PRÊMIO MODA BRASIL

Fiquei bem feliz quando o Prêmio Moda Brasil foi divulgado, no começo deste ano. Eventos como esse estimulam o mercado e fazem a moda crescer automaticamente. Quando os indicados foram anunciados, muita gente torceu o nariz, disse que eram só nomes grandes, que não representavam a moda daquele ano no Brasil. Achei normal. Esta primeira edição era mesmo para isso: premiar “the big names”, gente que vem fazendo a história da moda há muitos anos. A nova geração (que não é pequena, já que estamos em pleno crescimento) ainda tem muito tempo para tomar força, se fazer notar e, aí sim, ganhar (este ou outros que virão) muitos prêmios.
Enfim, tudo isso para dizer que cheguei ao Theatro Municipal ontem muito tranquila, como expetadora. Pronta para assistir aos melhores profissionais da moda serem premiados. Mas quando o prêmio começou e eu, dali da minha cadeirinha, fiquei assistindo ao video de apresentação, com todas aquelas caras conhecidas e queridas aparecendo na tela, fui ficando nervosa, ansiosa, e entendendo que eu e todos que estavam na platéia fazíamos muito mais parte daquilo do que tinha imaginado. E me emocionei em vários momentos ao longo da premiação. OK, sou a maior manteiga derretida do planeta, mas me peguei torcendo pelos meus favoritos, comemorando alguns, lamentando outros. Participei.
Adorei ver o Max Weber recebendo o prêmio de melhor hair stylist. Quando entrei na Vogue, em 2005, ele estava começando a fazer materinhas pequenas por aqui e em 4 anos ele levantou vôo (não foi à toa que ele agradeceu muito ao Giovanni Frasson). Me encantei com o discurso de Daniela Thomas, que recebeu o prêmio de melhor direção de desfile pelo trabalho no verão 2009 da Maria Bonita e falou muito da talentosa (e timidinha) Danielle Jansen. Me emocionei com o Reinaldo dedicando seu prêmio de melhor estilista de moda feminina à sua mulher, Gloria Coelho, que concorria na mesma categoria, e achei a coisa mais generosa a Gloria Kalil agradecer a cada pessoa de sua equipe (de nomes que já passaram por lá aos que acabaram de chegar). Por último, claro, gritei (mesmo. Muito.) quando Patricia Carta subiu ao palco para receber o prêmio da Vogue de melhor revista – a gente trabalha HORRORES aqui, como vocês sabem (meus constantes sumiços dizem muito). Mas fazemos uma revista linda de ver e deliciosa de ler, que há 33 anos preza pela perfeição, nada menos que isso. “Autoridade em moda” é o slogan da Vogue. Natural que esse primeiro prêmio fosse da revista, há quase 4 anos dirigida pela Daniela Falcão (pode ser Furacão também, tamanha a energia que ela põe aqui dentro para que tudo fique desse jeito).
É claro que grandes iniciativas como o Prêmio demoram a se ajustar completamente. Não sou tão Poliana a ponto de achar que foi perfeito. Discordo, por exemplo, do juri ser tão pequeno. Acho que onze pessoas (muitas delas indicadas) é um número muito pequeno para decidir tantas categorias diferentes. Acredito também que é preciso ter uma auditoria para acompanhar (e validar) todo esse processo. E, na minha opinião, a única categoria em que as indicações me pareceram estranhas foi a de novos estilistas. Mas isso é o que acontece quando conselheiros e jurados são, todos, de uma geração anterior aos ditos “novos talentos”.
De qualquer jeito, o saldo é MUITO positivo. Tomara que o Prêmio Moda Brasil chacoalhe o mercado, dê um pontapé na vontade de fazer coisas legais na moda e estimule cada vez mais a moda brasileira. E, para isso, ele tem que durar anos e anos. Que venham os outros.
A lista dos premiados:
Estilista Moda Masculina
Alexandre Herchcovitch
Estilista Moda Feminina
Reinaldo Lourenço
Estilista Revelação
R. Groove – Rique Gonçalves
Coleção Moda Praia
Lenny
Stylist
Felipe Veloso
Desfile do Ano
Maria Bonita Verão 2009 – Direção:Daniela Thomas
Make Up
Duda Molinos
Hair Stylist
Max Weber
Fotógrafo
Bob Wolfenson
Campanha Publicitária
Osklen Inverno 2008 – Direção: Oskar Metsavaht
Modelo Feminino
Raquel Zimmerman
Modelo Masculino
Leo Peixoto
Designer de Acessórios
Francesca Giobbi
Figurinista
Marilia Carneiro e Karla Monteiro por “Os Desafinados”
Veículo – Mídia Impressa
Vogue
Veículo Mídia Eletrônica
Web
Chic
Programa de TV
GNT Fashion – GNT
Jornalista de Moda
Glória Kalil

Sem dúvida é um grande evento, interessante e tudo mais… só que deveriam haver mais categorias e, da próxima vez, nomes menos batidos.
