31/10/2008 - 18:17

No último dia 14 apresentei aqui em São Paulo o Prêmio Francal Top de Estilismo. Fiquei muito feliz pelo convite, porque quando estudei moda na Santa Marcelina acompanhei alguns de meus amigos concorrerem a ele. Mas o mais bacana de tudo foi descobrir que o prêmio existe há 14 (!!) anos. Isso eu não sabia. Ele não foi criado, portanto, depois do boom da moda nacional, mas antes dele. Sinal de que a Francal está muito mais preocupada em realmente incentivar os novos designer de acessórios do que criar burburinhos para indústria e mídia.

As peças vencedoras, de Pedro Junqueira, Fabiano Silva Fernandes, Elizete Hermann Martins, Karolinne Isabelle Zolnier e Leandro Vieira Rodrigues
São quatro categorias de calçados: social feminino / casual ou esportivo feminino / social masculino / casual ou esportivo masculino e uma de bolsas. Os vencedores ganham R$ 2 mil (primeiro lugar), R$ 1,5 mil (segundo) e R$ 1 mil (terceiro). Além disso, há ainda um sorteio de uma bolsa de estudos na Moda Pelle Academy, em Milão (olha que ótimo: a ganhadora na categoria bolsas do ano passado foi para Milão, voltou e ganhou a categoria de calçado casual feminino este ano). No juri, pesos pesados da indústria calçadista: Luiza Barcelos, Elisa Atheniense, Sarah Chofakian, o consultor David Gonçalves e o diretor de Comunicação e Mídia da São Paulo Alpargatas, Rui Porto. Eles receberam 279 peças, de 228 inscritos do Brasil todo (60% deles são estudantes de moda).
No dia da premiação pude conferir ao vivo as peças-piloto de cada um dos vencedores, e fiquei muito bem impressionada. Seria bom que mais prêmios incentivadores de novos talentos existissem no Brasil, agora que o prêmio dos “grandes” já existe. Como disse no post abaixo: que venham muitos outros, dando (vários) pontapés na moda brasileira.
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Moda, Sapatos, Sem categoria
Tags: calçados, Francal Top de Estilimo, Prêmio, Sapatos
30/10/2008 - 15:45

Fiquei bem feliz quando o Prêmio Moda Brasil foi divulgado, no começo deste ano. Eventos como esse estimulam o mercado e fazem a moda crescer automaticamente. Quando os indicados foram anunciados, muita gente torceu o nariz, disse que eram só nomes grandes, que não representavam a moda daquele ano no Brasil. Achei normal. Esta primeira edição era mesmo para isso: premiar “the big names”, gente que vem fazendo a história da moda há muitos anos. A nova geração (que não é pequena, já que estamos em pleno crescimento) ainda tem muito tempo para tomar força, se fazer notar e, aí sim, ganhar (este ou outros que virão) muitos prêmios.
Enfim, tudo isso para dizer que cheguei ao Theatro Municipal ontem muito tranquila, como expetadora. Pronta para assistir aos melhores profissionais da moda serem premiados. Mas quando o prêmio começou e eu, dali da minha cadeirinha, fiquei assistindo ao video de apresentação, com todas aquelas caras conhecidas e queridas aparecendo na tela, fui ficando nervosa, ansiosa, e entendendo que eu e todos que estavam na platéia fazíamos muito mais parte daquilo do que tinha imaginado. E me emocionei em vários momentos ao longo da premiação. OK, sou a maior manteiga derretida do planeta, mas me peguei torcendo pelos meus favoritos, comemorando alguns, lamentando outros. Participei.
Adorei ver o Max Weber recebendo o prêmio de melhor hair stylist. Quando entrei na Vogue, em 2005, ele estava começando a fazer materinhas pequenas por aqui e em 4 anos ele levantou vôo (não foi à toa que ele agradeceu muito ao Giovanni Frasson). Me encantei com o discurso de Daniela Thomas, que recebeu o prêmio de melhor direção de desfile pelo trabalho no verão 2009 da Maria Bonita e falou muito da talentosa (e timidinha) Danielle Jansen. Me emocionei com o Reinaldo dedicando seu prêmio de melhor estilista de moda feminina à sua mulher, Gloria Coelho, que concorria na mesma categoria, e achei a coisa mais generosa a Gloria Kalil agradecer a cada pessoa de sua equipe (de nomes que já passaram por lá aos que acabaram de chegar). Por último, claro, gritei (mesmo. Muito.) quando Patricia Carta subiu ao palco para receber o prêmio da Vogue de melhor revista – a gente trabalha HORRORES aqui, como vocês sabem (meus constantes sumiços dizem muito). Mas fazemos uma revista linda de ver e deliciosa de ler, que há 33 anos preza pela perfeição, nada menos que isso. “Autoridade em moda” é o slogan da Vogue. Natural que esse primeiro prêmio fosse da revista, há quase 4 anos dirigida pela Daniela Falcão (pode ser Furacão também, tamanha a energia que ela põe aqui dentro para que tudo fique desse jeito).
É claro que grandes iniciativas como o Prêmio demoram a se ajustar completamente. Não sou tão Poliana a ponto de achar que foi perfeito. Discordo, por exemplo, do juri ser tão pequeno. Acho que onze pessoas (muitas delas indicadas) é um número muito pequeno para decidir tantas categorias diferentes. Acredito também que é preciso ter uma auditoria para acompanhar (e validar) todo esse processo. E, na minha opinião, a única categoria em que as indicações me pareceram estranhas foi a de novos estilistas. Mas isso é o que acontece quando conselheiros e jurados são, todos, de uma geração anterior aos ditos “novos talentos”.
De qualquer jeito, o saldo é MUITO positivo. Tomara que o Prêmio Moda Brasil chacoalhe o mercado, dê um pontapé na vontade de fazer coisas legais na moda e estimule cada vez mais a moda brasileira. E, para isso, ele tem que durar anos e anos. Que venham os outros.
A lista dos premiados:
Estilista Moda Masculina
Alexandre Herchcovitch
Estilista Moda Feminina
Reinaldo Lourenço
Estilista Revelação
R. Groove – Rique Gonçalves
Coleção Moda Praia
Lenny
Stylist
Felipe Veloso
Desfile do Ano
Maria Bonita Verão 2009 – Direção:Daniela Thomas
Make Up
Duda Molinos
Hair Stylist
Max Weber
Fotógrafo
Bob Wolfenson
Campanha Publicitária
Osklen Inverno 2008 – Direção: Oskar Metsavaht
Modelo Feminino
Raquel Zimmerman
Modelo Masculino
Leo Peixoto
Designer de Acessórios
Francesca Giobbi
Figurinista
Marilia Carneiro e Karla Monteiro por “Os Desafinados”
Veículo – Mídia Impressa
Vogue
Veículo Mídia Eletrônica
Web
Chic
Programa de TV
GNT Fashion – GNT
Jornalista de Moda
Glória Kalil
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Crítica de moda, Desfile, Moda, Modelos
Tags: Prêmio Moda Brasil, Vogue
28/10/2008 - 08:28
O PraTV volta hoje em grande estilo, mostrando o showroom nova-iorquino Fifty Two, da brasileira Ana Beatriz Lerário. Bia (ou Ana, como é mais conhecida lá fora) trabalhou com Richard Chai e Marc Jacobs antes de tomar duas grandes decisões: lançar a marca que leva seu nome e abrir um showroom para vender as coleções da Lerario Beatriz e também as de outros estilistas, brasileiros e internacionais. Quer saber mais e conhecer as peças femininas e cheias de personalidade da Bia? Assista ao vídeo!
E para assistir a todos os PraTV feitos até hoje, clique aqui!
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Moda, Pratv, Sem categoria
Tags: Lerario Beatriz, Marc Jacobs, Richard Chai, Showroom
27/10/2008 - 14:57
Vou voltando aos poucos, ok? E, pra começar, uma chamadinha para o Pense Moda, que já abriu inscrições para o próximo evento (de 17 a 19 de novembro, no Centro Britânico Brasileiro). Eu participo da mesa de blogs (isso se eu ainda não fui demitida da bloglândia por justa causa!). Vai lá!

