LAST LOOK: YSL

Na despedida, em 2002: todas as musas reunidas
Acordei com a triste notícia da morte de Saint Laurent. Depois fui deixando a tristeza de lado. Ele foi na hora que precisava ir – estava fraquinho há um tempo -, deixando para trás uma quantidade infinita de criações, momentos, memórias e contribuições incomparáveis para a história da moda. Aqui um textinho que escrevi para o RGVogue:
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Mais musas: em 1978, com Loulou de la Falaise e Betty Catroux; e com Bianca Jagger no dia do casamento de Lolou e Thadée. Detalhe: o vestido de Bianca não tinha sido desenhado por ele, então YSL achou que deveria dar uma “customizada” com… samambaias!!
Genial é pouco para descrever Yves Saint Laurent. O estilista, que morreu ontem à noite, deixou de herança para quem fica nada menos que o prêt-à-porter. Foi ele quem primeiro desfilou e investiu com força no ready-to-wear que tanto conhecemos hoje. Aqui na redação de Vogue, percebo a importância de YSL na história da moda cada vez que vou escrever um View (seção em que explico de onde vem e para onde vai uma tendência) e peço uma foto de alguma criação sua para as produtoras da revista. Matéria sobre a moda étnica e o mood africano? Coleção safári de YSL. Sobre o masculino feminino? “Le Smoking”, YSL. As calças? YSL. O glamour dos 70? YSL, YSL, YSL
“Mas YSL, de novo?!”, elas me perguntam. “É. De novo”, respondo sempre, sabendo que aquelas e outras tantas imagens de criações do genial criador ainda vão voltar muito à páginas de Vogue. Sua morte é uma tristeza, mas, não há dúvidas, ele fez por aqui tudo o que poderia ter feito. A moda agradece, saudosa.

YSL, por Ruy Sanches Blanco
Quando cheguei na redação, recebi um email do querido Ruy Sanches Blanco, fotógrafo de primeira e marido da número um, Raquel Zimmermann, com uma foto (acima) de YSL feita por ele em 2001, no penúltimo desfile do estilista – uma de suas muitas musas, Laetitia Casta, está a seu lado. Pedi umas aspas para o Prataporter. Olha que lindo:

Raquel de YSL couture, por Ruy Sanches Blanco
“Uma das minhas memórias de moda mais remotas é acompanhando minha ‘very stilish’ mãe ao Metropolitan Museum of Art, em Nova York, no começo dos anos 80, para ver uma retrospectiva de YSL no Costume Institute. Eu fiquei impressionado com a beleza de seu trabalho e com o que aprendi sobre ele no que diz respeito a sua força e dedicação à arte da moda. Mais tarde, fiquei encantado e honrado de poder ir ao seu desfile de alta-costura de inverno 2001 em Paris e também ao seu último desfile, em janeiro de 2002 no Centre Pompidou. Principalmente porque eu pude assistir ao amor da minha vida, Raquel Zimmermann, desfilar para ele nas duas apresentações – na última, foi ela quem puxou a fila final de modelos. YSL fez do mundo um lugar mais bonito.”

*** Então, gostei muito de sua homenagem , à este grande ARTISTA… para nós da moda é uma perda sim , Lastimável . como poucos e sábio no que fazia , sua MULHER- não estava só de Roupas, mas evolta por uma NÚVEM DE COR ” *** … Sublime …
Ah, estava esperando o super post! Até postei no meu blog dizendo que você faria algo. Ainda bem que escreveu! Viva YSL, Maria!
Post lindo. Adorei todas as fotos.
Me emocionei com o seu post!
bjs
linda homenagem.
lindo, lindo post!
lindo ele e vcs,
obrigada.