MAIS MILÃO
No último post falei sobre a iminente crise mundial e a necessidade de uma moda mais comercial que o momento trazia – e que a semana de moda de Milão mostrava. Mas, mesmo com desfiles básicos, clássicos ou minimalistas (chame do que quiser. Cada estilista arranjou um refúgio), ainda existiam idéias fortes nas apresentações que comentei (Prada, Bottega, Jil Sander). Hoje, chegando aqui na redação (ontem fiquei sem internet em uma palestra em Cianorte, PR), fui fuçar os últimos desfiles e me deparei com o da Gucci:


OK, mundo em crise, precisando vender, tal e coisa. Mas, Frida, precisava fazer uma coleção tããão sem brilho, sem novidades, sem energia? Nada ali é novo. Nem na moda (alguém aí precisa de mais um vestidinho estampado e esvoaçante? E uma Sahariene, anybody?), nem na própria coleção – a estilista repetiu exaustivamente alguns dos looks. Terninhos coloridos com chapéu panamá: 8. Vestidinho estampado com faixa na cintura: 4. Acho que se me mostrassem a coleção sem dizer de que marca era, eu erraria feio. Muito triste ver a Gucci, que já brilhou tanto, assim tão apagada.


E lá vamos nós para a Dolce & Gabbana. Engraçado a marca apostar na história dos pijamas, soooo last season (Dior fez, Prada fez, Stella também fez). Mas que bom que apostaram de um jeito bem-pensado e executado. A coleção mescla a divertida “pajama party” com outra brincadeira que deu as caras por aqui (antes!) no desfile de André Lima e que em Nova York apareceu (de outro jeito, bem minimal) na passarela da Calvin Klein: a arquitetura das roupas. Peças com cara de origami, com pontas, assimetrias, cortes e formas que desafiam nossa noção do corpo humano. Na Dolce, essa arquitetura apareceu em ombros giga de tops que parecem feitos de jacquard e em saias pontudas na lateral. É divertido. Mas gosto mesmo é dos pijamas, viu. Queria eu dar uma de Schanabel e sair por aí de calças largas e camisa com viés de outra cor, tudo de cetim de seda. Megaconforto.


Por último, a coleção da Versace. Adoro o caminho mais calmo (leia: menos extravagantérrimo) que Donattela adotou para a marca desde que “tomou posse”. Para o próximo verão, a imagem é forte, sim, mas também delicada – corações feitos de zíper são o melhor exemplo dessa dualidade. Suzy Menkes achou os metálicos desnecessários “em tempos de contenção”. Eu gostei – afinal, Donatella que é Donatella mesmo não ia deixar o brilho tão de lado assim.

