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18/11/2008 - 14:07

PENSANDO MODA

Voltando agora do Pense Moda, que rola até amanhã no Centro Britânico (Rua Ferreria de Araújo, 741, Pinheiros). Daniela Falcão, diretora de redação da Vogue, participou da mesa “Criatividade para vender: como conciliar liberdade de criação com as necessidades comerciais de marcas e veículos”, ao lado dos fotógrafos André Passos, Bob Wolfenson e Daniel Klajmic; das stylists Chiara Gadaleta e Letícia Toniazzo; e dos editores Alcino Leite Neto (Folha de S.Paulo), Erika Palomino (Key), Paulo Martinez (Mag!) e Susana Barbosa (Elle).

Debate interessante este: até que ponto dá para criar, até que ponto as revistas precisam vender e seguram as asinhas de fotógrafos e stylists? A conversa começou com a pergunta de Joyce Pascowitch, mediadora da mesa, sobre como é o processo de criação de um editorial. Por onde ele começa? E, a partir daí, muito se falou sobre a moda “comercial” e a moda “conceitual” (fotógrafos querem criar, revistas precisam vender), sobre o Brasil na moda (precisamos mesmo continuar na busca da tal “identidade brasileira”?) e, claro, sobre a cópia (bem menos do que eu imaginei que seria falado, inclusive).

Acho a discussão válida e a melhor colocação de todas, para mim, foi a de Bob Wolfenson, que citou uma matéria na Ana Wintour antes de ela ser editora da Vogue americana, na qual ela discutia esse constante conflito entre as grandes publicações (que querem fazer o melhor, mas precisam vender – revistas e roupas) e os fotógrafos (que sempre querem ir além em suas criações). Ana dizia que lá na frente, os fotógrafos que serão lembrados são justamente os que conseguirem se adaptar à demanda das revistas, mas sempre trazendo coisas novas – um meio termo mais que bem-vindo.

E, sobre a eterna busca da tal “identidade brasileira”, que eu tanto tenho preguiça (acho que temos que nos preocupar em fazer moda de qualidade. A “moda brasileira” nada mais é que a moda produzida no Brasil, desde que seja original), fico, novamente, com Bob: “o Brasil sofre de ejaculação precoce”. Entenderam o recado? Calma, gente. Tenham paciência.

E amanhã tem eu no Pense Moda, na mesa “Novas mídias: a explosão e a importância dos blogs na imprensa contemporânea”, ao lado de Fernanda Resende (Oficina de Estilo), Laura Artigas (Moda Pra Ler), Lulie Macedo (editora da revista “Serafina”, da Folha de S.Paulo), Ricardo Oliveros (Fora de Moda) e Victoria Ceridono (Dia de Beauté). A mediação é de Paulo Borges. Até amanhã! (é às 14h!)

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Comportamento, Crítica de moda, Fotografia, Moda, Styling Tags: , , , , , , , , ,

6 comentários para “PENSANDO MODA”

  1. Campo.Sarah disse:

    Olá Maria,
    acompanho seu blog desde o início. Naquela época que não tinha esse layout todo e já era uma delicinha ler o que você escreve. Mas nunca comentei. Parte por vergonha, parte por achar uma coisa meio besta.

    Mas hoje resolvi comentar. É um post -parabéns pelo trabalho desenvolvido aqui. E se não for o maior abuso já ir te pedindo alguma coisa no primeiro post, será que existe a possibilidade de vc colocar um resuminho da sua palestra aqui no blog?

  2. Xe disse:

    MP, acho admirável e surpreendente que tantas revistas estejam sendo publicadas no Brasil – aparentemente com sucesso – porque no mercado exterior a imprensa (impressa) está passando por maus pedaços. Radar Magazine acabou de fechar, Portfolio só vai ser publicada 10 vezes por ano, Men’s Vogue praticamente acabou, e por ai vai. O mesmo problema com os jornais. Enquanto isso a internet fica cada vez mais poderosa – com as companhias preferindo gastar o din din anunciando os seus produtos online. Sem falar na proliferação dos blogs e websites. Qual seria a explicação para esse fenómeno inverso acontecendo no Brasil? A escassez de computadores? Falta de confiança na internet? De ferias no Brasil, ouvi diversas vezes pessoas falarem “essa coisa de internet” como se a internet fosse um modismo que logo, logo vai passar….

  3. Xe disse:

    “A “moda brasileira” nada mais é que a moda produzida no Brasil, desde que seja original” – hhhmmm essa originalidade não seria exatamente a tal da moda com “identidade brasileira”?

  4. Jivago Campos disse:

    Maria , Por onde anda Regina Guerreiro ? Vc sabe ?

    ;*

  5. [...] de plantão) quem tem cuidado para que o canal tenha uma forte identidade brasileira de moda (a moda feita no Brasil, lembra?), e que consiga falar com muita gente além do “mundinho” – exatamente por isso, [...]

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