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Moda
Tags:
22/10/2008 - 14:10
Alguns de vocês já perceberam, como li nos comentários: o layout do blog mudou, sim. Ficou mais gordinho, para entrar no “padrão ig” de blogs. Eumimmesma preferia o outro, mais delicado, criado por minha fiel escudeira Jana Tahira. Mas… regra é regra. Enfim, vim pra dizer que não vim ainda! Fechamento dos mais brabos dos últimos tempos, nem dormir eu durmo mais. Então guentem firme que logo, logo eu volto, pra falar de Prêmio Francal Top de Estilismo, que apresentei na semana passada, Pense Moda, Prêmio Moda Brasil e mais um monte de coisas que estão aqui na cabeça mas não têm tempo de serem postadas. Até já.
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria
Tags:
06/10/2008 - 00:08
A crítica de moda é um tema recorrente deste blog desde que eu fui convidada para dar um curso sobre o assunto na Escola São Paulo. Semana passada, acompanhando a cobertura da semana de moda de Paris, me deparei com um ótimo exemplo de um dos temas que falei nas aulas: a divergência de opiniões entre especialistas no assunto. Alguém aí leu as críticas de Cathy Horyn, do The New York Times, e de Suzy Menkes, do International Herald Tribune, sobre o desfile da Balenciaga?
Cathy Não gosta da coleção. Acha que as peças não funcionam fora dos looks, que não despertam desejo imediato de moda e que alguns detalhes ali eram prosaicos. Termina dizendo que estilistas como Ghesquière têm a bênção de serem “groudbreakers. Mas às vezes tudo o que você quer deles são roupas que podem ser usadas todos os dias nas ruas. Esse é um pedido alto o suficiente hoje em dia”.
Suzy, por sua vez, ama. Diz que, com esta coleção, Ghesquière se coloca em um lugar de mestre. Que as bolsinhas de mão vão virar hit absoluto e que, com a crise mundial, quando “ninguém mais precisa de uma roupa assinada, Ghesquière ousou em mostrar um coleção forte e criativa. E quem ousa, ganha”
Moral da história: não tem certo e errado na crítica de moda. Existem, sim, opiniões fortes e olhares distintos de especialistas que enxergam a moda a sua maneira – e que sabem defender aquela opinião com forte embasamento. Porque no fim, o que importa mesmo é o olhar crítico (e o desejo de consumo) da compradora. Esse, sim, vai determinar se a coleção “funciona” ou “não funciona” de fato.
(por algum motivo não consegui postar as fotos. assim que der eu subo. Ah, a minha opinião? Fico com Cathy desta vez. Não tenho desejo com a coleção. O início do desfile me lembrou das roupas vendidas numa loja chamada Cyber Dog na época em que eu morava em Londres, em 1997, e as raves bombavam – calças curtas com modelagem motocross, tênis com sola “bubble”, meias-calças de lurex. Aos meus olhos, passaram longe da elegância cool constantemente proposta pela grife.)
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Crítica de moda, Sem categoria
Tags: Balenciaga, Cathy Horyn, Desfile, Suzy Menkes, The international Herald Tribune, The New York Times, Verão 2009