Também espero que apareçam ações como essa seja estimuladas pois da aquela mechida no mercado, também não concordei muito com os indicados, mas com essa explicação até concordo, realmente por ser o primeiro, todo um histórico vem a tona e tudo mais.. Também acho que muittas outras categorias podem ser criadas e espero ver novos nomes, por exemplo esse ano expludiu de novos stylists e os nomes que apareceram nem foram os que mais trabalharam.. mas tudo bem , o giovanni pode, o paulo martinez é uma lenda, e o felipe veloso tb é legal…mas que tem uma nova geração bombando a carreira isso tem sim.
concordo super, maria. foi bem mais legal do que eu achei que ia ser, tava todo mundo feliz (super se divertindo, festchinha ótema) e nos próximos anos é que a gente vai ver a eficácia e o real significado de uma premiação desse tamanho. adorei o post, muito muito bom. =)
Adorei seu post. Coerente e absolutamente verdadeiro. Que venha o próximo Prêmio Moda Brasil e que os concorrentes se empenhem ainda mais ao longo do ano para vencerem.
Nós, que AMAMOS nos vestir , agradecemos penhoradamente a iniciativa!!!
Essa estória de “nome batido” é absurda.
Devem ser indicados os melhores, independente da idade e do aspecto “edgy” de seus trabalhos.
Se Reinaldo Lourenço continuar a ser nosso melhor estilista de moda feminina então, para o bem e reputação do prêmio, deve mesmo ganhar todos os anos.
Ao invés de chochar, quem acha chato ver sempre a mesma pessoa sendo homenageada deveria canalizar essa energia criativa para o próprio trabalho e assim desbancar os “ídolos”.
Meryl Streep é indicada ao Oscar quase todo ano pq é MARA, rsrsrs, então as outras que corram atrás.
Oq me parece de um amadorismo total nessa premiação em especial, isso pra me manter num registro elegante, é o fato de alguns jurados concorrerem ao prêmio.
Me poupe hein, será possível que não existem pessoas aptas a opinar sem que haja esse escandaloso conflito de interesse?
Isso soa como uma piada mas é extremamente grave pq, convenhamos, esse papo de “o importante é competir” só vale pro vestibular que decidirá quem ocupará o vácuo/trono deixado por Madre Teresa de Calcutá.
Todos adoram e querem prêmios e o texto de ontem da Palomino em seu Paloblog não me deixa mentir.
Aliás, pode até parecer ridículo oq ela escreveu mas pelo menos é honesto do ponto de vista humano.
bom o premio foi otimo,moda tem algo haver com polemica e quando isso acontece algo sempre muda!
sobre a premiação em si,achei que eles queriam sei lá dividir o premio entre o rio e sp,sendo que moda é no brasil todo né!
giovanni bianco nã ganhar com a campanha da arezzo foi quase um pecado fashion.
mas o desastre foi felipe veloso ganhar como stylist,a nova geração não deveria ficar pros proximos premios e deveriam premiar a velha guarda da moda brasileira.
foi triste o premio,mas tem tudo pra mudar né!
espero eu.
e sobre a revista vogue ter ganho,quantos premios a revista tem hein??????????????????
kkkkkkkkkkkkkkkkk
arrasou no post gata!
Estava esperando bastante para saber o que você ia falar sobre o prêmio. Vários blogs de moda já falaram e sempre com duras criticas.
Sempre há dois lados, e você mostrou o outro lado lindamente, mas não deixou o premio parecer perfeito.
parabéns pela vogue ter ganho.
Como vai?
Minha primeira participação nos comentários e queria antes de tudo cumprimentá-la por todo seu trbalho e ainda mais, pelo carinho que demostra por tudo o que faz. Carinho e força, há de se ressaltar.
Quanto ao prêmio, o óbvio quase sempre aborrece, mas deve-se reparar que só há propriedade para se aborrecer quando o óbvio é mediocre. Além do mais, os óbvios desta vez não são, nem de longe, mediocres. Quando o óbvio é excelente e mesmo assim causa burburinho, não é tão óbvio assim, não é?
Bisous.
Acho tão curioso que todo mundo fique falando da surpresa/choque que foi o Giovanni Bianco não ganhar.
Pois eu pergunto: oq há de tão extraordinário na campanha da Arezzo além do claríssimo talento de nosso querido Martini?
Pq a Osklen, e sua inserção no mercado nacional de uma nova linguagem publicitária em sintonia com oq há de mais contemporâneo na urbanidade mundial, se transformou nessa zebra tão grande?
