrinadas a gostar de rúcula, tomate seco e capuccino – portanto seus novos paladares não admitem mais aqueles sabores rudes que um dia encantaram a sociedade de consumo em seus tempos primitivos, pré-digitalizados e pré-globalizados.
Ser massa hoje, num país de primeiro mundo, é bem mais complicado. Nada de prazeres fáceis e vulgares, nada de indústria cultural, nada de gostar do que é igual para todos. Agora todo mundo tem que ter personalidade e bom-gosto – sempre definidos por seu padrão de consumo. O produto de massa contemporâneo vem com outra embalagem, para fingir que não é de massa, para aparentar que foi feito só para você, consumidor especial que sabe o que quer, e que para comprar o que quer tem que exercitar o tempo todo o seu sagrado direito da escolha – escolhendo sobretudo algo que o distingue dos outros mortais e atua como seu passe VIP para fora do tão-mal-falado-lugar-comum. Ninguém mais quer estar em nenhum lugar comum, todo mundo quer ser diferente, e ser diferente é chique.
Portanto, o novo McDonald’s é o Prêt-A-Manger, até porque a cadeia da nova fast-food foi mesmo comprada pelo McDonald’s. Mas é uma fast food envergonhada, que salpica tudo – da decoração à bandeja – com “estilo” e “filosofia”. Logo na vitrine, ou na home do web site, quem entra lê: “Nós percorremos distâncias extraordinárias para fugir dos obscuros aditivos, preservativos e agentes químicos comuns na maioria da “fast” food “prepared” que está no mercado hoje em dia.” O aviso “filosófico” ainda diz que todos os ingredientes contidos nos sanduíches e nas bagettes (é claro…) chegam frescos nas lojas todos os dias, e os sanduíches e as bagettes (é claro…) não comidos naquele mesmo dia são doados para instituições de caridade.
Fico imaginando os mendigos, que também são sofisticados no primeiro mundo, escolhendo entre um Crayfish and Avocado Salad e um Black Pepper Chicken on Bloomer Bread, que podem ser servidos nas opções Nut Free, Sesame Free, Dairy Free, ou GM Free (GM Free, para quem não sabe – como eu não sabia, significa que o sanduíche não contém nenhum ingrediente Geneticamente Manipulado, isto é, nada de soja ou milhos transgênicos nem nenhum de seus derivados). Para facilitar também as escolhas dos sem-teto britânicos – e agora também de Nova York, Hong Kong, Tóquio e breve de todas outras cidades “desenvolvidas” do mundo – as embalagens contêm informações sobre valores de proteínas, de fibras, de gorduras (saturadas ou não), de carboidratos (dentre eles a quantidade de açúcares). Um educado lembrete diz que “já que quase todos os produtos Pret são feitos todos os dias a partir de ingredientes frescos os valores nutricionais são apenas médias.” Assim a empresa evita também que algum mendigo, ou consumidor elegante, a processe no futuro alegando que na sua bagette havia 2% mais carboidratos do que os “propagandeados”.
Ao ver tanta opulência numa simples lanchonete não pude deixar de suspirar pensando no meu querido e coitado Terceiro Mundo. Aquilo tudo pode existir ali porque em algum lugar do mundo não existe nada parecido. Isso é matemática de primeiro grau. O planeta não tem recursos suficientes para proporcionar esse padrão de consumo de massas para todas as suas massas. A Terra se esgotaria com quilômetros de plantação de rúcula orgânica de perder de vista e toneladas de tomates limpinhos (de preferência lavados com água mineral Evian…), secando ao sol para depois serem tratados com azeite extra-virgem preparado artesanalmente… (Isso para não falar nos direitos trabalhistas nível comunidade européia que são pagos para quem prepara cada sanduíche daqueles todos os dias!) Não cabe no mundo isso tudo para todos. Não que não fosse bom caber. Mas não vai ter Fome Zero mundial que, nas atuais condições tecno-científicas da engenharia agronômica, vá produzir riqueza o bastante para alimentar o desejo de Crayfish e Avocado Salad (com molho thai, por favor) de toda a população do mundo, se ela vier a desejar tal coisa (como periga desejar se esse estilo de “sofisticação” continuar a se alastrar nessas proporções epidêmicas – como têm se multiplicado assustadoramente, por exemplo, as máquinas italianas de fazer café).