Acho que a maneira como a dupla , Dolce & Gabbana , trabalhou os pijamas , foi bem interessante e corajosa realmente , já q foi bastante explorado (sem falar que os ombros trabalhados , tecidos como o cetim de seda e o tafetá vermelho sangue sangue , as mangas bufantérrimas , pregadeiras do tamanho de pires , me FIZERAM LEMBRAR MUITO LACROIX , bem ,a intenção era ser barroco , acho q conseguiram !) , porém , detestei o momento flores ( Kitsh ) ! Gucci , eu não consigo gostar , com ou sem fedora – adoro , por sinal- a Frida Gianini ,para mim , é uma péssima designer ,que acerta de vez em quando e erra muito , mas como disse Mr. Mark Lee (ainda lembro desse comentário tosco ) : ” Ainda existe muita lenda em volta da palavra estilista. A venda dos artigos de luxo não depende de quem desenha isso ou aquilo e, sim, do bom gerenciamento da marca.” Enfim , cada qual pensa o que quiser , gosto ou mal gosto não se discute e unaminidade é pra lá de chato mesmo – imagine se todo mundo achasse tudo bom , ai q chato – urghhhhh… ! E se quer comprar Gucci , comprem , tem gente que paga R$ 500 ,00 ou mais em roupas da Colcci , não é mesmo ? ! Por último , VERSACE e ALBERTA FERRETTI , a 1 º achei interessante as estampas pop que apareceram no final do desfile , nos vestidos , me lembraram muito as estampas que o próprio Gianni usou – it’s been a long time ago – , acho meio tosco os tecidos com aspecto de pele de cobra ! Anyway , Alberta Ferretti , foi um arraso !! Amei as franjas , o efeito degradé dos poás estampados no chiffon , era surreal e inovador . Lembro q o Hussein trabalhou as franjas com contas em uma de suas coleções passadas , porém , Alberta conseguiu algo bastante inovador , ficou chic , esbanjou glamour !
e por fim
Maria , Bjo !
a Dolce fez pijamas no masculino, talvez o feminino tenha continuado neste caminho. Foi assim na Burberry tambem, com o jardim do christopher bailey. bisous de paris, bebe!
Ahhh, Maria, tô há um tempão pra te sugerir isso.. sabe aquele curso sobre análise de desfiles q vc deu aí em SP e acho q em algum lugar do Sul? Vc não gostaria de ministrá-lo aqui no RJ não? Gostaria taaaaaanto de participar!!! Melhor ainda no Senai Cetiqt (onde estudo haha)!
Pensa com carinho???
Beijoss
Aguardemos o new-new look!
Sabe como o Style descreveu as manguinhas da Dolce?
big Minnie Mouse-ear sleeves
rs…rs…
bjs Diana
Ai Mariaaa! Adoro suas críticas. E que tal ofertar aquele curso de novo mesmo?! Quando vc deu na Escola SP não consegui ir, mas penso nisso direto.. rsrs
Bom, em primeiro lugar devo dizer que amo esse mundo louco da moda!!!d+!!!!Mas, confesso que concordo com a pessoa que disse p/ esperarmos o “new new look”…sim, pq nada (nada mesmo) é novidade…tudo adaptado com um drapeado aqui, um ar mais despojaso ali, mas, no final é tudo repetido: de outras décadas então. Já não aguento mais releituras de sessenta e setenta. Essa preocupação demasiada com o comercial que entrou na moda e nao vai sair, é que (na minha opinião) não vai deixar vir o “new new look” infelizmente.Triste, ver a Gucci com uma coleçao que nem de perto alcançou o perfil da marca, mas, fala-se de Gucci pq a falta de criatividade é mais notória, porém as outras grifes não foram tão espetaculares assim!!!!bjos!!!!fiquem com Deus!
O certo não seria “iminente”, Maria Prata?
eminente
e.mi.nen.te
adj m+f (lat eminente) 1 Que se eleva acima do que o rodeia; alto, elevado. 2 Excelente, sublime. 3 Superior. Antôn (acepção 1): inferior, baixo.
iminente
i.mi.nen.te
adj (lat imminente) 1 Que ameaça cair sobre alguém ou alguma coisa. Sin: impendente. 2 Sobranceiro.
Erro normal para alguém que é apenas a editora de uma revista.
É , Mario S. , Talvez o medo de inovar seja exatamente por isso ! Pq , o que é inovador , raramente é comercial ou aceito pelas pessoas, o objetivo das marcas hoje em dia é mais vender do que criar (essa palavra se tornou ”refazer” , ”recriar ” e alguns nem escondem o que fazem de verdade , copiar , copiar e copiar ) ! Afinal , quem vende pouco ou causa prejuízo é logo colocado de lado ( substituído ? hahahahha…) ! Mudanças aconteceram ,sim ”partout” , mas acho que exageras em generalizar , tem gente ainda criativa o bastante para criar e inventar algo novo – Raf S. , Tao K. etc. etc . ) . Mas, como o que controla é o mercado e os consumidosres influenciados pela mídia ( Tv , e outras pragas ….) e não a criatividade , e as pessoas olham para passarela com aiiiiiiis ( espantosos ) , principalmente quando é couture . O negócio mesmo é fazer uma readaptação do q já foi visto , mesmo pq corajoso daquele que levanta as asas de cera hj em dia , ao contrário de Ícaro , acaba desabando antes mesmo de tentar voar , tadinho !
P.S. : Vejam só , o mundo tá tão tão maluco e incerto que os próprios designers ( Elbaz , …), tem medo , muito medo do amanhã e do mercado que dita hj vc está In , tomorrow off .
Oii Maria,
eu fui no desfile da Gucci aqui e não concordo com vc… as roupas podem não ser novidades mas são lindíssimas, amei tudo,foi um dos melhores desfiles e mais aplaudidos! Acho que exatamente por ter sido assim tão simples, tão real, tão comercial! Na moda a cada dia aparece uma novidade mais maluca do que a outra,acho q mundo tá precisando exatamente do que Frida tentou nos mostrar, o mundo precisa de ter um pouco mais os pés no chão… assim como a moda!!! Eu amei!!!!!!
Beijinhos
Oi Maria, Voltei!!!
Nossa que coleções são essas?
Vou ler tudo com calma e posto melhor^^
( Dando noticia porque tive que ficar fora do ar um tempinho0!
Beijos!!!