Não sei se o Oskar realmente votaria no Giovanni mas sei que eu votaria no Oskar.
acho o premio válido ainda que os ganhadores tenham sido os mesmos gatos pingados de sempre – a gente aprende a andar colocando um pé na frente do outro, não é mesmo? – porque a discussão é positiva. meu sonho é que a moda brasileira encontre a sua cara e pare de achar que tudo que vem de fora é melhor. ainda estou procurando por uma peça incrível feita daquelas rendas nordestinas mas que não me deixe parecida com traje tipico. quando Prada saiu com a coleção de rendados não consegui parar de pensar noutra coisa. mas cadê o bom gosto? adoraria ter visto a Wanderleia, a nossa Stevie Nicks.
[...] Seria bom que mais prêmios incentivadores de novos talentos existissem no Brasil, agora que o prêmio dos “grandes” já existe. Como disse no post abaixo: que venham muitos outros, dando (vários) pontapés na moda [...]
Prêmios que incentivem novos talentos são extremamente necessários e aproveito pra dar os parabéns pra Celita Procópio, da FAAP, pelo evento que aconteceu faz poucos dias e que contribui muito com as novas gerações de estilistas.
Mesmo que digam que a FAAP resolveu ser filial abstrata da Central Saint Martins, eu acho ótimo.
Quem dera todo mundo se inspirasse nos outros dessa forma e com este resultado.
A moda brasileira anda independente deste prêmio. O problema é a visão estreita da mídia que só vê os poucos de sempre e concentra toda a força em São Paulo.
É isso aí Maria!!
Parabéns para todos da Vogue, pelo prêmio, que é o resultado de um belo trabalho. Entendo sim seus sumiços, e gostaria de lhe dizer que embora não tenha comentado antes, o melhor prêmio é você que merece; Maria você nos traz tudo que não chegaria as nossas mãos por menos de R$169,00 a/m. Com seu trabalho aqui, a moda ficou descomplicada e mais que agradável(até porque moda é a alma do mundo).
Enfim, espero que entenda o que estou falando ( não só eu, mas, penso que todos), que você torna nossos caminhos mais que perfeitos até a porta do ” Mundão “que você vive, por cada post seu; mostrando seguraça de uma carreira brilhante…
Muito sucesso, MariaPrata,Porque?Praque?Prataporter?
Para quem não sai por aí sem roupas…
Beijoooooooooooooooooooo!!!
Sucessoooooooo!
O prêmio não foi perfeito – check. Quem não fez nada de muito produtivo neste ano que passou, mas faz muuuuuita coisa pela moda brasileira há um tempão ganhou: check. Os jurados também concorriam em (ditas) diferentes categorias daquelas em que votaram: check. Muita gente torceu o nariz: check. Muita gente aplaudiu: check. Impossível agradar a gregos e troianos: check. Se for consolidado, este prêmio contribuirá para que a moda brasileira deixe de ser constituídas por “simples ateliês de costura”:check. Que venham muitos outros, então.
@Tati Rodrigues
Eu não sabia que os jurados votavam em categorias específicas e se for como vc diz ter sido, então retiro minhas críticas.
Poxa fiquei feliz de ver os grandes nomes da beleza como Max Weber e Duda Molinos na listinha de premiados.
Como trabalho diretamente com esses beauty artists fico mais do que contente em saber que eles são verdadeiramente valorizados,
Beijos
A premicao á de extrama importancia para o mercado, pois faz com os produtos dos estilista sejam mais valorizados ( tanto em $ como tambem o trabalho deles, q merecem nosso respeito e admiracao), mas verdade seja dita a premiacao nao trouxe novidade.
O Reinaldo Lourenco ser o melhor estilista de moda feminia _ nao ha quem discorde disso, ele pode nao ser o preferido como nao é o meu, sou estudante e uso calca jeans e camiseta, mas tirar o merito dele nao tem como. Assim sao os outros premiados e concorrentes. O que faltou foi um incentivo aos estudantes, pequenos atelies de costura com novos conceitos, e que nao moram nos jardins e nem desfilam no SPFW.
E este incentivo nao deveria partir so de premiacoes, mas da Vogue tb como veiculo de comunicao e um trendseller.
@ Elisa Pestana
Entendo oq vc gostaria que existisse mas isso não é da alçada de um prêmio como esse.
Eu sonho com o dia em que o Brasil, que se diz tão “amante” da moda, consiga ter uma entidade forte, competente e atuante como o CFDA americano.
A última coleção de Diane von Furstenberg foi pavorosa mas o trabalho dela como presidente dessa entidade é ótimo, sem falar na colaboração chave de Vogue América (falam tão mal da Wintour mas desconhecem totalmente o trabalho íncrivel dela no backstage fashion).
O apoio à novos talentos deve necessariamente passar por esse tipo de démarche a não ser que queiramos que o Governo crie uma espécie de Bolsa New Designer.