Isso porque estou falando “só” de comida. Imagine que espaço sobraria no mundo se todo mundo tivesse uma casa do tamanho e da “sofisticação” do tipo das que aparecem na Caras ou na Wallpaper (nada contra a Caras… nada contra a Wallpaper…) Ou como seria o trânsito de uma cidade como São Paulo, e os níveis de petróleo no mundo, se todo mundo pudesse ter, como todo mundo parece desejar por razões para mim inexplicáveis a não ser por mero exibicionismo, um Hummer personalizado. Tudo bem, dizem que o carro é bom, dos melhores, já foi testado em guerras no deserto… Eu acredito em propaganda militar e marketing… Mas quem precisa mesmo dele? Quem, em sã consciência, trocaria um bom sistema transporte público por esses dinossauros – sofisticadíssimos, eu sei – cibermecânicos? Mas todo mundo, na hora H, troca a briga por um bom transporte público por um carro vistosão e grandão (coitados dos estacionamentos), se lixando para o mundo, para os outros. E cada vez massas maiores têm acesso a esses bens e vão se empanturrar com tanta sofisticação. Assim caminha o capitalismo, e o fim da história, não é mesmo? Outro mundo é possível? Só se tiver casacos da Burberry para todos, ou relógios Bulgari para todos? Não precisa tanto: mesmo churrasco no domingo para todos já faria um estrago danado.
Tudo bem. Não quero estragar o domingão de ninguém. Todo mundo é filho de Deus, merece ter tudo do bom e do melhor que até hoje só poucos tiveram. Mas a que custo? E porque todo mundo precisa mesmo desse tipo de “bom e melhor”. Não há outros “bons e melhores” bem diferentes disso que hoje as massas parecem desejar? Não vou propor nenhuma patrulha ecopolítica radical para o bem da humanidade. Mas não consigo deixar de achar que o mestre Agostinho da Silva estava coberto de desafiadora razão quando escreveu querendo algo bem distinto disso tudo:”Mas eu quero ver o primeiro homem que não deseja coisa nenhuma! Nunca fazemos treino para isso e, pelo contrário, todo mundo está organizado [...] para desejar alguma coisa mesmo quando não deseja. [...] Quer dizer, o mundo, na fase atual, está continuamente a semear desejos em nós, sendo esse um dos pontos mais importantes do mundo – como é então que podemos chegar a uma economia que não semeie em nós o desejo, mas sim a quietação e não a inquietação”. Grande questão, talvez a maior de todas: por que economia tem que ser inquieta por definição?
Agostinho da Silva não era bobo. Ele sabia que foi a partir desse tipo de desejo que todo um parque industrial foi construído para produzir tantas coisas, e que é só por causa desse avanço tecnológico que podemos hoje pensar numa alternativa “quieta”. Sei que a pregação desse quietismo solidário soa ingênua, comunista, franciscana, reacionária (contra o “progresso”), moralista ou mesmo obscurantista. Parece um sonho do “vamos nos dar as mãos agora e trocar o luxo de poucos pelo simples e necessário para todos.” Só uma mudança tremenda de mentalidade (Agostinho da Silva esperava o Quinto Império, com o Espírito Santo nos iluminando…), da concepção de “desenvolvimento” (para o Brasil se “desenvolver” precisamos mesmo derrubar as florestas e plantar soja?”), ou mesmo da natureza humana, poderia colocar em cheque essa cruel máquina de fabricar inveja, eterna insatisfação e desejos sempre maiores? Desejos por quê? Por uma bolsa Louis Vuitton?!!!
Também acho que não sou totalmente bobo. Consigo evidentemente admirar a beleza de uma bolsa Vuitton desenhada por Takashi Murakami. Acho bacana, bem potlach, que alguém gaste tanto dinheiro para comprar essa bolsa – adoro ver gente queimando dinheiro, quanto mais dinheiro melhor. Mas também sei que o mundo poderia viver muito bem sem essa bolsa (ou que o preço de uma bolsa boa e bonita poderia ser infinitamente mais barato), e não seria um lugar menos interessante por isso. E então não consigo evitar de sempre ver que há algo de podre (a tal cruel máquina de reprodução de inveja, insatisfação e também humilhação) na bolsa Murakami, no sanduíche do Prêt-A-Manger (por mais frescos que eles sejam), ou na hipnótica branquidão dos lençóis de algodão egípcio do Hotel Fasano (isso para não falar no assento térmico da privada do Emiliano).
Sempre vai ter alguém que tem mais, ou vai ter um produto novo – e glamurosamente caro – que você não tem e não pode ter (e o fato de você não precisar ter não tem a menor importância, quando o desejo de ter é o que move tudo). Um restaurante de luxo vai ter que sofisticar e encarecer sua culinária se quiser se manter “acima” dos fast-food sofisticadíssimos que o sucesso de massa do Prêt-A-Manger e do café italiano apenas anuncia de forma tímida e canhestra (ninguém realmente “sofisticado” come no Prêt-A-Manger). Com as massas do primeiro mundo cada vez ganhando mais dinheiro, uma loja como a Prada vai ter que aumentar constantemente e astronomicamente seus preços a cada estação se quiser manter o interesse de uma clientela que compra não produtos mas sim exclusividade, aquilo que todo mundo não pode comprar. Pois sem exclusão, nada disso existiria: se uma roupa é usada por qualquer um, ela necessariamente – no regime de moda no qual vivemos – perde o seu charme. E assim por diante: se todo mundo puder comer nesse restaurante, dormir nesse hotel, viajar nessa primeira classe, todo esse mundo desmoronaria. É preciso deixar sempre gente de fora para a festa da sala VIP ser animada.
O que estou pregando então? Uma comunidade hippie globalizada? Uma nova revolução cultural maoísta? Pretinhos básicos, e nada mais, para todas as moças? Nada disso parece ter dado muito certo, não é? Porque todo mundo está ficando cada vez mais louco ao consumir e não há – até segunda ordem – plano de fuga no shopping center planetário (fugir para onde? até em Cuba as pessoas se jogam no mar revolto só para fazer compras em Miami… e mesmo no Butão, que não tinha TV até os anos 90, agora já tem internet…). Então esta é minha única maneira de terminar este texto com um elegante otimismo: quero apenas menos, um pouquinho menos. Vocês que são brancos, e precisam realmente comprar isso tudo, que se entendam. Não vou nem concluir dizendo que tudo isso me parece um pouco cafona (o que seria muito óbvio – até porque eu gosto de brega!), não vou nem insinuar que não é mais nem um espetáculo interessante contemplar o barulho produzido por tanta insatisfação (e acho que mesmo estratégias situacionistas de desconstrução desses desejos apenas aumentam o barulho, e a quantidade de coisas e ações que atravancam o mundo…) Como diz o Wado, numa canção que adoro: eu vou ficar quietinho, eu vou ficar no meu canto. Talvez essa seja a atitude mais radical.”
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Comportamento
Tags: Consumo, Desejo, Hermano Vianna, Luxo
02/12/2008 - 15:12

Mais uma prova de que os vídeos de moda na internet vieram para ficar: na semana que vem entra no ar a Casa de Criadores TV, projeto de André Hidalgo, diretor do evento; Paula Limena e Renata Zitune, da agência de branding Imageneer; e de Richard Luiz, da Protótipo Filme. A idéia é, durante a edição de inverno 2009, abastecer o site (www.casadecriadores.com.br) com vídeos de desfiles, entrevistas com os estilistas e bate-papos que vão rolar in loco, durante os dias de CDC.

Mario Francisco é um dos entrevistados por mim no Prata da Casa
As entrevistas, como você vê nas fotos, foram feitas por mim, e o nome do “programa” não poderia ser melhor: Prata da Casa! Adorei o convite do André e da Paula – sinal de que o povo tem gostado do Pratv. Gravamos todas as conversas (t-o-d-a-s… das 8h às 20h) neste sábado, no espaço da Imageneer, ali na Alameda Franca. Foram três ou quatro perguntas para cada marca, sempre focadas na coleção de inverno ou em características do trabalho dos estilistas. O segundo programa da TV vai ser um talk show, com Erika Palomino de entrevistadora, gravado durante os três dias do evento (vai rolar um estúdio em pleno Shopping Frei Caneca).

Eu, Richard e André, no cenário do programa, na Imageneer
Foi bem legal trabalhar com o Richard (que é fera em moda e vídeo – ele assina todas as vinhetas do SPFW e é diretor da SPFWTV) e com sua equipe, bem profissa. Mas o que mais gostei mesmo foi que pude ter um contato maior com cada um dos participantes da Casa – a grande maioria eu não conhecia pessoalmente. Adorei, por exemplo, saber quem era, afinal, Ianire Soraluze, indicada ao Prêmio Moda Brasil como estilista revelação. Ela é espanhola, casada com um brasileiro, e vai fazer uma coleção que mescla elementos bem femininos com outros militares. Quero ver. Também estou curiosa para conhecer a coleção da Der Metropol, de Mario Francisco, fã de Alice in Chains; e o masculino rebuscado de João Pimenta, que vai trabalhar com elementos bem femininos em suas peças.
Bom, assim que a TV entrar no ar eu aviso. Depois do evento, ela pára um pouquinho, mas todo o arquivo continua online. E na próxima edição tem mais – “com ou sem migo”, tomara que continue por muitas outras temporadas!
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Backstage, Comportamento, Crítica de moda, Desfile, Moda, vídeo
Tags: André Hidalgo, Casa de Criadores, Imagenner, Inverno 2009, Paula Limena, Richard Luiz